Hoje, aqui no corredor da morte, todos recebemos de SS uma carta. Há muito que ninguém recebia correspondência. A admiração foi pois muita e todos estranhamos: será uma carta bomba? Será que o Estado, na sua cívica limpeza democrática, tenta-nos com um suicídio colectivo, nestes tempos de todos os terrorismos? Felizmente que não. Falso alarme, provam-nos, tudo foi devidamente inspeccionado. Muito bem lá abrimos a carta, a uníssono, emocionados:
“Informa-se V.Exª de que nos meses abaixo indicado se verifica o não pagamento das contribuições devidas à SS.” Olhamo-nos incrédulos “ coitadinha!”, todos recebemos a mesma carta e as lágrimas jorram pelo nosso rosto “Assim, solicita-se que, no prazo de 10 dias a contar da data de recepção da presente notificação, proceda ao referido pagamento...mais se informa que a não regularização da referida situação, determina a cobrança coerciva, salvo se for invocado fundamento legal...”
Pulga, Tgv, Ota, Iva, Irs, Snuff, Graffity, Grafitti,..., enfim todos estamos de boca aberta de espanto: que pérola! Que bela peça de literatura! todos estamos de acordo: pensávamos que estávamos esquecidos da sociedade, mas não, é bom viver
Também concordamos, reunidos em plenário, que todos temos que saldar as dívidas à sociedade para que esta possa pagar ao Estado para que este continue corrupto e incompetente. Reunidos em plenário tentamos via net conseguir voos em conta para o Brasil e voltarmos quando passar a crise.
27 julho, 2005
26 julho, 2005
25.07
Um silêncio obscuro deambula pelo corredor da morte:
“ Sabes que podes morrer nessa nascente
Penetra-me e conduz-me à segunda explosão
Há uma espécie de inferno aonde o céu
transfigura os meus braços nos teus braços
Arranha-me os ombros, explora
os meus lábios com sofreguidão. Intensifica
sobre a coroa fluida do meu centro
o mar da tua mão
e tange-me os pés com avidez e luto
para que nada me pertença ou te pertença.
Encontra-me e perde-me. Lança-me ao abismo
onde tudo é escuro e brilha inexorável
o gozo de morrer e de matar.
Com a minha morte vinga a que tiveres “
In “ A Construção de Niníve” de Amadeu Baptista, livro da semana, na Pulga (4 euros)
“ Sabes que podes morrer nessa nascente
Penetra-me e conduz-me à segunda explosão
Há uma espécie de inferno aonde o céu
transfigura os meus braços nos teus braços
Arranha-me os ombros, explora
os meus lábios com sofreguidão. Intensifica
sobre a coroa fluida do meu centro
o mar da tua mão
e tange-me os pés com avidez e luto
para que nada me pertença ou te pertença.
Encontra-me e perde-me. Lança-me ao abismo
onde tudo é escuro e brilha inexorável
o gozo de morrer e de matar.
Com a minha morte vinga a que tiveres “
In “ A Construção de Niníve” de Amadeu Baptista, livro da semana, na Pulga (4 euros)
22 julho, 2005
22.07
Pulga aceitou desculpas. O sr. Vice-presidente da Câmara Municipal de V.N. Foz Coa, Gustavo Duarte falou. Viva o bom senso, os encontros de poesia, as pequenas editoras e o resto... a literatura. Pulga agradece a todos quanto se empenharam nesta causa.
As edições Aquário chegaram em força com cinco títulos de Silva Carvalho, o poeta porético: Caos Indelével Inefável (12,50 euros) Mediocridade ( 15 euros) As Estações (15 euros) A Experiência Americana ao Vivo (15 euros) O Rito Diário de um Hipocondríaco (15 euros) sãos os títulos à disposição na Pulga. Com o andar da carruagem voltaremos a eles.
As edições Aquário chegaram em força com cinco títulos de Silva Carvalho, o poeta porético: Caos Indelével Inefável (12,50 euros) Mediocridade ( 15 euros) As Estações (15 euros) A Experiência Americana ao Vivo (15 euros) O Rito Diário de um Hipocondríaco (15 euros) sãos os títulos à disposição na Pulga. Com o andar da carruagem voltaremos a eles.
18 julho, 2005
18.07
“ Por isso mesmo, estudaremos cuidadosamente dois dos seus aspectos principais, já que mais desesperados e definitivos: o ERRO, como processo de conhecimento e a IMPERFEIÇÃO, como método de captar o INSTINTO “ in “Processo ao pouco de realidade” de Simplicíssimus, livro da semana, 3 euros, atenção 3 euros, na Pulga.
Pulga acusa: A Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa de não querer efectuar o pagamento da n/. facturação referente a livros de pequenas editoras que nos foi pedido, para um encontro de poesia, em Dezembro pelo sr. Maximino, vai para 7 meses, à responsabilidade do vice-presidente sr. Gustavo Duarte. O sr. Éloi afirma que o sr. vereador da cultura manda dizer que a Câmara de Foz Côa nada tem a pagar e sim quem fez o pedido... confuso,a?, o nosso advogado já está a tratar do assunto, mas daqui apelamos ao bom senso do sr. Presidente da Câmara para que cumpra com as suas responsabilidades e efectue o respectivo pagamento; e também apelamos à navegação para o envio de e-mails www. Cm.fozcoa. pt ao sr. Presidente em nome da honestidade intelectual. Pulga agradece.
Na próxima quarta-feira, dia 20, no Púcaros bar, será lançado, à noite, pela voz de Isaque o livro de Virgílio Liquito “Malgas de Peçonha”, há que aparecer.
O Anjo Snuff
instalação
de A. Dasilva O.
“Se Snuff é considerado uma perversão extrema não deixa de ser produto da mesma natureza que criou à séculos na Europa outros espectáculos de morte, como por exemplo os autos de fé, as execuções no pelourinho ou as touradas, herdeiros por sua vez de tradições sangrentas ainda mais antigas.” Mário Augusto
de 15 de Julho a 15 de Setembro, livraria Pulga, rua Júlio Dinis, 752, lj 70, Parque Itália, Porto
Na próxima quarta-feira, dia 20, no Púcaros bar, será lançado, à noite, pela voz de Isaque o livro de Virgílio Liquito “Malgas de Peçonha”, há que aparecer.
O Anjo Snuff
instalação
de A. Dasilva O.
