Na montra de uma farmácia na baixa a morte tem um cigarro na mão direita. Olhando bem é medicinal e não está pensativo. Na televisão alguém bate nas imagens. Com distanciamento crítico um poeta vomita silenciosas lágrimas.
Aqui no corredor da morte é quem mais dá corda ao cebola biológico. Todos os Nobel são fascistas. Ponto de interrogação.
Os subsídio-dependentes pedem esmola junto aos semáforos e arrumam carros e alguém grita : uma cidade vê-se pelas putas.
A literatura também
23 novembro, 2006
16 novembro, 2006
15 novembro, 2006
Temos estado todos reunidos, aqui no corredor da morte, à porta fechada. Os mais importantes malfeitores do global local do crime aceitaram o nosso convite para tentar tirar o corredor da morte da cauda da europa. Foi um encontro poético onde cada qual, além de trocar ideias e a tradicional experiência, leu um poema inédito, que iremos tentar editar quando estes caírem em domínio público, numa colecção que as edições mortas publicará no inicio do próximo com o nome de Pulga.
Somos informados que, ainda esta semana, estarão à venda os novos livros das edições mortas. Para já são dois: o de Fernando Morais, a Inscrição na Lápide e Manual do Desempregado de Liberato. Os outros lá para dezembro. Já não era sem tempo.
Pulga entretanto já cá tem a novidade IGREJA E ESTADO, à volta do contraditório bispo do porto, de António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas, 18euros.
E “ O Poeta a Pensar” poesia de Joaquim Brandão, um edição Círculo de Poesia, 5,75euros.
O resto ... Pulga diverte-se a ver o subsídiodependente Putin a dar tiros nos pés, basta olhar para os outdoors espalhados pela urbe, e a bater em mortos. É claro que cheira natal. “Nauseabundamente”
Somos informados que, ainda esta semana, estarão à venda os novos livros das edições mortas. Para já são dois: o de Fernando Morais, a Inscrição na Lápide e Manual do Desempregado de Liberato. Os outros lá para dezembro. Já não era sem tempo.
Pulga entretanto já cá tem a novidade IGREJA E ESTADO, à volta do contraditório bispo do porto, de António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas, 18euros.
E “ O Poeta a Pensar” poesia de Joaquim Brandão, um edição Círculo de Poesia, 5,75euros.
O resto ... Pulga diverte-se a ver o subsídiodependente Putin a dar tiros nos pés, basta olhar para os outdoors espalhados pela urbe, e a bater em mortos. É claro que cheira natal. “Nauseabundamente”
02 novembro, 2006
A Dafne Editora divide-se em duas colecções:
Equações de Arquitectura:
- Ser um indivíduo chez Marcel Duchamp
Autor António Olaio
Preço: 15euros
- Projectos Específicos para um Cliente Genérico
Autor Pedro Bandeira
Preço: 15euros
E a Sebentas de História de Arquitectura de autoria de Domingos Tavares que traduzem o conteúdo das aulas de um curso de História da Arquitectura moderna,...,
Na Pulga estão disponíveis, os títulos
- Philibert Delorne
Profissão de Arquitecto
P: 10euros
- Filippo Brunelleschi
O Arquitecto
P: 10euros
- Inigo Jones
Classicismo inglês
P: 10euros
- António Francisco LISBOA
Classicismo no novo mundo
P: 10euros
Voltando a NADA 8 que tem sido lançada ao longo do país, é dado à capa os seguintes destaques: - Da arquitectura flutuante à produção do extraterrestre, Marcos Novak – As artes tecnológicas III, Jorge Leandro Rosa – Mundo em segunda mão, espaço público e ridículo, Daniel Innerarity – A quartra era da ficção interactiva, Nick Montfort e Blindspot, Herwig Turrk, Paulo Ferreira & Gunter Stoger
Equações de Arquitectura:
- Ser um indivíduo chez Marcel Duchamp
Autor António Olaio
