O corredor da morte retira a cabeça da areia. Não se passa nada. Mergulha de novo no real e em toda a sua excrescência.
Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.
As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
A Voz de Deus 3 está em elaboração
Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra
Blog masturba-se até ejacular sangue
O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.
05 setembro, 2006
17 agosto, 2006
07 agosto, 2006
E então está a gostar? Está a gostar dos estúpidos livros recomendados para as suas merecidas férias? Uma merda, não são?! É só palha, não é? Mais vale ler a Maria e os seus múltiplos orgasmos, não vale? Aqui no corredor da morte “ As onze mil vergas” de Apollinaire, “ Os paraísos artificiais” de Baudelaire , “do Assassínio como uma das belas artes” de Thomas de Quincey e “ Chocolates choupe la peace, de A Dasilva O são prazeres obrigatórios de quem está sombra.
01 agosto, 2006
Não há direito! Então o meu nome não reza na lista negra?! É uma injustiça!, o corredor da morte lamenta que todo o trabalho de uma vida em prol da fuga ao politicamente correcto não tenha sido levado em conta. No entanto o corredor da morte não desiste da sua missão: corromper
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
22 julho, 2006
O corredor da morte conseguiu este ano a bandeira azul. Após algumas semanas e muitos carros de mão de areia conseguimos o impossível: a evasão. “ a evasão ...põe em questão precisamente esta pretendida paz consigo, pois que ela aspira a romper o encadeamento do eu a si ... ela evade-se do ser mesmo, do «si mesmo», e de forma alguma a sua limitação ... O ser nada tem em vista a não ser a brutalidade da sua existência que não coloca a questão do infinito.” DA EVASÃO, Emmanuel Levinas, estratégias criativas, 10euros.
29 junho, 2006
O nosso Primeiro e Idiotia, a sua dama, cá passaram pelo corredor da morte carregados de choques tecnológicos para que, em rede, o nosso corredor não perca o comboio do futuro, dado que é preciso fazer com a burocracia e todos os seus anões mantenham os direitos adquiridos em bom estado de conservação na vetusta e situada máxima: é preciso mudar as coisas para que tudo continue na mesma.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
21 junho, 2006
O corredor da morte alegra-se para mais uma noite de s. João, Graffiti e Grafitty cospem as paredes da urbe com quadras:
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
13 junho, 2006
“ Se o homem, por vezes, não fechasse
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
09 junho, 2006
Pulga olha em silêncio o movimento das sirenes. O silêncio reflecte-se na urbe cercada pelo tédio e pelo trovão. No corredor da morte boia o cadáver da literatura. O palhaço ausente relê A Morte da Mãe de Charlot, de Federico García Lorca
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
29 maio, 2006
17 maio, 2006
Pulga observa a guerra de palavras entre o homem multidão, o velho flâneur e o homem ordinário. A Urbe é um cemitério de sonhos. Nesta discussão infinita, desde o surgimento das cidades, o jogo de máscaras não ultrapassa o academismo do código da estrada. O homem ordinário saca da Bíblia para fundamentar o seu raciocínio, o seu horror ao vazio. O velho decadente chama por Lolita, a cadela e o homem multidão atende o telemóvel
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
09 maio, 2006
E o corredor da morte encheu-se de baratas carregadas de tecnologia, todas em cortejo fúnebre, por um futuro melhor. Baratas desse cadáver que procria, esse burro carregado de livros que agarrado pelos beiços à cauda da Europa desejava ser sempre estudante. E é vê-las alegres e contentes a vomitarem, iletrados, moral e bons costumes, tédio e paz podre. Apoiados por pais e avós babados. Estes por sucessivas passagens administrativas e aqueles por sucessivas lavagens ao cérebro dum cavaquismo apaixonado por um ensino superior da mediocridade
02 maio, 2006
A Canto Escuro, editoracantoescuro.blogspot.com, deu cá um salto com duas novidades:
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
27 abril, 2006
“Sol de Pedra” magazine, - www.soldepedra.net - nº 2, 4euros, é projecto editado por Ricardo Silva que fez o favor de trocar com a Pulga algumas impressões, nesta leva de novas publicações que invadem o corredor da morte. Neia Canedo, Luiz Soncini, Jorge Silva e José Almeida formam o corpo redactorial deste número, onde Pulga destaca a entrevista dada pelo nosso colaborador e autor permanente Gilberto Lascariz, o luminoso que tenta encontrar no mundo fossilizado do esoterismo aquilo deve acordar a genuína dimensão espiritual.
Como diria Virgilio Liquito: bons coitos
Como diria Virgilio Liquito: bons coitos
A revolução continua cheia de Precs e o Verão Quente, mal ou bem passado, promete
E eis que chega “Cospe Aqui”, 5euros, cheio de sangue contaminado pela Bd. Marco Mendes que edita com Miguel Carneiro, são reincidentes e também cospem neste número com Didi Vassi, Mário Augusto, Manuel João vieira, o fabuloso Janus, Carlos Pinheiro, André Lemos, João Alves Marrucho, João Marçal, Mike Diana e Arlindo Silva. Na Pulga e nas piores livrarias e/ou: ah.mula@gmail.com
vamos embora a cuspir nesta mal fodida estética de casa pianos e outras sacristias do estado pós-moderno
E eis que chega “Cospe Aqui”, 5euros, cheio de sangue contaminado pela Bd. Marco Mendes que edita com Miguel Carneiro, são reincidentes e também cospem neste número com Didi Vassi, Mário Augusto, Manuel João vieira, o fabuloso Janus, Carlos Pinheiro, André Lemos, João Alves Marrucho, João Marçal, Mike Diana e Arlindo Silva. Na Pulga e nas piores livrarias e/ou: ah.mula@gmail.com
vamos embora a cuspir nesta mal fodida estética de casa pianos e outras sacristias do estado pós-moderno
25 abril, 2006
A Liberdade está a passar por aqui à procura de um livro para oferecer ao seu filho, 25, por mais um aniversário. Foi uma alegria tamanha para todos que, no corredor da morte, festajamos a grande desilusão de não termos alcançado o nirvana. Foi uma noite onde o sangue, o suor e as lágrimas carregadas de esperma que encheram o corredor da morte de tédio.
