02 fevereiro, 2016
Poetas para quê?, diz o poema
Um poema não se faz sozinho, diz o poema
quando a avestruz tira a cabeça da areia, diz o poema
ir a jogo no escuro
está o engenho
e a arte de fazer
do dinheiro uma vida negra
diz o poema
Um poeta, e a arte de fingir um penalti, diz o poema
O meu estado é uma gordura, diz o poema
Sou um risco para a sociedade, diz o poema
a arte poética de ir desta em desobediente sublimação de ser para a inspiração e não para a transpiração fecal das nossas emoções, diz o poema, e o silêncio vai a lume brando até fazer explodir o cozinheiro
Não há poema que bem cheire, diz o poema
que pode um cadáver fazer
pela morte senão
dar-lhe um belo rosto,
diz o poema
em mim encontras o sonho em que estás perdido, diz o poema
22 janeiro, 2016
morte aos poetas funcionários e fieis de arma zen, diz o poema
se poeta sou
o melhor será completara minha Obra
regando-a
diz o poema
mal me quer bem te quer
pois escrevo torto
com uma só linha a da morte-viva,
diz o poema
contra o sentido único
e o seu duplo
Saudade não depende do
tempo que você não lê a sua, dela,
miséria e do seu mistério e
ministéro, e sim da vontade que você sente de estar com ela, a saudade, diz o
poema
16 janeiro, 2016
A crueldade é uma biodiversidade, diz o poema
05 janeiro, 2016
28 dezembro, 2015
A ralé r, diz o poema
21 dezembro, 2015
A poesia é uma doença silenciosa, diz o poema
não necessariamente
por esta ordem, e vice-versa,
junto à árvore do pecado original, diz o poema
por esta ordem, e vice-versa,
junto à árvore do pecado original, diz o poema
Eu sou o Atentado e a minha caixa negra é a página em branco, diz o poema
10 dezembro, 2015
Deve ser o terrorismo só literário e as nossas cruzadas um terrorismo de sofá e, ou de bancada, observando de braços cruzados os paineleiros valores das sagradas escrituras e suas raízes d'aço de fazer da carne humana verbo de encher?, diz o poema filho de Deus
O duelo entre António Guerreiro e Joaquim Manuel Magalhães, diz o poema
enquanto
José Tolentino Mendonça lambe a espada que cavaco lhe deu como se lambesse o sexo da Adilia Lopes, diz o poema
Será que tal como no sistema bancário há um Novo Terrorismo Processado e o obsuleto e tóxico Terrorismo Mau?
enquanto
José Tolentino Mendonça lambe a espada que cavaco lhe deu como se lambesse o sexo da Adilia Lopes, diz o poema
Será que tal como no sistema bancário há um Novo Terrorismo Processado e o obsuleto e tóxico Terrorismo Mau?
quem semeia poesia, colhe páginas em branco, diz o poema
eu não
sou um ser vivo, diz o poema, sou um morto-vivo e a poesia é a minha eterna morada
04 dezembro, 2015
aí está a chegar uma espécie de livro de fotografia, « Sol para presas» | António S. Oliveira | edições mortas 2015| colecção Trabalhos Negros, 2 | tiragem 100 ex. E também cá se encontra o 1º título da segunda fase das memoráveis ed. N, "POEMAS EM SÉRIE" de Rui Carlos Souto
Fausto, meu filho nasceu e nas nossas deambulações entre o real e a ficção, estas fotografias foram-me fotografando essa expe-riência de desconhecido que o acaso me possibilitou, ao longo dos primeiros meses da sua existência neste mundo, montando e desmontando, colagens pelo outro coladas, deslocando fantas-mas, dobrando e desdobrando tremuras, revelando ternuras sem revelar senão caminhos, o polir desse metal precioso que é ser simples, banal, sem profundidade estas digitais
« imago lucis opera expressa»
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| também já cá se encontra o "POEMAS EM SÉRIE" de Rui Carlos Souto, 1º título da segunda fase das N edições |
26 novembro, 2015
19 novembro, 2015