Preço: 15euros
- Projectos Específicos para um Cliente Genérico
Autor Pedro Bandeira
Preço: 15euros
E a Sebentas de História de Arquitectura de autoria de Domingos Tavares que traduzem o conteúdo das aulas de um curso de História da Arquitectura moderna,...,
Na Pulga estão disponíveis, os títulos
- Philibert Delorne
Profissão de Arquitecto
P: 10euros
- Filippo Brunelleschi
O Arquitecto
P: 10euros
- Inigo Jones
Classicismo inglês
P: 10euros
- António Francisco LISBOA
Classicismo no novo mundo
P: 10euros
Voltando a NADA 8 que tem sido lançada ao longo do país, é dado à capa os seguintes destaques: - Da arquitectura flutuante à produção do extraterrestre, Marcos Novak – As artes tecnológicas III, Jorge Leandro Rosa – Mundo em segunda mão, espaço público e ridículo, Daniel Innerarity – A quartra era da ficção interactiva, Nick Montfort e Blindspot, Herwig Turrk, Paulo Ferreira & Gunter Stoger
21 outubro, 2006
No passado dia 8, Pulga, a minha querida livraria, e/ou, a livraria do tamanho de um livro, festejou dois anos de vida. A festa foi de tal maneira que como sabem encharcou o corredor da morte com fragmentos do disco duro
Pulga esteve no Rivoli, às portas. Parabéns ao Plástico, pelo seu espectáculo, pós-teatro. À B. Brecht denominamos O Terror e a Miséria no Segundo Mandato. O Putin também não esteve mal ao mandar congelar os actores e retirar-lhes as águas. Nesse sentido demonstrou ter alguma sensibilidade cultural. Pena foi que o Plástico não tivesse tido a vis de ter pegado fogo ao Rivoli. Mas talvez na próxima. Mal, estiveram alguns cronistas, nomeadamente, P.Pereira, a quem aconselhamos cuidado, pois um pouco mais de esforço e tornar-se-á em mais um Júlio Dantas pós-moderno, medíocre e politicamente correcto. E é pena que o corredor da morte até gosta de lhe dar razão a maior parte das vezes. Já devia saber que o local de representação deve denunciar os males da sua época e ser um lugar de revolta, corrupção e lucidez, transformando o contribuinte num cidadão.
Pulga antes foi ver os Negros, mas pagou, e contavam-se pelos dedos das mãos os espectadores. Por isso vamos com calma. Cá fora os Brancos manifestaram-se. Falta saber se a mando de Putin.
O nº 8 da revista Nada chegou à Pulga pela mão do João e do Granja, e lançado em Gaia onde Pulga falou com um dos teóricos do pós-teatro J.Urbano.
Lá conhecemos a Dafne Editora, livros de Arquitectura, www.dafne.com.pt, o André Tavares já fez o favor de os colocar na Pulga. Nas próximas descargas falaremos deles. Até lá consultem a página, pois “Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém dos Arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva” como escrevem no analógico catálogo
Pulga esteve no Rivoli, às portas. Parabéns ao Plástico, pelo seu espectáculo, pós-teatro. À B. Brecht denominamos O Terror e a Miséria no Segundo Mandato. O Putin também não esteve mal ao mandar congelar os actores e retirar-lhes as águas. Nesse sentido demonstrou ter alguma sensibilidade cultural. Pena foi que o Plástico não tivesse tido a vis de ter pegado fogo ao Rivoli. Mas talvez na próxima. Mal, estiveram alguns cronistas, nomeadamente, P.Pereira, a quem aconselhamos cuidado, pois um pouco mais de esforço e tornar-se-á em mais um Júlio Dantas pós-moderno, medíocre e politicamente correcto. E é pena que o corredor da morte até gosta de lhe dar razão a maior parte das vezes. Já devia saber que o local de representação deve denunciar os males da sua época e ser um lugar de revolta, corrupção e lucidez, transformando o contribuinte num cidadão.
