29 novembro, 2006

dentro de dias também estará disponível o livro " Manual do Desempregado" de Liberato, edições mortas, que abaixo, a capa se reproduz com a do "Inscrição na Lápide"

28 novembro, 2006

INSCRIÇÃO NA LÁPIDE, DE FERNANDO MORAIS, edições mortas, 10euros JÁ
CANTA NA pulga, FINALMENTE. SEGUE-SE UM FRAGMENTO DO prefácio DE AUTORIA DE J.C.JERÓNIMO PAULO BERNARDINO RIBEIRO



“ Esta é uma história de amor e traição. Vive-se num momento de turbilhão revolucionário. Estamos em Paris, Maio de 1968, eternizado pela tomada das ruas pelo movimento estudantil revoltado contra a vida manietada, contra a guerra imperialista contra o nivelamento conformista, pelos lazeres de uma sociedade de plástico. Jovens que ergueram barricadas que se organizaram solidários para que o poder de decisão sobre as suas próprias vidas lhes fosse restituído.
A ordem vigente acolheu-os com a repressão violenta das forças policiais militarizadas. O confronto sangrento paralisou toda uma nação. Solidária, outra geração ergueu a voz face à barbárie. Intelectuais e operários, os pais que viam a sua descendência, nas ruas, brutalizada pelos cães da guerra. Estava constituído um novo movimento urdido no diálogo e na acção revolucionária. Já não se tratava apenas de fazer voar as pedras da calçada. Havia debates na Sorbonne, mas também nas avenidas e nas esquinas de Paris amotinada contra a intolerância dos que se agarram ao poder a todo o custo (mesmo o da vida humana). Por toda a França discutia-se o futuro, a autogestão, os caminhos da emancipação dos gestos quotidianos, a autoridade de cada indivíduo em expressar-se consoante a sua verdade.
Estes foram alguns dos factos. A História encarregou-se de mastigá-los, digerilos à imagem de outras conveniências que não as motivações originais do movimento revolucionário de 68. Conveniências de "objectos culturais" a serem consumidos, roupas de marca, compêndios e livros, anúncios para a venda de automóveis: "sejam razoáveis, exijam o impossível".”

26 novembro, 2006

Pulga ontem esteve com A DASILVA O na Casa Viva no Romp projecto. O a intervenção “ Morte ao Estado Poético, Viva a Poesia” foi lá criado, serve, como uma luva para o dia em CESARINY de Vasconcelos, MÁRIO nos pôs os cornos



“ Morte ao Estado poético, Viva a poesia (refrão)
Para acabar de vez com a solução do Poema Final


Poema
É um animal ferido
De morte
Que nos olha
Incontornável



Boa noite amantes, o meu amor-ódio
Ao estado poético e a todos os seus funcionários-poetas
Mentalmente pré-reformados, reformados
E são mais que as mães uns com o cancro da metáfora, da comparação, da imagem, do caralho que os foda a todos; outros hipertensos e carregados de pace-makers do real, do narrativo, da metonímia, da redundância,…, venha o diabo que escolha, pois estamos num estado de direito


É verdadeiramente comovente aqui estar
Mais me parecendo que sonho acordado
Aquele, onde, tal como a Salomão
Deus apareceu-me em sonhos
E colocou-me questões, desejos os mesmos
Apenas lhe pedi que desaparecesse e me deixasse em paz podre
Pois, tinha que recuperar forças
Para acabar o Poema Final antes que Alexandria,
As Torres Gémeas ardessem
Possuídas pelos voos absolutos
Do puro acto criativo

De Sol a Sol a minha imaginação não pára de trabalhar
E vocês não imaginam o esforço
De destruir o que os outros destruíram
E Alexandria ressuscita sem sentido das cinzas
Num poema impossível
em terra de mortos-vivos a babel pós-moderna
Para gáudio dos poetas que não dão descanso
À dor de a encher de sentido
os voos dogmáticos
sobre o paraíso

Ó DOR MALDITA, PORQUE ME ABANDONASTE?
VOLTA! VOLTA E VOLTA!!!
AINDA NÃO ESTOU MORTO
E O MEU SANGUE ANSEIA
PELA TUA PALAVRA







eis a tarefa
sobre essas bocas de incêndio
ejacular
cinza
do Poema Final

não escrevo, sangro
na procura do meu contrário
a ARTE não existe.
É um facto.
Existe apenas a sua obra.
A sua imitação

