mural de parede, anónimo, fotografado na rua rodrigues de freitas junto e no muro das belas artes, porto.
21 setembro, 2017
13 setembro, 2017
Vá lá, alimente o Piolho que há si, não seja eSTUPIDa
09 setembro, 2017
Fel Actio,diz o videopoema
FEL ACTiO um VI DEOS de A. DASIIVA O.
filmado espontaneamente no café piolho, porto,
no passado dia seis do corrente mês,
intervenientes: Freeno e Jeeno. que feelalmente exigiram que repusesse a sua verdadeira identidade dado não terem nada a esconder do que em público e de livre vontade e em nome da liberdade promoveram. Honra lhes seja feita a estes dignos filhos de Luís Pacheco que deve, roído de inveja, estar a dar voltas no túmulo
diz o poema:
quando os extremos se beijam
acontece o que acabamos de observar
Ser extremo
é
ser fonte de extremos
onde se tocam
beijam e entrincheiram
para de novo se confrontarem
04 setembro, 2017
Se virem aí uns livros nojentos, vis e medíocres A cheirar a sovaco de cadáver mal morto A transpirar escárnio e mal dizer A ferrar a mão da auto-ajuda A desfazerem-se em desmitificação do culto da bruxaria, do bem de pensar e de todos os seus restos mortais Calcem umas luvas e comprem-nos todos e queimem-nos
Se virem aí uns
livros nojentos, vis e medíocres
A cheirar a sovaco de cadáver mal morto
A transpirar
escárnio e mal dizer
A ferrar a mão da
auto-ajuda
A desfazerem-se em
desmitificação do culto da bruxaria, do bem de pensar e de todos os seus restos
mortais
Calcem umas luvas e
comprem-nos todos e queimem-nos
não os leiam
provocam as perigosas e mais silênciosas imortais doenças
e começam por provocar o escorbruto
São a vergonha da
nossa literatura nacional
Uma vergonha
Depois não se
queixem
Não digam que não foram
avisados
'
24 agosto, 2017
Engarrafados à página-em-carbono, diz o poema
![]() |
| Carta de Herberto Helder a Gastão Cruz encontrada a boiar dentro nessa rede-garrafa Facebook |
A ciência dos poetas,
filosoficamente maus, mas po eticamente ciêntíficos. Se àqueles basta meter um
poema e uma página em branco e atirá-los ao mar, para este:
Como se
pode criar Vida dentro duma garrafa. Basta dispor de um balão de vidro cheio
de gases presentes no Universo. Poderemos, à escolha, seleccionar elementos
correntes do meio ambiente da Terra, de Júpiter ou de Urano. Acrescentam-se
algumas descargas eléctricas de tipo solar ou alguns raios ultravioletas. Dez
minutos mais tarde, obtém-se uma matéria amarela que tende progressivamente
para o castanho. Reproduziu-se a vida ou, pelo menos, os elementos
constitutivos da vida. Esta espécie de alcatrão que se forma nas paredes do
balão é feita de moléculas à base de carbono. Ora, nós somos todos «feitos» de
carbono!, diz C. Sagan
17 agosto, 2017
ÓPIA
que se foda
isto
puta que pariu
aquilo
quisto
não tem
pernas
para andar
mas
cem
para matar
como quem
esfrega
mostarda
no cu
do outro
corno
que quem
o pariu
é uma
santa que o pariu
mal morto
num mar
de lágrimas
quando
o andor
caiu e se pôs
a andar
sobre as águas
trapacentas
acentas
em sebentas
que nem
uma bala
perdida
14 agosto, 2017
O NOME DO FOGO
O nome do fogo
Tinha um vizinho que se chamava Fogo. Homem de meia idade,
educado reservado e sujeito de poucas palavras: bom dia, boa tarde e boa noite.
Por estas alturas era alvo de humor devido aos incêndios.
Há muito que não o via. Uma vez arrisquei a perguntar por
ele e a resposta, dada por alguém, pensando que estava a ser alvo de gozo: Aparece todos os dias nas várias televisões.
Subi ao seu apartamento e toquei várias vezes à campainha.