Pulga antes foi ver os Negros, mas pagou, e contavam-se pelos dedos das mãos os espectadores. Por isso vamos com calma. Cá fora os Brancos manifestaram-se. Falta saber se a mando de Putin.
O nº 8 da revista Nada chegou à Pulga pela mão do João e do Granja, e lançado em Gaia onde Pulga falou com um dos teóricos do pós-teatro J.Urbano.
Lá conhecemos a Dafne Editora, livros de Arquitectura, www.dafne.com.pt, o André Tavares já fez o favor de os colocar na Pulga. Nas próximas descargas falaremos deles. Até lá consultem a página, pois “Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém dos Arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva” como escrevem no analógico catálogo
26 setembro, 2006
“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
05 setembro, 2006
O corredor da morte retira a cabeça da areia. Não se passa nada. Mergulha de novo no real e em toda a sua excrescência.
Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.
As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
A Voz de Deus 3 está em elaboração
Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra
Blog masturba-se até ejacular sangue
O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.
Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.
As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
A Voz de Deus 3 está em elaboração
Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra
Blog masturba-se até ejacular sangue
O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.
17 agosto, 2006
07 agosto, 2006
E então está a gostar? Está a gostar dos estúpidos livros recomendados para as suas merecidas férias? Uma merda, não são?! É só palha, não é? Mais vale ler a Maria e os seus múltiplos orgasmos, não vale? Aqui no corredor da morte “ As onze mil vergas” de Apollinaire, “ Os paraísos artificiais” de Baudelaire , “do Assassínio como uma das belas artes” de Thomas de Quincey e “ Chocolates choupe la peace, de A Dasilva O são prazeres obrigatórios de quem está sombra.
01 agosto, 2006
Não há direito! Então o meu nome não reza na lista negra?! É uma injustiça!, o corredor da morte lamenta que todo o trabalho de uma vida em prol da fuga ao politicamente correcto não tenha sido levado em conta. No entanto o corredor da morte não desiste da sua missão: corromper
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
22 julho, 2006
O corredor da morte conseguiu este ano a bandeira azul. Após algumas semanas e muitos carros de mão de areia conseguimos o impossível: a evasão. “ a evasão ...põe em questão precisamente esta pretendida paz consigo, pois que ela aspira a romper o encadeamento do eu a si ... ela evade-se do ser mesmo, do «si mesmo», e de forma alguma a sua limitação ... O ser nada tem em vista a não ser a brutalidade da sua existência que não coloca a questão do infinito.” DA EVASÃO, Emmanuel Levinas, estratégias criativas, 10euros.
29 junho, 2006
O nosso Primeiro e Idiotia, a sua dama, cá passaram pelo corredor da morte carregados de choques tecnológicos para que, em rede, o nosso corredor não perca o comboio do futuro, dado que é preciso fazer com a burocracia e todos os seus anões mantenham os direitos adquiridos em bom estado de conservação na vetusta e situada máxima: é preciso mudar as coisas para que tudo continue na mesma.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
21 junho, 2006
O corredor da morte alegra-se para mais uma noite de s. João, Graffiti e Grafitty cospem as paredes da urbe com quadras:
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
13 junho, 2006
“ Se o homem, por vezes, não fechasse
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
09 junho, 2006
Pulga olha em silêncio o movimento das sirenes. O silêncio reflecte-se na urbe cercada pelo tédio e pelo trovão. No corredor da morte boia o cadáver da literatura. O palhaço ausente relê A Morte da Mãe de Charlot, de Federico García Lorca
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