II

Árdua tarefa essa, a de Pensar,
A necessidade de estar pronto a esse sacríficio-paraíso
Obriga a que antes de mais não penses

Lembrar um pensamento
Anula o acto de Pensar
Tornando impossível, poético e inesquecível
Para a arte de Pensar

Seguram-se os filósofos aos poetas
E estes à faculdade de nada
Pensar

Tal Adão e Eva
Vivem num bairro de lata
Na periferia do paraíso
A enriquecer urânio
Dando aulas de poesia criativa










III

Adormeço nesse moinho lírico
Deliciando-me com esse sonho proibido

Cheio de lágrimas
Claro confuso
A água ardente

Há esse desejo de estar com ninguém
Esse sujeito impossível
Tão inútil
Tão livre

Como uma ave morta
Pousada no olhar
Do eu perdido



IV
A moral é a base de sustentação
Dos inúteis à sociedade

Sou um fraco
Que devora
O forte

Esmagando-me no chão
Tal beata

Beijo-lhe os pés cheios de sangue
O leite

Do poema absoluto












V


também passei por essa fase, meu caro Contrário…claro…claro… que estou a sentir nesse medíocre Poema Final
a intenção …intenção…académica…de expulsar essa escumalha… os poetas da cidade, da poesia…sim que os há de muita merda pseuda…pois, assim seja…que os pariu
…mas é um facto…actual que eles estão entre nós…tal abutres…percebe, Contrário...
O que lhe estou dizer? …



…doa a quem doer…sou capaz de andar à porrada por causa
De Camões…Antero…Pessoa…está a ver a cena, Contrário?... Dê para onde der…é tudo uma questão de política
…enrola…baralha e torna a dar…percebe? …a certeza é quase
Absoluta…tira…isso…e quer uma prova actual?…olhe à sua volta com olhos de ler…é quem mais chafurda em poesia…do salve-se quem puder…


É poeta aquele que vomita
Páginas em branco
Em busca do seu contrário

Impedindo o homem de chegar a Deus
Acreditando Nele
Impedindo que o criminoso
Se aproxime da sua vítima









tira a palavra mama da boca
E beija a palavra cona…isso…abre a boca e mostra a palavra merda
…isso…na ponta da palavra língua e trinca-a bêbada
De esperma…isso…claro…a vida é a única verdade…a maior
…isso…só que não tem coração…enrola…estou-te a ver…tão grande
Que nem se vê…isso…claramente…a morte
À vista desarmada…claro…





YI


Estou no Real a arder
Contra
A minha vontade

A arte de arder
A Palavra é a mais pura das chamas
Possuída de dor
Duplamente visível
Logo invisível
A palavra chama
A sua própria ausência

Não sei o que gritar
Sobre o que está dito
Desde que me conheço
Que não digo outra coisa
Senão repetir-me

Escrever é violar,
Esquartejar, as mãos no gelo do movimento
Do veículo-parado dança aos saltos e aos grunhidos
E o cheiro é nauseabundo

Bem-ditos aqueles que em palavras
Suportam o destino do indizível








YII

O poeta procura na multidão

A sua vítima, o seu assassino
Com os pulsos abertos
E com uma faca em cada mão a lacrimejar
Poemas de abrir a Palavra
Que este persegue



Na multidão
Um poeta deve ser um cadáver cheio de flores artificiais
Tal como a verdade e liberdade
Cadáver cheio de demónios
Mimética a solidão finge ser
Cadáver do poeta depois
De lhe devorar a língua com requintes de lucidez

O AR PURO DUM POETA MORTO
O BLOQUEIO METAFÍSICO
DO DIZÍVEL

A VERDADE TEM DESTAS COISAS
O POETA MORRE
E OS SEUS MIL INDIZÍVEIS
ASSASSINOS
COMEÇAM A VOMITAR
POESIA”

23 novembro, 2006

Na montra de uma farmácia na baixa a morte tem um cigarro na mão direita. Olhando bem é medicinal e não está pensativo. Na televisão alguém bate nas imagens. Com distanciamento crítico um poeta vomita silenciosas lágrimas.

