A Pandemia – é assim que se escreve?- chegou ao centro de Paris. A escumalha não gostou de ser insultada na sua inteligência. Aqui, no corredor da morte, é quem mais tira o maio de 68 da gaveta e cospe as opiniões do costume.
As Quasi chegaram em peso e em número – setenta e tal títulos que futuramente iremos falar- à Pulga, ao som do Cântico Negro, de José Régio, Teorema, de Pier Paolo Pasolini e outras bandas sonoras e literárias.
Pulga errou, risos, as nossas desculpas e de novo repomos
Sempre-em-Pé edições - www.sempreempe.pt, :
- Di Versos, revista semestral de Poesia e Tradução, número 8, preço Pulga: 4,50 euros
- Ar Livre, revista, ambiente, cultura e alternativas, nº 16, preço: 2,50 euros
- O Sentimento da Ausência, Jorge Vilhena Mesquita, colecção UniVersos poesia, 2, preço Pulga: 9,50 euros
- O Momento do Amor, Dímitra Mandá, colecção UniVersos, Preço Pulga: 11 euros
- Estrela Voadora, Ursula Wolfel, colecção Fantasia, bolso – uma colecção de literatura para crianças e jovens, dos 6 aos 14 anos-. Preço Pulga: 14 euros
- A menina do alto mar e outros contos, Jules Supervielle. Preço Pulga: 9,50 euros
- Intimidade, Patrick Traube, colecção Pessoal Transmissível, preço Pulga 7,60 esuros
- Construir a Esperança, pessoas e povos desfiam a globalização, coordenado por John Feffer, colecção Vasto Mundo, preço Pulga 9,50 euros
- Ecologia Profunda, dar prioridade à natureza na nossa vida, Bill Devall e George Sessions, colecção Terras e Gente, preço Pulga: 17 euros
06 novembro, 2005
01 novembro, 2005
Hoje comemora-se os duzentos e cinquenta anos do primeiro ataque da Al quaeda em Portugal, com o epicentro em Lisboa. Quinze mil mortos, mais cadáver, menos cadáver, reflectem hoje: como foi possível?!
Sempre-em-Pé edições - www.sempreempe.pt, cá aparece com as suas novidades:
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- Ar Livre, revista, ambiente, cultura e alternativas, nº 16, preço: 2,50 euros
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- Ecologia Profunda, dar prioridade à natureza na nossa vida, Bill Devall e George Sessions, colecção Terras e Gente, preço Pulga: 17 euros
24 outubro, 2005
O Monstro decidiu-se, finalmente. Pulga imagina a dificuldade, nos nossos dias, em declarar-se. O Monstro ama o Povo. Ele e o Povo confundem-se na falta de profissionalismo. A política é para os fracos. O Povo está todo húmido e imagina o sofrimento de tamanha decisão. A responsabilidade é quase desumana, a de estar aí acima de todos os condenados à morte. O quadro está, então definido. A Velha, o Monstro e os seus anões. Deus seja louvado. Assim seja a Pátria e a Autoridade. Democraticamente. A gripe das aves pode esperar. A Democracia também, entre banhos de multidão, lavagens ao cérebro e intoxicação televisiva.
No entanto, em Singapura mais uma execução por enforcamento está garantida. No corredor da morte há um silêncio de cortar à faca. Estamos todos de torcicolo.
No entanto, em Singapura mais uma execução por enforcamento está garantida. No corredor da morte há um silêncio de cortar à faca. Estamos todos de torcicolo.
18 outubro, 2005
Atenção ao dia 22, pelas 17h, Danyel Guerra estará na Pulga, com o seu Tomás Gonzaga, em busca da musa clio, livro que será apresentado num café do Porto, dias antes, para todos aqueles que por uma razão ou outra queiram com ele reforçar “ este Tomás que não merece continuar um obscuro, poderia reclamar Maurice Blanchot.
... De forma prioritária, este ensaio encara a personagem como um pretexto no contexto de um drama histórico, inscrevendo suas acções pessoais no pano de fundo do cenário setecentista, pichado pelos grafitis da insurgência libertina e libertária ”.
Já está na Pulga o mais recente livro de Silva Carvalho “ Tetralogia Fática” das edições Aquário, 15 euros. Segundo Jorge Leandro Rosa “ Silva Carvalho não escreve, obviamente, em função do dispositivo literário. E não poderia escrever na medida em que pratica algo que está aquém da literatura. Aquém no sentido caracterialmente mais nobre do termo: como em Kafka, a entrada no sistema literário representaria o abandono dessa última vigilância entre si e o outro que a sua escrita exerce.
...
A autores destes não incumbe a sede de novidade, mas o próprio espanto de que ainda haja literatura. Na nossa situação epocal, toda a afirmação de uma condição de autor problemática. Silva Carvalho aponta constantemente essa primeira vertente da aporia da escrita literária.”
... De forma prioritária, este ensaio encara a personagem como um pretexto no contexto de um drama histórico, inscrevendo suas acções pessoais no pano de fundo do cenário setecentista, pichado pelos grafitis da insurgência libertina e libertária ”.
Já está na Pulga o mais recente livro de Silva Carvalho “ Tetralogia Fática” das edições Aquário, 15 euros. Segundo Jorge Leandro Rosa “ Silva Carvalho não escreve, obviamente, em função do dispositivo literário. E não poderia escrever na medida em que pratica algo que está aquém da literatura. Aquém no sentido caracterialmente mais nobre do termo: como em Kafka, a entrada no sistema literário representaria o abandono dessa última vigilância entre si e o outro que a sua escrita exerce.
...
A autores destes não incumbe a sede de novidade, mas o próprio espanto de que ainda haja literatura. Na nossa situação epocal, toda a afirmação de uma condição de autor problemática. Silva Carvalho aponta constantemente essa primeira vertente da aporia da escrita literária.”
12 outubro, 2005
O Povo está sereno. Acabou de despejar os colhões nas urnas, provando uma vez mais que toda a sua disfunção sexual, ao fim de trinta anos de democracia, não passou duma manobra demagógica para o menorizar publicamente. É claro que teve de se socorrer das novas tecnologias, nomeadamente do Viagra, para que, durante os assaltos, pudesse garantir ao Outro todo o principio de prazer necessário para que o acto democrático não tivesse uma ejaculação precoce que obrigasse a Democracia a recorrer a métodos anti-democráticos para alcançar o nirvana. Assim sendo o Local do Crime está em boas mãos.
Entretanto Povo, Democracia e todos os seus caciques preparam-se para mais desafios democráticos que se aproximam e preparam serenamente os banhos de multidão, os sacos azuis e lavam as camisas de vénus; e consultam os melhores analistas, curandeiros e fadistas. A luta continua
Pulga até espera ansiosamente as obras primas que a indústria livreira está a pedir ao pai natal. Junto ao abismo as edições mortas preparam o parto de mais quatro cadáveres:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
Há que estar atento, o espectáculo vai ser bonito, pá!
Entretanto Povo, Democracia e todos os seus caciques preparam-se para mais desafios democráticos que se aproximam e preparam serenamente os banhos de multidão, os sacos azuis e lavam as camisas de vénus; e consultam os melhores analistas, curandeiros e fadistas. A luta continua
Pulga até espera ansiosamente as obras primas que a indústria livreira está a pedir ao pai natal. Junto ao abismo as edições mortas preparam o parto de mais quatro cadáveres:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
Há que estar atento, o espectáculo vai ser bonito, pá!
04 outubro, 2005
Pulga anuncia que de Outubro a Dezembro não promove, nem livro da semana, nem o do mês; mas os descontos nos títulos das edições mortas mantêm os descontos que tem praticado: até vinte por cento em títulos com mais de dezoito meses.
VOZ DE DEUS 2: utilizou-se na montagem a técnica fanzineira do corte e colagem sobre o primeiro número, despejamos sobre as novas tendências do desespero, o sangue dos jornalistas.
Pulga a minha querida livraria comemora um ano de existência (no próximo dia 8 de Outubro )com a
benção da
VOZdeDEUS ESTE SEGUNDO NÚMERO
Tem como tema o sangue dos jornalistas que será lançado, dia 8 de Outubro às 17h na Pulga
VOZ DE DEUS, uma publicação Edições Mortas e Pulga. Colaboram neste segundo número: Helena Brandão, Mário Galego, Ivar Corceiro, José Manuel Rosendo, Fernando Morais, Nuno Rebocho, Virgilio Liquito, Mário Augusto, Jorge Mantas, Nunes Zarelleci, Óscar, Fernando Guerreiro, Raul Simões Pinto, Rui Carlos Souto e Pedro Moura. Arranjo Gráfico: Mão Pesada. Depósito Legal: 212 004 04. Pedidos: 91 422 30 65; Info@edicoes-mortas. com; edicoes-mortas. blogsopt. Com.