Novidades para este Inferno com o reaparecimento das N edições, consta que neste regresso ao útero foi encontrado um inédito do esquecido poeta Choupe la Peace, uma pedrada no charco, em 2016 daremos mais pormenores, para já registe estas duas granadas para o sapatinho ohohohohoho ohohohohoho ohohohoh
16 novembro, 2015
Uma máquina de escrever-dadá, diz o cadáveresquisito A cultura mata, diz o poema
Paris é uma festa televisa de vó-mitos, de valores, de paz e amor..., cinzas onde o terrorismo renasce como um estado de direito, diz o poema
o poder da câmara ardente, diz o poema
e por cá o Porto
em estado de choque sem cultura,
O coração da cidade, Porto, é um gato pingado, diz um poema
Estás fodido, Nobre, com o desaparecimento do grande timoneiro coolturall, estás cada vez mais SÓ, diz o poema
o poder da câmara ardente, diz o poema
e por cá o Porto
em estado de choque sem cultura,
O coração da cidade, Porto, é um gato pingado, diz um poema
Estás fodido, Nobre, com o desaparecimento do grande timoneiro coolturall, estás cada vez mais SÓ, diz o poema
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| uma máquina de escrever dadá, diz o poema |
Je suis completement Mallarmê, diz o poema mal-amado
O Tédio em Paris está a ser vítima de terrorismo e foi feito refém, diz o poema de última hora
Fodo, e não saio de cima, diz o poema
Será que tal como no sistema bancário há um Novo Terrorismo Processado e o obsoleto e tóxico Terrorismo Mau?
Deve ser o terrorismo só literário e as nossas cruzadas um terrorismo de sofá e, ou de bancada, observando de braços cruzados os paineleiros valores das sagradas escrituras e suas raízes d'aço de fazer da carne humana verbo de encher?, diz o poema filho de Deus
02 novembro, 2015
Cães que não sabem onde enterraram os ossos, os fascistas
A vida é uma nítida perda de tempo, diz o poema
tal como a desgraça nunca venho só, diz o poema, trago sempre a arma dum crime perfeito e o seu esquisito cadáver
O bêbado e a solidão
Num quarto duma pensãoCabaleiam uma dança de salão
E sopram no balão
Toda a sua maldição
Diz o poema
24 outubro, 2015
Os Louva-a-deus querem fazer de mim uma Hiena, diz o poema
Portugall é o maior export
a dor de zonas de conforto
Diz o poe
ma
O meu país quer enterrar-me vivo num offshore, diz o poema, a minha família quer me verme a sopa dos pobres, diz o poema, e eu não respondo por mim
Teus olhos mentem quando choras, diz o poema
Um poema só te é quando resíduo lhe és, diz o poema
Em rede, a solidão é um cardume, diz o poema
06 outubro, 2015
Aberta que foi a caixa de pandora aí está mais um belo e poético número da revista de poesia Piolho # 17 Negro, O OUTRO LADO DO POEMA
| foto de Meireles de Pinho |
PIOLHO Revista de Poesia
« A filosofia, tal como usamos a palavra, é uma luta contra o fascínio que as formas de expressão exercem sobre nós» L. Wittgenstein, in O Livro Azul.
Avelino Sá( “O caminho da montanha” págs 2 e 48), Teixeira Moita, Alexandra Antunes, Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vitor Gil Cardeira, Humberto Rocha, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro, A. Dasilva O., e François Villon
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
o décimo sétimo outubro 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S Oliveira
25 setembro, 2015
Aí está o sol do fim-de-semana que se aproxima tal meteorito, diz o poema, prova em papel para revisão de provas do próximo número o #17 da Piolho Negro
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| Mais uma excelente capa de Meireles de Pinho |
PIOLHO Revista de Poesia
« A filosofia, tal como usamos a palavra, é uma luta contra o fascínio que as formas de expressão exercem sobre nós» L. Wittgenstein, in O Livro Azul.