Aqui no corredor da morte é quem mais dá corda ao cebola biológico. Todos os Nobel são fascistas. Ponto de interrogação.

Os subsídio-dependentes pedem esmola junto aos semáforos e arrumam carros e alguém grita : uma cidade vê-se pelas putas.

A literatura também

16 novembro, 2006

No próximo sábado, 18 de Novembro, inaugura, pelas 17h, mais uma exposição o nosso colaborador e amigo MEIRELES DE PINHO na GALERIA 7 ELEMENTO, RUA DO CAMPO ALEGRE, 442.

HELP, é o título da exposição que estará de corpo presente até ao próximo dia 16 de Dezembro.

15 novembro, 2006

Temos estado todos reunidos, aqui no corredor da morte, à porta fechada. Os mais importantes malfeitores do global local do crime aceitaram o nosso convite para tentar tirar o corredor da morte da cauda da europa. Foi um encontro poético onde cada qual, além de trocar ideias e a tradicional experiência, leu um poema inédito, que iremos tentar editar quando estes caírem em domínio público, numa colecção que as edições mortas publicará no inicio do próximo com o nome de Pulga.

Somos informados que, ainda esta semana, estarão à venda os novos livros das edições mortas. Para já são dois: o de Fernando Morais, a Inscrição na Lápide e Manual do Desempregado de Liberato. Os outros lá para dezembro. Já não era sem tempo.

Pulga entretanto já cá tem a novidade IGREJA E ESTADO, à volta do contraditório bispo do porto, de António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas, 18euros.

E “ O Poeta a Pensar” poesia de Joaquim Brandão, um edição Círculo de Poesia, 5,75euros.

O resto ... Pulga diverte-se a ver o subsídiodependente Putin a dar tiros nos pés, basta olhar para os outdoors espalhados pela urbe, e a bater em mortos. É claro que cheira natal. “Nauseabundamente”

02 novembro, 2006

A Dafne Editora divide-se em duas colecções:
Equações de Arquitectura:

- Ser um indivíduo chez Marcel Duchamp
Autor António Olaio
Preço: 15euros

- Projectos Específicos para um Cliente Genérico
Autor Pedro Bandeira
Preço: 15euros

E a Sebentas de História de Arquitectura de autoria de Domingos Tavares que traduzem o conteúdo das aulas de um curso de História da Arquitectura moderna,...,
Na Pulga estão disponíveis, os títulos

- Philibert Delorne
Profissão de Arquitecto
P: 10euros
- Filippo Brunelleschi
O Arquitecto
P: 10euros

- Inigo Jones
Classicismo inglês
P: 10euros

- António Francisco LISBOA
Classicismo no novo mundo
P: 10euros


Voltando a NADA 8 que tem sido lançada ao longo do país, é dado à capa os seguintes destaques: - Da arquitectura flutuante à produção do extraterrestre, Marcos Novak – As artes tecnológicas III, Jorge Leandro Rosa – Mundo em segunda mão, espaço público e ridículo, Daniel Innerarity – A quartra era da ficção interactiva, Nick Montfort e Blindspot, Herwig Turrk, Paulo Ferreira & Gunter Stoger

21 outubro, 2006

No passado dia 8, Pulga, a minha querida livraria, e/ou, a livraria do tamanho de um livro, festejou dois anos de vida. A festa foi de tal maneira que como sabem encharcou o corredor da morte com fragmentos do disco duro

Pulga esteve no Rivoli, às portas. Parabéns ao Plástico, pelo seu espectáculo, pós-teatro. À B. Brecht denominamos O Terror e a Miséria no Segundo Mandato. O Putin também não esteve mal ao mandar congelar os actores e retirar-lhes as águas. Nesse sentido demonstrou ter alguma sensibilidade cultural. Pena foi que o Plástico não tivesse tido a vis de ter pegado fogo ao Rivoli. Mas talvez na próxima. Mal, estiveram alguns cronistas, nomeadamente, P.Pereira, a quem aconselhamos cuidado, pois um pouco mais de esforço e tornar-se-á em mais um Júlio Dantas pós-moderno, medíocre e politicamente correcto. E é pena que o corredor da morte até gosta de lhe dar razão a maior parte das vezes. Já devia saber que o local de representação deve denunciar os males da sua época e ser um lugar de revolta, corrupção e lucidez, transformando o contribuinte num cidadão.