PVP: 3 euros
VOZ DE DEUS 2: utilizou-se na montagem a técnica fanzineira do corte e colagem sobre o primeiro número, despejamos sobre as novas tendências do desespero, o sangue dos jornalistas.
Pulga a minha querida livraria comemora um ano de existência (no próximo dia 8 de Outubro )com a
benção da
VOZdeDEUS ESTE SEGUNDO NÚMERO
Tem como tema o sangue dos jornalistas que será lançado, dia 8 de Outubro às 17h na Pulga
VOZ DE DEUS, uma publicação Edições Mortas e Pulga. Colaboram neste segundo número: Helena Brandão, Mário Galego, Ivar Corceiro, José Manuel Rosendo, Fernando Morais, Nuno Rebocho, Virgilio Liquito, Mário Augusto, Jorge Mantas, Nunes Zarelleci, Óscar, Fernando Guerreiro, Raul Simões Pinto, Rui Carlos Souto e Pedro Moura. Arranjo Gráfico: Mão Pesada. Depósito Legal: 212 004 04. Pedidos: 91 422 30 65; Info@edicoes-mortas. com; edicoes-mortas. blogsopt. Com.
PVP: 3 euros
28 setembro, 2005
Aniversário
Pulga avança a passos largos para o primeiro aniversário, assim no próximo dia 8 de Outubro será lançado o número 2 da VOZDEDEUS.
Debate: segundo assalto
Estou feliz aqui
- Não é sério e absolutamente desonesto, diz Ortodoxa, você nada tem feito para que a massa crítica seja fomentada, fugindo, nomeadamente ao propósito elementar, de tornar o Local do Crime mais humanizado
- Estás velha, cansada e pedófila, responde Heterodoxa, é, é, não me interrompa, gosto pouco de coitos interrompidos. Quem anda fugido desde a queda do murro de Berlim tem sido você, nesse paraíso fiscal que é Utopia ( diz a má-língua que não tem feito outra coisa, senão plásticas) e todo o seu distópico, humano, demasiado humano, sistema de se desresponsabilizar de toda a carnificina-ideológica promovida quase provocando o fim da História.
- Se não fosses minha irmã eu dizia-te, mas e como diz o povo, amor de irmão, amor cão, tu não passas duma cadela do capitalismo selvagem, plagiando todo o meu raciocínio e peculatizando em ideias fixas todo um arsenal intelectual, científico e cívico da liberdade individual e enclausurando a democracia nos labirintos da demagogia e da retórica senil do humano como um escravo.
- Quem não te conhecer que te compre, sim somos sangue do mesmo sangue, ambos temos o mesmo tipo, mas não venha você com a vida privada, já que nem a você permito invasão de privacidade
- Tretas, você tem morada aberta e toda ela feita de telhados de vidro, basta ir a um quiosque e qualquer revista de entreternimento, cor-de-rosa ou do coração
- Mas o que a opinião pública, nem o cidadão – contribuinte – eleitor não sabe é que é você a dona de toda esse império de escárnio, mal-dizer e falsidades.
- É falso! Contrapõe Ortodoxa
- Você é que é uma falsa amiga do povo
Pulga avança a passos largos para o primeiro aniversário, assim no próximo dia 8 de Outubro será lançado o número 2 da VOZDEDEUS.
Debate: segundo assalto
Estou feliz aqui
- Não é sério e absolutamente desonesto, diz Ortodoxa, você nada tem feito para que a massa crítica seja fomentada, fugindo, nomeadamente ao propósito elementar, de tornar o Local do Crime mais humanizado
- Estás velha, cansada e pedófila, responde Heterodoxa, é, é, não me interrompa, gosto pouco de coitos interrompidos. Quem anda fugido desde a queda do murro de Berlim tem sido você, nesse paraíso fiscal que é Utopia ( diz a má-língua que não tem feito outra coisa, senão plásticas) e todo o seu distópico, humano, demasiado humano, sistema de se desresponsabilizar de toda a carnificina-ideológica promovida quase provocando o fim da História.
- Se não fosses minha irmã eu dizia-te, mas e como diz o povo, amor de irmão, amor cão, tu não passas duma cadela do capitalismo selvagem, plagiando todo o meu raciocínio e peculatizando em ideias fixas todo um arsenal intelectual, científico e cívico da liberdade individual e enclausurando a democracia nos labirintos da demagogia e da retórica senil do humano como um escravo.
- Quem não te conhecer que te compre, sim somos sangue do mesmo sangue, ambos temos o mesmo tipo, mas não venha você com a vida privada, já que nem a você permito invasão de privacidade
- Tretas, você tem morada aberta e toda ela feita de telhados de vidro, basta ir a um quiosque e qualquer revista de entreternimento, cor-de-rosa ou do coração
- Mas o que a opinião pública, nem o cidadão – contribuinte – eleitor não sabe é que é você a dona de toda esse império de escárnio, mal-dizer e falsidades.
- É falso! Contrapõe Ortodoxa
- Você é que é uma falsa amiga do povo
22 setembro, 2005
O Local do Crime está em pré-campanha eleitoral. É quem mais se desfaz em impossíveis elevando o discurso político ao grau zero da diarreia mental, prometendo menos estado de direito para que a sociedade e todas as suas forças vivas renasçam da imbecilidade. “...e esquecido já, oculto nesta multidão de palavras que escorrem por entre os dedos sem pudor e sem freio...”; “ O tempo é também pastor do negativo e por isso ama todas as suas ovelhas, mesmo as que ainda não existem” in Fala o Demónio, de Anselmo Pereira de Freitas, ed. Mortas, preço na Pulga: 1,50 euros.
Debate: 1 assalto
Colarinho Branco é o rei, democrático, do bem gerir o Local do Crime. Ninguém como ele sabe das necessidades básicas do eleitor. Tudo é simples. Prático e prático. Não quer ser interrompido no seu, dele, raciocínio, sim porque quer que fique tudo esclarecido. Sim, ele tem a verdade nas mãos. Saco Azul está de acordo: quem não deve, não teme, sorri, pois, é claro, não me interrompa que eu não o interrompi. Tudo são ideias. Abre o saco a todos os esquemas para melhor exemplificar todo um trabalho que está à vista: O Local do Crime tem instalada quase toda a rede de saneamento básico que interliga o contribuinte com todo o seu princípio de prazer; assim como a habitação social e os seus 666 fogos, todos, repito, todos com telhados de vidro. Sem Camisa, eu, quanto mais pago mais devo. Continuo a construir o raciocínio para os outros. Sim, os eleitores não me conhecem. Sabem que não os consigo enganar e, eles adoram ser enganados. São cronicamente alienados e nesse sentido, se ganhar, como espero, prometo não cumprir o meu programa eleitoral, farei como eles, aponta em termos de acusação, para Colarinho branco e Saco Azul que se desfazem em sorrisos retóricos, mas tudo farei, possíveis e impossíveis, para abrir o maior números de lojas de alienação para combater a burocracia intelectual e lavagens ao cérebro clandestinas...
Debate: 1 assalto
Colarinho Branco é o rei, democrático, do bem gerir o Local do Crime. Ninguém como ele sabe das necessidades básicas do eleitor. Tudo é simples. Prático e prático. Não quer ser interrompido no seu, dele, raciocínio, sim porque quer que fique tudo esclarecido. Sim, ele tem a verdade nas mãos. Saco Azul está de acordo: quem não deve, não teme, sorri, pois, é claro, não me interrompa que eu não o interrompi. Tudo são ideias. Abre o saco a todos os esquemas para melhor exemplificar todo um trabalho que está à vista: O Local do Crime tem instalada quase toda a rede de saneamento básico que interliga o contribuinte com todo o seu princípio de prazer; assim como a habitação social e os seus 666 fogos, todos, repito, todos com telhados de vidro. Sem Camisa, eu, quanto mais pago mais devo. Continuo a construir o raciocínio para os outros. Sim, os eleitores não me conhecem. Sabem que não os consigo enganar e, eles adoram ser enganados. São cronicamente alienados e nesse sentido, se ganhar, como espero, prometo não cumprir o meu programa eleitoral, farei como eles, aponta em termos de acusação, para Colarinho branco e Saco Azul que se desfazem em sorrisos retóricos, mas tudo farei, possíveis e impossíveis, para abrir o maior números de lojas de alienação para combater a burocracia intelectual e lavagens ao cérebro clandestinas...
10 setembro, 2005
a velha e a democracia
Você paga mas não paga
9.09
A velha e o monstro 1
A velha senhora da democracia anunciou a sua candidatura à presidência deste galinheiro à beira mar plantado. O monstro mantém o silêncio. Aqui no corredor da morte fazem-se apostas e especula-se com argumentos futebolísticos.