Avelino Sá( “O caminho da montanha” págs 2 e 48), Teixeira Moita, Alexandra Antunes, Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vitor Gil Cardeira, Humberto Rocha, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro, A. Dasilva O., e François Villon
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
o décimo sétimo outubro 2015
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
18 setembro, 2015
PIOLHO #17 NEGRO, o outro lado do poema, está fechada a primeira fase
PIOLHO #17 NEGRO, o outro lado do poema, está fechada a primeira fase e alguns colaboradores: Teixeira Moita, Alexandra Antunes (aqui reproduzimos um dos seus trabalhos), Ernesto Rodrigues, Pedro Águas, Eduardo Quina, Fernando Guerreiro, Rui Carlos Souto, Virgílio Liquito, José Emílio-Nelson, João Meirinhos, Miguel Sá-Marques, Fernando Esteves Pinto, Fernando Cardo, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Henrique Alvim, Vítor Gil Cardeira, Marco Araújo, José Guardado Moreira, Fernando Martinho Guimarães, Rui Esteves, António Pedro Ribeiro,...., (contem com ele na primeira semana de outubro mais coisa menos coisa)
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHO Negro
O outro lado do poema
14 setembro, 2015
Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema
sem poesias, pusias ou retóricas, diz o poema, um migrante, refugiado e pária um poeta é
A Ser poeta é,
não ser cera,diz o poema, e tal como diz a fonte,
Estou contaminada bebida
Partirá desta pra outro monte
onde ser já era
E agarrada ao poema bêbado
Leonor mija flores pirilampo
Já fonte não sou,
diz o poema, insegura
No seu barril de pólvora estéril
diz o poema, insegura
No seu barril de pólvora estéril
tristeza é uma festa, diz o poema
Depois do 11 de setembro voltou a ser possível a poesia, diz o poema digo e repito, diz o poema, este poema não foi escrito por mim
Cão que ladra não fala, diz o poema
Desfaço-me na Alma e não na boca, diz o poema
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| Não, eu não estou na Feira-do-Livro-do-Porto por estar esgotado, diz o poema, querendo peçam os meus restos imortais " EXCREMENTOS" no pavilhão 7 Matéria Prima |
27 agosto, 2015
os fascistas em campanha eleitoral são uns poetas, diz o poema
Acabo de achar um poema com dinheiro dentro, diz o poema, guardo o dinheiro e deito fora o poema
Num país de poetas quem tem poesia não sabe ler nem escrever o possível, diz o poema, e eu sou a sua faca de dois gumes
Coitados dos cães, diz o poema, têm que fingir que são ovelhas
E o cúmulo da poesia é, diz o poema, colocar um poema numa gaiola e deliciar-se a ouvir o seu canto de cisne
19 agosto, 2015
E....cá estou!!! Je suis Estúpida 3, acabadinha de chegar da tipografia! Estou tão tonta que tropecei nos meus sapatos agulha eheheheh
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| Colaboram neste número, o terceiro, Carlos Marinho Rocha, Danyel Guerra, Júlio Aguilar, Luís Ferreira, Rui Carlos Souto, Teixeira Moita, Fernando Guerreiro e Raúl Simões Pinto |
do editorial
"Pensar em Portugal é um pesar.
Pensar em Portugal? Só se for por inseminação artificial, tal como o agir. Só agimos perante o inimigo. E hoje isso só é possível perante o espelho. Eterna catástrofe desse outro: alguém que pensa por ti e isso é-te reconfortante como pensamento único (cada macaco no seu galho) , não a invasão da tua privacidade, isso mesmo fazes, praticas como amor ao próximo.
Penar é ser para o próximo a quem abres o teu coração e entregas a tua alma a esse pensar realmente, todo aquele que pena por ti, e tu pensas que tens pensamento pró-prio como vida própria apenas por teres dinheiro para pagares as dívidas daqueles que pensam por ti.
Pensar em Portugal é um penar, um ancinhar do ente, diz o poema"
11 agosto, 2015
É A DEMAGOGIA SEU ESTUPID...E por falar em cartazes, a Estúpida 3, a caminho da tipografia, entre chamas, cinzas e cenas eventualmente escaldantes na fotonovela: BE Mine.
15 julho, 2015
Todos os poemas vão dar ao desconhecido, diz o poema, mas eu de lá venho
Deus sabe o que me dói, diz o poema, ver-te assim, horas a fio, a alcinhar-me o papiro a fim de me dares à luz, diz o poema, o meu cadáver
A nevar na minha sanita,
Diz o poema,
Hoje não me apetece, diz o poema, ir desta para melhor, diz o poema
Isto só lá vai com poesia, diz o poema, temos de ser duros
Deus te dê aquilo que não tem, diz o poema
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