29 maio, 2006
17 maio, 2006
Pulga observa a guerra de palavras entre o homem multidão, o velho flâneur e o homem ordinário. A Urbe é um cemitério de sonhos. Nesta discussão infinita, desde o surgimento das cidades, o jogo de máscaras não ultrapassa o academismo do código da estrada. O homem ordinário saca da Bíblia para fundamentar o seu raciocínio, o seu horror ao vazio. O velho decadente chama por Lolita, a cadela e o homem multidão atende o telemóvel
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
09 maio, 2006
E o corredor da morte encheu-se de baratas carregadas de tecnologia, todas em cortejo fúnebre, por um futuro melhor. Baratas desse cadáver que procria, esse burro carregado de livros que agarrado pelos beiços à cauda da Europa desejava ser sempre estudante. E é vê-las alegres e contentes a vomitarem, iletrados, moral e bons costumes, tédio e paz podre. Apoiados por pais e avós babados. Estes por sucessivas passagens administrativas e aqueles por sucessivas lavagens ao cérebro dum cavaquismo apaixonado por um ensino superior da mediocridade
02 maio, 2006
A Canto Escuro, editoracantoescuro.blogspot.com, deu cá um salto com duas novidades:
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
27 abril, 2006
“Sol de Pedra” magazine, - www.soldepedra.net - nº 2, 4euros, é projecto editado por Ricardo Silva que fez o favor de trocar com a Pulga algumas impressões, nesta leva de novas publicações que invadem o corredor da morte. Neia Canedo, Luiz Soncini, Jorge Silva e José Almeida formam o corpo redactorial deste número, onde Pulga destaca a entrevista dada pelo nosso colaborador e autor permanente Gilberto Lascariz, o luminoso que tenta encontrar no mundo fossilizado do esoterismo aquilo deve acordar a genuína dimensão espiritual.
Como diria Virgilio Liquito: bons coitos
Como diria Virgilio Liquito: bons coitos
A revolução continua cheia de Precs e o Verão Quente, mal ou bem passado, promete
E eis que chega “Cospe Aqui”, 5euros, cheio de sangue contaminado pela Bd. Marco Mendes que edita com Miguel Carneiro, são reincidentes e também cospem neste número com Didi Vassi, Mário Augusto, Manuel João vieira, o fabuloso Janus, Carlos Pinheiro, André Lemos, João Alves Marrucho, João Marçal, Mike Diana e Arlindo Silva. Na Pulga e nas piores livrarias e/ou: ah.mula@gmail.com
vamos embora a cuspir nesta mal fodida estética de casa pianos e outras sacristias do estado pós-moderno
E eis que chega “Cospe Aqui”, 5euros, cheio de sangue contaminado pela Bd. Marco Mendes que edita com Miguel Carneiro, são reincidentes e também cospem neste número com Didi Vassi, Mário Augusto, Manuel João vieira, o fabuloso Janus, Carlos Pinheiro, André Lemos, João Alves Marrucho, João Marçal, Mike Diana e Arlindo Silva. Na Pulga e nas piores livrarias e/ou: ah.mula@gmail.com
vamos embora a cuspir nesta mal fodida estética de casa pianos e outras sacristias do estado pós-moderno
25 abril, 2006
A Liberdade está a passar por aqui à procura de um livro para oferecer ao seu filho, 25, por mais um aniversário. Foi uma alegria tamanha para todos que, no corredor da morte, festajamos a grande desilusão de não termos alcançado o nirvana. Foi uma noite onde o sangue, o suor e as lágrimas carregadas de esperma que encheram o corredor da morte de tédio.
A Democracia também deu cá um salto europeu, com o seu fio dental e toda cheia de retórica passou a noite no “Arrasta ao Pé”
O resto ... é literatura light
Pois e por falar nisso o livro que a Liberdade levou, foi “O Discurso sobre o filho-de-Deus” esse filho da puta, de Alberto Pimenta, 8euros, preço Pulga.
A Democracia também deu cá um salto europeu, com o seu fio dental e toda cheia de retórica passou a noite no “Arrasta ao Pé”
O resto ... é literatura light
Pois e por falar nisso o livro que a Liberdade levou, foi “O Discurso sobre o filho-de-Deus” esse filho da puta, de Alberto Pimenta, 8euros, preço Pulga.
