25 julho, 2011

O SR CRETINO NUM MEIO DE COMUNICAÇÃO PERTO DE SI

o Sr Cretino não se importa
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um

perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:



quando era mais novo
cheguei a sonhar com um acto destes
mas a família não me ajudou
não consegui empréstimo bancário
enfim...a burocracia do costume


Ambrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças

ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa

hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades

cinco balas! uma bastava, não?!

Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade

21 julho, 2011

segundo Mergulho para uma piscina vazia: UM MILAGRE NO CAMINHO, de João Almeida, publicado na Averno 038


«Atalho com lama e escuridão

pela mão me levou
à procura de água

quando seguia
sem desejar saber

por outro beco
regular e limpo

não cumpri a minha jura
era o vinho a falar

uma  merda esta culpa às costas

em todo o caso
gostava de ver o centro cultural arder »


in «Um milagre no caminho» de João Almeida

18 julho, 2011

Obama acaba de ferrar Bo quando tentava obrigá-lo a lamber-lhe os tomates


"O presidente brincava entretanto com os fotógrafos dizendo que os cães de água portugueses gostam de tomates.
"A horta de Michelle corre perigo", disse Obama entre risos, numa alusão aos hortículas semeados pela mulher num canto dos jardins da Casa Branca.
"Não plantámos tomates na horta", retrucou Michelle, enquanto continuava a tentar dominar Bo.
O presidente recordou também as palavras de um seu antecessor, Harry Truman, que afirmou que, "se se quiser um amigo em Washington, tem de se ter um cão".
"Finalmente, tenho um amigo", comentou Barack Obama.
O cão de água português foi escolhido para ir morar para a Casa Branca por ser considerada uma raça adequada a pessoas com alergias, como é o caso da Mafia."

15 junho, 2011

Convidado do mês de Junho de 2011: A. DASILVA O. FALOU E DISSE SEM TIRAR O CHAPÉU A TALHO DE FOICE | WAF www.worldartfriends.com

P: Como tudo começou?
R: Nas cagadeiras do Estado Poético .

P: Trinta anos?
R: Entre as balas, sempre a cavar a mesma trincheira, vala comum
denunciando os cadáveres  que os Cães –assassinos  enterram desde a noite dos tempos

P: E …o resto…será Literatura?
R: Será o que Deus não quer

P: ?
R: Sorriso

P: Então esse Gajo não está morto?
R: E bem morto, como todos os poetas.
Somos a prova da sua Morte.

P: Então estou a entrevistar um morto?
R: Enquanto cava a tua sepultura

07 junho, 2011

Carta aberta aos eleitores:de regresso de uma viagem à Utopia onde contraí a malária, poeta moribundo me confesso vomitando as sagradas escrituras que preparam os festejos da chegada do Impossível

queda do pano
Quem não morre mata
local do crime relvado


vendo que a sua acção não tivera qualquer tipo de destaque voltou ao local do crime onde uma nuvem de insectos se lhe abraçou depois de afastar o pano

entra em cena e tenta mostrar as injustiças quando é baleado o pano cai ainda se ouvem as palmas mas nada de acção







o bom fim democrático
fotos de antónio s. oliveira





31 maio, 2011

PIOLHO Revista de Poesia o número quinto acaba de entrar na sala das impressões

PIOLHO Revista de Poesia
«Muito me espantaria se daqui saísse vivo.» Rui Azevedo Ribeiro


Humberto Rocha, Luciane Godinho Da Silva,Soraia Martins, Fernando Guerreiro, Mário Pinto, Zarelleci, Pedro S. Martins, Marcos Farrajota (ilustrações), Francisco Félix,Teixeira Moita,BiXinho,Miguel Sá Marques,Georges Bataille, Pedro Jofre,Paulo Themudo,Oliveira Martins Roxo,Rui Tinoco, Theódore Franckael,Roberta Ferraz, Maiara Gouveia, Érica Zingano, Renan Nuernberger, Rafael Rocha Daud, Andréa Catrópa, Danilo Bueno, Rui Azevedo Ribeiro, Raúl Simões Pinto e António S.Oliveira

fazem mais ou menos por esta desordem este
 número

o quinto maio 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.e uma colaboração especial de Érica Zingano e do grupo a «piolheira».



30 maio, 2011

MAIS UM ESFORÇO PORTUGUESES
dizem e repetem ad nauseum
MAIS OITO DIAS ESTAREMOS ELEITOS PARA FAZER DA VOSSA VIDA UM INFERNO
POLITICAMENTE CORRECTO
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente


MAIS UM ESFORÇO PORTUGUESES
dizem e repetem ad nauseum
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente

Porca Miséria

sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
dizem os nossos grandes pequenos, pequenitos lideres de todo o nosso quadrante político cds-psd-ps-be-cdu
dizem que sim que são parte de um solução
profundamente miséria sim, é possível dividir a miséria em classes sociais
dizem e repetem ao nojo ao vómito
sim que é possível privatizá-la
vota em mim miserável
dizem e repetem ad nauseum
os que pagam impostos continuarão dignamente a fazê-lo
ainda com mais vontade alimentando aqueles que estão acima da lei
protegidos pelos fora-de-lei

A. Dasilva O., foto de António S. Oliveira