PIOLHO #17 NEGRO, o outro lado do poema, está fechada a primeira fase e alguns colaboradores: Teixeira Moita, Alexandra Antunes (aqui reproduzimos um dos seus trabalhos), Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vítor Gil Cardeira, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro,...., (contem com ele na primeira semana de outubro mais coisa menos coisa)
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
18 setembro, 2015
14 setembro, 2015
Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema
sem poesias, pusias ou retóricas, diz o poema, um migrante, refugiado e pária um poeta é
A Ser poeta é,
não ser cera,diz o poema, e tal como diz a fonte,
Estou contaminada bebida
Partirá desta pra outro monte
onde ser já era
E agarrada ao poema bêbado
Leonor mija flores pirilampo
Já fonte não sou,
diz o poema, insegura
No seu barril de pólvora estéril
diz o poema, insegura
No seu barril de pólvora estéril
tristeza é uma festa, diz o poema
Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema digo e repito, diz o poema, este poema não foi escrito por mim
Cão que ladra não fala, diz o poema
Desfaço-me na Alma e não na boca, diz o poema
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| Não, eu não estou na Feira-do-Livro-do-Porto por estar esgotado, diz o poema, querendo peçam os meus restos imortais " EXCREMENTOS" no pavilhão 7 Matéria Prima |
27 agosto, 2015
os fascistas em campanha eleitoral são uns poetas, diz o poema
Acabo de achar um poema com dinheiro dentro, diz o poema, guardo o dinheiro e deito fora o poema
Num país de poetas quem tem poesia não sabe ler nem escrever o possível, diz o poema, e eu sou a sua faca de dois gumes
Coitados dos cães, diz o poema, têm que fingir que são ovelhas
E o cúmulo da poesia é, diz o poema, colocar um poema numa gaiola e deliciar-se a ouvir o seu canto de cisne
19 agosto, 2015
E....cá estou!!! Je suis Estúpida 3, acabadinha de chegar da tipografia! Estou tão tonta que tropecei nos meus sapatos agulha eheheheh
![]() |
| Colaboram neste número, o terceiro, Carlos Marinho Rocha, Danyel Guerra, Júlio Aguilar, Luís Ferreira, Rui Carlos Souto, Teixeira Moita, Fernando Guerreiro e Raúl Simões Pinto |
do editorial
"Pensar em Portugal é um pesar.
Pensar em Portugal? Só se for por inseminação artificial, tal como o agir. Só agimos perante o inimigo. E hoje isso só é possível perante o espelho. Eterna catástrofe desse outro: alguém que pensa por ti e isso é-te reconfortante como pensamento único (cada macaco no seu galho) , não a invasão da tua privacidade, isso mesmo fazes, praticas como amor ao próximo.
Penar é ser para o próximo a quem abres o teu coração e entregas a tua alma a esse pensar realmente, todo aquele que pena por ti, e tu pensas que tens pensamento pró-prio como vida própria apenas por teres dinheiro para pagares as dívidas daqueles que pensam por ti.
Pensar em Portugal é um penar, um ancinhar do ente, diz o poema"
11 agosto, 2015
É A DEMAGOGIA SEU ESTUPID...E por falar em cartazes, a Estúpida 3, a caminho da tipografia, entre chamas, cinzas e cenas eventualmente escaldantes na fotonovela: BE Mine.
15 julho, 2015
Todos os poemas vão dar ao desconhecido, diz o poema, mas eu de lá venho
Deus sabe o que me dói, diz o poema, ver-te assim, horas a fio, a alcinhar-me o papiro a fim de me dares à luz, diz o poema, o meu cadáver
A nevar na minha sanita,
Diz o poema,
Hoje não me apetece, diz o poema, ir desta para melhor, diz o poema
Isto só lá vai com poesia, diz o poema, temos de ser duros
Deus te dê aquilo que não tem, diz o poema
11 julho, 2015
Em Ágora, resort, a disparar sobre o verso dado, diz o poema, com uma caçadeira de canos serrados
30 junho, 2015
22 junho, 2015
diz o poema: grito extremo
Yghfvkg hghhgjggfdf nfdvvnckdk cvbvfdk
Kgjcdk daxf, diz o poema
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk lbkjggjkgddj oó ooooooooô
Gghhhkgrgjffjhdwjbv
Ncxuegofdk, diz o poema
Glugggluuugglo glg lol, diz o poema, glugloogluo gluggulohfsvgdhjgv pddst pst
Rsrsrsrsrsrsrsrsrs nhrsedfsquyyu mmmmmm nvgfdg, diz o poema, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk pooooop poop pum
Plutgkn
Duytfdhljgd
Diz o poema
Žzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, diz o poema
1xx=5318987 ????????? ,!!!!!!!!!!!!!!463679*()()/)/(*(((;*-9-/-44