20 abril, 2006
10 abril, 2006
Na semana da paixão e morte de Anticristo, Bíblia, nº 24, comemora 10 anos de publicação, 4,50euros na Pulga.
O corredor da morte cheira a sangue
São as oliveiras em flor
Neste jardim onde ninguém acredita em Deus
No entanto Joyce e Beckett voltam de novo e esperam sentados
Por Godot o Judas
Em leituras mentalmente encenadas
Por Max Brod
O corredor da morte cheira a sangue
São as oliveiras em flor
Neste jardim onde ninguém acredita em Deus
No entanto Joyce e Beckett voltam de novo e esperam sentados
Por Godot o Judas
Em leituras mentalmente encenadas
Por Max Brod
07 abril, 2006
Subitamente o ar está mais respirável nestes quatro dias, os nossos representantes foram até a um país irmão receber lições de democracia
James Joyce passou por cá acompanhado por Samuel Beckett
Pulga fechou ontem com a chegada de duas novidades:
“REFLECTIR O PORTO e a Região Metropolitana do Porto, presente e futuro de uma cidade com passado e da sua. Análises, pareceres e outros textos sobre o ambiente e urbanismo elaborados pela associação Campo Aberto ou com a sua participação”. Uma edição da Campo Aberto, 11,40 euros, preço Pulga.
“A MALDIÇÃO DAS BRUXAS DE FERREL, de Mariano Calado: neste romance-realidade, tecido entre ficção e história fidedigna, com alusões aos tempos da Inquisição, narra-se a revolta do povo de Ferrel, em 1976, contra a ameaça de instalação de uma central nuclear. Questão de novo actual, no contexto de antigos e novos dilemas energéticos”. Uma publicação Edições Sempre-Em-Pé, colecção Terra e Gente, segundo título, 9,50euros, preço Pulga.
Reabri para receber Daniel Faria que queria Poesia para oferecer à sua viúva, a doce e sufocante Ofélia
Pulga zarpou de seguida para o Instinto e o seu Duplo, o fatal
Instinto de sobrevivência
James Joyce passou por cá acompanhado por Samuel Beckett
Pulga fechou ontem com a chegada de duas novidades:
“REFLECTIR O PORTO e a Região Metropolitana do Porto, presente e futuro de uma cidade com passado e da sua. Análises, pareceres e outros textos sobre o ambiente e urbanismo elaborados pela associação Campo Aberto ou com a sua participação”. Uma edição da Campo Aberto, 11,40 euros, preço Pulga.
“A MALDIÇÃO DAS BRUXAS DE FERREL, de Mariano Calado: neste romance-realidade, tecido entre ficção e história fidedigna, com alusões aos tempos da Inquisição, narra-se a revolta do povo de Ferrel, em 1976, contra a ameaça de instalação de uma central nuclear. Questão de novo actual, no contexto de antigos e novos dilemas energéticos”. Uma publicação Edições Sempre-Em-Pé, colecção Terra e Gente, segundo título, 9,50euros, preço Pulga.
Reabri para receber Daniel Faria que queria Poesia para oferecer à sua viúva, a doce e sufocante Ofélia
Pulga zarpou de seguida para o Instinto e o seu Duplo, o fatal
Instinto de sobrevivência
04 abril, 2006
Aqui, no corredor da morte, ninguém está feliz. No entanto entramos no mês de todas as comemorações com montes de absolutamente.
A Constituição faz trinta anos e já vai com sete operações plásticas. Há quem diga que a culpa é da violência doméstica.
O 24 de Abril parece uma barata tonta quer ser mais sexy e tenta as novas gerações com a sua juventude de espirito, a acção directa de bem investir na bolsa, lavando mais branco por um verdadeiro paraíso fiscal.
