18 junho, 2015

Porca miséria, diz o poema



Porca miséria, diz o poema, 
ainda há quem saia da trincheira,
Vala comum,
Zona de confronto

para receber uma bala
de prata 
da casa,
Diz o poema

04 junho, 2015

Quanto mais conheço os poetas, mais prefiro as putas, diz o poema

Quem me rouba, chama-me de ladrão, 
diz o poema, e dá-me lições de moral e
 de empreendorismo e de auto-estima


Ora a ora Deus melhora*, diz o poema


Eu sei, é fácil escrever 
sem sentir, diz o poema, com 
palavras sensíveis





e se de repente a morte te beijasse na boca?, diz o poema

Abaixo a exploração do poema pelo poeta, 
diz o poema, do poeta pelo crítico,
 do crítico pela auto-censura do discurso da ordem, 
diz o poema, viva a liberdade poética










* plagiado  ao poeta Rui Azevedo Ribeiro (Suck my deck, Ediçoes 50 kg)  a quem agradecemos a sua licença

26 maio, 2015

Boa noite, chamo-me Orfeu e faz cem anos que não desço ao Inferno, diz o poema


Há poetas que são como a Virgem, 
diz o poema, raramente aparecem publicamente 

e, acrescento, diz o poema, pior são aqueles filhos da puta 
que na via pública praticam a censura, 
dizendo-se vitimas de perseguição e
 de censura daqueles


11 maio, 2015

POETAS provisórios e definitivos canhotos na posse de guardadores de autores, viúvas do fim, diz o poema





 Poetas provisórios definitivos 
canhotos
revistos antes da visita da morte
para o depositar esquecido
imortal
nas prateleiras do inferno
rodeado de golfinhos
de peluche





06 maio, 2015

A greve, diz o poema, vai ser privatizada e todos os poetas vão ser despedidos por justa causa diz o poema

poemas , diz o poema, vêm-se no céu ateu

canta, canta aí a um canto
com a piça  tesa
e as mamas a abanar
geme e ladra e berra para que a tua pá
tria te dê de mamar, diz
o poema a boiar no ACORDA
vai-te foda-se diz o poemA
A BEBER minha esperma e sonhar
canta

e embebando os poemas e os corruptos branqueando e o tédio é sempre o mesmo,
diz o poema
Quando os lobos rezam
poema sim poema sim e sim poema não diz,
diz o poema
a ladrar é que agente se entende, diz o poema
uma das melhores maneiras de enfiar a cabeça na areia


olha que o viagra não está nada barato, 
diz o poema
e depois para a histórica esquerda 
enquanto houver língua e dedo,
diz o poema
(voto e cidadania) não haverá democracia que lhe meta medo, nem ditadura,
diz o poema
pois esta gosta que se lhe enfie o punho pelo anús dentro..


Povo, esperma dos dias,
diz o poema

02 maio, 2015

POESIA a razão do atraso de Portugall, diz o poema

o tédio é o nevoeiro da alma, diz o poema
O nevoeiro vai ser privatizado, diz o poema, para combater o aumento das importações de tédio


proibir é proibido o fruto proibido é proibir, diz o poema

Obrigado Senhor por fazeres a minha vida num inferno, diz o poema, só lamento a proibição de bebidas alcoólicas


saio e entro do teu cadáver
Deusenhor
como um rato
que abandona um navio

sim nós os homens
somos espermatzoides primatas de deus
e seus neurónios
sempre à volta da puta que o pariu 
diz o poema

01 maio, 2015

quantos animais serão precisos matar para que o humano se alimente da sua própria divindade, diz o poema




Façam Poesia com as próprias mãos, diz o poema, pois a musa não me dá tusa nem vice-versa
diz o poema
ultrapassem-se em contramão
pela esquerda, pela direita
como se o mundo
acabasse ontem
e despenhai-vos sobre o absoluto
como o eremita grego
diz o poema
como fazem os demónios
quando se tingem de anjos
fingindo adorar o silêncio




31 março, 2015

Acabo de me pesar: vinte e uma gramas, diz o poema

Pezar:

A loucura já deu o que tinha a dar, diz o poema, o Joaquim Manuel Magalhães suicidou-se e continua vivo; o Herberto Helder não, e está morto e lindo como a reportagem fotográfica reproduz

Pisar:

Ninguém fica cá pra semente, diz poeticamente o povo, o poeta depois de sepultado só reproduz epigonos, diz o poema

"Oh esplendor da linguagem dos escravos
em breve te teremos de novo!" em « O Renascer da Poesia» de Erich Fried. Não percebo a irritação, de "Portugal ser um país de Poetas", duns tantos negreiros, diz o poema, pois livre, livre sou, diz o poema contínuo
Prensar:

a guilhotina, diz o poema


O meu túmulo é a palavra aberta, diz o poema





30 março, 2015

A esperma dos mortos, diz o poema

Façam Poesia com as próprias mãos, diz o poema, pois a musa não me dá tusa nem vice-versa
diz o poema
ultrapassem-se em contramão
pela esquerda, pela direita
como se o mundo
acabasse ontem
e despenhai-vos sobre o absoluto
como o eremita grego
diz o poema
como fazem os demónios
quando se tingem de anjos
fingindo adorar o silêncio



