Um homem para andar limpo tem de se sujar até aos colarinhos?, diz o poema
Enterrar os mortosQueimar os vivos, diz o poema
o poema está nos pormenoresa disparar em todos os sentidosos restos mortais do cadáver esquisito, diz o poema
Uma quadra popular é uma recta dobrada em quatro à moda do Porto como um caralho sem dente, diz o poemadilu Ente
Cuidado com todo aquele que anda com um poema na ponta da língua Não passa duma pastilha elástica, diz o poema
A morte fica-te bemObrigado, diz o poemaAinda bem que gostasdo meu sobretudo
Fake PoemInForma, Musa deu à luzCento e vinte milhões
de
poemas contrafetos, diz o poema
Pensar o pior
Faz-me sentir
Pior
Ou melhor pensando
Nada disto é Pensar
É um facto
É um fardo cheio de fardas
Das vítimas das minhas fantasias
Já sinto a autodestruição a Pensar o pior
Do que me acontece, diz o poema
Lamento mas não é de todo possível participar nas vossas cerimónias fúnebres, diz o poema
Só tenho um sobretudo
para ir ao meu enterro, diz o poema
As fezes são uma merda, diz o poema
e o poema diz com o dedo de deus,
as tuas fezes estão cheias de pus
esia e sangue, diz o poema
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No dia de Portugal é quem mais coça os colhões ao Camões
com viagra e papel de jornal , diz o poema
Extrema Unção lê
uma entrevista
entre
um medíocre menos
e um moribundo mais
a responder sobre o quer ser depois de morto, diz o poema
O poema estrangeiro
continuam a ser muito bem lambidas as suas botas retóricas
pelos mui inteligentes
I recheados de sentido de humor
I que escrevem muito bem sobre a banha da musa depois de morta
I diz o poema