A Democracia também deu cá um salto europeu, com o seu fio dental e toda cheia de retórica passou a noite no “Arrasta ao Pé”
O resto ... é literatura light
Pois e por falar nisso o livro que a Liberdade levou, foi “O Discurso sobre o filho-de-Deus” esse filho da puta, de Alberto Pimenta, 8euros, preço Pulga.
A Democracia também deu cá um salto europeu, com o seu fio dental e toda cheia de retórica passou a noite no “Arrasta ao Pé”
O resto ... é literatura light
Pois e por falar nisso o livro que a Liberdade levou, foi “O Discurso sobre o filho-de-Deus” esse filho da puta, de Alberto Pimenta, 8euros, preço Pulga.
20 abril, 2006
10 abril, 2006
Na semana da paixão e morte de Anticristo, Bíblia, nº 24, comemora 10 anos de publicação, 4,50euros na Pulga.
O corredor da morte cheira a sangue
São as oliveiras em flor
Neste jardim onde ninguém acredita em Deus
No entanto Joyce e Beckett voltam de novo e esperam sentados
Por Godot o Judas
Em leituras mentalmente encenadas
Por Max Brod
O corredor da morte cheira a sangue
São as oliveiras em flor
Neste jardim onde ninguém acredita em Deus
No entanto Joyce e Beckett voltam de novo e esperam sentados
Por Godot o Judas
Em leituras mentalmente encenadas
Por Max Brod
07 abril, 2006
Subitamente o ar está mais respirável nestes quatro dias, os nossos representantes foram até a um país irmão receber lições de democracia
James Joyce passou por cá acompanhado por Samuel Beckett
Pulga fechou ontem com a chegada de duas novidades:
“REFLECTIR O PORTO e a Região Metropolitana do Porto, presente e futuro de uma cidade com passado e da sua. Análises, pareceres e outros textos sobre o ambiente e urbanismo elaborados pela associação Campo Aberto ou com a sua participação”. Uma edição da Campo Aberto, 11,40 euros, preço Pulga.
“A MALDIÇÃO DAS BRUXAS DE FERREL, de Mariano Calado: neste romance-realidade, tecido entre ficção e história fidedigna, com alusões aos tempos da Inquisição, narra-se a revolta do povo de Ferrel, em 1976, contra a ameaça de instalação de uma central nuclear. Questão de novo actual, no contexto de antigos e novos dilemas energéticos”. Uma publicação Edições Sempre-Em-Pé, colecção Terra e Gente, segundo título, 9,50euros, preço Pulga.
Reabri para receber Daniel Faria que queria Poesia para oferecer à sua viúva, a doce e sufocante Ofélia
Pulga zarpou de seguida para o Instinto e o seu Duplo, o fatal
Instinto de sobrevivência
James Joyce passou por cá acompanhado por Samuel Beckett
Pulga fechou ontem com a chegada de duas novidades:
“REFLECTIR O PORTO e a Região Metropolitana do Porto, presente e futuro de uma cidade com passado e da sua. Análises, pareceres e outros textos sobre o ambiente e urbanismo elaborados pela associação Campo Aberto ou com a sua participação”. Uma edição da Campo Aberto, 11,40 euros, preço Pulga.
“A MALDIÇÃO DAS BRUXAS DE FERREL, de Mariano Calado: neste romance-realidade, tecido entre ficção e história fidedigna, com alusões aos tempos da Inquisição, narra-se a revolta do povo de Ferrel, em 1976, contra a ameaça de instalação de uma central nuclear. Questão de novo actual, no contexto de antigos e novos dilemas energéticos”. Uma publicação Edições Sempre-Em-Pé, colecção Terra e Gente, segundo título, 9,50euros, preço Pulga.
Reabri para receber Daniel Faria que queria Poesia para oferecer à sua viúva, a doce e sufocante Ofélia
Pulga zarpou de seguida para o Instinto e o seu Duplo, o fatal
Instinto de sobrevivência
04 abril, 2006
Aqui, no corredor da morte, ninguém está feliz. No entanto entramos no mês de todas as comemorações com montes de absolutamente.
A Constituição faz trinta anos e já vai com sete operações plásticas. Há quem diga que a culpa é da violência doméstica.
O 24 de Abril parece uma barata tonta quer ser mais sexy e tenta as novas gerações com a sua juventude de espirito, a acção directa de bem investir na bolsa, lavando mais branco por um verdadeiro paraíso fiscal.
O 25 de Abril está na montanha a preparar o seu auto-elogio depois de um intenso curso de escrita criativa e/ou light onde se adivinha páginas e páginas de auto-plágio de sacrifício e dor em nome do seu nome: eu.