Chegou o número sete do “ Coice de Mula” desindustrialização da arte contemporânea com doses de técnica, política, canibalismo; agricultura biológica em Portugal; contra e megamáquina; anarquismo naturianista; Zeca Afonso, conjugar o verbo ser; neo-aves & frangossauros; Banda desenhada: aroma de síntese; Universidade & aborto. Pulga vende a 2 euros.
9.09
A velha e o monstro 1
A velha senhora da democracia anunciou a sua candidatura à presidência deste galinheiro à beira mar plantado. O monstro mantém o silêncio. Aqui no corredor da morte fazem-se apostas e especula-se com argumentos futebolísticos.
Chegou o número sete do “ Coice de Mula” desindustrialização da arte contemporânea com doses de técnica, política, canibalismo; agricultura biológica em Portugal; contra e megamáquina; anarquismo naturianista; Zeca Afonso, conjugar o verbo ser; neo-aves & frangossauros; Banda desenhada: aroma de síntese; Universidade & aborto. Pulga vende a 2 euros.
05 setembro, 2005
5.09
Não, não estivemos de férias, apenas presos no transito dum grande incêndio. Pelo
facto pedimos desculpa
Mão assassina 1
Já foram alvo duma tentativa de homicídio? Eu fui ontem e digo-vos é uma experiência acima de qualquer adjectivo. Logo pela manhã - o verão é assim: nada faz sentido- entre desvios em terra de ninguém encontro-me com o 1200 num caminho de terra batida inundado de covas e lixo urbano de toda a espécie e feitio, difícil até para o mais preparado dos todo terreno. Não foi a primeira vez. Mas esta experiência forçada por obras foi mais absoluta por inesperada. Ninguém se feriu e o velho 1200 lá se aguentou.
De volta ao final da tarde as cinturas do grande porto enchem-se de lantejolas, transformando a urbe num poço da morte e nestes pessoanos pensamentos, junto ao norte shopping – à entrada do viaduto, à volta das 19h- faço uma manobra como manda a lei e sou surpreendido por uma viatura, com a marcha assinalada, (alguém em perigo?) coloca-se ilegalmente do meu lado direito, (deve ser grave) mas o que quer é albarroar-me, até que se atravessa na minha frente e sai da viatura um jovem em pânico gritando que o filho e coisas e tal, ao mesmo tempo que a porta traseira, do lado do condutor, se abre com uma jovem ...e bom, julgo, algo aconteceu à criança, quer ajuda, julgo e meto a cabeça fora da janela quando sou surpreendido (Kafka prova-nos o contrário) pelas suas mãos à volta do meu pescoço, não muito convincentes. Reajo tenso em legítima defesa e grito-lhe com voz da consciência: não matarás!
Não me seria difícil recuar e, ou agarrado que lhe tinha o pescoço em lho partir, mas não, o simpático decidiu não reagir (agradeço o meu auto-controlo) até porque parece que o assassino acordou. Volta para a viatura, cabisbaixo, olhando o 1200 com cara de equívoco? (sim é habitual vê-la nos filmes). A jovem mãe, presumo, olha-me com uns gestos de quem estava a controlar as operações, dando-me a ideia de que foi ela que ordenara esta irracional situação (para protejer a sua cria? Ou livrar-se do marido?). Nada fez para o impedir, sequer para o socorrer, apenas contemplou serenamente (sim, a sua cria estava fora de perigo). Tal como o trânsito que se arrasta em fila indiana. Das outras viaturas em presença nem um gesto. Mais pareciam num drive-in.
Só acontece ao Outro
Olho em frente e vejo o frustrado assassino a olhar-me pelo seu retrovisor. Da jovem mãe nenhuma imagem, a existir, imagino que se esteja a desfazer em atenções para com a sua cria. Olho-me no retrovisor:
“ Perfil
Há uma distância
Nas ruas
Pressentida
Espaço
Ocupados
Por movimentos
A parte interior
Do corpo acede
À indiferença
Na ânsia
As mãos pegam-se
Com vício
À parte
Existem os ruídos
Dos espelhos
O rosto da rua
Transmuta-se
O acontecimento
Das horas
Precipitadamente
Um absurdo
Em tudo
Na margem
Bem sinalizada
É o rosto
Dos passeios
E do trânsito”
In “Cinco Luas e Um Navio” de Rui Carlos Souto .
Livro do mês: “ O frio da sombra na parede” de Alberto Pimenta, a 4,50 euros. Não há livro da semana, mas temos doses (4) a preço especial: cinco livros (edições mortas), 24 euros e duas doses de última geração: 4 revistas a 5 euros.
Não se esqueça:
Você paga mas não paga
facto pedimos desculpa
Mão assassina 1
Já foram alvo duma tentativa de homicídio? Eu fui ontem e digo-vos é uma experiência acima de qualquer adjectivo. Logo pela manhã - o verão é assim: nada faz sentido- entre desvios em terra de ninguém encontro-me com o 1200 num caminho de terra batida inundado de covas e lixo urbano de toda a espécie e feitio, difícil até para o mais preparado dos todo terreno. Não foi a primeira vez. Mas esta experiência forçada por obras foi mais absoluta por inesperada. Ninguém se feriu e o velho 1200 lá se aguentou.
De volta ao final da tarde as cinturas do grande porto enchem-se de lantejolas, transformando a urbe num poço da morte e nestes pessoanos pensamentos, junto ao norte shopping – à entrada do viaduto, à volta das 19h- faço uma manobra como manda a lei e sou surpreendido por uma viatura, com a marcha assinalada, (alguém em perigo?) coloca-se ilegalmente do meu lado direito, (deve ser grave) mas o que quer é albarroar-me, até que se atravessa na minha frente e sai da viatura um jovem em pânico gritando que o filho e coisas e tal, ao mesmo tempo que a porta traseira, do lado do condutor, se abre com uma jovem ...e bom, julgo, algo aconteceu à criança, quer ajuda, julgo e meto a cabeça fora da janela quando sou surpreendido (Kafka prova-nos o contrário) pelas suas mãos à volta do meu pescoço, não muito convincentes. Reajo tenso em legítima defesa e grito-lhe com voz da consciência: não matarás!
Não me seria difícil recuar e, ou agarrado que lhe tinha o pescoço em lho partir, mas não, o simpático decidiu não reagir (agradeço o meu auto-controlo) até porque parece que o assassino acordou. Volta para a viatura, cabisbaixo, olhando o 1200 com cara de equívoco? (sim é habitual vê-la nos filmes). A jovem mãe, presumo, olha-me com uns gestos de quem estava a controlar as operações, dando-me a ideia de que foi ela que ordenara esta irracional situação (para protejer a sua cria? Ou livrar-se do marido?). Nada fez para o impedir, sequer para o socorrer, apenas contemplou serenamente (sim, a sua cria estava fora de perigo). Tal como o trânsito que se arrasta em fila indiana. Das outras viaturas em presença nem um gesto. Mais pareciam num drive-in.
Só acontece ao Outro
Olho em frente e vejo o frustrado assassino a olhar-me pelo seu retrovisor. Da jovem mãe nenhuma imagem, a existir, imagino que se esteja a desfazer em atenções para com a sua cria. Olho-me no retrovisor:
“ Perfil
Há uma distância
Nas ruas
Pressentida
Espaço
Ocupados
Por movimentos
A parte interior
Do corpo acede
À indiferença
Na ânsia
As mãos pegam-se
Com vício
À parte
Existem os ruídos
Dos espelhos
O rosto da rua
Transmuta-se
O acontecimento
Das horas
Precipitadamente
Um absurdo
Em tudo
Na margem
Bem sinalizada
É o rosto
Dos passeios
E do trânsito”
In “Cinco Luas e Um Navio” de Rui Carlos Souto .
Livro do mês: “ O frio da sombra na parede” de Alberto Pimenta, a 4,50 euros. Não há livro da semana, mas temos doses (4) a preço especial: cinco livros (edições mortas), 24 euros e duas doses de última geração: 4 revistas a 5 euros.
Não se esqueça:
Você paga mas não paga
04 agosto, 2005
4.07
E então, Satanás, as férias, estás a divertir-te? Estás realmente a recuperar energias para mais onze meses de orgasmos, isto é, de trabalho forçado a ver se conseguimos ser competitivos e controlarmos o défice e logo sermos contribuintes, bons contribuintes? Esperemos que sim, bem mereces Satanás, umas boas férias, depois de tantas almas adquiridas a baixo preço. A mamá Europa está bem? tem tomado os comprimidos, os anti-depressivos? Cuidado não facilites, tu sabes que para praticar o incesto tens de usar obrigatoriamente o preservativo, não te esqueças Satanás, mas não dos usados, cuidado podeis dar à luz o Anti-Cristo, o desejado. E tu sabes bem as dificuldades que são estes tempos para criar filhos. Todos sabemos que somos uma família de crianças-velhas e bêbedas de egoismo mas o certo é que o futuro não presta, é mal educado, anoréxico e iletrado, por falar nisso tens lido Satanás? Bom...não te incomodo mais por agora...boas férias...
