16 maio, 2011

É o Povo, Pá?!! É o carralho dos falsos amigos do Povo, Pá, a suicidá-lo assistido-colectivamente, Pá?!!!

foto de antónio s. oliveira

Coragem Portugueses!!!

FMI!FMI!FMI!
«Sócrates de Passos Coelho Portas consulta uma vidente:

A vidente concentra-se, fecha os olhos longamente e diz:
- Vejo o senhor a passar numa avenida, num carro aberto, e o povo a acenar.
Sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E o povo corre atrás do carro?
- Sim, à volta do carro, como loucos. Os polícias até têm dificuldade
em abrir caminho.
- As pessoas carregam bandeiras?
- Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e de
 um futuro melhor.
- A sério? E as pessoas gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança: 'Agora sim!!! Agora tudo melhorará! '
- E eu, como é que reajo a tudo isso?
- Não dá pra ver.
- Porque não?
- porque, responde em transe a vidente FMI, o caixão está fechado» 
baseado em e-mail chegado

15 maio, 2011

e lá soltamos a Piolho na afectuosa Capítulos Soltos livraria



fotos: 50kg
Edições 50kg: Foi mais ou menos assim...: "Apresentação do número 4 da revista de poesia Piolho e o opúsculo poético Rendimento Mínimo na Livraria Capítulos Soltos - Braga em 14 de M..."

04 maio, 2011

Piolho, revista de Poesia, irá invadir Braga na livraria Capítulos Soltos

Sábado, 14 de Maio · 18:00 - 19:30

Local
Rua de Santo André, nº93RC 4710-308 Braga

Estaremos no próximo dia 14 pelas 18h num lançamento informal do projecto de poesia Piolho com Rui Azevedo Ribeiro, Rui Tinoco, Raul Simões Pinto e A. Dasilva O. entre uns e outros com e sem rendimento mínimo

03 maio, 2011

Situation Novela, último episódio da temporada 2001-2011: inimigo morto em acção democrática


Seals, mãos ao ar, em nome do presidente da democracia!!!
Bin, virando-se para o seu escudo pessoal, ó rapariga não consigo adormecer 
que merda é essa que estás a ver?!!
É a telenovela Troika...agora é que está a ficar boa...Portugal, 
sempre vai juntar os trapinhos com a Espanha e vão ser felizes pra sempre
Bin, estou feito ao bife...
Seals, digo e repito: mãos ao ar...
Bin, acende a luz da mesinha de cabeceira, que raio queres tu e 
porque estás com uma arma apontada...são os meus novos guarda costas?!!
Somos os Seals Navys uns gajos muito perigosos e estamos aqui em nome do presidente do EUA
Bin, o Trump?
Seals, não o Osama, não osama não carago, o Obama
Bin, gargalha, o que tem a mania que é o Gerónimo
Calem-se, ordena Escudo Humano, ide para outro quarto falar dos vossos machismos globais
Seals, dispara sobre a Fibra, não estou aqui para brincadeiras...
levantas-te em nome da Democracia para ser abatido condignamente
ou vais mesmo assim para as profundezas arábicas?
Bin, o Obama nasceu mesmo em Guantanamo?...prontos... e nem a um julgamento
 tenho democraticamente direito? 
... e debaixo do travesseiro tenta retirar um livro de direito 
internacional quando se ouvem rajadas.... 
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não saia do seu lugar
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02 maio, 2011

uma história mal enlatada

Ó Wanted o Bin foi desta pra melhor?
mais um milagre do beato João Paulo!!
não foi um ataque com Oral B, como se vê num video TVI?
não, esse é uma montagem porno da noite de núpcias
dos príncipes do Reino mal fodido!!!
Que confusão e atiraram com o gajo pró mar? Porra vou deixar de comer peixe
e enlatados!!!
Mais contra-informação, Sangue Gordo
o gajo foi atirado para a basílica São Pedro.
podes continuar a comer a tua prima à vontadinha!!!

Bem é melhor continuar a ler a Dica

20 abril, 2011

16 abril, 2011

aí está «O comuneiro» no seu 12 número



«O governo português e o consenso geral das forças dirigentes do país aprofundam a sua política de submissão aos ditames da grande finança internacional, com um pedido de resgate que é uma gravíssima e irreversível hipoteca para o destino coletivo deste povo. O PCP e o Bloco de Esquerda tiveram um inédito encontro, mas ainda não foram capazes de, em conjunto ou cada um deles por si próprio, propor ao país, o repúdio de todos os PECs e dos ajustes estruturais impostos, a saída imediata do euro, a suspensão dos pagamentos e a reavaliação devidamente ponderada de toda a dívida externa soberana, o que quererá dizer, sem dúvida, a prazo, o abandono desta União Europeia. Estas medidas “extremistas”, devidamente enquadradas pela nacionalização dos sectores estratégicos, com um rigoroso planeamento económico de emergência e outro de projecção a médio prazo, com novas opções internacionais, são as únicas possíveis de ser encaradas, não diremos já por socialistas, mas por quem queira manter um mínimo de decoro nacional e respeito formal pela virtus republicana. Como o velho Marx gostava de citar do seu Esopo: Hic Rhodus, hic salta!