“Se Snuff é considerado uma perversão extrema não deixa de ser produto da mesma natureza que criou à séculos na Europa outros espectáculos de morte, como por exemplo os autos de fé, as execuções no pelourinho ou as touradas, herdeiros por sua vez de tradições sangrentas ainda mais antigas.” Mário Augusto
de 15 de Julho a 15 de Setembro, livraria Pulga, rua Júlio Dinis, 752, lj 70, Parque Itália, Porto
12 julho, 2005
12.07
Estão todos a fazer contas à vida, enquanto a morte está a banhos na grande urbe. Banhos de multidão e sangue. De volta ao corredor da morte o tédio é de cortar à faca. Deus continua no seu voto de silêncio. Alcoviteira lambe Animal como se este fosse uma grande ferida. Grafitty e Graffiti esgrimem argumentos sobre os recentes atentados e choques de civilização entre abundantes raciocínios selvagens e outros coitos interrompidos pelo desenrolar dos acontecimentos que bêbedos de chamas, abrem para a necessidade de domesticar a privacidade e reduzir temporariamente a liberdade individual para melhor exercer a cidadania. A democracia está em perigo. Os partidos tentam transformá-la num condomínio fechado. “E aqui começam as dificuldades do lado da prática. Se toda a prática (trabalho, política ou ciência – não há aqui diferença de plano, todas se desenvolvendo segundo o mesmo modelo do « modo de produção») está ancorada nas suas condições históricas concretas dadas, como subtrair a produção científica à influência da ideologia que, no entanto, presumivelmente teria sido já relegada para uma região anterior ao corte? E a política? Quem detém os meios de produção (teóricos) das transformações sociais? O comité central do partido? Com todos os seus seguidores e adversários por igual mergulhados no pântano da ideologia” in “ O Estranho caso da morte de Karl Marx” de Ângelo Novo, livro da semana, na Pulga, a 5 euros “ Os artigos e ensaios que fazem parte deste volume têm como traço de união o facto de se situarem todos dentro de um esforço de divulgação e renovamento do pensamento marxista...”
06 julho, 2005
6.07
Aviso à navegação: Pulga, amanhã, dia 7, estará analogicamente fechada, em viagem de negócios, dia 8 voltará ao horário normal. Pedimos desculpa pelo incómodo.
04 julho, 2005
4.07
Do outro lado do atlântico comemora-se a razão de ser. A terra é prometida num sonho fastfood democrático, num western onde o bem e o mal pós-moderno se dobram e desdobram, como carne para canhão, em acção. As imagens como refúgio e excesso da melhor defesa: o ataque. O choque tecnológico da lavagem ao cérebro neobarroco da opinião pública.
Por cá resta-nos pensar o excesso. Pensar o Excesso, de Pedro Parcerias, é o livro da semana (5 euros): “O pensar do excesso, enquanto pensamento do excesso por si mesmo, é o pensar que se dirige à totalidade do ente a partir da sua intimidade, ou seja, a partir da sua continuidade. Porque é dirigido pelo ente enquanto ente, o pensar que é exigido pelo excesso insere-se na tradição e na história da metafísica.”
Pulga foi à estação dos correios, ctt, despachar uma encomenda de livros. Tira a senha e espera pacientemente pela sua vez. Chega o senhor candidato, ex-governador civil, à civil, e deita um olhar de reconhecimento e com um sorriso de figura pública: então ninguém me reconhece nesta estação suburbana do grande Porto? Lá foi tirar a sua senha e, mais uma vez se expõe com sinais de quem está com pressa. Subserviente o chefe da estação corre para o senhor candidato e concede-lhe um tratamento de excepção. Pulga chegando a sua vez, abre a boca irritada por uma encomenda de livros demorar até sete dias, via normal, para chegar ao seu destino, quando como livros devia ser entregue no dia seguinte como está estipulado, e para tal os editores dão ao estado 12 ex. de cada livro editado, por dá aquela palha. Não senhor, se quiser tem que ser assim e paga uma fortuna e mesmo assim não garantimos nada, se quiser pode reclamar, mal sabendo o ingénuo empregado que quem se magoa é sempre ele e ou um dos seus com aconteceu frequentemente, já que os seus superiores não assumem as responsabilidades, a culpa é do ignorante do cliente e do improdutivo empregado. Pelo meio, este tenta despachar tralha benfiquista e outras tralhas que os ctt mais parecem lojas chinesas, e livros, sim também vendem livros, daqueles que se vendem aos milhares, percebem?, e os aterros sanitários deles estão cheios. E o sr candidato? Lá foi, depois de engolir uma dúzia de indirectas que Pulga despejou no infeliz empregado, que não percebeu nada e apenas se lamentou de talvez lhe ser impossível, hoje, de conseguir obter os objectivos. Amanhã se verá se a encomenda chegou, que numa ida lá por pouco mais ficaria. Sr. Moreira para a próxima leve a marcha assinalada para ter um tratamento de excepção ( pode ser daquelas sirenes da Psp, assim, colocada na cabeça), faça-nos esse favor democrático. Srs Ctt demitam-se ou privatizem-se duma vez e não insultem a lei maior do país.
Por cá resta-nos pensar o excesso. Pensar o Excesso, de Pedro Parcerias, é o livro da semana (5 euros): “O pensar do excesso, enquanto pensamento do excesso por si mesmo, é o pensar que se dirige à totalidade do ente a partir da sua intimidade, ou seja, a partir da sua continuidade. Porque é dirigido pelo ente enquanto ente, o pensar que é exigido pelo excesso insere-se na tradição e na história da metafísica.”
Pulga foi à estação dos correios, ctt, despachar uma encomenda de livros. Tira a senha e espera pacientemente pela sua vez. Chega o senhor candidato, ex-governador civil, à civil, e deita um olhar de reconhecimento e com um sorriso de figura pública: então ninguém me reconhece nesta estação suburbana do grande Porto? Lá foi tirar a sua senha e, mais uma vez se expõe com sinais de quem está com pressa. Subserviente o chefe da estação corre para o senhor candidato e concede-lhe um tratamento de excepção. Pulga chegando a sua vez, abre a boca irritada por uma encomenda de livros demorar até sete dias, via normal, para chegar ao seu destino, quando como livros devia ser entregue no dia seguinte como está estipulado, e para tal os editores dão ao estado 12 ex. de cada livro editado, por dá aquela palha. Não senhor, se quiser tem que ser assim e paga uma fortuna e mesmo assim não garantimos nada, se quiser pode reclamar, mal sabendo o ingénuo empregado que quem se magoa é sempre ele e ou um dos seus com aconteceu frequentemente, já que os seus superiores não assumem as responsabilidades, a culpa é do ignorante do cliente e do improdutivo empregado. Pelo meio, este tenta despachar tralha benfiquista e outras tralhas que os ctt mais parecem lojas chinesas, e livros, sim também vendem livros, daqueles que se vendem aos milhares, percebem?, e os aterros sanitários deles estão cheios. E o sr candidato? Lá foi, depois de engolir uma dúzia de indirectas que Pulga despejou no infeliz empregado, que não percebeu nada e apenas se lamentou de talvez lhe ser impossível, hoje, de conseguir obter os objectivos. Amanhã se verá se a encomenda chegou, que numa ida lá por pouco mais ficaria. Sr. Moreira para a próxima leve a marcha assinalada para ter um tratamento de excepção ( pode ser daquelas sirenes da Psp, assim, colocada na cabeça), faça-nos esse favor democrático. Srs Ctt demitam-se ou privatizem-se duma vez e não insultem a lei maior do país.