02 agosto, 2005
Primeiro agosto. Gosto de brincar com as palavras, mas hoje não estou para isso. Faz um tédio terrível e nem estou para desenvolver aquela velha teoria, anar, contra o estado e todos os seus funcionários que nele perdem, servindo-o, todo o seu bem de pensar. Longe vai o tempo em que estava tudo morto: Deus, Estado, Autoridade, Utopia, História e até o Romance. Hoje só lidamos com fantasmas. Frente ao espelho.
Como acima escrevi hoje sonhei que era uma máquina de escrever
Nada de original
Nesse sentido temos, na Pulga, como livro da semana a 4 euros “Cartas Comerciais Tipo” de Cézar Figueiredo e como livro do mês “Políbio, no jardim metafísico” de João Urbano a 5 euros
Sem comentários
Como acima escrevi hoje sonhei que era uma máquina de escrever
Nada de original
Nesse sentido temos, na Pulga, como livro da semana a 4 euros “Cartas Comerciais Tipo” de Cézar Figueiredo e como livro do mês “Políbio, no jardim metafísico” de João Urbano a 5 euros
Sem comentários
01 agosto, 2005
1.08
Primeiro agosto. Gosto de brincar com as palavras, mas hoje não estou para isso. Faz um tédio terrível e nem estou para desenvolver aquela velha teoria, anar, contra o estado e todos os seus funcionários que nele perdem, servindo-o, todo o seu bem de pensar. Longe vai o tempo sem que estava tudo morto: Deus, Estado, Autoridade, Utopia, História e até o Romance. Hoje só lidamos com fantasmas. Frente ao espelho.
Como acima escrevi hoje sonhei que era um máquina de escrever
Nada de original
Nesse sentido temos, na Pulga, com livro da semana a 4 euros “Cartas Comerciais Tipo” de Cézar Figueiredo e como livro do mês “Políbio, no jardim metafísico” de João Urbano a 5 euros
sem comentários
Como acima escrevi hoje sonhei que era um máquina de escrever
Nada de original
Nesse sentido temos, na Pulga, com livro da semana a 4 euros “Cartas Comerciais Tipo” de Cézar Figueiredo e como livro do mês “Políbio, no jardim metafísico” de João Urbano a 5 euros
sem comentários
27 julho, 2005
27.07
Hoje, aqui no corredor da morte, todos recebemos de SS uma carta. Há muito que ninguém recebia correspondência. A admiração foi pois muita e todos estranhamos: será uma carta bomba? Será que o Estado, na sua cívica limpeza democrática, tenta-nos com um suicídio colectivo, nestes tempos de todos os terrorismos? Felizmente que não. Falso alarme, provam-nos, tudo foi devidamente inspeccionado. Muito bem lá abrimos a carta, a uníssono, emocionados:
“Informa-se V.Exª de que nos meses abaixo indicado se verifica o não pagamento das contribuições devidas à SS.” Olhamo-nos incrédulos “ coitadinha!”, todos recebemos a mesma carta e as lágrimas jorram pelo nosso rosto “Assim, solicita-se que, no prazo de 10 dias a contar da data de recepção da presente notificação, proceda ao referido pagamento...mais se informa que a não regularização da referida situação, determina a cobrança coerciva, salvo se for invocado fundamento legal...”
Pulga, Tgv, Ota, Iva, Irs, Snuff, Graffity, Grafitti,..., enfim todos estamos de boca aberta de espanto: que pérola! Que bela peça de literatura! todos estamos de acordo: pensávamos que estávamos esquecidos da sociedade, mas não, é bom viver
Também concordamos, reunidos em plenário, que todos temos que saldar as dívidas à sociedade para que esta possa pagar ao Estado para que este continue corrupto e incompetente. Reunidos em plenário tentamos via net conseguir voos em conta para o Brasil e voltarmos quando passar a crise.
“Informa-se V.Exª de que nos meses abaixo indicado se verifica o não pagamento das contribuições devidas à SS.” Olhamo-nos incrédulos “ coitadinha!”, todos recebemos a mesma carta e as lágrimas jorram pelo nosso rosto “Assim, solicita-se que, no prazo de 10 dias a contar da data de recepção da presente notificação, proceda ao referido pagamento...mais se informa que a não regularização da referida situação, determina a cobrança coerciva, salvo se for invocado fundamento legal...”
Pulga, Tgv, Ota, Iva, Irs, Snuff, Graffity, Grafitti,..., enfim todos estamos de boca aberta de espanto: que pérola! Que bela peça de literatura! todos estamos de acordo: pensávamos que estávamos esquecidos da sociedade, mas não, é bom viver
Também concordamos, reunidos em plenário, que todos temos que saldar as dívidas à sociedade para que esta possa pagar ao Estado para que este continue corrupto e incompetente. Reunidos em plenário tentamos via net conseguir voos em conta para o Brasil e voltarmos quando passar a crise.
26 julho, 2005
25.07
Um silêncio obscuro deambula pelo corredor da morte:
“ Sabes que podes morrer nessa nascente
Penetra-me e conduz-me à segunda explosão
Há uma espécie de inferno aonde o céu
transfigura os meus braços nos teus braços
Arranha-me os ombros, explora
os meus lábios com sofreguidão. Intensifica
sobre a coroa fluida do meu centro
o mar da tua mão
e tange-me os pés com avidez e luto
para que nada me pertença ou te pertença.
Encontra-me e perde-me. Lança-me ao abismo
onde tudo é escuro e brilha inexorável
o gozo de morrer e de matar.
Com a minha morte vinga a que tiveres “
In “ A Construção de Niníve” de Amadeu Baptista, livro da semana, na Pulga (4 euros)
“ Sabes que podes morrer nessa nascente
Penetra-me e conduz-me à segunda explosão
Há uma espécie de inferno aonde o céu
transfigura os meus braços nos teus braços
Arranha-me os ombros, explora
os meus lábios com sofreguidão. Intensifica
sobre a coroa fluida do meu centro
o mar da tua mão
e tange-me os pés com avidez e luto
para que nada me pertença ou te pertença.
Encontra-me e perde-me. Lança-me ao abismo
onde tudo é escuro e brilha inexorável
o gozo de morrer e de matar.
Com a minha morte vinga a que tiveres “
In “ A Construção de Niníve” de Amadeu Baptista, livro da semana, na Pulga (4 euros)
22 julho, 2005
22.07
Pulga aceitou desculpas. O sr. Vice-presidente da Câmara Municipal de V.N. Foz Coa, Gustavo Duarte falou. Viva o bom senso, os encontros de poesia, as pequenas editoras e o resto... a literatura. Pulga agradece a todos quanto se empenharam nesta causa.
As edições Aquário chegaram em força com cinco títulos de Silva Carvalho, o poeta porético: Caos Indelével Inefável (12,50 euros) Mediocridade ( 15 euros) As Estações (15 euros) A Experiência Americana ao Vivo (15 euros) O Rito Diário de um Hipocondríaco (15 euros) sãos os títulos à disposição na Pulga. Com o andar da carruagem voltaremos a eles.
As edições Aquário chegaram em força com cinco títulos de Silva Carvalho, o poeta porético: Caos Indelével Inefável (12,50 euros) Mediocridade ( 15 euros) As Estações (15 euros) A Experiência Americana ao Vivo (15 euros) O Rito Diário de um Hipocondríaco (15 euros) sãos os títulos à disposição na Pulga. Com o andar da carruagem voltaremos a eles.
18 julho, 2005
18.07
“ Por isso mesmo, estudaremos cuidadosamente dois dos seus aspectos principais, já que mais desesperados e definitivos: o ERRO, como processo de conhecimento e a IMPERFEIÇÃO, como método de captar o INSTINTO “ in “Processo ao pouco de realidade” de Simplicíssimus, livro da semana, 3 euros, atenção 3 euros, na Pulga.
Pulga acusa: A Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa de não querer efectuar o pagamento da n/. facturação referente a livros de pequenas editoras que nos foi pedido, para um encontro de poesia, em Dezembro pelo sr. Maximino, vai para 7 meses, à responsabilidade do vice-presidente sr. Gustavo Duarte. O sr. Éloi afirma que o sr. vereador da cultura manda dizer que a Câmara de Foz Côa nada tem a pagar e sim quem fez o pedido... confuso,a?, o nosso advogado já está a tratar do assunto, mas daqui apelamos ao bom senso do sr. Presidente da Câmara para que cumpra com as suas responsabilidades e efectue o respectivo pagamento; e também apelamos à navegação para o envio de e-mails www. Cm.fozcoa. pt ao sr. Presidente em nome da honestidade intelectual. Pulga agradece.