Mais próximo ainda Cristo ensaia mais uma via-sacra, dirigido por Anti-Cristo que utiliza o digital para melhor alienar o sofrimento humano, demasiado humano de um défice eterno: quanto mais impostos pagas, mais terás de pagar.
A luta, anónima e interiror, continua.
Por cá passam algumas Ofélias em busca do seu poeta...
A lista negra continua a ser elaborada, prepare-se para o fogo-amigo
A Constituição faz trinta anos e já vai com sete operações plásticas. Há quem diga que a culpa é da violência doméstica.
O 24 de Abril parece uma barata tonta quer ser mais sexy e tenta as novas gerações com a sua juventude de espirito, a acção directa de bem investir na bolsa, lavando mais branco por um verdadeiro paraíso fiscal.
O 25 de Abril está na montanha a preparar o seu auto-elogio depois de um intenso curso de escrita criativa e/ou light onde se adivinha páginas e páginas de auto-plágio de sacrifício e dor em nome do seu nome: eu.
Mais próximo ainda Cristo ensaia mais uma via-sacra, dirigido por Anti-Cristo que utiliza o digital para melhor alienar o sofrimento humano, demasiado humano de um défice eterno: quanto mais impostos pagas, mais terás de pagar.
A luta, anónima e interiror, continua.
Por cá passam algumas Ofélias em busca do seu poeta...
A lista negra continua a ser elaborada, prepare-se para o fogo-amigo
30 março, 2006
- Queria uma Margarida por favor? Pede Cromo
- Desculpe, só vendemos à grosa, impõe o fabricante
- Uma grosa? Repete passando os olhos pelo armazém cheio de monos
- Isto está mal, ninguém lê, estamos a lançar uma nova campanha publicitária... tentar mais uma vez sair da cauda da Europa
- Todo o burro come a palha...
- Então e o livro de reclamações, ou também é à grosa?
- Estamos num país livre, mas não se esqueça, um estado de direito...a liberdade de expressão é um bem essencial, todas as críticas são bem vindas
- Olha que bom
- Mas veja lá o que vai escrever, com uma marca não se brinca, percebe?
- Não?
- Você já teve conhecimento da Providência
- Assim por alto...
- E o Luís Pacheco, deve achar um piadão?
- Esse é dos nossos...sai das marcas, está a perceber?
- E a Providência sabe disso?
- Está no contrato, nem o pode ver
- Desculpe, só vendemos à grosa, impõe o fabricante
- Uma grosa? Repete passando os olhos pelo armazém cheio de monos
- Isto está mal, ninguém lê, estamos a lançar uma nova campanha publicitária... tentar mais uma vez sair da cauda da Europa
- Todo o burro come a palha...
- Então e o livro de reclamações, ou também é à grosa?
- Estamos num país livre, mas não se esqueça, um estado de direito...a liberdade de expressão é um bem essencial, todas as críticas são bem vindas
- Olha que bom
- Mas veja lá o que vai escrever, com uma marca não se brinca, percebe?
- Não?
- Você já teve conhecimento da Providência
- Assim por alto...
- E o Luís Pacheco, deve achar um piadão?
- Esse é dos nossos...sai das marcas, está a perceber?
- E a Providência sabe disso?
- Está no contrato, nem o pode ver
25 março, 2006
Rui Lage, passou por cá com “ a meta física do corpo” sobre a poesia de Valter Hugo Mãe que também por cá passou, seguido de uma antologia, da Cosmorama “ É o retrato de uma humanidade perdida. O próprio acto sexual, reduzido ao seu aspecto puramente animalesco, resolvendo-se num erotismo brutal e visceral...parece configurar uma visão distópica da humanidade”
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
20 março, 2006
No jornal de vidro, leia-se na porta da Pulga
“ TRAQUINICES DE UM SERVO DE EL-REI
I
Porquê El-Rei
Me cortais a Pila?
Sabeis, meu senhor que,
Naquele celeiro, mergulhava
Apenas nos
Saiotes de vossa excelsa
Esposa. Por lá procurava o seu
Intocado bichinho, o
Peluche de vossa alteza.
II
Lembrai-vos,
Meu senhor que,
Quando me chamaste às
Vossas lides, eu já era
Eunuco; a vossa esposa,
Excelência, já só me afagava a
Cabecita, sob tais intocáveis
Saiotes, por si, senhor
Meu rei, almejando encontrar,
Tal bichinho.
III
Assim, senhor,
Deixai-me ficar com a
Pilinha, coitada, tão
Pequenina, porque a vós
Meu rei amado, também
Ela poderá venerar-vos
Com serventia”.
2006-03-14
V. de Liquito
21.3.06 Entre minutos de silêncio Pulga comemora a Poesia com o seu monstro. Aqui no corredor da morte reproduzimos com a devida autorização do autor, uma comunicação que o mesmo debitou em Guimarães vai para uns anos.