O 25 de Abril está na montanha a preparar o seu auto-elogio depois de um intenso curso de escrita criativa e/ou light onde se adivinha páginas e páginas de auto-plágio de sacrifício e dor em nome do seu nome: eu.
Mais próximo ainda Cristo ensaia mais uma via-sacra, dirigido por Anti-Cristo que utiliza o digital para melhor alienar o sofrimento humano, demasiado humano de um défice eterno: quanto mais impostos pagas, mais terás de pagar.
A luta, anónima e interiror, continua.
Por cá passam algumas Ofélias em busca do seu poeta...
A lista negra continua a ser elaborada, prepare-se para o fogo-amigo
A Constituição faz trinta anos e já vai com sete operações plásticas. Há quem diga que a culpa é da violência doméstica.
O 24 de Abril parece uma barata tonta quer ser mais sexy e tenta as novas gerações com a sua juventude de espirito, a acção directa de bem investir na bolsa, lavando mais branco por um verdadeiro paraíso fiscal.
O 25 de Abril está na montanha a preparar o seu auto-elogio depois de um intenso curso de escrita criativa e/ou light onde se adivinha páginas e páginas de auto-plágio de sacrifício e dor em nome do seu nome: eu.
Mais próximo ainda Cristo ensaia mais uma via-sacra, dirigido por Anti-Cristo que utiliza o digital para melhor alienar o sofrimento humano, demasiado humano de um défice eterno: quanto mais impostos pagas, mais terás de pagar.
A luta, anónima e interiror, continua.
Por cá passam algumas Ofélias em busca do seu poeta...
A lista negra continua a ser elaborada, prepare-se para o fogo-amigo
30 março, 2006
- Queria uma Margarida por favor? Pede Cromo
- Desculpe, só vendemos à grosa, impõe o fabricante
- Uma grosa? Repete passando os olhos pelo armazém cheio de monos
- Isto está mal, ninguém lê, estamos a lançar uma nova campanha publicitária... tentar mais uma vez sair da cauda da Europa
- Todo o burro come a palha...
- Então e o livro de reclamações, ou também é à grosa?
- Estamos num país livre, mas não se esqueça, um estado de direito...a liberdade de expressão é um bem essencial, todas as críticas são bem vindas
- Olha que bom
- Mas veja lá o que vai escrever, com uma marca não se brinca, percebe?
- Não?
- Você já teve conhecimento da Providência
- Assim por alto...
- E o Luís Pacheco, deve achar um piadão?
- Esse é dos nossos...sai das marcas, está a perceber?
- E a Providência sabe disso?
- Está no contrato, nem o pode ver
- Desculpe, só vendemos à grosa, impõe o fabricante
- Uma grosa? Repete passando os olhos pelo armazém cheio de monos
- Isto está mal, ninguém lê, estamos a lançar uma nova campanha publicitária... tentar mais uma vez sair da cauda da Europa
- Todo o burro come a palha...
- Então e o livro de reclamações, ou também é à grosa?
- Estamos num país livre, mas não se esqueça, um estado de direito...a liberdade de expressão é um bem essencial, todas as críticas são bem vindas
- Olha que bom
- Mas veja lá o que vai escrever, com uma marca não se brinca, percebe?
- Não?
- Você já teve conhecimento da Providência
- Assim por alto...
- E o Luís Pacheco, deve achar um piadão?
- Esse é dos nossos...sai das marcas, está a perceber?
- E a Providência sabe disso?
- Está no contrato, nem o pode ver
25 março, 2006
Rui Lage, passou por cá com “ a meta física do corpo” sobre a poesia de Valter Hugo Mãe que também por cá passou, seguido de uma antologia, da Cosmorama “ É o retrato de uma humanidade perdida. O próprio acto sexual, reduzido ao seu aspecto puramente animalesco, resolvendo-se num erotismo brutal e visceral...parece configurar uma visão distópica da humanidade”
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
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