Na próxima quarta-feira, dia 20, no Púcaros bar, será lançado, à noite, pela voz de Isaque o livro de Virgílio Liquito “Malgas de Peçonha”, há que aparecer.
O Anjo Snuff
instalação
de A. Dasilva O.
“Se Snuff é considerado uma perversão extrema não deixa de ser produto da mesma natureza que criou à séculos na Europa outros espectáculos de morte, como por exemplo os autos de fé, as execuções no pelourinho ou as touradas, herdeiros por sua vez de tradições sangrentas ainda mais antigas.” Mário Augusto
de 15 de Julho a 15 de Setembro, livraria Pulga, rua Júlio Dinis, 752, lj 70, Parque Itália, Porto
Na próxima quarta-feira, dia 20, no Púcaros bar, será lançado, à noite, pela voz de Isaque o livro de Virgílio Liquito “Malgas de Peçonha”, há que aparecer.
O Anjo Snuff
instalação
de A. Dasilva O.
“Se Snuff é considerado uma perversão extrema não deixa de ser produto da mesma natureza que criou à séculos na Europa outros espectáculos de morte, como por exemplo os autos de fé, as execuções no pelourinho ou as touradas, herdeiros por sua vez de tradições sangrentas ainda mais antigas.” Mário Augusto
de 15 de Julho a 15 de Setembro, livraria Pulga, rua Júlio Dinis, 752, lj 70, Parque Itália, Porto
12 julho, 2005
12.07
Estão todos a fazer contas à vida, enquanto a morte está a banhos na grande urbe. Banhos de multidão e sangue. De volta ao corredor da morte o tédio é de cortar à faca. Deus continua no seu voto de silêncio. Alcoviteira lambe Animal como se este fosse uma grande ferida. Grafitty e Graffiti esgrimem argumentos sobre os recentes atentados e choques de civilização entre abundantes raciocínios selvagens e outros coitos interrompidos pelo desenrolar dos acontecimentos que bêbedos de chamas, abrem para a necessidade de domesticar a privacidade e reduzir temporariamente a liberdade individual para melhor exercer a cidadania. A democracia está em perigo. Os partidos tentam transformá-la num condomínio fechado. “E aqui começam as dificuldades do lado da prática. Se toda a prática (trabalho, política ou ciência – não há aqui diferença de plano, todas se desenvolvendo segundo o mesmo modelo do « modo de produção») está ancorada nas suas condições históricas concretas dadas, como subtrair a produção científica à influência da ideologia que, no entanto, presumivelmente teria sido já relegada para uma região anterior ao corte? E a política? Quem detém os meios de produção (teóricos) das transformações sociais? O comité central do partido? Com todos os seus seguidores e adversários por igual mergulhados no pântano da ideologia” in “ O Estranho caso da morte de Karl Marx” de Ângelo Novo, livro da semana, na Pulga, a 5 euros “ Os artigos e ensaios que fazem parte deste volume têm como traço de união o facto de se situarem todos dentro de um esforço de divulgação e renovamento do pensamento marxista...”
06 julho, 2005
6.07
Aviso à navegação: Pulga, amanhã, dia 7, estará analogicamente fechada, em viagem de negócios, dia 8 voltará ao horário normal. Pedimos desculpa pelo incómodo.
04 julho, 2005
4.07
Do outro lado do atlântico comemora-se a razão de ser. A terra é prometida num sonho fastfood democrático, num western onde o bem e o mal pós-moderno se dobram e desdobram, como carne para canhão, em acção. As imagens como refúgio e excesso da melhor defesa: o ataque. O choque tecnológico da lavagem ao cérebro neobarroco da opinião pública.
Por cá resta-nos pensar o excesso. Pensar o Excesso, de Pedro Parcerias, é o livro da semana (5 euros): “O pensar do excesso, enquanto pensamento do excesso por si mesmo, é o pensar que se dirige à totalidade do ente a partir da sua intimidade, ou seja, a partir da sua continuidade. Porque é dirigido pelo ente enquanto ente, o pensar que é exigido pelo excesso insere-se na tradição e na história da metafísica.”
Pulga foi à estação dos correios, ctt, despachar uma encomenda de livros. Tira a senha e espera pacientemente pela sua vez. Chega o senhor candidato, ex-governador civil, à civil, e deita um olhar de reconhecimento e com um sorriso de figura pública: então ninguém me reconhece nesta estação suburbana do grande Porto? Lá foi tirar a sua senha e, mais uma vez se expõe com sinais de quem está com pressa. Subserviente o chefe da estação corre para o senhor candidato e concede-lhe um tratamento de excepção. Pulga chegando a sua vez, abre a boca irritada por uma encomenda de livros demorar até sete dias, via normal, para chegar ao seu destino, quando como livros devia ser entregue no dia seguinte como está estipulado, e para tal os editores dão ao estado 12 ex. de cada livro editado, por dá aquela palha. Não senhor, se quiser tem que ser assim e paga uma fortuna e mesmo assim não garantimos nada, se quiser pode reclamar, mal sabendo o ingénuo empregado que quem se magoa é sempre ele e ou um dos seus com aconteceu frequentemente, já que os seus superiores não assumem as responsabilidades, a culpa é do ignorante do cliente e do improdutivo empregado. Pelo meio, este tenta despachar tralha benfiquista e outras tralhas que os ctt mais parecem lojas chinesas, e livros, sim também vendem livros, daqueles que se vendem aos milhares, percebem?, e os aterros sanitários deles estão cheios. E o sr candidato? Lá foi, depois de engolir uma dúzia de indirectas que Pulga despejou no infeliz empregado, que não percebeu nada e apenas se lamentou de talvez lhe ser impossível, hoje, de conseguir obter os objectivos. Amanhã se verá se a encomenda chegou, que numa ida lá por pouco mais ficaria. Sr. Moreira para a próxima leve a marcha assinalada para ter um tratamento de excepção ( pode ser daquelas sirenes da Psp, assim, colocada na cabeça), faça-nos esse favor democrático. Srs Ctt demitam-se ou privatizem-se duma vez e não insultem a lei maior do país.
Por cá resta-nos pensar o excesso. Pensar o Excesso, de Pedro Parcerias, é o livro da semana (5 euros): “O pensar do excesso, enquanto pensamento do excesso por si mesmo, é o pensar que se dirige à totalidade do ente a partir da sua intimidade, ou seja, a partir da sua continuidade. Porque é dirigido pelo ente enquanto ente, o pensar que é exigido pelo excesso insere-se na tradição e na história da metafísica.”
Pulga foi à estação dos correios, ctt, despachar uma encomenda de livros. Tira a senha e espera pacientemente pela sua vez. Chega o senhor candidato, ex-governador civil, à civil, e deita um olhar de reconhecimento e com um sorriso de figura pública: então ninguém me reconhece nesta estação suburbana do grande Porto? Lá foi tirar a sua senha e, mais uma vez se expõe com sinais de quem está com pressa. Subserviente o chefe da estação corre para o senhor candidato e concede-lhe um tratamento de excepção. Pulga chegando a sua vez, abre a boca irritada por uma encomenda de livros demorar até sete dias, via normal, para chegar ao seu destino, quando como livros devia ser entregue no dia seguinte como está estipulado, e para tal os editores dão ao estado 12 ex. de cada livro editado, por dá aquela palha. Não senhor, se quiser tem que ser assim e paga uma fortuna e mesmo assim não garantimos nada, se quiser pode reclamar, mal sabendo o ingénuo empregado que quem se magoa é sempre ele e ou um dos seus com aconteceu frequentemente, já que os seus superiores não assumem as responsabilidades, a culpa é do ignorante do cliente e do improdutivo empregado. Pelo meio, este tenta despachar tralha benfiquista e outras tralhas que os ctt mais parecem lojas chinesas, e livros, sim também vendem livros, daqueles que se vendem aos milhares, percebem?, e os aterros sanitários deles estão cheios. E o sr candidato? Lá foi, depois de engolir uma dúzia de indirectas que Pulga despejou no infeliz empregado, que não percebeu nada e apenas se lamentou de talvez lhe ser impossível, hoje, de conseguir obter os objectivos. Amanhã se verá se a encomenda chegou, que numa ida lá por pouco mais ficaria. Sr. Moreira para a próxima leve a marcha assinalada para ter um tratamento de excepção ( pode ser daquelas sirenes da Psp, assim, colocada na cabeça), faça-nos esse favor democrático. Srs Ctt demitam-se ou privatizem-se duma vez e não insultem a lei maior do país.
