no dia de natal
nunca escrevo um poema
de natal, diz o poema, passo
o dia a comer o seu cordão
umbilical e a beber
placenta
esplendor, diz o vibrador
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| pedra mexia |
Fausto, meu filho nasceu e nas nossas deambulações entre o real e a ficção, estas fotografias foram-me fotografando essa expe-riência de desconhecido que o acaso me possibilitou, ao longo dos primeiros meses da sua existência neste mundo, montando e desmontando, colagens pelo outro coladas, deslocando fantas-mas, dobrando e desdobrando tremuras, revelando ternuras sem revelar senão caminhos, o polir desse metal precioso que é ser simples, banal, sem profundidade estas digitais![]() |
| também já cá se encontra o "POEMAS EM SÉRIE" de Rui Carlos Souto, 1º título da segunda fase das N edições |
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| uma máquina de escrever dadá, diz o poema |
| foto de Meireles de Pinho |
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| Mais uma excelente capa de Meireles de Pinho |
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| Não, eu não estou na Feira-do-Livro-do-Porto por estar esgotado, diz o poema, querendo peçam os meus restos imortais " EXCREMENTOS" no pavilhão 7 Matéria Prima |
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| Colaboram neste número, o terceiro, Carlos Marinho Rocha, Danyel Guerra, Júlio Aguilar, Luís Ferreira, Rui Carlos Souto, Teixeira Moita, Fernando Guerreiro e Raúl Simões Pinto |