Este número do Comuneiro propõe aos seus leitores quatro ensaios de reflexão histórico-mundial, a partir da crise actual do capitalismo, por quatro grandes pensadores marxistas contemporâneos, dos quatro cantos do globo. Samir Amin, ensaísta de origem egípcia e africano adotivo, convoca-nos a pensar a nova vaga de luta emancipadora dos povos, nações e Estados da periferia, como sendo o grande desafio ao atual sistema capitalista dos monopólios generalizados. O argentino Jorge Beinstein prevê uma nova recessão profunda na economia mundial, como uma parte apenas da multifacetada crise da civilização capitalista, em declínio histórico. O indiano Prabhat Patnaik revisita a teoria leninista do imperialismo, confronta-a com as condições do capitalismo atual e conclui pela existência de alianças de classe diferenciadas, no centro e na periferia, como sendo os atores da luta anticapitalista que temos em perspetiva. O britânico David Harvey, professor em Nova Iorque, reflete sobre a lógica da acumulação de capital e as dificuldades atuais que o sistema encontra para superar pontos de estrangulamento e conseguir um crescimento agregado sustentável a prazo. As ideias expostas sobre o sujeito revolucionário são especialmente provocadoras.

O nosso editor Ronaldo Fonseca traz-nos uma reflexão sobre a importância dos aparatos repressivos do Estado, com destaque para o militar, na preservação do regime social de dominação burguesa, à luz de várias experiências históricas recentes, em especial na Europa e América Latina. Ângelo Novo, o outro editor de ‘O Comuneiro’, debruça-se sobre a revolução democrática em curso no mundo árabe, as perspectivas históricas por ela abertas e a posição de conjunto que se impõe tomar sobre ela.

Em seguida temos a colaboração de vários ensaístas de e sobre o Brasil. Valério Arcary faz algumas escavações estatísticas no admirável mundo novo do lulismo, descobrindo um país em crescimento mas com uma estrutura social persistentemente desigual. Ivonaldo Leite traça uma história recente do sindicalismo brasileiro, para denunciar um quadro de confrangedora perda de autonomia da CUT, arauto de um novo sindicalismo de Estado. Rodrigo Jurucê Gonçalves estuda, no seu contexto original, o conceito gramsciano de “revolução passiva” e faz algumas observações sobre o bom uso a fazer de Gramsci, no Brasil de hoje. José Brendan Macdonald reflecte sobre o significado de alguns pontos de contato entre o marxismo e a teologia da libertação, no contexto social das lutas dos povos da América Latina.

Passam este ano 140 anos sobre a Comuna de Paris, a primeira revolução proletária e socialista do mundo. Armando Boito defende-a de algumas tentativas historiográficas de descaraterização, ainda insistentemente em curso. Alistair Davidson transporta-nos para a extrema contemporaneidade, com uma reflexão sobre a wikileaks e outros fenómenos de transparência e comunismo espontâneos, emergentes pela ação de criadores dos novos meios eletrónicos de comunicação.

Agradecemos toda a divulgação possível, nomeadamente em listas de correio ou redes sociais de língua portuguesa. Gostaríamos de poder contar sempre com a fidelidade dos nossos leitores, e que esta seja também um compromisso de luta pela possibilidade de um outro mundo.»  


Pela Redação de ‘O Comuneiro’


Ângelo Novo

Ronaldo Fonseca

31 março, 2011

neste dia do desassossego foi na rua sta catarina, tal com há trinta anos, A. Dasilva O. comemorou trinta anos de actividade editorial,...e tudo, ensanduichando-se entre a ficção e o quotodiano, espalhando a palavra, enquanto amarrado a um dos pés arrastava o seu livro «excrementos», num registo fotográfico de António S. Ferreira





Escritor A.DaSilva.O espalha a “palavra” no Porto


31 de Março de 2011, 19:41Foi há 30 anos que em plena rua Santa Catarina, no Porto, o escritor A.DaSilva.O lançou o seu primeiro texto escrito num rolo de papel com 30 metros. Três décadas depois, o autor comemorou a data espalhando literalmente “a palavra”.



“Olha a palavra”, começou por anunciar o poeta alternativo, à medida que passava pelas pessoas e entregava mais uma folha branca onde se lia “Palavra”.



Numa rua Santa Catarina apinhada de gente, foi com desconfiança que as pessoas encararam um homem a apregoar a palavra, forrado com um cartaz a evocar o dia em que lançou o seu primeiro texto escrito num rolo de papel com 30 metros.



“A ideia inicial era trazer um fardo em tamanho de livro, mas tinha mais de 500 quilos. Era preciso vir um camião Tir”, explicava A.DaSilva.O, ao mesmo tempo que via mais uma pessoa rejeitar a sua “palavra”.



O punhado de folhas brancas não estava a ter saída, por isso espalha-se literalmente a “palavra”. As folhas começaram a voar em sintonia com mais um pregão: “Olha a palavra nem é boa nem é má, olha a palavra”.



Responsável pelas Edições Mortas, A.DaSilva.O define o seu projeto como “contestatário”, pretendendo ser “uma editora que tenta fazer literatura e não comércio”. Uma literatura de “ambiguidades, que acrescenta mais um ponto” em oposição aos “best-sellers que só querem dinheiro”.



Amarrado ao tornozelo, o seu livro “Excrementos” raspa no chão, pois diz o autor “o que há mais é m...”, parafraseando o colega de profissão que já dizia “onde há m... há ser”.



Confrontando com a pergunta: “Será que as pessoas estão a entender a iniciativa?”, A.DaSilva.O não parece preocupado. “Não me interessa, logo à noite quando pegarem num livro elas vão entender”, argumentou.



Há 30 anos, a iniciativa do escritor parou a rua mais movimentada da cidade do Porto, onde a polícia chegou a deter alguns intervenientes para interrogatório. Três décadas depois, a evocação da data não consegue o mesmo impacto.



A “palavra” voa cada vez com mais intensidade e forra de branco o passeio de calçada á portuguesa. Quase ninguém a conseguiu ler, à exceção do varredor da Câmara Municipal do Porto, que teve trabalho para toda a tarde.



Trinta anos depois, todas as “palavras” acabaram no balde do lixo.



@Lusa