“Um poeta sem cornos é como um jardim sem flores
A. DASILVA O.
O Poeta é um enterrado vivo, todo o seu interior é, para o homem-comum, uma urna. Ao viver a sua (dele) morte depois da vida o Poeta enfrenta-se como a essência do homem-comum
Sou escravo duma imaginação doentia não faço outra coisa senão satisfazer-lhe todas as suas necessidades, uma a uma, em círculo fechado, a loucura profética (o frenesi), a loucura ritual ou mistérica (a mania), a loucura poética (a melancolia) e a loucura erótica (a imbecibilidade), sempre alegre e feliz. Tento dar o meu melhor. Ser criativo, pois o êxito está na razão directa da criatividade face à crueldade do mundo, onde infringir os limites de outrem, mesmo de matar outrem, pode constituir uma legítima defesa, uma resposta lógica. É que alma-multidão necessita urgentemente de respostas, um maior número de ideias, de pontos de vista, de hipóteses de solução. Não há ponta por onde se lhe pegue. Dê para onde der. É poibido fazer pensar. Não há emoção que suporte este ambiente de cortar à faca. Este livro. Este filme. Esta peça musical. Esta exposição. Neste palco tudo é fácil, tudo é simples, tudo é brilhante. Ninguém deve sair deste espectáculo, ou desta depressão, vivo. Muito emotivas e de fácil entendimento. Claro, a acção é essêncial. Uma acção amorosa com poucas imagens em agonia. Nada de enlatados convencionais de palavras que denunciem toda uma revolta, mas sim toda uma cólera conservadora e reacionária de joguinhos de palavras que se desfaçam em emoção. Mas este esforço. Esta máscara de esforço individual merece ser um reconhecimento público. O cliente tem sempre razão. A sua mente brilhante não deve ser insultada. Os seus gostos não devem ser discutidos. Era só o que faltava. É preciso premiar todos quanto se esforçam para que tudo seja fácil, simples e lucrativo. Aqui. Especialmente aqui, não devemos ser tradicionais. É um direito mais que humano, que nos assiste de premiar todo este esforço, antes que seja tarde demais. E mais uma vez, só depois de mortos é que são devidamente recompensados. Mas isso acabou. Estamos num novo ciclo da arte de viver. É bom viver no útero materno. A minha infância, foi, quer dizer ,é, Um Poema Puro toda ela passada na Idade Média. Existe felicidade maior? Não podia ser outra coisa, senão aquilo que sou. Está escrito. E a minha vida é um livro aberto, onde se desenrola um valor supremo de equilíbrios, de que todo o Poeta é mortal. Daí ser significativo que a imagem do Poeta esteja ausente do conjunto da literatura moderna. O raciocinio é clássico “a sociedade cria os seus próprios criminosos para se libertar, contra eles,das suas tendências agressivas. A sociedade precisa de criminosos para fundar e alimentar a sua cultura “(Karl Bednarik). Escrever é criminoso. O Poeta não participa neste banquete e daí o divórcio, a negação vital, na dupla leitura do mito de Édipo, uma freudiana, a outra heideggeriana ou platónica: o drama do incesto e o drama da verdade onde o poeta e o criminoso se olham nos olhos como dois amantes. Olho-me ao espelho e a minha imagem não se reflecte. Coloco a máscara e agora sim, a imagem da sociedade reflecte-se regularmente no local do crime onde todo um trabalho iconoclasta confirma “A liberdade individual não é um
bem cultural” (Freud). Cultura ou liberdade individual eis a nova barbárie. O duelo do Eros e-
terno quando no seu leito de morte encontra a sua amada (Afrodite) nos braços de Orfeu, o retorno recalcado, e masturba-se na liberdade poética ou filosófica” de Sade a Holderlin e de Nerval a Nietzsche, o mergulho puro numa linguagem que abole a história e faz cintilar, na superfície mais precária do sensível, a iminência de uma verdade imemorial”
(Michel Foucault).”
“ TRAQUINICES DE UM SERVO DE EL-REI
I
Porquê El-Rei
Me cortais a Pila?
Sabeis, meu senhor que,
Naquele celeiro, mergulhava
Apenas nos
Saiotes de vossa excelsa
Esposa. Por lá procurava o seu
Intocado bichinho, o
Peluche de vossa alteza.
II
Lembrai-vos,
Meu senhor que,
Quando me chamaste às
Vossas lides, eu já era
Eunuco; a vossa esposa,
Excelência, já só me afagava a
Cabecita, sob tais intocáveis
Saiotes, por si, senhor
Meu rei, almejando encontrar,
Tal bichinho.
III
Assim, senhor,
Deixai-me ficar com a
Pilinha, coitada, tão
Pequenina, porque a vós
Meu rei amado, também
Ela poderá venerar-vos
Com serventia”.
2006-03-14
V. de Liquito
21.3.06 Entre minutos de silêncio Pulga comemora a Poesia com o seu monstro. Aqui no corredor da morte reproduzimos com a devida autorização do autor, uma comunicação que o mesmo debitou em Guimarães vai para uns anos.