01 julho, 2005
1.07
Um minuto de silêncio por Emílio Guerreiro. Que a Democracia não descanse em paz..
Novo mês, novo livro a cinquenta por cento. Durante o mês de Julho, o livro do mês é: O Livro Mau, de A.Dasilva O., 5 euros.
“ Toda a criança arrasta dentro de si um adulto. Uma página em branco cheia de sangue e de bactérias em autodestruição.
E o melhor da literatura são as crianças.
...
Deserto. Flores. As bonecas espalhadas pela areia, que voava, da direcção norte-sul. Batia-lhe no corpo. Furava a pele com uma agulha o Urso. Ia matar todos. Sem dor. Acordariam outros. O mundo seria melhor. Por vezes pensava que estava a sonhar. Ela dizia. A pensar. Gostava da palavra pensar. Aqui nasceu o verbo. Foi o vovô. Era livre pensador. Tinha escrito muito. Mas um dia queimou tudo. Ela ajudou. Só ela e ele. Estava nevoeiro no jardim. Por vezes tudo era tão claro que pensava. Assim para depois dos olhos. Tinha um galo na cabeça que não a deixava pensar. Uma bola de carne onde se escondia esse grão de areia. Pensar. Gostava de olhar para uma flor, com tal intensidade que ela perdia a cor. Fechava-se. Ela não conseguia mexer os objectos.
...
... tentara suicidar-se. Estava ali deitada. Parecia uma estrela do mar. Não sabia se estava a pensar, se a sonhar. Tentava mexer-se. Estava paralisada. Foi de urgência para o útero. Abriu os olhos para dentro e sentiu tudo muito claro.”
Um livro de Verão. Nitidamente. Para quem gosta de fazer férias na noite. Narra o testemunho de uma criança que foi vítima de violência doméstica. Foi agredida por um livro. Este. E ficou paraplégica. Também sonâmbula e, neste estado, percorre a noite, a literatura com as suas bonecas, peluches e antepassados em acção e leitura de tirar a respiração a este ambiente de cortar à faca.
Acaba de chegar a notícia de que livraria gerida portugueses em Paris de nome Lusophone está a praticar censura ao nosso título “Putas à moda do Porto”. Fabuloso!
Novo mês, novo livro a cinquenta por cento. Durante o mês de Julho, o livro do mês é: O Livro Mau, de A.Dasilva O., 5 euros.
“ Toda a criança arrasta dentro de si um adulto. Uma página em branco cheia de sangue e de bactérias em autodestruição.
E o melhor da literatura são as crianças.
...
Deserto. Flores. As bonecas espalhadas pela areia, que voava, da direcção norte-sul. Batia-lhe no corpo. Furava a pele com uma agulha o Urso. Ia matar todos. Sem dor. Acordariam outros. O mundo seria melhor. Por vezes pensava que estava a sonhar. Ela dizia. A pensar. Gostava da palavra pensar. Aqui nasceu o verbo. Foi o vovô. Era livre pensador. Tinha escrito muito. Mas um dia queimou tudo. Ela ajudou. Só ela e ele. Estava nevoeiro no jardim. Por vezes tudo era tão claro que pensava. Assim para depois dos olhos. Tinha um galo na cabeça que não a deixava pensar. Uma bola de carne onde se escondia esse grão de areia. Pensar. Gostava de olhar para uma flor, com tal intensidade que ela perdia a cor. Fechava-se. Ela não conseguia mexer os objectos.
...
... tentara suicidar-se. Estava ali deitada. Parecia uma estrela do mar. Não sabia se estava a pensar, se a sonhar. Tentava mexer-se. Estava paralisada. Foi de urgência para o útero. Abriu os olhos para dentro e sentiu tudo muito claro.”
Um livro de Verão. Nitidamente. Para quem gosta de fazer férias na noite. Narra o testemunho de uma criança que foi vítima de violência doméstica. Foi agredida por um livro. Este. E ficou paraplégica. Também sonâmbula e, neste estado, percorre a noite, a literatura com as suas bonecas, peluches e antepassados em acção e leitura de tirar a respiração a este ambiente de cortar à faca.
Acaba de chegar a notícia de que livraria gerida portugueses em Paris de nome Lusophone está a praticar censura ao nosso título “Putas à moda do Porto”. Fabuloso!
29 junho, 2005
29.06
Começou a beatificação do Diabo. Finalmente começa a ser reposta uma injustiça. Afinal não há comunidade em que a maior parte dos seus cidadãos não tenham aos seus serviços recorrido. A Alma é um produto descartável de tal maneira que são poucos, os ilustres desconhecidos, que a não tenham vendido para melhor sobreviverem neste prostíbulo moral.
Animal não concorda. A sua alma é o seu instinto de sobrevivência. Mas admite academicamente que ela pode ser vendida por dá aquela palha. Quanto mais for vendida, mais alma, tal prostituta quanto mais fornica mais pura é, como Sade bem nos narra. A sua entrega à extinção, reforça e fortalece a sua natureza, evitando a humanização.
Humano, demasiado humano, tatua-lhe Grafitti nas costas
E a Língua? Não passa de uma escrava da velha Pandora. Mas eu amo a Europa, declara Céptico. Não passa de uma balzaquiana, goza Séptico: “ Acho-lhe finura, espírito; mas, de uma ignorância surpreendente” descontextualiza Sarrasine, de Honoré de Balzac, Farândola, 7 euros.
Animal enche o corredor da morte com gargalhadas diabólicas: - se não desejo o poder, porque é que querem fazer de mim um escravo, vós que estais em extinção?!
Animal não concorda. A sua alma é o seu instinto de sobrevivência. Mas admite academicamente que ela pode ser vendida por dá aquela palha. Quanto mais for vendida, mais alma, tal prostituta quanto mais fornica mais pura é, como Sade bem nos narra. A sua entrega à extinção, reforça e fortalece a sua natureza, evitando a humanização.
Humano, demasiado humano, tatua-lhe Grafitti nas costas
E a Língua? Não passa de uma escrava da velha Pandora. Mas eu amo a Europa, declara Céptico. Não passa de uma balzaquiana, goza Séptico: “ Acho-lhe finura, espírito; mas, de uma ignorância surpreendente” descontextualiza Sarrasine, de Honoré de Balzac, Farândola, 7 euros.
Animal enche o corredor da morte com gargalhadas diabólicas: - se não desejo o poder, porque é que querem fazer de mim um escravo, vós que estais em extinção?!
28 junho, 2005
28.06
Prontos: 5 sábados 5 livros chegou ao fim com o lançamento de “Representações sobre o desejo” de A. Sarmento Manso. A urbe, a literatura e o país têm mais lucidez ao seu dispor. Façam o favor: normal, fresca, com ou sem gás, com gelo ou sem, na Pulga com desconto até 30% na compra dos 5. Entretanto já no dia 2 de Julho vamos estar todos na Navio de Espelhos, em Aveiro, para mais um lançamento de “Numa avenida de Merda” talvez com licor lá prás 21.30 h.
Livro da Semana na Pulga e a 5 euros: Identidades Pagãs de José António Afonso. Um livro de ensaios sobre a desqualificação social; Escola, escolaridade, escolarização; Desqualificação social: exclusão e violência; Espaços da Comunidade. Tempos da Escola. Enfim um fabuloso ensaio sobre a educação dos nossos monstros e/ ou, digo eu, os nossos fantasmas pós-modernos.
Chegou mais uma Nada, a nº5 (7,20 euros) toda recheada de reflexão, entre o ensaio, a entrevista, a poesia, a narrativa...: Politizar as Tecnologias, Experiências do público em Bioarte, O Design na era do design: moral das coisas, Medicina Ortogonal, Desviando funções,...,. e um salto a www.nada.com.pt para mais informações?
Pulga sabe que é fonte de inspiração e plágio por alguns escrivinhadores fictícios, é sempre bom que se útil, nesta comunidade sem fins lucrativos.
Livro da Semana na Pulga e a 5 euros: Identidades Pagãs de José António Afonso. Um livro de ensaios sobre a desqualificação social; Escola, escolaridade, escolarização; Desqualificação social: exclusão e violência; Espaços da Comunidade. Tempos da Escola. Enfim um fabuloso ensaio sobre a educação dos nossos monstros e/ ou, digo eu, os nossos fantasmas pós-modernos.
Chegou mais uma Nada, a nº5 (7,20 euros) toda recheada de reflexão, entre o ensaio, a entrevista, a poesia, a narrativa...: Politizar as Tecnologias, Experiências do público em Bioarte, O Design na era do design: moral das coisas, Medicina Ortogonal, Desviando funções,...,. e um salto a www.nada.com.pt para mais informações?
Pulga sabe que é fonte de inspiração e plágio por alguns escrivinhadores fictícios, é sempre bom que se útil, nesta comunidade sem fins lucrativos.