01 julho, 2005
1.07
Um minuto de silêncio por Emílio Guerreiro. Que a Democracia não descanse em paz..
Novo mês, novo livro a cinquenta por cento. Durante o mês de Julho, o livro do mês é: O Livro Mau, de A.Dasilva O., 5 euros.
“ Toda a criança arrasta dentro de si um adulto. Uma página em branco cheia de sangue e de bactérias em autodestruição.
E o melhor da literatura são as crianças.
...
Deserto. Flores. As bonecas espalhadas pela areia, que voava, da direcção norte-sul. Batia-lhe no corpo. Furava a pele com uma agulha o Urso. Ia matar todos. Sem dor. Acordariam outros. O mundo seria melhor. Por vezes pensava que estava a sonhar. Ela dizia. A pensar. Gostava da palavra pensar. Aqui nasceu o verbo. Foi o vovô. Era livre pensador. Tinha escrito muito. Mas um dia queimou tudo. Ela ajudou. Só ela e ele. Estava nevoeiro no jardim. Por vezes tudo era tão claro que pensava. Assim para depois dos olhos. Tinha um galo na cabeça que não a deixava pensar. Uma bola de carne onde se escondia esse grão de areia. Pensar. Gostava de olhar para uma flor, com tal intensidade que ela perdia a cor. Fechava-se. Ela não conseguia mexer os objectos.
...
... tentara suicidar-se. Estava ali deitada. Parecia uma estrela do mar. Não sabia se estava a pensar, se a sonhar. Tentava mexer-se. Estava paralisada. Foi de urgência para o útero. Abriu os olhos para dentro e sentiu tudo muito claro.”
Um livro de Verão. Nitidamente. Para quem gosta de fazer férias na noite. Narra o testemunho de uma criança que foi vítima de violência doméstica. Foi agredida por um livro. Este. E ficou paraplégica. Também sonâmbula e, neste estado, percorre a noite, a literatura com as suas bonecas, peluches e antepassados em acção e leitura de tirar a respiração a este ambiente de cortar à faca.
Acaba de chegar a notícia de que livraria gerida portugueses em Paris de nome Lusophone está a praticar censura ao nosso título “Putas à moda do Porto”. Fabuloso!
Novo mês, novo livro a cinquenta por cento. Durante o mês de Julho, o livro do mês é: O Livro Mau, de A.Dasilva O., 5 euros.
“ Toda a criança arrasta dentro de si um adulto. Uma página em branco cheia de sangue e de bactérias em autodestruição.
E o melhor da literatura são as crianças.
...
Deserto. Flores. As bonecas espalhadas pela areia, que voava, da direcção norte-sul. Batia-lhe no corpo. Furava a pele com uma agulha o Urso. Ia matar todos. Sem dor. Acordariam outros. O mundo seria melhor. Por vezes pensava que estava a sonhar. Ela dizia. A pensar. Gostava da palavra pensar. Aqui nasceu o verbo. Foi o vovô. Era livre pensador. Tinha escrito muito. Mas um dia queimou tudo. Ela ajudou. Só ela e ele. Estava nevoeiro no jardim. Por vezes tudo era tão claro que pensava. Assim para depois dos olhos. Tinha um galo na cabeça que não a deixava pensar. Uma bola de carne onde se escondia esse grão de areia. Pensar. Gostava de olhar para uma flor, com tal intensidade que ela perdia a cor. Fechava-se. Ela não conseguia mexer os objectos.
...
... tentara suicidar-se. Estava ali deitada. Parecia uma estrela do mar. Não sabia se estava a pensar, se a sonhar. Tentava mexer-se. Estava paralisada. Foi de urgência para o útero. Abriu os olhos para dentro e sentiu tudo muito claro.”
Um livro de Verão. Nitidamente. Para quem gosta de fazer férias na noite. Narra o testemunho de uma criança que foi vítima de violência doméstica. Foi agredida por um livro. Este. E ficou paraplégica. Também sonâmbula e, neste estado, percorre a noite, a literatura com as suas bonecas, peluches e antepassados em acção e leitura de tirar a respiração a este ambiente de cortar à faca.
Acaba de chegar a notícia de que livraria gerida portugueses em Paris de nome Lusophone está a praticar censura ao nosso título “Putas à moda do Porto”. Fabuloso!
29 junho, 2005
29.06
Começou a beatificação do Diabo. Finalmente começa a ser reposta uma injustiça. Afinal não há comunidade em que a maior parte dos seus cidadãos não tenham aos seus serviços recorrido. A Alma é um produto descartável de tal maneira que são poucos, os ilustres desconhecidos, que a não tenham vendido para melhor sobreviverem neste prostíbulo moral.
Animal não concorda. A sua alma é o seu instinto de sobrevivência. Mas admite academicamente que ela pode ser vendida por dá aquela palha. Quanto mais for vendida, mais alma, tal prostituta quanto mais fornica mais pura é, como Sade bem nos narra. A sua entrega à extinção, reforça e fortalece a sua natureza, evitando a humanização.
Humano, demasiado humano, tatua-lhe Grafitti nas costas
E a Língua? Não passa de uma escrava da velha Pandora. Mas eu amo a Europa, declara Céptico. Não passa de uma balzaquiana, goza Séptico: “ Acho-lhe finura, espírito; mas, de uma ignorância surpreendente” descontextualiza Sarrasine, de Honoré de Balzac, Farândola, 7 euros.
Animal enche o corredor da morte com gargalhadas diabólicas: - se não desejo o poder, porque é que querem fazer de mim um escravo, vós que estais em extinção?!
Animal não concorda. A sua alma é o seu instinto de sobrevivência. Mas admite academicamente que ela pode ser vendida por dá aquela palha. Quanto mais for vendida, mais alma, tal prostituta quanto mais fornica mais pura é, como Sade bem nos narra. A sua entrega à extinção, reforça e fortalece a sua natureza, evitando a humanização.
Humano, demasiado humano, tatua-lhe Grafitti nas costas
E a Língua? Não passa de uma escrava da velha Pandora. Mas eu amo a Europa, declara Céptico. Não passa de uma balzaquiana, goza Séptico: “ Acho-lhe finura, espírito; mas, de uma ignorância surpreendente” descontextualiza Sarrasine, de Honoré de Balzac, Farândola, 7 euros.
Animal enche o corredor da morte com gargalhadas diabólicas: - se não desejo o poder, porque é que querem fazer de mim um escravo, vós que estais em extinção?!
28 junho, 2005
28.06
Prontos: 5 sábados 5 livros chegou ao fim com o lançamento de “Representações sobre o desejo” de A. Sarmento Manso. A urbe, a literatura e o país têm mais lucidez ao seu dispor. Façam o favor: normal, fresca, com ou sem gás, com gelo ou sem, na Pulga com desconto até 30% na compra dos 5. Entretanto já no dia 2 de Julho vamos estar todos na Navio de Espelhos, em Aveiro, para mais um lançamento de “Numa avenida de Merda” talvez com licor lá prás 21.30 h.
