29 julho, 2016

A passar férias às portas do cemitério agramomte, diz Piropos, foto tirada pelo mano Humberto Rocha que me fez uma gentil visita. A arte de mendigar

a magazine ESTUPIDA 4 está a chegar, entretanto





No alto do carvalho a Cabala chora por mais, diz o poema

 é tão bom ser a primeira ave da manhã, diz o poema, pegar ao meio-dia e não trabalhar de tarde




Portugal finalmente acordou, diz o poema
Sem se libertar
Do lugar onde melhor dorme

Diverte-se a apregoar o peixe vivo do nosso mar
Durante o dia nas sociais redes da amargura
E a uivar durante a noite
Os vivos hinos do nosso estado poético, diz o poema

12 julho, 2016

Poeta queimado da luz tem medo, diz o poema

Portugal finalmente acordou, diz o poema
Sem se libertar
Do lugar onde melhor dorme
Diverte-se a apregoar o peixe vivo do nosso mar
Durante o dia nas sociais redes da amargura
E a uivar durante a noite
Os vivos hinos do nosso estado poético, diz o poema










Foi um dia bom hoje, diz o poema
Dei banho à poesia
Poemas sequei e dei a ferro
O seu toldo ensanguentado pelas delicadas in
Pressões
Do poeta porvir nele suicidado
Em banhos de terra fria, diz o poema
Poeta morto
Poeta de poste-o
As viúvas choram
Como pedras parideiras rãs
Banhando-se nas àguas do banho
O poeta está feliz com o seu fim, diz o poema


Escreve o que penso e não o que digo, diz o poema


Não peças a deus tudo aquilo que te dá, diz o poema, rouba-lhe tudo o que é teu

21 junho, 2016

Olhem quem vai dizer, diz o poema, a Vila Nova Foz Côa? O ru-pest(r)e A. DASILVA O. no próximo dia 2 de Julho por volta da 21h30, mesmo a fechar o Festival de Poesia.


Encostado ao poeta
escrevo no seu tronco
com a ponta dum cigarro
diz o poema
diz o poema
diz o poema
cantam as cigarras
e os pirilampo
ardem como isqueiros
sem pedra
diz o poema
diz o poema
diz o poema


Tem um poema que possa arranjar? 
Descupe mas estou a fumar o ultimo 
diz o poema

09 junho, 2016

ESTAMOS EM OBRAS


estamos a preparar o nosso pavilhão, o 666, para mais uma pedrada 
no charco. Está preparado?!! NÃO-LEIA, chocante?!!!, deveras.
NÃO-LEIA durante este fim de semana, mesmo na feira, compre, roube ou peça emprestado um livro ou uma saca deles e passe o fim de semana com ele debaixo do braço ...






E cá estamos nós no pa-bilhão 666 a propor-lhe um desafio, se é uma/um devoradora de livros ou se lê dum fôlego passe pelo nosso pavilão e concorra a este maravilhoso concurso: Quem devora mais livros em menos tempo e habilite-se a milhares de prémios em livros ... Inscreva-se ... Concorra...seja a Leitor,a do ano!!!


Não critique um livro que não leu. Que importa se o livro é roubado, oferecido ou pago?, sim, alguns livros deveriam ser pagos para serem lidos, talvez aumentasse o número de leitores. Nomeadamente os que estão em rendimento minimo, os reformados,..... O querido filosofo vai estar metaforicamente na nossa caverna, sim hoje o nosso pavilhão, 666 de seu número, foi transformado em caverna electrónica para que o pensamento mínimo, frágil e sem rumo possa usufruir das melhores condições para melhor o distanciamento critico e transmissão de pensamento do que nos vai colectivamente na cabeça. Haverá uma Cicuta de Honra não perca o nosso pensamento mais recente...e temos orgulho de não pensarmos por si, mas em si pensamos...o livro é gratuito assim como a entrada na caverna ... contamos consigo