No dia seguinte dirigi-me à policia e relatei o caso. Ao
contrário do que podia supor. Fui ouvido com muita atenção e crivado das
eternas questões normais nestes casos. Se era familiar? Amigo? Conhecido?. Vizinho. Apenas e de poucas
palavras trocadas.
Depois de visionar um número absurdo de álbuns com
fotografias de suspeitos? Desaparecidos? Limitei-me a não fazer perguntas.
Não encontrando o sr Fogo em nenhuma das imagens, fui
estranhamente convidado a ir à medicina legal para uma identificação de
cadáver. Aceitei mas com a condição de fazer uma questão. Concordaram responder
se a resposta não estivesse em segredo de justiça, e, claro se soubessem a
resposta.
Não seria melhor visitar o apartamento onde o sr. Fogo
residia? Fica no caminho responderam a sorrir.
Avançamos a alta velocidade sob forte cheiro a queimado e chuva intensa de
faúlhas. A cidade está cercada pelas chamas.
Junto ao edifico da medicina legal somos informados que o
apartamento do sr. Fogo está vazio e sem qualquer indicio de violência e
completamente vazio.
Surpreso exclamo: mas esse apartamento é o meu.
31 julho, 2017
Quando morrer não quero ter uma página no Fb nem noutra rede qualquer, diz o poema
Não estava presente quando fui concebido, diz o poema
Poesia
É óleo
De inveja
É óleo
De inveja
dilu Ente
diz o poema
Isso enfeita-te e perfuma-te
com os restos mortais dos autores
mais famosos e caídos
em domínio público
e peida-te como uma rosa
com os restos mortais dos autores
mais famosos e caídos
em domínio público
e peida-te como uma rosa
Eis o fauno digitall
dilu Ente
diz o poema
Só consigo escrever
depois de cuspir nas mãos
e de as limpar à página
em branco
depois de cuspir nas mãos
e de as limpar à página
em branco
dilu Ente
diz o poema
O silêncio
É uma estufa fria
A esvoaçar
À volta duma borboleta
É uma estufa fria
A esvoaçar
À volta duma borboleta
dilu Ente
Na terra de ninguém
Deus está enterrado
com os Dali big
ode de fora
À espera de godot
Deus está enterrado
com os Dali big
ode de fora
À espera de godot
dilu Ente
diz o poema
Nos
fera
tu
não
te esqueças
de levar
o sobre
tudo
não vá
Aurora
cedo
acordar
fera
tu
não
te esqueças
de levar
o sobre
tudo
não vá
Aurora
cedo
acordar
dilu Ente
diz o poema
Um iogurte no inferno
com delicias de mar
eterno
com delicias de mar
eterno
dilu Ente
dilu Ente
Com as mãos no fogo
embalo o seu berço
como um leque, diz o poema
embalo o seu berço
como um leque, diz o poema
Todo o estado poético é um estado falha-do-humano
dilu Ente
Não sou a caverna-vagina onde Platão escondeu os seus poemas com a língua do estado de direito
dilu Ente
As cinzas a renascerem das cinzas, diz o poema
15 julho, 2017
FOI O QUE EU DISSE; diz A. DASILVA O. na «Razão de Ser de 15 Jul 2017 - RTP Play - RTP»
Razão de Ser de 15 Jul 2017 - RTP Play - RTP
Coisas e cal
Call e coisas
Tal cal
diz o poema
dilu Ente
Coisas e cal
Call e coisas
Tal cal
diz o poema
dilu Ente
09 julho, 2017
Poeta a tempo inteiro //Dentro do tinteiro //Sem mexer uma palha
A podar o deserto
no deserto
no deserto
diz o poema
É quem mais prega no deserto
essa floresta negra
onde o cadáver de Nietzsche
procria Deus derivado de sémen sem OGM e cultivado sem pesticidas ou fertilizantes químicos
essa floresta negra
onde o cadáver de Nietzsche
procria Deus derivado de sémen sem OGM e cultivado sem pesticidas ou fertilizantes químicos
E lava mais branco
O branco sujo
O branco sujo
dilu Ente
Tens um Deus
que é cego
surdo e mudo
que é cego
