26 junho, 2017

Aí estão as Piolho # 22 acabadinhas de chegar na última praia mar de seu tema sempre livre e de «morrer na praia» por mais; como tema primário

PIOLHO Revista de Poesia
« O Piolho Viajante é obra que se notabilizou entre as camada populares, que não obteve o favor de nenhuma critica nem os elogios dos patriarcas letrados do tempo. Fez-se ela própria...Hoje, duzentos anos, …,eis que alguém a exuma, não para a considerar um obra-prima, mas para a colocar no escano que lhe pertence...» João Palma-Ferreira, Obscuros e Marginados, Estudos Portugueses, Imprensa Nacional-Casa da Moeda Lisboa|1980
 
Meireles de Pinho(ilustrações),Lígia Casinhas, Sónia Oliveira, Carlos Alberto Machado, Carlos Ramos, Fernando Sernadas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita,  João Albuquerque,
 João Pedro Azul,
 Eduardo Quina,  António Pedro Ribeiro, Lopes da Silva,
 Noel Petinga Leopoldo,  Francisco Cardo, José Guardado Moreira, Raul Simões Pinto, Rodrigo Pedro, Rui Almeida, João Meirinhos, Pedro`Águas, António S. Oliveira, Miguel Sá-Marques,
 Vitor Cardeira,
  Amadeu Baptista e Rubén Darío


 fazem mais ou menos por esta desordem este
número

o vigésimo segundo Julho 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira



Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores



22 junho, 2017

Enquanto a Piolho está em tipográficos trabalhos do seu próximo nº o 22. Aconselhamos uma visita aos nossos antepassados :«« O Piolho Viajante é obra que se notabilizou entre as camada populares, que não obteve o favor de nenhuma critica nem os elogios dos patriarcas letrados do tempo. Fez-se ela própria...Hoje, duzentos anos, …,eis que alguém a exuma, não para a considerar um obra-prima, mas para a colocar no escano que lhe pertence...» João Palma-Ferreira, Obscuros e Marginados, Estudos Portugueses, Imprensa Nacional-Casa da Moeda Lisboa|1980 »









O Piolho Viajante, obra portuguesa publicada em 1802, foi um dos livros mais lidos no Brasil do século XIX. A história, narrada por um piolho que viaja por 72 cabeças as mais diversas, satiriza os costumes da sociedade portuguesa do final do século XVIII e início do século XIX. Lançada inicialmente em folhetos semanais anônimos, veio a ser reunida em volumes em 1821, com autoria atribuída a António Manuel Policarpo da Silva. Sucessivas reedições garantiram a permanência de sua popularidade em Portugal e no Brasil até meados de 1860, quando o livro começou a sair de circulação e cair no esquecimento.
A presente edição eletrônica de O Piolho Viajante tem como objetivo contribuir para que a obra de Policarpo da Silva, tão prezada por brasileiros e portugueses do oitocentos, volte a circular.

Para conhecer mais sobre autor e obra, clique em Apresentação; para copiar e ler o romance, clique em O Piolho Viajante.







A.DASILVA O.

O PIOLHO VIAJANTE
Adoro viajar ver mundo sem a cama deixar
De cabeça em cabeça setenta e duas ao todo
entre mil e uma caparuças
Despejar o mais belo linguajar de meus bisa-
-vós celebrar com escárnio e mal-dizer
aquém e além mar
O mesmo abanar de consciências
como o fez o sr alguidar que de fraca pena
 em punho vergastou anónimo
o mundo com quitoso engenho
o poeta e o seu cabedal
que o critico que do seu
cânone se limitou a cagar
autos mistérios comédias
entremezes dum povo
a dançar a tarântula
fofa sobre o seu cadáver
ali pró rossio
de todos os cios
do pobre indigente
e vadio intelectual
dos marinheiros
soldados
e aventureiros
mutuamente se bulham
entre coplas
tregendas e estâncias
de correr mundo
em cuecas de azul trincado
pelas suas duras linhas
Entre linhas pontos finados
e demais esquisitos cadáveres
que alguma língua viva
ou morta o terá dito e maldito o seja para todo o tempo e toda gente e demais seiscentos e sessenta e seis fezes e de vezes