Livro da Semana na Pulga e a 5 euros: Identidades Pagãs de José António Afonso. Um livro de ensaios sobre a desqualificação social; Escola, escolaridade, escolarização; Desqualificação social: exclusão e violência; Espaços da Comunidade. Tempos da Escola. Enfim um fabuloso ensaio sobre a educação dos nossos monstros e/ ou, digo eu, os nossos fantasmas pós-modernos.
Chegou mais uma Nada, a nº5 (7,20 euros) toda recheada de reflexão, entre o ensaio, a entrevista, a poesia, a narrativa...: Politizar as Tecnologias, Experiências do público em Bioarte, O Design na era do design: moral das coisas, Medicina Ortogonal, Desviando funções,...,. e um salto a www.nada.com.pt para mais informações?
Pulga sabe que é fonte de inspiração e plágio por alguns escrivinhadores fictícios, é sempre bom que se útil, nesta comunidade sem fins lucrativos.
Livro da Semana na Pulga e a 5 euros: Identidades Pagãs de José António Afonso. Um livro de ensaios sobre a desqualificação social; Escola, escolaridade, escolarização; Desqualificação social: exclusão e violência; Espaços da Comunidade. Tempos da Escola. Enfim um fabuloso ensaio sobre a educação dos nossos monstros e/ ou, digo eu, os nossos fantasmas pós-modernos.
Chegou mais uma Nada, a nº5 (7,20 euros) toda recheada de reflexão, entre o ensaio, a entrevista, a poesia, a narrativa...: Politizar as Tecnologias, Experiências do público em Bioarte, O Design na era do design: moral das coisas, Medicina Ortogonal, Desviando funções,...,. e um salto a www.nada.com.pt para mais informações?
Pulga sabe que é fonte de inspiração e plágio por alguns escrivinhadores fictícios, é sempre bom que se útil, nesta comunidade sem fins lucrativos.
23 junho, 2005
23.06
Está tudo aflito: que terá acontecido ao presidente de todos os duplos? Comeu alguma coisa que lhe fez mal, não fornicou por não ter dinheiro para viagra ou apenas quis justificar o lugar que ocupa? Os fazedores de opinião estão confusos e em estado de choque sacodem a água do capote, os financeiros apanhados a dormir sobre os juros do consumo, cospem para o ar e os gestores o que querem é reformas, muitas e muitas reformas até a apatia se instalar de vez. O tempo ajuda, a relatividade também. A seca é extrema e os funcionários públicos não dormem. Navegam na net em busca de um ponto de fuga para desertarem deste buraco negro:
“ Diz Kan: -Tudo é inútil, se o último local de desembarque tiver de ser a cidade infernal, e é lá no fundo que, numa espiral cada vez mais apertada, nos chupar a corrente.
Marco Polo acrescenta: o inferno dos vivos não é uma coisa que virá a existir; se houver um, é o que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que nós formamos ao estarmos juntos.
Há dois modos para não o sofremos. O primeiro torna-se fácil para muita gente: aceitar o inferno e fazer parte dele a ponto de não o vermos. O segundo é arriscado e exige uma atenção e uma aprendizagem contínuas: tentar e saber reconhecer, no meio do inferno, quem e o que não é inferno, e fazê-lo viver, e dar-lhe lugar.” As Cidades Invisíveis de Italo Calvino
Retirado de mais uma chegada à Pulga “ A Educação de Adultos & Intervenção” editado pelo Instituto de Educação e Psicologia- Universidade do Minho ( 7,60 euros), via Estratégias Criativas que nos traz mais uma biografia de sua colecção: João de Barros de Alberto Filipe Araújo e Joaquim Machado de Araújo (8 euros).
E por falar em leituras, Pulga mandou para a Edp a leitura do consumo de electricidade e ela, com aquele sorriso anti-gioconda diz: leitura insuficiente. Quer isto isto dizer que não consumi o suficiente? Entretanto pela urbe a edp estupidamente convida (em outdoors) ao baixo consumo
“ Diz Kan: -Tudo é inútil, se o último local de desembarque tiver de ser a cidade infernal, e é lá no fundo que, numa espiral cada vez mais apertada, nos chupar a corrente.
Marco Polo acrescenta: o inferno dos vivos não é uma coisa que virá a existir; se houver um, é o que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que nós formamos ao estarmos juntos.
Há dois modos para não o sofremos. O primeiro torna-se fácil para muita gente: aceitar o inferno e fazer parte dele a ponto de não o vermos. O segundo é arriscado e exige uma atenção e uma aprendizagem contínuas: tentar e saber reconhecer, no meio do inferno, quem e o que não é inferno, e fazê-lo viver, e dar-lhe lugar.” As Cidades Invisíveis de Italo Calvino
Retirado de mais uma chegada à Pulga “ A Educação de Adultos & Intervenção” editado pelo Instituto de Educação e Psicologia- Universidade do Minho ( 7,60 euros), via Estratégias Criativas que nos traz mais uma biografia de sua colecção: João de Barros de Alberto Filipe Araújo e Joaquim Machado de Araújo (8 euros).
E por falar em leituras, Pulga mandou para a Edp a leitura do consumo de electricidade e ela, com aquele sorriso anti-gioconda diz: leitura insuficiente. Quer isto isto dizer que não consumi o suficiente? Entretanto pela urbe a edp estupidamente convida (em outdoors) ao baixo consumo
20 junho, 2005
20.06
E eis-nos na quinta semana. A. Sarmento Manso estará por cá no próximo sábado, 25, pelas 17 h com as suas representações sobre o desejo, o livro que as edições mortas editaram, também poderá dar umas a abater sobre a biografia de Agostinho da Silva, (6 euros) autor recorrente já que sobre ele se debruçou no Agostinho da Silva, aspectos da sua vida, obra e pensamento (18 euros) que “é o resultado da nossa pesquisa para a tese de mestrado em Filosofia da Educação apresentada à Universidade do Minho” Ambos publicados pela Estratégias Criativas que também publicou na s/. colecção biografias, uma sobre Teixeira de Pascoais de José Carlos Casulo (7 euros).
EU, ALICE, de Sofia Saraiva Caldeira, é o livro da semana (5 euros): “Sonhei que cresciam plantas no frasco de compota que se alastravam pelas paredes da cozinha, verdes e pegajosas. E eu, parada como uma estaca, de camisa de noite pelos joelhos, olhava sorridente ... Eu magoo e destruo com a mesma facilidade com que dou vida”
Todos os fazedores de opinião enchem os tabloides e revistas cor de rosa de reflexões fracas, acreditam que a Europa, tem de parar para reflectir. Parar não é morrer? A Europa e a sua ausência de privacidade e tal velha tonta tenta sonhar à força de múltiplas operações plásticas e inúteis idas ao analista e/ou cartomantes. A Europa dói
Cá por dentro:
E se passasse pela cabeça de cada cidadão a lúcida decisão de não pagar impostos, por uma vez?, todos, já?!
