06 dezembro, 2016
02 dezembro, 2016
23 novembro, 2016
O poeta enrola-se na poesia e ninguém sabe o que diz, diz o poema
a folha
cai
sem um
ai
sem um
ai
Hoje não será
necessário tomar viagra
Para beijar a lua, diz o poema
e a profundidade do azul
marinho que a banha
como um uivo?
Lua super-humana
era ontem hum poema
Hoje não passo dum preservativo
Usado e mal
fodido, diz o poema
Ide,
diz o poema, para a lua que vos pariu:
é quem
mais me dá ordens, pecados e me censura, diz o poema
Não
passo desse cadáver que circula poeticamente à volta da vida
como
um insecto à volta desse buraco negro que
é a lua
Escrevo como
um peixe
fora d'água
Diz o poema
Medito como uma
ave abatida a tiro
no melhor poema
cai a gralha
diz o poema
Sou um oceano dentro
de um grão de areia, diz o poema
quando
um poema te ama
amarra-te
à eterna cama
Diz
o poema
Sou de deitar
cedo e a piça erguer, diz o poema
trump trump trump, diz o poema
será chuva será vento
trump trump trump
a foder-me o pensamento
trump trump trump
será chuva será vento
trump trump trump
a foder-me o pensamento
trump trump trump
depois de Auschwitz retorna o ímpossível à poesia
a ser impossível a eterna revolta?, diz o poema
16 novembro, 2016
No dia 26 estaremos, todos os nºs, em Coimbra no Café Santa Cruz pelas 18h a fazer prova da nossa paixão e supremo lugar de conspiração, 90% e 10% de inspiração, diz o poema
07 novembro, 2016
Tanto poeta vivo e de enorme talento e eu tão morto, diz o poema
Temos de ser práticos, diz o poema
Em poucas palavras
Nada dizer
Eu faço parte do problema, diz o poema
Eu sou as tuas entranhas o teu cérebro vadio, diz o poema, e nas minhas veias sangue circula em contra mão e merda nos meus intestinos de carne e osso
Há quem se enerve com os meus dizeres, diz o poema, papagueando academicamente que o poema não diz nem diz mente que não passo desse pássaro estranho conhecido por gaseificado que se entranha nas entranhas do papel higiénico do discurso da ordem do eixo sintagmático e eixo paradigmático seu querido intestino e zona de conforto e nesse confronto não pararei de dizer o vótimo desse papel editado pelos meus obs-curas-chulos académicos e suas viúvas analogicamente poéticas doenças de musas quando vivo que quando morto se divertem na minha pança-arca vasculhando a peputa que os pariu, digo e repito e tenho dito, diz o poema
Passei a tarde a comer poemas e a cuspir pássaros de papel, diz o poema
pela boca
me querem
cal
ar
diz o poema
Hidra concorda com o pa
pa francisco, diz o poema
A pa
lavra é a única cinza que re
nasce quando es palha
da
Não te estiques, diz o poema
que sou curto
e grosso
Se não gostar de nim quem gostará?, diz o poema
O silêncio não dorme nem escreve poesia, diz o poema
a poesia espreita
e peidos meus
a
seita, diz o poema
É quem + acorda com um poema no cu, diz o poema
Estou excitado mas a página em branco está com o período, diz o poema
29 outubro, 2016
Fumai as vossas e fieis cinzas, diz o poema
Atrás dum grande poema está um cesto de papéis cheio de sangue, suor e lágrimas de Eros, diz o poema
há por aqui alguém a desnudar palavras, diz o poema, deve ser como descascar batatas
cebolas
cebolas
ali alguém anuncia que só entram de pele despida
e não despidos da pele, diz o poema
e não despidos da pele, diz o poema
Função do orgasmo
regar o poema
diz o poema
diz o poema
Poeta sério?Só fingindo, diz o poema
A sério? pergunta o Sério
ainda bem que não sou poeta
nem me levo a sério
nó bell ikai, diz o poema
Ser poema é
Eh eh eh
Oyéhehehe y eh
É
Hiéééé
Eh eh eh
Oyéhehehe y eh
É
Hiéééé
É hiehiehie
Ohhhhhhhhhiiiiiééééhhhhhhhg
Ohhhhhhhhhiiiiiééééhhhhhhhg
Diz o poema