Dtritrtu
Diz o poema
Pó pó pó poooooo oó oó oó kkhkhthdyuhfgfmmmnjgggfvudfjjhfdsaghhghgjjc, diz o poema
Pst pst psssstpstpssst, diz o poema
Vrumummmm rummm vrummmm
Prumpum
Catrapum pum pum, diz o poema
Pst pstttt pssst ummmm pum
Catrsppuymnhg humhumhmhu
Vrrrvrrrrumrrr
Diz o poema
Nhrrrnhgfrrryif nhtrtrtreeeee ççççççççççççç
Trrrrimmmmmtim tim tlm trihhhnhhj
Fuuuuthofdhul, diz o poema
Timtlim tim tim tlumvgkggdhg
Pussddffghhfsdhfhh
Rsrsrsrtdudjf
Diz o poema
Opsopspos ufffghfjjuf uf
Ufufufufuf aoaiaiai ufff aiiiiiiiiufff, diz o poema, jjjjjjjjjjjjjj juhhghghghghguuuuu brrrrrrrr
Aí. Uiuiuuuiuuiuii uufffufifggg
Pjjeeeeeeerrrkgfdshsjkçrfc
Diz o poema
Kgjcdk daxf, diz o poema
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk lbkjggjkgddj oó ooooooooô
Gghhhkgrgjffjhdwjbv
Ncxuegofdk, diz o poema
Glugggluuugglo glg lol, diz o poema, glugloogluo gluggulohfsvgdhjgv pddst pst
Rsrsrsrsrsrsrsrsrs nhrsedfsquyyu mmmmmm nvgfdg, diz o poema, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk pooooop poop pum
Plutgkn
Duytfdhljgd
Diz o poema
Žzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, diz o poema
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Dtritrtu
Diz o poema
Pó pó pó poooooo oó oó oó kkhkhthdyuhfgfmmmnjgggfvudfjjhfdsaghhghgjjc, diz o poema
Pst pst psssstpstpssst, diz o poema
Vrumummmm rummm vrummmm
Prumpum
Catrapum pum pum, diz o poema
Pst pstttt pssst ummmm pum
Catrsppuymnhg humhumhmhu
Vrrrvrrrrumrrr
Diz o poema
Nhrrrnhgfrrryif nhtrtrtreeeee ççççççççççççç
Trrrrimmmmmtim tim tlm trihhhnhhj
Fuuuuthofdhul, diz o poema
Timtlim tim tim tlumvgkggdhg
Pussddffghhfsdhfhh
Rsrsrsrtdudjf
Diz o poema
Opsopspos ufffghfjjuf uf
Ufufufufuf aoaiaiai ufff aiiiiiiiiufff, diz o poema, jjjjjjjjjjjjjj juhhghghghghguuuuu brrrrrrrr
Aí. Uiuiuuuiuuiuii uufffufifggg
Pjjeeeeeeerrrkgfdshsjkçrfc
Diz o poema
18 junho, 2015
Porca miséria, diz o poema
Porca miséria, diz o poema,
ainda há quem saia da trincheira,
Vala comum,
Zona de confronto
ainda há quem saia da trincheira,
Vala comum,
Zona de confronto
para receber uma bala
de prata
da casa,
Diz o poema
de prata
da casa,
Diz o poema
06 junho, 2015
04 junho, 2015
Quanto mais conheço os poetas, mais prefiro as putas, diz o poema
Quem me rouba, chama-me de ladrão,
diz o poema, e dá-me lições de moral e
de empreendorismo e de auto-estima
Ora a ora Deus melhora*, diz o poema
Eu sei, é fácil escrever
sem sentir, diz o poema, com
palavras sensíveis
e se de repente a morte te beijasse na boca?, diz o poema
Abaixo a exploração do poema pelo poeta,
diz o poema, do poeta pelo crítico,
do crítico pela auto-censura do discurso da ordem,
diz o poema, viva a liberdade poética
26 maio, 2015
Boa noite, chamo-me Orfeu e faz cem anos que não desço ao Inferno, diz o poema
Há poetas que são como a Virgem,
diz o poema, raramente aparecem publicamente
e, acrescento, diz o poema, pior são aqueles filhos da puta
que na via pública praticam a censura,
dizendo-se vitimas de perseguição e
de censura daqueles
11 maio, 2015
POETAS provisórios e definitivos canhotos na posse de guardadores de autores, viúvas do fim, diz o poema
Poetas provisórios definitivos
canhotos
revistos antes da visita da morte
para o depositar esquecido
imortal
nas prateleiras do inferno
rodeado de golfinhos
de peluche
08 maio, 2015
06 maio, 2015
A greve, diz o poema, vai ser privatizada e todos os poetas vão ser despedidos por justa causa diz o poema
poemas , diz
o poema, vêm-se no céu ateu
canta, canta aí a um canto
com a piça tesa
e as mamas a abanar
geme e ladra e berra para que a tua pá
tria te dê de mamar, diz
o poema a boiar no ACORDA
vai-te foda-se diz o poemA
A BEBER minha esperma e sonhar
canta
e embebando os poemas
e os corruptos branqueando e o tédio é sempre o mesmo,
diz o poema
Quando os lobos rezam
poema sim poema sim e sim poema não diz,
diz o poema
Quando os lobos rezam
poema sim poema sim e sim poema não diz,
diz o poema
a ladrar é que
agente se entende, diz o poema
uma das melhores
maneiras de enfiar a cabeça na areia
olha que o viagra não
está nada barato,
diz o poema
e depois para a histórica esquerda
enquanto houver língua e dedo,
diz o poema
(voto e cidadania) não haverá democracia que lhe meta medo, nem ditadura,
diz o poema
pois esta gosta que se lhe enfie o punho pelo anús dentro..