EU, ALICE, de Sofia Saraiva Caldeira, é o livro da semana (5 euros): “Sonhei que cresciam plantas no frasco de compota que se alastravam pelas paredes da cozinha, verdes e pegajosas. E eu, parada como uma estaca, de camisa de noite pelos joelhos, olhava sorridente ... Eu magoo e destruo com a mesma facilidade com que dou vida”
Todos os fazedores de opinião enchem os tabloides e revistas cor de rosa de reflexões fracas, acreditam que a Europa, tem de parar para reflectir. Parar não é morrer? A Europa e a sua ausência de privacidade e tal velha tonta tenta sonhar à força de múltiplas operações plásticas e inúteis idas ao analista e/ou cartomantes. A Europa dói
Cá por dentro:
E se passasse pela cabeça de cada cidadão a lúcida decisão de não pagar impostos, por uma vez?, todos, já?!
17 junho, 2005
17.06
Depois das cerimónias fúnebres da Santíssima Trindade, uma ida ao teatro ler o Auto das Barcas de Gil Vicente, já que é impossível vê-lo, dizem que se deslocalizou para leste ou para oriente. Nada mais a propósito nestas auto-estradas onde a censura navega num imenso e patético baile de máscaras, figuras de cera, estátuas de sal e cobras que não mudam de pele. A auto-censura irrita-se, não aceita comentários de escárnio e mal-dizer no seu blog. Tem uma imagem a defender.
Estamos a construir um mundo pior. Ejacula Grafitti num monumento acabadinho de recuperar. É claro com o alto patrocínio de uma instituição bancária, suportado pela imagem de um jogador da selecção nacional de futebol.
Estamos a construir um mundo pior. Ejacula Grafitti num monumento acabadinho de recuperar. É claro com o alto patrocínio de uma instituição bancária, suportado pela imagem de um jogador da selecção nacional de futebol.
13 junho, 2005
13.06
“ Que sofrimento este de estar morto”
Utopia está de luto neste dia de todas as mortes e um nascimento. Pulga deseja à Utopia , à Distopia, ao Sexo e à Morte e a todos os seus familiares e amigos sinceros votos de pesar, neste dia, são 15h e 20 m, em que se comemora mais um ano de nascimento de Fernando Pessoa, esse ilustre desconhecido:
“ Sou um monstro. Marinho. Biblicamente com 153 cabeças” Utopia chora os seus entes queridos, lendo fragmentos dos “Diários Falsos de Fernando Pessoa” de A Dasilva O, livro da semana na Pulga – a 5 euros- “De noite tive pesadelos...acordo sobressaltado. Entre suores olho em volta. O vácuo e os seus sete subplanos. Os meus heterónimos saem, saem à vez de faca em punho. Cada qual dá-me três facadas e saem às gargalhadas entre eles esfaqueando-se mutuamente e desaparecem na minha carta astral. Os meus óculos?”
Utopia está de luto neste dia de todas as mortes e um nascimento. Pulga deseja à Utopia , à Distopia, ao Sexo e à Morte e a todos os seus familiares e amigos sinceros votos de pesar, neste dia, são 15h e 20 m, em que se comemora mais um ano de nascimento de Fernando Pessoa, esse ilustre desconhecido:
“ Sou um monstro. Marinho. Biblicamente com 153 cabeças” Utopia chora os seus entes queridos, lendo fragmentos dos “Diários Falsos de Fernando Pessoa” de A Dasilva O, livro da semana na Pulga – a 5 euros- “De noite tive pesadelos...acordo sobressaltado. Entre suores olho em volta. O vácuo e os seus sete subplanos. Os meus heterónimos saem, saem à vez de faca em punho. Cada qual dá-me três facadas e saem às gargalhadas entre eles esfaqueando-se mutuamente e desaparecem na minha carta astral. Os meus óculos?”
09 junho, 2005
9.06
Pulga está em obras. Melhor em manobras. Está a ganhar forma estética mais uma instalação: Poema Bomba de Nunes Zarelleci. Tudo à base de ferro, ferrugem, letras e acrílico.
“Tempos houve em que a morte foi uma coisa Pop”, escreve-nos Fernando Guerreiro- ler em Art Campbell-, onde “A morte seria esse momento (esse retorno a um contínuo) em que se fundem os sentidos”
“Hoje, contudo, a morte deixou de ser uma coisa-Pop. Nem sequer é popular, humanizou-se: tornou-se humana, demasiado humana...Perdeu o seu fulgor épico.”
Nesse sentido? Poema Bomba tenta a erupção desfazendo-se na reprodução de si mesmo.
Chove cinza. A feira do livro arde? “ A cidade como febre” Postais Rasgados “ Tornar-se-á a cidade diferente, vista de cima? Uptown/downtown- haveria duas realidades, estéticas, princípios? Então, Urbana não se limita a sentir mas é como que tocada, violada, penetrada pelos elementos que agem directamente sobre a pele como estímulos imediatos e repentinos, cegos e mudos. Uma febre ébria que lhe arrepanha a pele, lhe cresce pelos membros e a faz ser um elemento, um instrumento de grande cadeia eléctrica (browniana, encefálica e mecânica) que de dia atravessa as ruas e de noite faz com que se acendam ou apaguem as luzes.”
“Tempos houve em que a morte foi uma coisa Pop”, escreve-nos Fernando Guerreiro- ler em Art Campbell-, onde “A morte seria esse momento (esse retorno a um contínuo) em que se fundem os sentidos”
“Hoje, contudo, a morte deixou de ser uma coisa-Pop. Nem sequer é popular, humanizou-se: tornou-se humana, demasiado humana...Perdeu o seu fulgor épico.”
Nesse sentido? Poema Bomba tenta a erupção desfazendo-se na reprodução de si mesmo.
Chove cinza. A feira do livro arde? “ A cidade como febre” Postais Rasgados “ Tornar-se-á a cidade diferente, vista de cima? Uptown/downtown- haveria duas realidades, estéticas, princípios? Então, Urbana não se limita a sentir mas é como que tocada, violada, penetrada pelos elementos que agem directamente sobre a pele como estímulos imediatos e repentinos, cegos e mudos. Uma febre ébria que lhe arrepanha a pele, lhe cresce pelos membros e a faz ser um elemento, um instrumento de grande cadeia eléctrica (browniana, encefálica e mecânica) que de dia atravessa as ruas e de noite faz com que se acendam ou apaguem as luzes.”
07 junho, 2005
7.06
Mais uma semana. Mais um livro da semana em promoção: 5 euros, ed. Mortas, a 1ª ed. de “O Discurso sobre o filho de Deus, de Alberto Pimenta. Autor chamado e escolhido pelo silêncio do santo sepulcro reinante “ ...mas alberga simultaneamente a crença em que o que provém do pai está em expansão, está a fazer-se continuadamente. Por um lado, há que liquidar as forças que bloqueiam a expansão, por outro é preciso deter a expansão, se ela for a dos outros. Guerra portanto.” Um livro que se lê sem fôlego.