PIOLHA apresenta mais um número da PIOLHO Revista de Poesia «Em Poesia não há acaso, diz-nos Natália Correia, A mulher resume todas as formas, todos os mistérios da Natureza» . Sara Rocio (fotografias: princípio de toque), Théa de Tanwald, Maria Estela Guedes, Inês Lourenço, Maria Antónia Jardim, Maria João Lopes Fernandes, Ana Horta, Ana Sereno, Sara Canelhas, érica zíngano, Maria da Inquietação Fausto, Alexandra Antunes, Soraia Martins, Joana Koehler, Vera Santos,  R. G. Hofmannshtal,Sara Faria, Clara Joana do Santíssimo Sacramento fazem mais ou menos por esta desordem este Número PIOLHA o décimo sexto março 2015 Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho

PIOLHO Revista de Poesia
«Em Poesia não há acaso, diz-nos Natália Correia, A mulher resume todas as formas, todos os mistérios da Natureza» .
Sara Rocio(fotografias: princípio de toque), Théa de Tanwald, Maria Estela Guedes, Inês Lourenço, Maria Antónia Jardim, Maria João Lopes Fernandes, Ana Horta, Ana Sereno, Sara Canelhas, érica zíngano, Maria da Inquietação Fausto, Alexandra Antunes, Soraia Martins, Joana Koehler, Vera Santos,  R. G. Hofmannshtal,Sara Faria, Clara Joana do Santíssimo Sacramento




fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHA

o décimo sexto março 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho




17 março, 2015

PIOLHA, a Piolho # 16, está em artes finais e a preparar-se para descer à tipografia, esteja atento a mais este atentado poÉtico


PIOLHO Revista de Poesia
Sara Rocio(fotografias: principio de toque), Théa de Tanwald, Maria Estela Guedes, Inês Lourenço, Maria Antónia Jardim, Maria João Lopes Fernandes, Ana Sereno,  Ana Horta, Sara Canelhas, érica zingano, Maria da Inquietação Fausto, Alexandra Antunes, Soraia Martins, Joana Koehler, Vera Santos, R.G. HofmannshtalSara Faria


fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
(PIOLHA)

o décimo sexto março 2015
Editor: António S Oliveira





13 janeiro, 2015

Ano novo, nova Piolho, a 15, DEUS de sua temática já nas bancas


«Osama Bin Laden: “ pedimos a Deus que nos volte a usar para reduzir os Estados Unidos a uma sombra daquilo que são”. José Saramago: “ No meu caso o alvo é Deus” »
Alexandra Antunes(ilustrações), Carlos Marinho Rocha, António Amaral Tavares, Eduardo Quina, Pedro Silva Sena, António Pedro Ribeiro, Zarelleci, João Henrique Alvim, Rui Carlos Souto,  Fernando Guerreiro, José Guardado Moreira, Pedro da Silva, António Godinho Gil, Vítor Gil Cardeira, Humberto Rocha, António S. Oliveira, Miguel Sá-Marques, Ricardo Marques, Rui Esteves, António Sabler e
A. Dasilva O.


fazem mais ou menos por esta desordem este
número(dedicado a DEUS,
tema: Fernando Guerreiro)

o décimo quinto dezembro 2014
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira



Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores



26 dezembro, 2014

Só em Janeiro 2015 o número 15 da PIOLHO DEUS de sua temática: «Osama Bin Laden: “ pedimos a Deus que nos volte a usar para reduzir os Estados Unidos a uma sombra daquilo que são”. José Saramago: “ No meu caso o alvo é Deus” »

eis a capa

Humberto Rocha

Na noite de Natal

Sei duma oração
crua nos milagres
mas doce nos méritos

uma oração minha
de lume e luz
como uma estrela de bilhar
repleta de mistérios
que só um deus
pode decifrar

por isso em silêncio
rezo
não vá ele acordar





(aqui  se reproduz um cheirinho do próximo número com a ficha técnica ainda incompleta)






PIOLHO Revista de Poesia
«Osama Bin Laden: “ pedimos a Deus que nos volte a usar para reduzir os Estados Unidos a uma sombra daquilo que são”. José Saramago: “ No meu caso o alvo é Deus” »
 
Alexandra Antunes(ilustrações), Carlos Marinho Rocha, António Amaral Tavares, Eduardo Quina, Pedro Silva Sena, António Pedro Ribeiro, Zarelleci, João Henrique Alvim, Rui Carlos Souto,  Fernando Guerreiro, José Guardado Moreira, Pedro da Silva, António Godinho Gil, Vítor Gil Cardeira, Humberto Rocha, António S. Oliveira, Miguel Sá-Marques, Ricardo Marques, Rui Esteves, António Sabler e
A. Dasilva O.


fazem mais ou menos por esta desordem este
número(dedicado a DEUS,
tema: Fernando Guerreiro)

o décimo quinto dezembro 2014
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira



Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores