22 janeiro, 2016

morte aos poetas funcionários e fieis de arma zen, diz o poema

se poeta sou 
o melhor será completar
a minha Obra
regando-a
diz o poema






mal me quer bem te quer
pois escrevo torto
com uma só linha a da morte-viva, 
diz o poema
contra o sentido único
e o seu duplo



Saudade não depende do tempo que você não lê a sua, dela,  miséria e do seu mistério  e ministéro, e sim da vontade que você sente de estar com ela, a saudade, diz o poema

16 janeiro, 2016

A crueldade é uma biodiversidade, diz o poema

sou eu, diz o poema
que hei-de fazer
senão sofrer e escrever
o impossível
dizendo o que não foi dito
e o dito cujo
por não dito

ditando

solidão
o mais infiel dos cães
diz-me o solidão
que é como se chama
o meu cão

cada um morre
como phode

28 dezembro, 2015

A ralé r, diz o poema

farrapo velho cozido em ferro fodido, diz o poema


no dia de natal 
nunca escrevo um poema
 de natal, diz o poema, passo
 o dia a comer o seu cordão
umbilical e a beber 
placenta




esplendor, diz o vibrador
pedra mexia







21 dezembro, 2015

A poesia é uma doença silenciosa, diz o poema

e viva o ar livre comer, mijar, cagar e foder,
não necessariamente
por esta ordem, e vice-versa,
junto à árvore do pecado original, diz o poema








Eu sou o Atentado e a minha caixa negra é a página em branco, diz o poema

10 dezembro, 2015

Deve ser o terrorismo só literário e as nossas cruzadas um terrorismo de sofá e, ou de bancada, observando de braços cruzados os paineleiros valores das sagradas escrituras e suas raízes d'aço de fazer da carne humana verbo de encher?, diz o poema filho de Deus

O duelo entre António Guerreiro e Joaquim Manuel Magalhães, diz o poema

enquanto

José Tolentino Mendonça lambe a espada que cavaco lhe deu como se lambesse o sexo da Adilia Lopes, diz o poema


Será que tal como no sistema bancário há um Novo Terrorismo Processado e o obsuleto e tóxico Terrorismo Mau?






quem semeia poesia, colhe páginas em branco, diz o poema

eu não 
sou um ser vivo, diz o poema, sou um morto-vivo e a poesia é a minha eterna morada

04 dezembro, 2015

aí está a chegar uma espécie de livro de fotografia, « Sol para presas» | António S. Oliveira | edições mortas 2015| colecção Trabalhos Negros, 2 | tiragem 100 ex. E também cá se encontra o 1º título da segunda fase das memoráveis ed. N, "POEMAS EM SÉRIE" de Rui Carlos Souto

Fausto, meu filho nasceu e nas nossas deambulações entre o real e a ficção, estas fotografias foram-me fotografando essa expe-riência de desconhecido que o acaso me possibilitou, ao longo dos primeiros meses da sua existência neste mundo, montando e desmontando, colagens pelo outro coladas, deslocando fantas-mas, dobrando e desdobrando tremuras, revelando ternuras sem revelar senão caminhos, o polir desse metal precioso que é ser simples, banal, sem profundidade estas digitais
« imago lucis opera expressa»

também já cá se encontra o "POEMAS EM SÉRIE" de Rui Carlos Souto, 1º título da segunda fase das N edições

19 novembro, 2015

Novidades para este Inferno com o reaparecimento das N edições, consta que neste regresso ao útero foi encontrado um inédito do esquecido poeta Choupe la Peace, uma pedrada no charco, em 2016 daremos mais pormenores, para já registe estas duas granadas para o sapatinho ohohohohoho ohohohohoho ohohohoh

As Edições N voltam a atacar e aqui se reproduz a capa do 1º título 

5 anos depois aparece o "Sol para presas" nº 2 da colecção Trabalhos Negros, Ed. Mortas, livro de fotos que o autor, António S. Oliveira  recolheu digitalmente quando passeava com o seu filho Fausto da Silva Oliveira 

16 novembro, 2015

Uma máquina de escrever-dadá, diz o cadáveresquisito A cultura mata, diz o poema

Paris é uma festa televisa de vó-mitos, de valores, de paz e amor..., cinzas onde o terrorismo renasce como um estado de direito, diz o poema



o poder da câmara ardente, diz o poema




e por cá o Porto 
em estado de choque sem cultura, 

 O coração da cidade, Porto, é um gato pingado, diz um poema

Estás fodido, Nobre, com o desaparecimento do grande timoneiro coolturall, estás cada vez mais SÓ, diz o poema



 
uma máquina de escrever dadá, diz o poema
Je suis completement Mallarmê, diz o poema mal-amado

O Tédio em Paris está a ser vítima de terrorismo e foi feito refém, diz o poema de última hora

Fodo, e não saio de cima, diz o poema



Será que tal como no sistema bancário há um Novo Terrorismo Processado e o obsoleto e tóxico Terrorismo Mau?



Deve ser o terrorismo só literário e as nossas cruzadas um terrorismo de sofá e, ou de bancada, observando de braços cruzados os paineleiros valores das sagradas escrituras e suas raízes d'aço de fazer da carne humana verbo de encher?, diz o poema filho de Deus









02 novembro, 2015

Cães que não sabem onde enterraram os ossos, os fascistas

os meus ossos são a liberdade livre


A vida é uma nítida perda de tempo, diz o poema




tal como a desgraça nunca venho só, diz o poema, trago sempre a arma dum crime perfeito e o seu esquisito cadáver





O bêbado e a solidão
Num quarto duma pensão
Cabaleiam uma dança de salão
E sopram no balão
Toda a sua maldição
Diz o poema


24 outubro, 2015

Os Louva-a-deus querem fazer de mim uma Hiena, diz o poema





Portugall é o maior export
a dor 
de zonas de conforto
Diz o poe
ma


O meu país quer enterrar-me vivo num offshore, diz o poema, a minha família quer me verme a sopa dos pobres, diz o poema, e eu não respondo por mim


Teus olhos mentem quando choras, diz o poema



Um poema só te é quando resíduo lhe és, diz o poema



Em rede, a solidão é um cardume, diz o poema

06 outubro, 2015

Aberta que foi a caixa de pandora aí está mais um belo e poético número da revista de poesia Piolho # 17 Negro, O OUTRO LADO DO POEMA

foto de Meireles de Pinho
PIOLHO Revista de Poesia
« A filosofia, tal como usamos a palavra, é uma luta contra o fascínio que as formas de expressão exercem sobre nós» L. Wittgenstein, in O Livro Azul.
Avelino Sá( “O caminho da montanha” págs 2 e 48), Teixeira Moita, Alexandra Antunes, Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando CardoDaniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vitor Gil Cardeira, Humberto Rocha, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro, A. Dasilva O., e François Villon




fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
o décimo sétimo outubro 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S Oliveira

25 setembro, 2015

Aí está o sol do fim-de-semana que se aproxima tal meteorito, diz o poema, prova em papel para revisão de provas do próximo número o #17 da Piolho Negro

Mais uma excelente capa de Meireles de Pinho











PIOLHO Revista de Poesia
« A filosofia, tal como usamos a palavra, é uma luta contra o fascínio que as formas de expressão exercem sobre nós» L. Wittgenstein, in O Livro Azul.
Avelino Sá( “O caminho da montanha” págs 2 e 48), Teixeira Moita, Alexandra Antunes, Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vitor Gil Cardeira, Humberto Rocha, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro, A. Dasilva O., e François Villon




fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
o décimo sétimo outubro 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S Oliveira




Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores


18 setembro, 2015

PIOLHO #17 NEGRO, o outro lado do poema, está fechada a primeira fase

PIOLHO #17 NEGRO, o outro lado do poema,  está fechada a primeira fase e alguns colaboradores: Teixeira Moita, Alexandra Antunes (aqui reproduzimos um dos seus trabalhos), Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vítor Gil Cardeira, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro,...., (contem com ele na primeira semana de outubro mais coisa menos coisa)

fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema

14 setembro, 2015

Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema

                                                                                                                                                                                                                                                            Depois diz que a musa tem formigas, diz o poema





sem poesias, pusias ou retóricas, diz o poema, um migrante, refugiado e pária um poeta é






Ser poeta é,
não ser cera,
diz o poema, e tal como diz a fonte,
Estou contaminada bebida
Partirá desta pra outro monte
onde ser já era

E agarrada ao poema bêbado
Leonor mija flores pirilampo
Já fonte não sou,
diz o poema, insegura
No seu barril de pólvora estéril







tristeza é uma festa, diz o poema
Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema    digo e repito, diz o poema, este poema não foi escrito por mim
Cão que ladra não fala, diz o poema


Desfaço-me na Alma e não na boca, diz o poema

Não, eu não estou na Feira-do-Livro-do-Porto por estar esgotado, diz o poema, querendo peçam os meus restos imortais " EXCREMENTOS" no pavilhão 7 Matéria Prima

27 agosto, 2015

os fascistas em campanha eleitoral são uns poetas, diz o poema

O livro de poesia é todo aquele que por esta altura começa libertar as suas folhas, diz o poema

Não passamos de cadáveres adiados a voltear sobre a morte, diz o poema



Acabo de achar um poema com dinheiro dentro, diz o poema, guardo o dinheiro e deito fora o poema

Num país de poetas quem tem poesia não sabe ler nem escrever o possível, diz o poema, e eu sou a sua faca de dois gumes

Coitados dos cães, diz o poema, têm que fingir que são ovelhas


E o cúmulo da poesia é, diz o poema, colocar um poema numa gaiola e deliciar-se a ouvir o seu canto de cisne


19 agosto, 2015

E....cá estou!!! Je suis Estúpida 3, acabadinha de chegar da tipografia! Estou tão tonta que tropecei nos meus sapatos agulha eheheheh

Colaboram neste número, o terceiro, Carlos Marinho Rocha, Danyel Guerra, Júlio Aguilar, Luís Ferreira, Rui Carlos Souto, Teixeira Moita, Fernando Guerreiro e Raúl Simões Pinto


do editorial

"Pensar em Portugal é um pesar.
Pensar em Portugal? Só se for por inseminação artificial, tal como o agir. Só agimos perante o inimigo. E hoje isso só é possível perante o espelho. Eterna catástrofe desse outro: alguém que pensa por ti e isso é-te reconfortante como pensamento único (cada macaco no seu galho) , não a invasão da tua privacidade, isso mesmo fazes, praticas como amor ao próximo.
Penar é ser para o próximo a quem abres o teu coração e entregas a tua alma a esse pensar realmente, todo aquele que pena por ti, e tu pensas que tens pensamento pró-prio como vida própria apenas por teres dinheiro para pagares as dívidas daqueles que pensam por ti.
Pensar em Portugal é um penar, um ancinhar do ente, diz o poema"



11 agosto, 2015

É A DEMAGOGIA SEU ESTUPID...E por falar em cartazes, a Estúpida 3, a caminho da tipografia, entre chamas, cinzas e cenas eventualmente escaldantes na fotonovela: BE Mine.

Colaboram neste número, o terceiro, Carlos Marinho Rocha, Danyel Gerra, Júlio Aguilar, Luís Ferreira, Rui Carlos Souto, Teixeira Moita, Fernando Guerreiro e Raúl Simões Pinto, entre outros. 
BE MINE é a novela porno afim de relax ar o nosso querido Trumpa

15 julho, 2015

Todos os poemas vão dar ao desconhecido, diz o poema, mas eu de lá venho



Deus sabe o que me dói, diz o poema, ver-te assim, horas a fio, a alcinhar-me o papiro a fim de me dares à luz, diz o poema, o meu cadáver

Uma vela noite de verão está
A nevar na minha sanita,
Diz o poema,
Hoje não me apetece, diz o poema, ir desta para melhor, diz o poema




Isto só lá vai com poesia, diz o poema, temos de ser duros


Deus te dê aquilo que não tem, diz o poema


11 julho, 2015

Em Ágora, resort, a disparar sobre o verso dado, diz o poema, com uma caçadeira de canos serrados


A freetar uma paesia
Com leite da tea
Para lhe anular a poazia
Diz o pizzapapeis




o verdadeiro rosto de Camões, diz o poema
S


sendo a Grécia a pátria da Poesia, diz o poema, Portugal é a mátria da Puesia



22 junho, 2015

diz o poema: grito extremo

Yghfvkg hghhgjggfdf nfdvvnckdk cvbvfdk 
Kgjcdk daxf, diz o poema


Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk lbkjggjkgddj oó ooooooooô
Gghhhkgrgjffjhdwjbv
Ncxuegofdk, diz o poema



Glugggluuugglo glg lol, diz o poema, glugloogluo gluggulohfsvgdhjgv pddst pst



Rsrsrsrsrsrsrsrsrs nhrsedfsquyyu mmmmmm nvgfdg, diz o poema, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk pooooop poop pum
Plutgkn
Duytfdhljgd
Diz o poema



Žzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, diz o poema
1xx=5318987 ????????? ,!!!!!!!!!!!!!!463679*()()/)/(*(((;*-9-/-44
Dtritrtu
Diz o poema




Pó pó pó poooooo oó oó oó kkhkhthdyuhfgfmmmnjgggfvudfjjhfdsaghhghgjjc, diz o poema







Pst pst psssstpstpssst, diz o poema
Vrumummmm rummm vrummmm
Prumpum
Catrapum pum pum, diz o poema
Pst pstttt pssst ummmm pum
Catrsppuymnhg humhumhmhu
Vrrrvrrrrumrrr
Diz o poema







Nhrrrnhgfrrryif nhtrtrtreeeee ççççççççççççç
Trrrrimmmmmtim tim tlm trihhhnhhj
Fuuuuthofdhul, diz o poema
Timtlim tim tim tlumvgkggdhg
Pussddffghhfsdhfhh
Rsrsrsrtdudjf
Diz o poema
Opsopspos ufffghfjjuf uf







Ufufufufuf aoaiaiai ufff aiiiiiiiiufff, diz o poema, jjjjjjjjjjjjjj juhhghghghghguuuuu brrrrrrrr
Aí. Uiuiuuuiuuiuii uufffufifggg
Pjjeeeeeeerrrkgfdshsjkçrfc
Diz o poema