23 junho, 2005
23.06
Está tudo aflito: que terá acontecido ao presidente de todos os duplos? Comeu alguma coisa que lhe fez mal, não fornicou por não ter dinheiro para viagra ou apenas quis justificar o lugar que ocupa? Os fazedores de opinião estão confusos e em estado de choque sacodem a água do capote, os financeiros apanhados a dormir sobre os juros do consumo, cospem para o ar e os gestores o que querem é reformas, muitas e muitas reformas até a apatia se instalar de vez. O tempo ajuda, a relatividade também. A seca é extrema e os funcionários públicos não dormem. Navegam na net em busca de um ponto de fuga para desertarem deste buraco negro:
“ Diz Kan: -Tudo é inútil, se o último local de desembarque tiver de ser a cidade infernal, e é lá no fundo que, numa espiral cada vez mais apertada, nos chupar a corrente.
Marco Polo acrescenta: o inferno dos vivos não é uma coisa que virá a existir; se houver um, é o que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que nós formamos ao estarmos juntos.
Há dois modos para não o sofremos. O primeiro torna-se fácil para muita gente: aceitar o inferno e fazer parte dele a ponto de não o vermos. O segundo é arriscado e exige uma atenção e uma aprendizagem contínuas: tentar e saber reconhecer, no meio do inferno, quem e o que não é inferno, e fazê-lo viver, e dar-lhe lugar.” As Cidades Invisíveis de Italo Calvino
Retirado de mais uma chegada à Pulga “ A Educação de Adultos & Intervenção” editado pelo Instituto de Educação e Psicologia- Universidade do Minho ( 7,60 euros), via Estratégias Criativas que nos traz mais uma biografia de sua colecção: João de Barros de Alberto Filipe Araújo e Joaquim Machado de Araújo (8 euros).
E por falar em leituras, Pulga mandou para a Edp a leitura do consumo de electricidade e ela, com aquele sorriso anti-gioconda diz: leitura insuficiente. Quer isto isto dizer que não consumi o suficiente? Entretanto pela urbe a edp estupidamente convida (em outdoors) ao baixo consumo
“ Diz Kan: -Tudo é inútil, se o último local de desembarque tiver de ser a cidade infernal, e é lá no fundo que, numa espiral cada vez mais apertada, nos chupar a corrente.
Marco Polo acrescenta: o inferno dos vivos não é uma coisa que virá a existir; se houver um, é o que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que nós formamos ao estarmos juntos.
Há dois modos para não o sofremos. O primeiro torna-se fácil para muita gente: aceitar o inferno e fazer parte dele a ponto de não o vermos. O segundo é arriscado e exige uma atenção e uma aprendizagem contínuas: tentar e saber reconhecer, no meio do inferno, quem e o que não é inferno, e fazê-lo viver, e dar-lhe lugar.” As Cidades Invisíveis de Italo Calvino
Retirado de mais uma chegada à Pulga “ A Educação de Adultos & Intervenção” editado pelo Instituto de Educação e Psicologia- Universidade do Minho ( 7,60 euros), via Estratégias Criativas que nos traz mais uma biografia de sua colecção: João de Barros de Alberto Filipe Araújo e Joaquim Machado de Araújo (8 euros).
E por falar em leituras, Pulga mandou para a Edp a leitura do consumo de electricidade e ela, com aquele sorriso anti-gioconda diz: leitura insuficiente. Quer isto isto dizer que não consumi o suficiente? Entretanto pela urbe a edp estupidamente convida (em outdoors) ao baixo consumo
20 junho, 2005
20.06
E eis-nos na quinta semana. A. Sarmento Manso estará por cá no próximo sábado, 25, pelas 17 h com as suas representações sobre o desejo, o livro que as edições mortas editaram, também poderá dar umas a abater sobre a biografia de Agostinho da Silva, (6 euros) autor recorrente já que sobre ele se debruçou no Agostinho da Silva, aspectos da sua vida, obra e pensamento (18 euros) que “é o resultado da nossa pesquisa para a tese de mestrado em Filosofia da Educação apresentada à Universidade do Minho” Ambos publicados pela Estratégias Criativas que também publicou na s/. colecção biografias, uma sobre Teixeira de Pascoais de José Carlos Casulo (7 euros).
EU, ALICE, de Sofia Saraiva Caldeira, é o livro da semana (5 euros): “Sonhei que cresciam plantas no frasco de compota que se alastravam pelas paredes da cozinha, verdes e pegajosas. E eu, parada como uma estaca, de camisa de noite pelos joelhos, olhava sorridente ... Eu magoo e destruo com a mesma facilidade com que dou vida”
Todos os fazedores de opinião enchem os tabloides e revistas cor de rosa de reflexões fracas, acreditam que a Europa, tem de parar para reflectir. Parar não é morrer? A Europa e a sua ausência de privacidade e tal velha tonta tenta sonhar à força de múltiplas operações plásticas e inúteis idas ao analista e/ou cartomantes. A Europa dói
Cá por dentro:
E se passasse pela cabeça de cada cidadão a lúcida decisão de não pagar impostos, por uma vez?, todos, já?!
EU, ALICE, de Sofia Saraiva Caldeira, é o livro da semana (5 euros): “Sonhei que cresciam plantas no frasco de compota que se alastravam pelas paredes da cozinha, verdes e pegajosas. E eu, parada como uma estaca, de camisa de noite pelos joelhos, olhava sorridente ... Eu magoo e destruo com a mesma facilidade com que dou vida”
Todos os fazedores de opinião enchem os tabloides e revistas cor de rosa de reflexões fracas, acreditam que a Europa, tem de parar para reflectir. Parar não é morrer? A Europa e a sua ausência de privacidade e tal velha tonta tenta sonhar à força de múltiplas operações plásticas e inúteis idas ao analista e/ou cartomantes. A Europa dói
Cá por dentro:
E se passasse pela cabeça de cada cidadão a lúcida decisão de não pagar impostos, por uma vez?, todos, já?!
17 junho, 2005
17.06
Depois das cerimónias fúnebres da Santíssima Trindade, uma ida ao teatro ler o Auto das Barcas de Gil Vicente, já que é impossível vê-lo, dizem que se deslocalizou para leste ou para oriente. Nada mais a propósito nestas auto-estradas onde a censura navega num imenso e patético baile de máscaras, figuras de cera, estátuas de sal e cobras que não mudam de pele. A auto-censura irrita-se, não aceita comentários de escárnio e mal-dizer no seu blog. Tem uma imagem a defender.
Estamos a construir um mundo pior. Ejacula Grafitti num monumento acabadinho de recuperar. É claro com o alto patrocínio de uma instituição bancária, suportado pela imagem de um jogador da selecção nacional de futebol.
Estamos a construir um mundo pior. Ejacula Grafitti num monumento acabadinho de recuperar. É claro com o alto patrocínio de uma instituição bancária, suportado pela imagem de um jogador da selecção nacional de futebol.
13 junho, 2005
13.06
“ Que sofrimento este de estar morto”
Utopia está de luto neste dia de todas as mortes e um nascimento. Pulga deseja à Utopia , à Distopia, ao Sexo e à Morte e a todos os seus familiares e amigos sinceros votos de pesar, neste dia, são 15h e 20 m, em que se comemora mais um ano de nascimento de Fernando Pessoa, esse ilustre desconhecido:
“ Sou um monstro. Marinho. Biblicamente com 153 cabeças” Utopia chora os seus entes queridos, lendo fragmentos dos “Diários Falsos de Fernando Pessoa” de A Dasilva O, livro da semana na Pulga – a 5 euros- “De noite tive pesadelos...acordo sobressaltado. Entre suores olho em volta. O vácuo e os seus sete subplanos. Os meus heterónimos saem, saem à vez de faca em punho. Cada qual dá-me três facadas e saem às gargalhadas entre eles esfaqueando-se mutuamente e desaparecem na minha carta astral. Os meus óculos?”
Utopia está de luto neste dia de todas as mortes e um nascimento. Pulga deseja à Utopia , à Distopia, ao Sexo e à Morte e a todos os seus familiares e amigos sinceros votos de pesar, neste dia, são 15h e 20 m, em que se comemora mais um ano de nascimento de Fernando Pessoa, esse ilustre desconhecido:
“ Sou um monstro. Marinho. Biblicamente com 153 cabeças” Utopia chora os seus entes queridos, lendo fragmentos dos “Diários Falsos de Fernando Pessoa” de A Dasilva O, livro da semana na Pulga – a 5 euros- “De noite tive pesadelos...acordo sobressaltado. Entre suores olho em volta. O vácuo e os seus sete subplanos. Os meus heterónimos saem, saem à vez de faca em punho. Cada qual dá-me três facadas e saem às gargalhadas entre eles esfaqueando-se mutuamente e desaparecem na minha carta astral. Os meus óculos?”