Povo, esperma dos dias,
diz o poema
diz o poema
e depois para a histórica esquerda
enquanto houver língua e dedo,
diz o poema
(voto e cidadania) não haverá democracia que lhe meta medo, nem ditadura,
diz o poema
pois esta gosta que se lhe enfie o punho pelo anús dentro..
Povo, esperma dos dias,
diz o poema
02 maio, 2015
POESIA a razão do atraso de Portugall, diz o poema
o tédio é o nevoeiro da alma, diz o poema
O nevoeiro vai ser privatizado, diz o poema, para combater o aumento das importações de tédio
proibir é proibido o fruto proibido é proibir, diz o poema
Obrigado Senhor por fazeres a minha vida num inferno, diz o poema, só lamento a proibição de bebidas alcoólicas
01 maio, 2015
quantos animais serão precisos matar para que o humano se alimente da sua própria divindade, diz o poema
Façam Poesia com as
próprias mãos, diz o poema, pois a musa não me dá tusa nem vice-versa
diz o poema
ultrapassem-se em
contramão
pela esquerda, pela
direita
como se o mundo
acabasse ontem
e despenhai-vos sobre
o absoluto
como o eremita grego
diz o poema
como fazem os demónios
quando se tingem de
anjos
fingindo adorar o
silêncio
31 março, 2015
Acabo de me pesar: vinte e uma gramas, diz o poema
Pezar:
A loucura já deu o que tinha a dar, diz o poema, o Joaquim Manuel Magalhães suicidou-se e continua vivo; o Herberto Helder não, e está morto e lindo como a reportagem fotográfica reproduz
Pisar:
Ninguém fica cá pra semente, diz poeticamente o povo, o poeta depois de sepultado só reproduz epigonos, diz o poema
"Oh esplendor da linguagem dos escravos
em breve te teremos de novo!" em « O Renascer da Poesia» de Erich Fried. Não percebo a irritação, de "Portugal ser um país de Poetas", duns tantos negreiros, diz o poema, pois livre, livre sou, diz o poema contínuo
Prensar:
a guilhotina, diz o poema
O meu túmulo é a palavra aberta, diz o poema
A loucura já deu o que tinha a dar, diz o poema, o Joaquim Manuel Magalhães suicidou-se e continua vivo; o Herberto Helder não, e está morto e lindo como a reportagem fotográfica reproduz
Pisar:
Ninguém fica cá pra semente, diz poeticamente o povo, o poeta depois de sepultado só reproduz epigonos, diz o poema
"Oh esplendor da linguagem dos escravos
em breve te teremos de novo!" em « O Renascer da Poesia» de Erich Fried. Não percebo a irritação, de "Portugal ser um país de Poetas", duns tantos negreiros, diz o poema, pois livre, livre sou, diz o poema contínuo
Prensar:
a guilhotina, diz o poema
O meu túmulo é a palavra aberta, diz o poema
30 março, 2015
A esperma dos mortos, diz o poema
Façam Poesia com as
próprias mãos, diz o poema, pois a musa não me dá tusa nem vice-versa
diz o poema
ultrapassem-se em
contramão
pela esquerda, pela
direita
como se o mundo
acabasse ontem
e despenhai-vos sobre
o absoluto
como o eremita grego
diz o poema
como fazem os demónios
quando se tingem de
anjos
fingindo adorar o
silêncio
PIOLHA apresenta mais um número da PIOLHO Revista de Poesia «Em Poesia não há acaso, diz-nos Natália Correia, A mulher resume todas as formas, todos os mistérios da Natureza» . Sara Rocio (fotografias: princípio de toque), Théa de Tanwald, Maria Estela Guedes, Inês Lourenço, Maria Antónia Jardim, Maria João Lopes Fernandes, Ana Horta, Ana Sereno, Sara Canelhas, érica zíngano, Maria da Inquietação Fausto, Alexandra Antunes, Soraia Martins, Joana Koehler, Vera Santos, R. G. Hofmannshtal,Sara Faria, Clara Joana do Santíssimo Sacramento fazem mais ou menos por esta desordem este Número PIOLHA o décimo sexto março 2015 Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
«Em Poesia não há acaso, diz-nos Natália Correia, A mulher resume todas as formas, todos os mistérios da Natureza» .
Sara Rocio(fotografias: princípio de toque), Théa de Tanwald, Maria Estela Guedes, Inês Lourenço, Maria Antónia Jardim, Maria João Lopes Fernandes, Ana Horta, Ana Sereno, Sara Canelhas, érica zíngano, Maria da Inquietação Fausto, Alexandra Antunes, Soraia Martins, Joana Koehler, Vera Santos, R. G. Hofmannshtal,Sara Faria, Clara Joana do Santíssimo Sacramento
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHA
o décimo sexto março 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
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