O nosso pavilhão na feira do livro está um casulo de efeitos borboleta, onde amanhã será queimado o judas r santos. Um auto de fé no mar de palha. Um acontecimento obrigatório no pavilhão 666




Amanhã o nosso «pavilão» na feira, 666, vai ser um livro aberto com miúdos


Hoje a CRIança é o nosso livro do dia a 75% mas atenção não aceitamos devolução e a venda só será efectuada a quem comprovar cientificamente que não é pedófilo. O futuro da literatura está na criança que não habita dentro de nós. Visite-a no nosso paivilão, 666

02 junho, 2016

quem nos deu sonhos para rastejar, diz o poema

a minha borboleta preferida, diz o poema

É só para diz eur que continuo com dose pontos mas já tirei o gesso e, sim, continuo na lista negra. Agradeço a todos a preocupação, diz Piropos, mas dentro de 24 vinte e quatro horas, ninguém cala o poeta mesmo com uma cueca em forma de borboleta, a, também, preferida por Nabokov, eduquem-se chairmenes(charruas)do fb, censores, diz o poema


Ser infantil dá muito trabalho, diz o poema 
e quem quer um filho fá-lo por agosto
Altura em que as tipografias estão fechadas
e as árvores não se deixam plantar

só não voa quem não põe os seus poemas em prática, diz o poema





A censura como arte, diz poema

a arte da censura, diz o poema








17 maio, 2016

Ressaca é fingir de vivo no lugar do morto com a língua a saber a preservativo usado a olhar para a direita para a esquerda a mascar, diz o poema, a mascar poemas



Não tenho certeza
no que vejo
mas dúvida
no que me cega


Pedes para em ti acreditar 
Dou a mesma resposta
que a Deus 
odeio pus 
Diz o poema
Vai pois outro enganar
Dizendo-lhe a verdade
E que Deus te guie
contra um post






Ressaca é fingir de vivo
no lugar do morto
com a língua
a saber a preservativo usado
a olhar para a direita
para a esquerda
a mascar, diz o poema, a mascar





O pénis é a cauda do cérebro, diz o poema
E o cérebro é a cauda do cometa, diz o poema






Leve como uma pen
a, diz o poema, depois
de despejada a algália
Sinto-me leve
como um pássaro sem penas
Diz o poema, deitado à sombra do pecado
Bem ditas as musas que levam dinheiro, diz o poema












Na pista de dança
é quem mais luta
contra os preconceitos
Diz o poema
Abrindo o peito às balas
o Diabo riposta atirando os esqueletos 
do armário
sem abandonar o docente 
corpo diplomático









pensa que eu desisto, diz o poema







Maria a puta
chega a casa sem poesia
e o fisco cai-lhe
em cima, diz o poema,
e na tv a virgem maria
reza pelos mais
desfavorecidos
filhos degradados
de eva












dizem alguns estudos que os escravos vivem mais 25 anos que os poetas, diz o poema, eis a explicação para a nossa existência colectiva de país de poetas e de ingovernável povo



Hoje não há poesia, diz o poema, o poeta está em estado de coma profundo a pão e circo









de volta ao local do crime
e de pena no meu sangue embebido
a revolta rego
como um rega-bombas, diz o poema







Bebo para me manter só
brio, diz o poema 
tentando fazer um quatro
num círculo

09 maio, 2016

PIOLHO # 19 em revisão de provas

PIOLHO Revista de Poesia
 
(), Miguel Manso, João  Meirinhos, Paulo Rema, Francisco Cardo, Zi, Rui Almeida, Jorge Humberto Pereira, m-parissy, Eduardo Quina, José Guardado Moreira, Maria da Inquietação Fausto, Pedro Águas, António S. Oliveira,   A. Dasilva O.,  Alexandra Couts, Rita Grácio e João Almeida


fazem mais ou menos por esta desordem este
número


o décimo nono junho 2016
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira



Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores



03 maio, 2016

Acabo de descer às livrarias, diz o poeta choupe la peace, o devorador de úteros, isto é de poemas

já ando por aí: na Letra Livre, em Lisboa; na Utopia, Gato Vadio, no Porto e na www.edicoes-mortas.com