“Um poeta sem cornos é como um jardim sem flores
A. DASILVA O.
O Poeta é um enterrado vivo, todo o seu interior é, para o homem-comum, uma urna. Ao viver a sua (dele) morte depois da vida o Poeta enfrenta-se como a essência do homem-comum
Sou escravo duma imaginação doentia não faço outra coisa senão satisfazer-lhe todas as suas necessidades, uma a uma, em círculo fechado, a loucura profética (o frenesi), a loucura ritual ou mistérica (a mania), a loucura poética (a melancolia) e a loucura erótica (a imbecibilidade), sempre alegre e feliz. Tento dar o meu melhor. Ser criativo, pois o êxito está na razão directa da criatividade face à crueldade do mundo, onde infringir os limites de outrem, mesmo de matar outrem, pode constituir uma legítima defesa, uma resposta lógica. É que alma-multidão necessita urgentemente de respostas, um maior número de ideias, de pontos de vista, de hipóteses de solução. Não há ponta por onde se lhe pegue. Dê para onde der. É poibido fazer pensar. Não há emoção que suporte este ambiente de cortar à faca. Este livro. Este filme. Esta peça musical. Esta exposição. Neste palco tudo é fácil, tudo é simples, tudo é brilhante. Ninguém deve sair deste espectáculo, ou desta depressão, vivo. Muito emotivas e de fácil entendimento. Claro, a acção é essêncial. Uma acção amorosa com poucas imagens em agonia. Nada de enlatados convencionais de palavras que denunciem toda uma revolta, mas sim toda uma cólera conservadora e reacionária de joguinhos de palavras que se desfaçam em emoção. Mas este esforço. Esta máscara de esforço individual merece ser um reconhecimento público. O cliente tem sempre razão. A sua mente brilhante não deve ser insultada. Os seus gostos não devem ser discutidos. Era só o que faltava. É preciso premiar todos quanto se esforçam para que tudo seja fácil, simples e lucrativo. Aqui. Especialmente aqui, não devemos ser tradicionais. É um direito mais que humano, que nos assiste de premiar todo este esforço, antes que seja tarde demais. E mais uma vez, só depois de mortos é que são devidamente recompensados. Mas isso acabou. Estamos num novo ciclo da arte de viver. É bom viver no útero materno. A minha infância, foi, quer dizer ,é, Um Poema Puro toda ela passada na Idade Média. Existe felicidade maior? Não podia ser outra coisa, senão aquilo que sou. Está escrito. E a minha vida é um livro aberto, onde se desenrola um valor supremo de equilíbrios, de que todo o Poeta é mortal. Daí ser significativo que a imagem do Poeta esteja ausente do conjunto da literatura moderna. O raciocinio é clássico “a sociedade cria os seus próprios criminosos para se libertar, contra eles,das suas tendências agressivas. A sociedade precisa de criminosos para fundar e alimentar a sua cultura “(Karl Bednarik). Escrever é criminoso. O Poeta não participa neste banquete e daí o divórcio, a negação vital, na dupla leitura do mito de Édipo, uma freudiana, a outra heideggeriana ou platónica: o drama do incesto e o drama da verdade onde o poeta e o criminoso se olham nos olhos como dois amantes. Olho-me ao espelho e a minha imagem não se reflecte. Coloco a máscara e agora sim, a imagem da sociedade reflecte-se regularmente no local do crime onde todo um trabalho iconoclasta confirma “A liberdade individual não é um
bem cultural” (Freud). Cultura ou liberdade individual eis a nova barbárie. O duelo do Eros e-
terno quando no seu leito de morte encontra a sua amada (Afrodite) nos braços de Orfeu, o retorno recalcado, e masturba-se na liberdade poética ou filosófica” de Sade a Holderlin e de Nerval a Nietzsche, o mergulho puro numa linguagem que abole a história e faz cintilar, na superfície mais precária do sensível, a iminência de uma verdade imemorial”
(Michel Foucault).”
18 março, 2006
Por cá passaram todos vaidosos, e com razão, João Habitualmente e A.Pedro Ribeiro “ligados” pela mesma Aorta, com os seus objectos cardíacos: o do João “Os Animais Antigos” e o do Pedro “ Declaração de Amor ao Primeiro Ministro” . Aproveitamos para desejar à “Objecto Cardíaco” nova editora dirigida por Valter Hugo Mãe votos de resistência, iluminação e lucidez. Na Pulga ainda já os procuraram mas ainda cá não chegaram e enquanto não chegam o melhor é pedir correio@objectocardiaco.pt
Entretanto o dia 21 aproxima-se e é quem mais, no corredor da morte, frente ao espelho, ensaia inéditos para o dia mundial da poesia. Perante a digital página em branco o Poeta lê a sms que lhe acaba de chegar da Musa: “Porque é que cagar é melhor que dar uma queca? Porque no fim não tens que agarrar o cagalhão e dizer:- Amo-te”.
Entretanto o dia 21 aproxima-se e é quem mais, no corredor da morte, frente ao espelho, ensaia inéditos para o dia mundial da poesia. Perante a digital página em branco o Poeta lê a sms que lhe acaba de chegar da Musa: “Porque é que cagar é melhor que dar uma queca? Porque no fim não tens que agarrar o cagalhão e dizer:- Amo-te”.
10 março, 2006
Os estados dentro do estado apresentam o lucro das suas pilhagens do último ano económico. É bom saber que o capitalismo está de boa saúde e recomenda-se. O resto é literatura. Aqui, no corredor da morte é quem mais se desfaz em prosa poética enquanto escutam com atenção os debates, imaginem na Casa da Música, entre o governo e algumas empresários que lideram a economia paralela, politicamente correcta, e a melhor maneira de se autodestrurirem. Perceba-se: há que dividir para reinar. Hoje tomou posse o Idiota de todos os idiotas. E disse: o diagnóstico está feito. Mais parecendo um broche à chuveiro.
As Edições Mortas agradecem todos os elogios fúnebres.
As Edições Mortas informam ainda todos os seus leitores que continuarão a enriquecer o uránio. Não há retorno.
As Edições Mortas agradecem todos os elogios fúnebres.
As Edições Mortas informam ainda todos os seus leitores que continuarão a enriquecer o uránio. Não há retorno.