Venho-me, diz o poema, por este meio
Devolver com a mesma moeda o leite derramado
Em meu nome
Devolver com a mesma moeda o leite derramado
Em meu nome
E não devem esquecer nunca
Os sábios e infantis conselhos
De que não devem falar com ilustres desconhecidos
Diz o poema
Os sábios e infantis conselhos
De que não devem falar com ilustres desconhecidos
Diz o poema
Falem de mim em vão
Pois eu sou aquela questão
Em casa onde não existo
Todos me ferram a mão
de xisto, diz o poema
Pois eu sou aquela questão
Em casa onde não existo
Todos me ferram a mão
de xisto, diz o poema
15 outubro, 2016
Eis a Piolho # 20: Paulo Moreira(ilustrações págs 2 e 48), Alexandra Couts, Adília César, Maria da Inquietação Fausto, Nazaré de Sant’Ana, Eduardo Quina, Carlos Ramos, Francisco Cardo, Fernando Esteves Pinto, Jorge Humberto Pereira, Humberto Rocha, João Rasteiro, João Meirinhos, Paulo M. Rema, Pedro Águas, Rui Azevedo Ribeiro, Sérgio Ninguém, Nunes Zarel.leci, José Guardado Moreira, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Blaise Cendrars e Appolinaire fazem mais ou menos por esta desordem este Número PIOLHOs D’ORFEU o vigésimo outubro 2016 Coordenado por Fernando Guerreiro e A. Dasilva O. Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Eu ganhei o primeiro nobel da literatura sem saber ler nem escrever, lembram-se? e o prémio foi uma cruz, certo? Onde até hoje sangro, também pelos cotovelos, o Livro dos Livros. Aprendam que eu duro sempre, diz o poema, ditado, entre Deus e Diabo
Dario Fo e Bob Dylan juntos são dinamite, diz o poema
Um nobel de ressaca, diz o poema, com gelo? Naturalmente com gás?
a Contracultura ao poder e que se foda o nobel com dinamite, diz o Poema
Por quem os arrotos e peidos dobram? Diz o poema
11 outubro, 2016
comigo a realidade vai sempre atrás, diz o poema
diz o poema
entre febris suores frios
num debate poético-literário
diz o poema com a Maria a mudar-me as fraldas
e a ter um ataque poético do verso dado
diz o poema
enquanto Nuno
me retalha com requintes académicos
de bem pensar e de me partilhar diz o poema
tal mito e o Manuel refractário
a disparar sonoramente para todos os sentidos
contra o fascista do sentido único e o Francisco
diz o poema a apontar-me policialmente o dedo detective
cuidado pois podes ser a próxima vitima
no meu romance e, diz o poema
cagado de medo diz o poema
em diarreia mental me desfiz
em pedidos de socorros
Rui aparece com a sua instalação
diz o poema e no meio desta floresta de enganos
Mudo de estação
06 outubro, 2016
Cem anos depois Orfeu fala à revista Piolho em exclusivo, agora que o seu nº 20, a Piolhos d'Orfeu está na tipografia em trabalhos de parto
Cem anos depois Orfeu volta a falar à Poesia Portuguesa
revista Piolho num rigor (mortis) exclusivo, agora que o seu nº 20, a Piolhos d'Orfeu está na tipografia em trabalhos de parto
04 outubro, 2016
Queria dizer uma coisa mas esqueci-me, diz o poema
A chorar pelos cantos andam os lusitanos dentro dos lusíadas em autêntica guerra de surdos, diz o poema
coitado do coração intelectual não pára de abrir a boca para nada, diz o poema, apenas o bolsar bocejos contra esse monstro que corrompe como um boi imanso: - Acorda, acorda e acorda
e olha para o que digo
e não para o nada que faço, diz o poema
Todo o poeta é uma ilha deserta no meio da multidão, diz o poema
Poema que ri
Em cada poema
Um preservativo usado
Dentro dum saco de voo
Enjoado tudo dentro
Dum saco de lixo,
diz o poema enrolado num toldo
Todo o setembro de Eugénio
Android diz bloqueado
Poema que ri, diz o poema
ou de-fake-fada
por porno
f-b-uck-train
ou de-fake-fada
por porno
f-b-uck-train
Mente-me que eu gosto, diz o poema, pois sem cornos um poema não passa duma flor de papel
Queria dizer uma coisa mas esqueci-me, diz o poema
As minhas mãos são os teus frutos, diz o poema
Só tu morte para me fazeres rir, diz o poema
O morto lamenta não estar vivo, diz o poema
que ri
ouvindo a tv
26 setembro, 2016
20 setembro, 2016
PIOLHO #20 EM ESTADO DE PROVAS:eis o ORFEU POSSIVEL “ com efeito, ensina HEGEL, o andar fora de si da ideia
«eis o ORFEU POSSIVEL “ com efeito, ensina HEGEL, o andar fora de si da ideia filosófica no seu desenvolvimento não é uma mudança, nem outro devir, mas é, antes, um entrar em si, um aprofundar-se a si próprio”; e, parafraseando Robert Musil, DESILUDIDO: “O possível não inclui apenas os desígnios ainda não concretizados de Deus, mas os sonhos neurasténicos de…” Zeus, acrescentamos nós “algo de muito divino, um fogo, um voo, uma vontade de “ desmitificar “ edificar; uma utopia consciente que, longe de reduzir a realidade, trata-a simplesmente como uma tarefa e uma invenção perpétuas».
Paulo Moreira(ilustrações),Alexandra Couts, Adília César, Maria da Inquietação Fausto, Nazaré de Sant’Ana, Carlos Ramos, Eduardo Quina, Francisco Cardo, Fernando Esteves Pinto, Jorge Humberto Pereira, Humberto Rocha, João Rasteiro, Paulo M. Rema, Pedro Águas, Rui Azevedo Ribeiro, Nunes Zarel.leci, José Guardado Moreira, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Blaise Cendrars e Appolinaire
fazem mais ou menos por esta desordem este
Número
PIOLHOs D’ORFEU
o vigésimo outubro 2016
Coordenado por Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
09 setembro, 2016
01 setembro, 2016
a feira do livro abre amanhã no Palácio de Cristall e nós estaremos no pavilhão do ano passado da Matèria Prima, a outra
23 agosto, 2016
Cá estou eu toda: ESTÚPIDA 4, no meu estado preferido: Anda-me caçar se és leitor, diz Piropos
29 julho, 2016
a magazine ESTUPIDA 4 está a chegar, entretanto
é tão bom ser a primeira ave da manhã, diz o poema, pegar ao meio-dia e não trabalhar de tarde
Portugal finalmente acordou, diz o poema
Sem se libertar
Do lugar onde melhor dorme
Diverte-se a apregoar o peixe vivo do nosso mar
Durante o dia nas sociais redes da amargura
E a uivar durante a noite
Os vivos hinos do nosso estado poético, diz o poema
12 julho, 2016
Poeta queimado da luz tem medo, diz o poema
Portugal finalmente acordou, diz o poema
Sem se libertar
Do lugar onde melhor dorme
Sem se libertar
Do lugar onde melhor dorme
Diverte-se a apregoar o peixe vivo do nosso mar
Durante o dia nas sociais redes da amargura
E a uivar durante a noite
Os vivos hinos do nosso estado poético, diz o poema
Durante o dia nas sociais redes da amargura
E a uivar durante a noite
Os vivos hinos do nosso estado poético, diz o poema
Foi um dia bom hoje, diz o poema
Dei banho à poesia
Poemas sequei e dei a ferro
O seu toldo ensanguentado pelas delicadas in
Pressões
Do poeta porvir nele suicidado
Em banhos de terra fria, diz o poema
Poeta morto
Poeta de poste-o
Dei banho à poesia
Poemas sequei e dei a ferro
O seu toldo ensanguentado pelas delicadas in
Pressões
Do poeta porvir nele suicidado
Em banhos de terra fria, diz o poema
Poeta morto
Poeta de poste-o
As viúvas choram
Como pedras parideiras rãs
Banhando-se nas àguas do banho
Como pedras parideiras rãs
Banhando-se nas àguas do banho
O poeta está feliz com o seu fim, diz o poema
Escreve o que penso e não o que digo, diz o poema
Não peças a deus tudo aquilo que te dá, diz o poema, rouba-lhe tudo o que é teu
21 junho, 2016
Olhem quem vai dizer, diz o poema, a Vila Nova Foz Côa? O ru-pest(r)e A. DASILVA O. no próximo dia 2 de Julho por volta da 21h30, mesmo a fechar o Festival de Poesia.