Pulga antes foi ver os Negros, mas pagou, e contavam-se pelos dedos das mãos os espectadores. Por isso vamos com calma. Cá fora os Brancos manifestaram-se. Falta saber se a mando de Putin.

O nº 8 da revista Nada chegou à Pulga pela mão do João e do Granja, e lançado em Gaia onde Pulga falou com um dos teóricos do pós-teatro J.Urbano.

Lá conhecemos a Dafne Editora, livros de Arquitectura, www.dafne.com.pt, o André Tavares já fez o favor de os colocar na Pulga. Nas próximas descargas falaremos deles. Até lá consultem a página, pois “Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém dos Arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva” como escrevem no analógico catálogo
enfim! já cá estamos de novo. o corredor da morte queimou o disco duro mas mis uns dias estaremos operacionais. pelo facto pedimos desculpa

26 setembro, 2006

“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.

“ A PULGA

Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo

Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil

É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder

Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo

Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar

Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.

“ A PULGA

Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo

Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil

É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder

Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo

Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar

Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”

05 setembro, 2006

O corredor da morte retira a cabeça da areia. Não se passa nada. Mergulha de novo no real e em toda a sua excrescência.

Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.

As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:

- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.

A Voz de Deus 3 está em elaboração

Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra

Blog masturba-se até ejacular sangue

O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.

17 agosto, 2006

PULGA
A minha querida livraria tem novo horário de funcionamento


de Segunda-feira a Sábado
das 17 às 20h

07 agosto, 2006

E então está a gostar? Está a gostar dos estúpidos livros recomendados para as suas merecidas férias? Uma merda, não são?! É só palha, não é? Mais vale ler a Maria e os seus múltiplos orgasmos, não vale? Aqui no corredor da morte “ As onze mil vergas” de Apollinaire, “ Os paraísos artificiais” de Baudelaire , “do Assassínio como uma das belas artes” de Thomas de Quincey e “ Chocolates choupe la peace, de A Dasilva O são prazeres obrigatórios de quem está sombra.

01 agosto, 2006

Não há direito! Então o meu nome não reza na lista negra?! É uma injustiça!, o corredor da morte lamenta que todo o trabalho de uma vida em prol da fuga ao politicamente correcto não tenha sido levado em conta. No entanto o corredor da morte não desiste da sua missão: corromper


Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:

DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto

22 julho, 2006

O corredor da morte conseguiu este ano a bandeira azul. Após algumas semanas e muitos carros de mão de areia conseguimos o impossível: a evasão. “ a evasão ...põe em questão precisamente esta pretendida paz consigo, pois que ela aspira a romper o encadeamento do eu a si ... ela evade-se do ser mesmo, do «si mesmo», e de forma alguma a sua limitação ... O ser nada tem em vista a não ser a brutalidade da sua existência que não coloca a questão do infinito.” DA EVASÃO, Emmanuel Levinas, estratégias criativas, 10euros.

29 junho, 2006

O nosso Primeiro e Idiotia, a sua dama, cá passaram pelo corredor da morte carregados de choques tecnológicos para que, em rede, o nosso corredor não perca o comboio do futuro, dado que é preciso fazer com a burocracia e todos os seus anões mantenham os direitos adquiridos em bom estado de conservação na vetusta e situada máxima: é preciso mudar as coisas para que tudo continue na mesma.

Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.

21 junho, 2006

O corredor da morte alegra-se para mais uma noite de s. João, Graffiti e Grafitty cospem as paredes da urbe com quadras:

I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa

II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda

III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam

13 junho, 2006

“ Se o homem, por vezes, não fechasse
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char

Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros

Convite está feito, entrada livre

09 junho, 2006

Pulga olha em silêncio o movimento das sirenes. O silêncio reflecte-se na urbe cercada pelo tédio e pelo trovão. No corredor da morte boia o cadáver da literatura. O palhaço ausente relê A Morte da Mãe de Charlot, de Federico García Lorca

Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe

29 maio, 2006

Pulga foi à feira do livro espalhar a peste e é quem mais vende a alma por umas frases feitas. Emocionante a nossa miséria literária: é quem mais lê o que não está escrito. A morte está morta e procia nados mortos cheios de amor à vida e a todos os códicos

17 maio, 2006

Pulga observa a guerra de palavras entre o homem multidão, o velho flâneur e o homem ordinário. A Urbe é um cemitério de sonhos. Nesta discussão infinita, desde o surgimento das cidades, o jogo de máscaras não ultrapassa o academismo do código da estrada. O homem ordinário saca da Bíblia para fundamentar o seu raciocínio, o seu horror ao vazio. O velho decadente chama por Lolita, a cadela e o homem multidão atende o telemóvel

No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação

Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar

09 maio, 2006

E o corredor da morte encheu-se de baratas carregadas de tecnologia, todas em cortejo fúnebre, por um futuro melhor. Baratas desse cadáver que procria, esse burro carregado de livros que agarrado pelos beiços à cauda da Europa desejava ser sempre estudante. E é vê-las alegres e contentes a vomitarem, iletrados, moral e bons costumes, tédio e paz podre. Apoiados por pais e avós babados. Estes por sucessivas passagens administrativas e aqueles por sucessivas lavagens ao cérebro dum cavaquismo apaixonado por um ensino superior da mediocridade

02 maio, 2006

A Canto Escuro, editoracantoescuro.blogspot.com, deu cá um salto com duas novidades:

“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.

27 abril, 2006

“Sol de Pedra” magazine, - www.soldepedra.net - nº 2, 4euros, é projecto editado por Ricardo Silva que fez o favor de trocar com a Pulga algumas impressões, nesta leva de novas publicações que invadem o corredor da morte. Neia Canedo, Luiz Soncini, Jorge Silva e José Almeida formam o corpo redactorial deste número, onde Pulga destaca a entrevista dada pelo nosso colaborador e autor permanente Gilberto Lascariz, o luminoso que tenta encontrar no mundo fossilizado do esoterismo aquilo deve acordar a genuína dimensão espiritual.

Como diria Virgilio Liquito: bons coitos
A revolução continua cheia de Precs e o Verão Quente, mal ou bem passado, promete

E eis que chega “Cospe Aqui”, 5euros, cheio de sangue contaminado pela Bd. Marco Mendes que edita com Miguel Carneiro, são reincidentes e também cospem neste número com Didi Vassi, Mário Augusto, Manuel João vieira, o fabuloso Janus, Carlos Pinheiro, André Lemos, João Alves Marrucho, João Marçal, Mike Diana e Arlindo Silva. Na Pulga e nas piores livrarias e/ou: ah.mula@gmail.com

vamos embora a cuspir nesta mal fodida estética de casa pianos e outras sacristias do estado pós-moderno

25 abril, 2006

A Liberdade está a passar por aqui à procura de um livro para oferecer ao seu filho, 25, por mais um aniversário. Foi uma alegria tamanha para todos que, no corredor da morte, festajamos a grande desilusão de não termos alcançado o nirvana. Foi uma noite onde o sangue, o suor e as lágrimas carregadas de esperma que encheram o corredor da morte de tédio.

A Democracia também deu cá um salto europeu, com o seu fio dental e toda cheia de retórica passou a noite no “Arrasta ao Pé”

O resto ... é literatura light
Pois e por falar nisso o livro que a Liberdade levou, foi “O Discurso sobre o filho-de-Deus” esse filho da puta, de Alberto Pimenta, 8euros, preço Pulga.

20 abril, 2006

Pulga tem estado em segredo de estado a preparar a revolução, pedimos desculpa mas Pulga nada mais pode informar. No corredor da morte o ar é de cortar à faca e, já sabe, o povo unido jamais será vencido

10 abril, 2006

Na semana da paixão e morte de Anticristo, Bíblia, nº 24, comemora 10 anos de publicação, 4,50euros na Pulga.

O corredor da morte cheira a sangue
São as oliveiras em flor
Neste jardim onde ninguém acredita em Deus
No entanto Joyce e Beckett voltam de novo e esperam sentados
Por Godot o Judas
Em leituras mentalmente encenadas
Por Max Brod