07 março, 2006
E então Satanás, já tomaste banho?, sim, vê lá te lavas bem lavado para a tomada de posse e já que vais viver à custa dos meus impostos não te esqueças das tuas obrigações de político profissional e dedicares toda a tua atenção à solução dos meus mais miseráveis problemas. Já sabes que vou estar de olho em ti, por tudo e por nada entrarei em contacto para te alertar para o mais terrível dos castigos, o poder, como nos alerta Bakunine acerca da reclusão, que aqui cinicamente dobro e desdobro em poder, ele é a morte durante a vida, a destruição lenta, consciente e dia após dia vais sentir-te cada vez mais indiferente, mais decrépito, mais embrutecido e, cem vezes por dia, desejarás a morte como uma libertação.
Mais um trabalho na porta afixado na porta Pulga.
“Declaração pública para que conste
Juro pela minha honra, pelas barbas e “mosca” que uso, além dos pelos do cu, que batem palmas, quando me peido, que não votei no Anibal, mais conhecido por Cavaco, nas eleições de Janeiro p.p.
- Não votei porque:
Não gosto de “cavacos”, nomeadamente este que tem um estilo parecido com o Oliveira, não o desta livraria (pulga), mas o outro, o Oliveira Salazar!
Não gosto daquela semi-estrutura: magra, seca, com queixo à gorila, falando economês e comendo as palavras Democracia, Socialismo e Liberdade! Lembro-me de quando era “Primeiro” entalar as mulheres dos 62 para os 65 anos, no direito às reformas, e nos homens dos 65 para os 69 ... o malandro também gosta do ... 69! Portanto, não gosto deste pau-seco que vai ser Presidente desta República de Bananas, travestida de novo riquismo, mas tesa como o carapau espanhol! Tristonha, Fadista e agarrada à N.Sra. de Fátima, à irmã Lúcia e ao Falecido Papa com a “camisa de vénus” espetada na penca!
Tenho dito: com os meus tomates a baterem no pito (cuidado com a gripe das aves)
Pronto!
Não votei neste Oliveira, nem no outro Anibal Oliveira Salazar, nem nos outros Oliveiras que governam este País, nem nos Sócrates Oliveiras Salazares ...
Viva a Liberdade de expressão!
Tesão pró Povo, já!
Simon, março 06”
Mais um trabalho na porta afixado na porta Pulga.
“Declaração pública para que conste
Juro pela minha honra, pelas barbas e “mosca” que uso, além dos pelos do cu, que batem palmas, quando me peido, que não votei no Anibal, mais conhecido por Cavaco, nas eleições de Janeiro p.p.
- Não votei porque:
Não gosto de “cavacos”, nomeadamente este que tem um estilo parecido com o Oliveira, não o desta livraria (pulga), mas o outro, o Oliveira Salazar!
Não gosto daquela semi-estrutura: magra, seca, com queixo à gorila, falando economês e comendo as palavras Democracia, Socialismo e Liberdade! Lembro-me de quando era “Primeiro” entalar as mulheres dos 62 para os 65 anos, no direito às reformas, e nos homens dos 65 para os 69 ... o malandro também gosta do ... 69! Portanto, não gosto deste pau-seco que vai ser Presidente desta República de Bananas, travestida de novo riquismo, mas tesa como o carapau espanhol! Tristonha, Fadista e agarrada à N.Sra. de Fátima, à irmã Lúcia e ao Falecido Papa com a “camisa de vénus” espetada na penca!
Tenho dito: com os meus tomates a baterem no pito (cuidado com a gripe das aves)
Pronto!
Não votei neste Oliveira, nem no outro Anibal Oliveira Salazar, nem nos outros Oliveiras que governam este País, nem nos Sócrates Oliveiras Salazares ...
Viva a Liberdade de expressão!
Tesão pró Povo, já!
Simon, março 06”
01 março, 2006
O Estado Poético está em alerta máxima. HIV, H5N1 e Pandemia estão à beira de um ataque de nervos. É vê-los a sobrevoar a página em branco, tal vala comum de cisnes, corvos, rouxinóis e de todas as aves poéticas que na Palavra procuram refúgio e eternidade. Soneto, o gato preto do corredor da morte, aproxima-se entusiasmado com um melro. Ronrona a gripe das aves e anuncia o pior ao discurso poético da nossa época “ Os versos são maus, mas concentram todas as tradições do ponche e revelam muito bem, na sua pobreza poética, o complexo de Hoffmann, que sobrepõe o pensamento científico às impressões ingénuas. Para o poeta, o enxofre e o fósforo alimentam o prisma das chamas; o Inferno está presente nessa festa impura” Gaston Bachelard
Pulga informa
que alugará o espaço porta – tipo: Jornal de Parede- a um texto, poema, foto, desenho,..., a partir do mês de Março, a 1 euro por semana. Formato A4. Tema Livre. Pulga reserva direito de selecção. Mais condições: Pagamento prévio. O autor escolherá a melhor colocação no espaço disponível. Tempo de duração máximo 2 semanas. Aí estão os dois primeiros trabalhos
INTROSPECTIVA
“ Não tem que se escamotear, o humano,
Por detrás de si mesmo,
Porque aquilo que o esconde
Por forma oposta,
Pode ser ele mesmo.”
Reinaldo Barata de Sôuza
Vale de Cambra, 8h45m
2006-02-22
“Da baba dum camelo inconsolável a um coiote invertebrado”
Quem pensa que já não tenho cabeça,
Que não deixe de pensar
Já não tenho outro pensamento,
Voraz
Que me impeça em tal boca,
Me desobrigue, nela vomitar
Pela pança a dita
Só me resta o vómito que alimentará
Tal intrínseco manjar.