09 junho, 2005
9.06
Pulga está em obras. Melhor em manobras. Está a ganhar forma estética mais uma instalação: Poema Bomba de Nunes Zarelleci. Tudo à base de ferro, ferrugem, letras e acrílico.
“Tempos houve em que a morte foi uma coisa Pop”, escreve-nos Fernando Guerreiro- ler em Art Campbell-, onde “A morte seria esse momento (esse retorno a um contínuo) em que se fundem os sentidos”
“Hoje, contudo, a morte deixou de ser uma coisa-Pop. Nem sequer é popular, humanizou-se: tornou-se humana, demasiado humana...Perdeu o seu fulgor épico.”
Nesse sentido? Poema Bomba tenta a erupção desfazendo-se na reprodução de si mesmo.
Chove cinza. A feira do livro arde? “ A cidade como febre” Postais Rasgados “ Tornar-se-á a cidade diferente, vista de cima? Uptown/downtown- haveria duas realidades, estéticas, princípios? Então, Urbana não se limita a sentir mas é como que tocada, violada, penetrada pelos elementos que agem directamente sobre a pele como estímulos imediatos e repentinos, cegos e mudos. Uma febre ébria que lhe arrepanha a pele, lhe cresce pelos membros e a faz ser um elemento, um instrumento de grande cadeia eléctrica (browniana, encefálica e mecânica) que de dia atravessa as ruas e de noite faz com que se acendam ou apaguem as luzes.”
“Tempos houve em que a morte foi uma coisa Pop”, escreve-nos Fernando Guerreiro- ler em Art Campbell-, onde “A morte seria esse momento (esse retorno a um contínuo) em que se fundem os sentidos”
“Hoje, contudo, a morte deixou de ser uma coisa-Pop. Nem sequer é popular, humanizou-se: tornou-se humana, demasiado humana...Perdeu o seu fulgor épico.”
Nesse sentido? Poema Bomba tenta a erupção desfazendo-se na reprodução de si mesmo.
Chove cinza. A feira do livro arde? “ A cidade como febre” Postais Rasgados “ Tornar-se-á a cidade diferente, vista de cima? Uptown/downtown- haveria duas realidades, estéticas, princípios? Então, Urbana não se limita a sentir mas é como que tocada, violada, penetrada pelos elementos que agem directamente sobre a pele como estímulos imediatos e repentinos, cegos e mudos. Uma febre ébria que lhe arrepanha a pele, lhe cresce pelos membros e a faz ser um elemento, um instrumento de grande cadeia eléctrica (browniana, encefálica e mecânica) que de dia atravessa as ruas e de noite faz com que se acendam ou apaguem as luzes.”
07 junho, 2005
7.06
Mais uma semana. Mais um livro da semana em promoção: 5 euros, ed. Mortas, a 1ª ed. de “O Discurso sobre o filho de Deus, de Alberto Pimenta. Autor chamado e escolhido pelo silêncio do santo sepulcro reinante “ ...mas alberga simultaneamente a crença em que o que provém do pai está em expansão, está a fazer-se continuadamente. Por um lado, há que liquidar as forças que bloqueiam a expansão, por outro é preciso deter a expansão, se ela for a dos outros. Guerra portanto.” Um livro que se lê sem fôlego.
Sábado, muita atenção, pois o lançamento é na Casa da Animação e não na Pulga o livro de Ivar Corceiro “Numa avenida de Merda” dia 11 pelas 16h que será apresentado por Sérgio Almeida e onde o autor dará a ver umas curtas de sua lavra.
Sábado passado Pulga encheu-se de Ambiente: o falso consenso, depois foi cear à montanha, onde esta nos celebrou com um manjar/sacrifício do seu filho. Depois veio a Serralves para a grande rave: 40 horas deep throat; sem tirar fora ... “E por isso o filho-de-deus preocupa-se sobretudo com os que visivelmente não vivem em função da morte, com os que não se seguram a nenhum seguro, nem vivem a formar o tempo de se reformar, nem se filiam em nenhuma central ou filial, nem fazem de partidos, nem são política e polidamente correctos, nem constroem o futuro sobre o que roem ao presente... - Entendido, irmãozinhos?”
Sábado, muita atenção, pois o lançamento é na Casa da Animação e não na Pulga o livro de Ivar Corceiro “Numa avenida de Merda” dia 11 pelas 16h que será apresentado por Sérgio Almeida e onde o autor dará a ver umas curtas de sua lavra.
Sábado passado Pulga encheu-se de Ambiente: o falso consenso, depois foi cear à montanha, onde esta nos celebrou com um manjar/sacrifício do seu filho. Depois veio a Serralves para a grande rave: 40 horas deep throat; sem tirar fora ... “E por isso o filho-de-deus preocupa-se sobretudo com os que visivelmente não vivem em função da morte, com os que não se seguram a nenhum seguro, nem vivem a formar o tempo de se reformar, nem se filiam em nenhuma central ou filial, nem fazem de partidos, nem são política e polidamente correctos, nem constroem o futuro sobre o que roem ao presente... - Entendido, irmãozinhos?”
03 junho, 2005
3.06
Um debate. Aqui no corredor da morte. Algumas ideias móveis umas, imóveis outras. Todas à volta do génio da lâmpada, a natureza. E toda a sua prisão de ventre. Isto das novas tecnologias não lhe entra na cabeça. Quem é que o quer tirar da garrafa? Não há hipótese. Temos que aguentar toda esta libertária claustrofobia de borboletas-caveira à volta do ponto de não retorno esse absoluto nada. Grafitty começa a atirar com os cagalhões às grades. Diz-se possuído pelo Espirito Santo e que o problema reside na falta de oração e na abundância de debates na tentativa de ultrapassar a nossa moral de assassinos. Graffiti vomita bravos e estica a mão ao meu vizinho: tiraste-me as palavras da boca. Todos olhamos para Deus que por sua vez se olha a um espelho. Está na net. Grafitty faz o manguito: faz-me um blog. Cebola não perde a paciência. Cospe nos raciocinios e com papel higiénico limpa-os amorosamente, como quem limpa uma arma: - hoje sonhei com a Europa. Foi um sonho húmido, daqueles sado-masoquistas em que lambia o meu próprio pénis. Graffiti hurra:- conseguiste libertar o génio da lâmpada? Grafitty:- isto não pode continuar assim, temos que fazer um levantamento, temos o direito de saber ao certo o nosso défice simbólico. Este meu intestino! A culpa é tua não tinhas nada que o utilizar com armazém de coca. Faço ponto de ordem.
Não nos podemos deixar enganar. Assim não há debate. O ambiente é de cortar todos os nossos movimentos, para melhor exercermos a nossa cidadania. A cidade é governada por uma geração futura que já em 1888, Domingos Tarrozo, denunciava: “quando as gerações futuras quiserem um dia conhecer a causa suprema da profunda e desoladora doença intelectual que esfacela este povo na época presente, terão de fazer uma coisa muito simples: leiam os actuais programas do ensino oficial”
Empédocles entra na Pulga: “E na medida em que os mais ténues se encontram na queda
...
Nutrido em mares de sangue que contra si se precipita,
E por onde mais se chama pensamento para os homens;
Pois sangue em volta do coração dos homens é
Pensamento”
Enganou-se no dia do lançamento do livro, o segundo, de 5 sábados, 5 livros, Ambiente: o falso consenso de Bernardino Guimarães.
Cebola chora.
Graffity e Grafitti, dizem emocionados: “Ai,ai, mísera raça de mortais, desafortunada,
De tais contendas e de tais gemidos nascestes!”
Não nos podemos deixar enganar. Assim não há debate. O ambiente é de cortar todos os nossos movimentos, para melhor exercermos a nossa cidadania. A cidade é governada por uma geração futura que já em 1888, Domingos Tarrozo, denunciava: “quando as gerações futuras quiserem um dia conhecer a causa suprema da profunda e desoladora doença intelectual que esfacela este povo na época presente, terão de fazer uma coisa muito simples: leiam os actuais programas do ensino oficial”
Empédocles entra na Pulga: “E na medida em que os mais ténues se encontram na queda
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Nutrido em mares de sangue que contra si se precipita,
E por onde mais se chama pensamento para os homens;
Pois sangue em volta do coração dos homens é
Pensamento”
Enganou-se no dia do lançamento do livro, o segundo, de 5 sábados, 5 livros, Ambiente: o falso consenso de Bernardino Guimarães.
Cebola chora.
Graffity e Grafitti, dizem emocionados: “Ai,ai, mísera raça de mortais, desafortunada,
De tais contendas e de tais gemidos nascestes!”
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