Sábado, muita atenção, pois o lançamento é na Casa da Animação e não na Pulga o livro de Ivar Corceiro “Numa avenida de Merda” dia 11 pelas 16h que será apresentado por Sérgio Almeida e onde o autor dará a ver umas curtas de sua lavra.
Sábado passado Pulga encheu-se de Ambiente: o falso consenso, depois foi cear à montanha, onde esta nos celebrou com um manjar/sacrifício do seu filho. Depois veio a Serralves para a grande rave: 40 horas deep throat; sem tirar fora ... “E por isso o filho-de-deus preocupa-se sobretudo com os que visivelmente não vivem em função da morte, com os que não se seguram a nenhum seguro, nem vivem a formar o tempo de se reformar, nem se filiam em nenhuma central ou filial, nem fazem de partidos, nem são política e polidamente correctos, nem constroem o futuro sobre o que roem ao presente... - Entendido, irmãozinhos?”
Sábado, muita atenção, pois o lançamento é na Casa da Animação e não na Pulga o livro de Ivar Corceiro “Numa avenida de Merda” dia 11 pelas 16h que será apresentado por Sérgio Almeida e onde o autor dará a ver umas curtas de sua lavra.
Sábado passado Pulga encheu-se de Ambiente: o falso consenso, depois foi cear à montanha, onde esta nos celebrou com um manjar/sacrifício do seu filho. Depois veio a Serralves para a grande rave: 40 horas deep throat; sem tirar fora ... “E por isso o filho-de-deus preocupa-se sobretudo com os que visivelmente não vivem em função da morte, com os que não se seguram a nenhum seguro, nem vivem a formar o tempo de se reformar, nem se filiam em nenhuma central ou filial, nem fazem de partidos, nem são política e polidamente correctos, nem constroem o futuro sobre o que roem ao presente... - Entendido, irmãozinhos?”
03 junho, 2005
3.06
Um debate. Aqui no corredor da morte. Algumas ideias móveis umas, imóveis outras. Todas à volta do génio da lâmpada, a natureza. E toda a sua prisão de ventre. Isto das novas tecnologias não lhe entra na cabeça. Quem é que o quer tirar da garrafa? Não há hipótese. Temos que aguentar toda esta libertária claustrofobia de borboletas-caveira à volta do ponto de não retorno esse absoluto nada. Grafitty começa a atirar com os cagalhões às grades. Diz-se possuído pelo Espirito Santo e que o problema reside na falta de oração e na abundância de debates na tentativa de ultrapassar a nossa moral de assassinos. Graffiti vomita bravos e estica a mão ao meu vizinho: tiraste-me as palavras da boca. Todos olhamos para Deus que por sua vez se olha a um espelho. Está na net. Grafitty faz o manguito: faz-me um blog. Cebola não perde a paciência. Cospe nos raciocinios e com papel higiénico limpa-os amorosamente, como quem limpa uma arma: - hoje sonhei com a Europa. Foi um sonho húmido, daqueles sado-masoquistas em que lambia o meu próprio pénis. Graffiti hurra:- conseguiste libertar o génio da lâmpada? Grafitty:- isto não pode continuar assim, temos que fazer um levantamento, temos o direito de saber ao certo o nosso défice simbólico. Este meu intestino! A culpa é tua não tinhas nada que o utilizar com armazém de coca. Faço ponto de ordem.
Não nos podemos deixar enganar. Assim não há debate. O ambiente é de cortar todos os nossos movimentos, para melhor exercermos a nossa cidadania. A cidade é governada por uma geração futura que já em 1888, Domingos Tarrozo, denunciava: “quando as gerações futuras quiserem um dia conhecer a causa suprema da profunda e desoladora doença intelectual que esfacela este povo na época presente, terão de fazer uma coisa muito simples: leiam os actuais programas do ensino oficial”
Empédocles entra na Pulga: “E na medida em que os mais ténues se encontram na queda
...
Nutrido em mares de sangue que contra si se precipita,
E por onde mais se chama pensamento para os homens;
Pois sangue em volta do coração dos homens é
Pensamento”
Enganou-se no dia do lançamento do livro, o segundo, de 5 sábados, 5 livros, Ambiente: o falso consenso de Bernardino Guimarães.
Cebola chora.
Graffity e Grafitti, dizem emocionados: “Ai,ai, mísera raça de mortais, desafortunada,
De tais contendas e de tais gemidos nascestes!”
Não nos podemos deixar enganar. Assim não há debate. O ambiente é de cortar todos os nossos movimentos, para melhor exercermos a nossa cidadania. A cidade é governada por uma geração futura que já em 1888, Domingos Tarrozo, denunciava: “quando as gerações futuras quiserem um dia conhecer a causa suprema da profunda e desoladora doença intelectual que esfacela este povo na época presente, terão de fazer uma coisa muito simples: leiam os actuais programas do ensino oficial”
Empédocles entra na Pulga: “E na medida em que os mais ténues se encontram na queda
...
Nutrido em mares de sangue que contra si se precipita,
E por onde mais se chama pensamento para os homens;
Pois sangue em volta do coração dos homens é
Pensamento”
Enganou-se no dia do lançamento do livro, o segundo, de 5 sábados, 5 livros, Ambiente: o falso consenso de Bernardino Guimarães.
Cebola chora.
Graffity e Grafitti, dizem emocionados: “Ai,ai, mísera raça de mortais, desafortunada,
De tais contendas e de tais gemidos nascestes!”
01 junho, 2005
31.05
31.05 Pulga diverte-se. A Fnac não quer as novidades Mortas nas suas lojas. Muito bem. Ficam a saber caso procurem na Fnac os livros das Edições Mortas a velha desculpa de o editor ainda não os ter lá colocado não pega. Mais ou mais elas estarão no Porto, na Leitura, Lello, Matéria Prima, Latina, Poetria e Unicepe e claro na minha querida livraria, Pulga, entre outras. Lisboa: na Livraria Portugal, Ler Devagar e na Abril em Maio. Viseu: Livraria da Praça, na Polvo. Em Aveiro já lá estão na Navio de Espelhos e na Db, assim como na Ler com Prazer e/ou feira do livro em Évora. Leiria na Arquivo e em Braga na 100ª página. A distribuição vai sendo feita. Agradecemos a vossa compreensão. Sem deixarem de visitar a nossa página, não deixem de visitar as livrarias, claro, sem paternalismos. Apesar de alguns livreiros, editores queixam-se, de quererem os livros e o dinheiro. Pulga, neste pormenor importante, voltará à carga, um dia destes.