Virgílio Liquito
Pulga informa
que alugará o espaço porta – tipo: Jornal de Parede- a um texto, poema, foto, desenho,..., a partir do mês de Março, a 1 euro por semana. Formato A4. Tema Livre. Pulga reserva direito de selecção. Mais condições: Pagamento prévio. O autor escolherá a melhor colocação no espaço disponível. Tempo de duração máximo 2 semanas. Aí estão os dois primeiros trabalhos
INTROSPECTIVA
“ Não tem que se escamotear, o humano,
Por detrás de si mesmo,
Porque aquilo que o esconde
Por forma oposta,
Pode ser ele mesmo.”
Reinaldo Barata de Sôuza
Vale de Cambra, 8h45m
2006-02-22
“Da baba dum camelo inconsolável a um coiote invertebrado”
Quem pensa que já não tenho cabeça,
Que não deixe de pensar
Já não tenho outro pensamento,
Voraz
Que me impeça em tal boca,
Me desobrigue, nela vomitar
Pela pança a dita
Só me resta o vómito que alimentará
Tal intrínseco manjar.
Virgílio Liquito
25 fevereiro, 2006
CarlosCosta_poesia@ clix.pt regressa com um novo livro de poemas e algumas fotos “ O silêncio é a fronteira na procura do pormenor”, uma edição de autor, “A fronteira
do silêncio”, 10euros
João Ulisses chega à Pulga pela mão das Estratégias Criativas com a “História do soldado que deserta por amor”, com prefácio de Maria Teresa de Noronha,10euros
Voltando às Quasi: “Deserto do Mal”, de Robert Baer,22 euros. “Pensar outra vez, Filosofia, Valor e Verdade”, de Desidério Murcho, 15euros. “Gil em Verso”, de Gilberto Gil, 22euros. “A cidade e os livros”, de António Cícero, 11euros. “O fogo e outros utensílios de luz”, de José Rui Teixeira, 11euros. “Os generosos delírios da burguesia”, de Vasco Branco, 13euros. “Por negras veredas, na Luz dos Caminhos”, de António Ferreira, 13euros. “A escrita de Anton”, de Carneiro Gonçalves, 24euros. “Quase e outros poemas De Querença”,-2ª ed., de Jorge Reis-Sá e Luís Noronha da Costa, 19euros. “Que passem sorrindo”- Poesia Reunida (1982-2004), de José Nuno Pereira Pinto, 17euros. “O papel arde as palavras voam”, de Isabel Maria de Carvalho Sampaio e Castro, 13,50. “Volúpia”, de Tiago Miguel Soeiro, 7,50euros. “A metafísica da pesca do anzol”, de Ramalho Paul Leão e a reedição de “Como escavar um abismo”, de Fernando Ribeiro, 12euros.
do silêncio”, 10euros
João Ulisses chega à Pulga pela mão das Estratégias Criativas com a “História do soldado que deserta por amor”, com prefácio de Maria Teresa de Noronha,10euros
Voltando às Quasi: “Deserto do Mal”, de Robert Baer,22 euros. “Pensar outra vez, Filosofia, Valor e Verdade”, de Desidério Murcho, 15euros. “Gil em Verso”, de Gilberto Gil, 22euros. “A cidade e os livros”, de António Cícero, 11euros. “O fogo e outros utensílios de luz”, de José Rui Teixeira, 11euros. “Os generosos delírios da burguesia”, de Vasco Branco, 13euros. “Por negras veredas, na Luz dos Caminhos”, de António Ferreira, 13euros. “A escrita de Anton”, de Carneiro Gonçalves, 24euros. “Quase e outros poemas De Querença”,-2ª ed., de Jorge Reis-Sá e Luís Noronha da Costa, 19euros. “Que passem sorrindo”- Poesia Reunida (1982-2004), de José Nuno Pereira Pinto, 17euros. “O papel arde as palavras voam”, de Isabel Maria de Carvalho Sampaio e Castro, 13,50. “Volúpia”, de Tiago Miguel Soeiro, 7,50euros. “A metafísica da pesca do anzol”, de Ramalho Paul Leão e a reedição de “Como escavar um abismo”, de Fernando Ribeiro, 12euros.
22 fevereiro, 2006
Pulga informa que alugará o espaço porta/entrada a um texto, poema ou foto a partir do Mês de Março a 1 euro por semana. Formato A4. Tema Livre. Pulga reserva direito de selecção.
L’ Absence, de A. Óscar Morado, instalou-se, hoje na Pulga e cá estará até finais de março. Máscara do que não acontece a nossa vida não passa de um livro branco: “ a ausência filosofia de vida vazia e virtualmente completa?” questiona-se o autor neste primeiro passo de três.
Silva Carvalho chega, via Aquário, com mais um título “ Díptico Musical”, 15 euros, e nesta pauta desenha-se e denúncia-se a caricatura do nosso estado poético.
Lista Negra ed. Mortas, continua em segredo de justiça, a dar até março o benefício da dúvida. Sim alguns pagamentos estão a ser efectuados.