O cadáver do povo
É delicia de deus
Temos de ser uns para os outros
E os seminários


São hoje fábrica de poetas
 diz o poema

A poesia
 não é
para poetas



26 abril, 2016

O poema é uma arma de puro ar livre, diz o poema

A revolução não é um estado, diz o poema


Hoje até a avestruz se recusa a enfiar a cabeça na areia dada a tempestade perfeita do ar condicionado, diz o poema

podes fazer das tripas coração mas terás de arrancar a tua pele para construíres o Livro, diz o poema

a tesoura não corta o fogo, diz o poema, só censura em nome da phoda

à espera do poema, diz o poema






mais vale ter um rego de couves que uma biblioteca cheias de livros, diz o poema






21 abril, 2016

O POETA CHOUPE LA PEACE, mais uma pedra parideira da Casa Museu A. Dasilva O., ainda a monte

depois de uma limpeza ao útero
FUNDA
e profunda
mente
 foi encontrado este inédito, esta PÉROLA que a Viúva Negra
carinhosamente dá à Luz na CASA-MUSEU A. DASILVA O. breve
mente

18 abril, 2016

A caçadeira acusa-me de violência depois de lhe ter serrado os canos, diz o poema




Eu não tenho papas na língua, diz o poema
Tenho escorbruto dum aborto ortográfico dos degenerados filhos dum Hermes
Que ajuizam como doença a minha liberdade poética



A cultura é construir um poço sem fundo, diz o poema, e atirar para lá os sonhos de carne e osso

quanto maior é o voo maior é a queca, diz o poema

por morrer uma andorinha, diz o poema, não acaba o socialismo

05 abril, 2016

Não te aproximes do fogo que ele pode fugir, diz o poema


Faz-me um filho, diz o poema,
E não metáforas
E sem musas
Que usas e abusas
Em acrílica menstruação




E o filho nasceu
nas pedras da calçada
me prendeu
tal anjo menor
Cabala cabala
diz o poema
fugindo à bala
ao colo da intifada
Com uma faca
entre os dentes




Deus ao espelho
Espelho meu espelho meu
Se eu não acreditar em mim
Quem acreditará?
Diz o poema
Sou Deus e Deus acredita
Em Nim






Tanto medo já enjoa diz o Povo
Quem cu tem meda também
E o medo terá cu
Ou só buraco ocular?
Diz o poema
E com medo de morrer de medo
Corremos o risco
De fonte ser do seu terror

01 abril, 2016

A tomar apontamentos para um poema que nunca escreverei, diz o poema


Poeta procura Poesia para fins de consagração, diz o poema







Estou com o cu bordado de merda e a boca a gemer palavras de ordem, diz o poema

Há dias que têm mais trevas que as noites, diz o poema
É só para dizer que estou bem, de pé
Como uma árvore, diz o poema, aqui no coração
Dadá
O dia de poesia foi de arromba
O dia seguinte é que foi a merda duma ressaca



Deus ao espelho

Espelho meu espelho meu
Se eu não acreditar em mim
Quem acreditará?
Diz o poema
Sou Deus e Deus acredita
Em Nim


Os mortos não dormem, diz o poema


Poeta procura Pietá para finais felizes, diz o poema







14 março, 2016

Um poema não se faz sozinho, diz o poema

Na mata
Se esconde
A rata

A fazer a depilação        Na mata
Se esconde
A rata

A fazer a depilação


                                        Lágrima, diz o poema, água que dói




Na mata
Se esconde
A rata

A fazer a depilação
Cheia de tesão
A mão come



Na mata
Se esconde
A rata

A fazer a depilação
Cheia de tesão
A mão come
Um raio de chuva, 
diz o poema






 a sopa de lágrimas
É iletrada 
O poema desconfia
Com um fio
De azeite

 água que dói 

Na mata
Se esconde


A                                          errata

A fazer a depilação
Cheia de tesão
A mão come
com um fio de azeite