Entretanto chegam novidades Estratégias Criativas com a biografia de Domingos Tarrozo, 1860-1933 pela mão de José Couto Viana de Carvalho ( 8 euros). As Estratégias prometem mais Domingos Tarrozo, dirigido pela mesma mão, esse ilustre desconhecido, filosofo, minhoto que com vinte e um anos deu à luz a “ Philosofia de Existência- Esboço Synthético de uma Philosofia Nova (1881). Pode não parecer mas Portugal Pensa, pena é que finjam, argumentando com a cobardia intelectual dominante. Não deixemos pois de Pensar. Desta feita com Fátima Barbosa, doutorada em Filosofia e Ciências da Educação integra o departamento de Pedagogia do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, e no seu mais recente livro “A Educação de Adultos – uma visão crítica” (18 euros) da Estratégias Criativas que produziu o livro de poemas de Soares Monteiro “ A Face Perdida do Rosto” com prefácio de Nasalete Miranda (8euros). E prontos, já mereço um cigarro e apreciar o belo feminino que defronte de Pulga passeia o seu estimado canídeo. Os pequenos prazeres do Pensar: um orgasmo, um cigarro e levar o cão a passear pelo deserto.
Raciocino interrompido pela chegada de Humberto Rocha com uma fotocópia de uma critica feita ao seu livro “Bastardos de Deus” por Ramiro Teixeira no suplemento “das Artes das Letras” de “O Primeiro de Janeiro”, 23 de Maio de 2005, onde se desenrola todo um putativo paternalismo “cativo do sentimento de solidariedade, que sempre me há-de perseguir” e com “a sensação de não merecer tal castigo, folheei o livrinho,...,quedando-me numa ou noutra folha, e para espanto meu achei interessante o que estava a ler de forma avulsa e desmotivada.” E fecha a critica, dita de literária com semelhante pérola: “De forma que é assim: sinto-me feliz como um garimpeiro por descobrir no meio de tanto entulho que por aí e aqui se publica ( está certamente a referir-se ao castrado pasquim onde colabora, digo eu) umas quantas pepitas de oiro!” Fabuloso! Este Ramiro é um caso sério da critica literária.
Entretanto chegam novidades Estratégias Criativas com a biografia de Domingos Tarrozo, 1860-1933 pela mão de José Couto Viana de Carvalho ( 8 euros). As Estratégias prometem mais Domingos Tarrozo, dirigido pela mesma mão, esse ilustre desconhecido, filosofo, minhoto que com vinte e um anos deu à luz a “ Philosofia de Existência- Esboço Synthético de uma Philosofia Nova (1881). Pode não parecer mas Portugal Pensa, pena é que finjam, argumentando com a cobardia intelectual dominante. Não deixemos pois de Pensar. Desta feita com Fátima Barbosa, doutorada em Filosofia e Ciências da Educação integra o departamento de Pedagogia do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, e no seu mais recente livro “A Educação de Adultos – uma visão crítica” (18 euros) da Estratégias Criativas que produziu o livro de poemas de Soares Monteiro “ A Face Perdida do Rosto” com prefácio de Nasalete Miranda (8euros). E prontos, já mereço um cigarro e apreciar o belo feminino que defronte de Pulga passeia o seu estimado canídeo. Os pequenos prazeres do Pensar: um orgasmo, um cigarro e levar o cão a passear pelo deserto.
Raciocino interrompido pela chegada de Humberto Rocha com uma fotocópia de uma critica feita ao seu livro “Bastardos de Deus” por Ramiro Teixeira no suplemento “das Artes das Letras” de “O Primeiro de Janeiro”, 23 de Maio de 2005, onde se desenrola todo um putativo paternalismo “cativo do sentimento de solidariedade, que sempre me há-de perseguir” e com “a sensação de não merecer tal castigo, folheei o livrinho,...,quedando-me numa ou noutra folha, e para espanto meu achei interessante o que estava a ler de forma avulsa e desmotivada.” E fecha a critica, dita de literária com semelhante pérola: “De forma que é assim: sinto-me feliz como um garimpeiro por descobrir no meio de tanto entulho que por aí e aqui se publica ( está certamente a referir-se ao castrado pasquim onde colabora, digo eu) umas quantas pepitas de oiro!” Fabuloso! Este Ramiro é um caso sério da critica literária.
30 maio, 2005
30.05
Pulga pede desculpa por nada ter acrescentado no seu diário apesar de não ter parado, tal barata tonta, neste corredor da morte, e sem retóricas avança para o livro da semana: “ O Caminho da Definição” de José Fernando Guimarães. A chapa é a mesma: 5 euros. É poesia. Isto diz tudo? Numa altura em que nos informam que Eugénio de Andrade continua dolorosamente a caminho do Sol, tal poema a caminho da eternidade. Nesta altura de feiras do livro por todo o país iletrado e beato, três minutos de silêncio e ou outras vigílias poéticas é capaz de ser cinismo a mais, vindo de quem vem. É certo que à noite no prostíbulo tripeiro não se faz outra coisa que ouvir o poema a desfazer-se do humano e, ouvido mais atento senão mesmo absoluto é capaz de sincronizar poetas-epígonos com e sem qualidades a preparar o seu discurso fúnebre e outras póstumas honrarias. Mas ninguém bate em latas. O que é pena. Pulga também passou pela feira do livro e cafés literários e todo o seu vitalício putedo, moderno e pós-moderno e, está bem neobarroco, todos muito sérios a falar no seu incontornável ser e insubstituível escrita.6ª feira o Vitor Vicente trouxe o seu livro “Esses Dias-HenryKiller.blog”, custo de cada exemplar dez euros. Pulga foi ao lançamento, algo literariamente incorrecto, ou nem por isso e voltou para a Pulga para o primeiro lançamento, da dose de 5, das novidades. Nada de comentários que Pulga não gosta de falar de si. Mais? É verdade Pulga vai iniciar o seu livro do mês, em Junho, com “Putas à moda do Porto” de Raul Simões Pinto. A cinco euros, evidentemente.
24 maio, 2005
23.05
“ Bastardos de Deus” de Humberto R. é o livro da semana. 5 euros. Só na Pulga. Fragmentos: “ O livro da minha vida começava a inquietar-me. Comecei por reduzir as páginas que anteriormente tinha imaginado. Por exemplo eliminar os pormenores mais íntimos para não dar alimento à multidão. Depois fui eliminando personagens. Acabei com capítulos inteiros. Quando fiquei com o miolo fui lendo e relendo, rabiscando, rescrevendo parágrafos sobre parágrafos. Regressei à primeira linha. Rasurei e depois de várias tentativas acabei por a eliminar... foi quando desisti de escrever o livro da minha vida”
20.05
Pulga foi a Aveiro ao lançamento, no Clandestino bar, de “ Numa avenida de merda” de Ivar Corceiro. Foi bom ouvir a Carolina a dobrar e a desdobrar algumas das passagens do livro. Não, não estava a contar uma história. Apenas talhava a noite, fazendo do verbo carne.
19 maio, 2005
18.05
Pulga abre com a chegada do eterno feminino e o seu espelho. Isabel Duarte distribui o seu “ Espelho” livro de poemas. Numa edição Amores Perfeitos. Uma editora que explora, segundo testemunhos, a ingenuidade de plantar uma árvore, fazer um filho e publicar um livro como sentido e estado poético. Morte, pois, ao estado poético e a todos os seus negreiros.