A Pulga continua triste:
Por motivos alheios à nossa vontade, mas também, as edições mortas são obrigadas a adiar o parto de mais quatro cadáveres, pelo facto as nossas desculpas:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
Deserto do Mal, Pensar outra vez, Gil em Verso, A cidade e os livros, O fogo e outros utensílios de luz, Os generosos delírios da burguesia, Na luz dos caminhos, por negras veredas, A escrita de Anton, Quase e outros poemas De Querença,-2ª ed., Que passem sorrindo- Poesia Reunida (1982-2004), O papel arde as palavras voam, Volúpia e a metafísica da pesca do anzol: títulos Quasi que acabam de chegar, mais pormenores na próxima descarga
L’ Absence, de A. Óscar Morado, instalou-se, hoje na Pulga e cá estará até finais de março. Máscara do que não acontece a nossa vida não passa de um livro branco: “ a ausência filosofia de vida vazia e virtualmente completa?” questiona-se o autor neste primeiro passo de três.
Silva Carvalho chega, via Aquário, com mais um título “ Díptico Musical”, 15 euros, e nesta pauta desenha-se e denúncia-se a caricatura do nosso estado poético.
Lista Negra ed. Mortas, continua em segredo de justiça, a dar até março o benefício da dúvida. Sim alguns pagamentos estão a ser efectuados.
A Pulga continua triste:
Por motivos alheios à nossa vontade, mas também, as edições mortas são obrigadas a adiar o parto de mais quatro cadáveres, pelo facto as nossas desculpas:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
Deserto do Mal, Pensar outra vez, Gil em Verso, A cidade e os livros, O fogo e outros utensílios de luz, Os generosos delírios da burguesia, Na luz dos caminhos, por negras veredas, A escrita de Anton, Quase e outros poemas De Querença,-2ª ed., Que passem sorrindo- Poesia Reunida (1982-2004), O papel arde as palavras voam, Volúpia e a metafísica da pesca do anzol: títulos Quasi que acabam de chegar, mais pormenores na próxima descarga
07 fevereiro, 2006
Tempos de caricatura e de opa estes. E é neste sentido que chega timidamente à Pulga “ As Profecias sem Mistério” de Paiva Neto, atenção vai na 54ª edição, da Elevação, 22 euros. Esta opa menos que zero do apocalipse e de todas as suas lantejolas. Pulga recebe este livro com um sorriso apócrifo e todos neste corredor da morte nos enchemos de profecias órgicas entre Deus e o Diabo. Códigos e armadilhas do religioso, esse Livro Branco que nos faz morrer a rir
“Rótulos”, de Fernando Morais, uma tentativa de dignificação do ser humano através duma literatura comprometida, 5 euros. Dia de lançamento: dia 18 de Fevereiro, às 17h30, na Poetria.
“ De meia idade lê atentamente, uma sexagenária, o relax do JN, numa esplanada, tomando apontamento aqui e ali num pequeno papel. Um sujeito passa à deriva e observando-a, oferece-se para a levar à lua por trinta dinheiros. Ela sorri-lhe com o exilir da juventude « agradeço a sua atenção mas apenas procuro o número de telemóvel da minha filha»”. Eis uma shot de A Dasilva O
“Rótulos”, de Fernando Morais, uma tentativa de dignificação do ser humano através duma literatura comprometida, 5 euros. Dia de lançamento: dia 18 de Fevereiro, às 17h30, na Poetria.
“ De meia idade lê atentamente, uma sexagenária, o relax do JN, numa esplanada, tomando apontamento aqui e ali num pequeno papel. Um sujeito passa à deriva e observando-a, oferece-se para a levar à lua por trinta dinheiros. Ela sorri-lhe com o exilir da juventude « agradeço a sua atenção mas apenas procuro o número de telemóvel da minha filha»”. Eis uma shot de A Dasilva O
25 janeiro, 2006
As Edições Mortas começaram a recolher, por todo o país, as suas publicações consignadas e prepara a Lista Negra dos caloteiros, logo se quiser aproveitar é dar um salto à livraria mais próxima, se é um dos caloteiros fica avisado.
Pulga em 2006 pensa dar uns saltos, numa de disparar em todos os sentidos, até que a morte nos separe.
Catálogo de algumas iniciativas, está, no segredo dos deuses, a ser ponderado. A ver vamos
Poetria tenta evitar o pior. Passe por lá
Malefícios da Democracia:
Direita: Finalmente! Conseguimos colocar um idiota na presidência
Centro: É verdade, somos uma superpotência! Há que restabelecer o Quinto Império
Esquerda: Só se for o dos Sentidos (gargalha) A Democracia pariu um rato
Direita: Tu e os teus beija tolas, pensas que és dona do Povo...
Povo: Sim, Falaste?
Democracia: Olha-me para aqueles sem abrigo à beira mar plantados, estão a falar de nós
Povo: Humanos, demasiado humanos ( gargalham)
Pulga em 2006 pensa dar uns saltos, numa de disparar em todos os sentidos, até que a morte nos separe.
Catálogo de algumas iniciativas, está, no segredo dos deuses, a ser ponderado. A ver vamos
Poetria tenta evitar o pior. Passe por lá
Malefícios da Democracia:
Direita: Finalmente! Conseguimos colocar um idiota na presidência
Centro: É verdade, somos uma superpotência! Há que restabelecer o Quinto Império
Esquerda: Só se for o dos Sentidos (gargalha) A Democracia pariu um rato
Direita: Tu e os teus beija tolas, pensas que és dona do Povo...
Povo: Sim, Falaste?
Democracia: Olha-me para aqueles sem abrigo à beira mar plantados, estão a falar de nós
Povo: Humanos, demasiado humanos ( gargalham)
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