Encostado ao poeta
escrevo no seu tronco
com a ponta dum cigarro
escrevo no seu tronco
com a ponta dum cigarro
diz o poema
diz o poema
diz o poema
diz o poema
diz o poema
cantam as cigarras
e os pirilampo
ardem como isqueiros
sem pedra
ardem como isqueiros
sem pedra
diz o poema
diz o poema
diz o poema
diz o poema
diz o poema
Tem um poema que possa arranjar?
Descupe mas estou a fumar o ultimo
diz o poema
Descupe mas estou a fumar o ultimo
diz o poema
14 junho, 2016
09 junho, 2016
ESTAMOS EM OBRAS
estamos a preparar o nosso pavilhão, o 666, para mais uma pedrada
no charco. Está preparado?!! NÃO-LEIA, chocante?!!!, deveras.
NÃO-LEIA durante este fim de semana, mesmo na feira, compre, roube ou peça emprestado um livro ou uma saca deles e passe o fim de semana com ele debaixo do braço ...
E cá estamos nós no pa-bilhão 666 a propor-lhe um desafio, se é uma/um devoradora de livros ou se lê dum fôlego passe pelo nosso pavilão e concorra a este maravilhoso concurso: Quem devora mais livros em menos tempo e habilite-se a milhares de prémios em livros ... Inscreva-se ... Concorra...seja a Leitor,a do ano!!!
Não critique um livro que não leu. Que importa se o livro é roubado, oferecido ou pago?, sim, alguns livros deveriam ser pagos para serem lidos, talvez aumentasse o número de leitores. Nomeadamente os que estão em rendimento minimo, os reformados,..... O querido filosofo vai estar metaforicamente na nossa caverna, sim hoje o nosso pavilhão, 666 de seu número, foi transformado em caverna electrónica para que o pensamento mínimo, frágil e sem rumo possa usufruir das melhores condições para melhor o distanciamento critico e transmissão de pensamento do que nos vai colectivamente na cabeça. Haverá uma Cicuta de Honra não perca o nosso pensamento mais recente...e temos orgulho de não pensarmos por si, mas em si pensamos...o livro é gratuito assim como a entrada na caverna ... contamos consigo

O nosso pavilhão na feira do livro está um casulo de efeitos borboleta, onde amanhã será queimado o judas r santos. Um auto de fé no mar de palha. Um acontecimento obrigatório no pavilhão 666
Amanhã o nosso «pavilão» na feira, 666, vai ser um livro aberto com miúdos
Hoje a CRIança é o nosso livro do dia a 75% mas atenção não aceitamos devolução e a venda só será efectuada a quem comprovar cientificamente que não é pedófilo. O futuro da literatura está na criança que não habita dentro de nós. Visite-a no nosso paivilão, 666
02 junho, 2016
quem nos deu sonhos para rastejar, diz o poema
Ser infantil dá muito trabalho, diz o poema
e quem quer um filho fá-lo por agosto
Altura em que as tipografias estão fechadas
e as árvores não se deixam plantar
e quem quer um filho fá-lo por agosto
Altura em que as tipografias estão fechadas
e as árvores não se deixam plantar
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