Pulga fecha com a Europa, esse imenso Portugal e toda a sua constituição esquizofrénica. Referendo: uma tripla. Nim, propõem Cebola na sua extrema indiferença. A lição de anatomia enche-nos de tédio pós-moderno. Europa o estado impossível? Ou os estados unidos do improvável? Ocidente está com gases e tenta a todo custo escrever direito com linhas tortas. Pergunta-me se lhe publico o livro: Guerra das Estrelas. Paternalista aconselho-o a enviá-lo à Amores Perfeitos. O eterno feminino cora. Europa arrota a sardinhas enlatadas e a farturas. Almoçou com o Sr de Matosinhos.
Pulga fecha com a Europa, esse imenso Portugal e toda a sua constituição esquizofrénica. Referendo: uma tripla. Nim, propõem Cebola na sua extrema indiferença. A lição de anatomia enche-nos de tédio pós-moderno. Europa o estado impossível? Ou os estados unidos do improvável? Ocidente está com gases e tenta a todo custo escrever direito com linhas tortas. Pergunta-me se lhe publico o livro: Guerra das Estrelas. Paternalista aconselho-o a enviá-lo à Amores Perfeitos. O eterno feminino cora. Europa arrota a sardinhas enlatadas e a farturas. Almoçou com o Sr de Matosinhos.
17.05
Pulga está cheia de energia. Positiva. Chegaram mais dois novos títulos das Mortas: “ Malgas de Peçonha” de Virgílio Liquito e “ Ambiente: o falso consenso” de Bernardino Guimarães. Negativa. Figo regressa à selecção em mais um triunfo do carreirismo. A cereja em cima do bolo da paz podre.
17 maio, 2005
14.05
Chove. Encontro uma lágrima. Os corcodilos saem dos stands com os topo de gama, à experiência, e esperam que as suas oxigenadas acabem de fritar a celulite. Depois de mais uma dose de amor fati, fado e muito futebol com very lights emoções. No banco de Portugal o tio patinhas faz contas e mais contas e procura uma saída para o buraco de ozono das contas públicas. Chove. O Estado quanto mais deve mais dorme. Concentro-me na promoção da próxima semana. Hiv Speedball, crónica tóxico-alucinada de um sero positivo: 5 euros. Só na Pulga. Carlos Carrilhas narra à catanada toda uma masturbação literária o vírus que lhe navega no sangue durante 96 págs. Feias, porcas e más. Sem concessões Speedball desenrola o fio, de prata, da navalha desde que Hiv o possuiu: “ Meses mais tarde, tive a minha experiência homossexual, no aeroporto internacional de Lisboa. Sem que disse tivesse consciência, tinha nascido em mim, o Speedball. Tudo indicava que eu ia crescer, uma pessoa encantadora.” Chove. A seca é extrema.
15 maio, 2005
7.05
Tudo não passa de uma questão de audiências, de tiragens. Numa entrevista dada a um semanário, Criativo admite que errou na construção das personagens. É o velho problema das sub-empreitadas e o patético estudo de mercado da indústria. A prostituição literária tem os seus lúcidos caprichos. Um outdor publicita: é bom estar sujo. É um detergente. A lavagem ao cérebro humaniza-se através da multidão solitária das novas tecnologias. Entra Carlos Costa com o seu livro “Beijando a lua/acordo a madrugada” segundo título, em edição de autor. O Gato de José Carlos Martins ronrona, preguiçoso e afasta-se um pouco para dar lugar à novidade. Pulga promete uma leitura atenta. Olho para a pulseira electrónica. Amanhã vou passar o dia com a Liberdade.
9.05
Liberdade está obesa. A culpa é da net e dos dvd. Foi bom passar-lhe o corredor a pano. Mãos que matam. Só as tuas. Disse. Deve ser dos calos. Desde pequeno que adoro fazer a depilação. Ainda tenho as bonecas. As ossadas de um paraíso perdido. Recordo o sorriso de Liberdade: não tens poesia nenhuma, disse, caprichosa.
10.05
Logo vou prestar declarações. Peço desculpa mas não vos posso adiantar nada, dado que estou ao abrigo do segredo de justiça. É bom voltar aos tempos de infância e a todos os seus segredos de amor máximo. E eu acredito na justiça e na sua lentidão. No entanto “O estranho caso da morte de Karl Marx” tem que ter uma explicação e os verdadeiros culpados, castigados. A cadeia foi feita para os cães que dentro de nós ladram.
11.05
Pergunta o culpado:- o estado de coisas literário parece-nos quase tão estranho como a idade da pedra? Responde o inocente:- malditas situações, citações. Porque continua a ser válido a nossa indiferença por um original esvaziado de sentido e esquecido, continua a engendrar um certo sublime. Mesmo sabendo, raciocina culpado, que só nos restam quarenta e cinco anos, segundo vozes científicas e credíveis? O inocente sorri:- mas a humanidade está morta, por assassinada, há sessenta anos! Qual é o pânico? Por estranho que pareça, Deus continua vivo e morde. O culpado irrita-se:- Aqui quem faz perguntas sou eu, certo? Voltando ao seu “relatório sobre a construção de citações” O Inocente pede desculpa por interromper: mas eu ainda não escrevi esse relatório? O culpado:- eu sei, foi Kafka! Vós os falsos amigos do povo, não fazem outra coisa senão cuspir na nossa inteligência. Mas fui treinado para estas situações. Inocente riposta: mas eu não sou Guy Debord. Está morto. Pois, pois, pois estamos todos mortos, soletra culpado com um sorriso amarelo, no entanto procriamos...
12.05
Acordo, aonde é que eu estou? Claro, adormeci no meu posto de trabalho. Passei a noite a ser interrogado pela auto-censura. Logo hoje que tenho que elaborar as datas de lançamento das novidades Mortas. 5 sábados, 5 livros, pelas 17h. O primeiro será no dia 28 de Maio, Rui Lage e o seu livro “ Não há mais que nascer e morrer”. Segue-se o Bernardino Guimarães e o seu “ Ambiente: o falso consenso”, no dia 4 de Junho. Dia 11 de Junho vamos estar todos na Casa da Animação com Ivar Corceiro e o seu “ Numa avenida de merda”. Mais pormenores é visitarem o Bagaço sítio. Virgílio Liquito, é o autor que se segue com o seu “ Malgas de Peçonha” no dia 18. Finalmente a fechar o tsunnamy, marmorto, literário, A. Sarmento Manso e o seu “ Representações sobre o desejo” a 25 de Junho, a abrir o verão. E nesse mar morto Pulga não dormirá. Uf, nem deixará de beber a sua sangria. “Não há tusa / para tanta musa!” Fernando Grade, acaba de chegar a bumerangue 5, revista de poesia, sediada em Guimarães, e digitalmente em bumeranguepoesiaarrobahotmail.com
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