surdo e mudo
Tu
dilu Ente
Poetas? Não passam de homens incapazes de reflexão e meus escravos, diz o poema, adoro quando me contemplam
tal estrela decadente
sem saber onde morto cair
tal estrela decadente
sem saber onde morto cair
diz o poema
O que não mata, mói e a vida o seu moinho de morte,
diz o poema
O suicídio acaba de tirar o seu cadáver da cartola
é o pão e circo
a uma só voz
é o pão e circo
a uma só voz
diz Ente
Entretanto o Labirinto da Saudade
parece que escapou às chamas
os xamãs desfazem-se em intelectual silêncio
apesar do chilrear do seu calçado
sobre o barril de pólvora seca
e de banha da cobra
a lutar contra as chamas com as tábuas da lei
da ordem e dos bons costumes
parece que escapou às chamas
os xamãs desfazem-se em intelectual silêncio
apesar do chilrear do seu calçado
sobre o barril de pólvora seca
e de banha da cobra
a lutar contra as chamas com as tábuas da lei
da ordem e dos bons costumes
dilu Ente
Estou a ver
a dobrar
a geológica
moeda
a curvar-se
na obra
a dobrar
a geológica
moeda
a curvar-se
na obra
dilu Ente
sou tão fino
tão fino
como os cabelos
do cu
duma agulha
tão fino
como os cabelos
do cu
duma agulha
diz o poema
Sou um Poeta precário, dilu Ente
A vida é assim:
Nasces violando a inocência
Perdes a infância
Deambulas no finito encenando-a
Até a encontrares
E comeres-lhe o útero
Nasces violando a inocência
Perdes a infância
Deambulas no finito encenando-a
Até a encontrares
E comeres-lhe o útero
dilu Ente
Acabo de apontar um defeito
A tua virtude
é um véu
A tua virtude
é um véu
dilu Ente
Hoje nasceu o heterónimo de todos os mortos
dilu Ente
Faz hoje anos que Fernando Pessoa recebeu o prémio Pessoa, diz Prosa K, um Stº António das Caldas
26 junho, 2017
Aí estão as Piolho # 22 acabadinhas de chegar na última praia mar de seu tema sempre livre e de «morrer na praia» por mais; como tema primário
PIOLHO Revista de Poesia
« O Piolho Viajante é obra que se notabilizou entre as camada populares, que não obteve o favor de nenhuma critica nem os elogios dos patriarcas letrados do tempo. Fez-se ela própria...Hoje, duzentos anos, …,eis que alguém a exuma, não para a considerar um obra-prima, mas para a colocar no escano que lhe pertence...» João Palma-Ferreira, Obscuros e Marginados, Estudos Portugueses, Imprensa Nacional-Casa da Moeda Lisboa|1980
Meireles de Pinho(ilustrações),Lígia Casinhas, Sónia Oliveira, Carlos Alberto Machado, Carlos Ramos, Fernando Sernadas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita, João Albuquerque,
João Pedro Azul,
Eduardo Quina, António Pedro Ribeiro, Lopes da Silva,
Noel Petinga Leopoldo, Francisco Cardo, José Guardado Moreira, Raul Simões Pinto, Rodrigo Pedro, Rui Almeida, João Meirinhos, Pedro`Águas, António S. Oliveira, Miguel Sá-Marques,
Vitor Cardeira,
Amadeu Baptista e Rubén Darío
número
o vigésimo segundo Julho 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
22 junho, 2017
Enquanto a Piolho está em tipográficos trabalhos do seu próximo nº o 22. Aconselhamos uma visita aos nossos antepassados :«« O Piolho Viajante é obra que se notabilizou entre as camada populares, que não obteve o favor de nenhuma critica nem os elogios dos patriarcas letrados do tempo. Fez-se ela própria...Hoje, duzentos anos, …,eis que alguém a exuma, não para a considerar um obra-prima, mas para a colocar no escano que lhe pertence...» João Palma-Ferreira, Obscuros e Marginados, Estudos Portugueses, Imprensa Nacional-Casa da Moeda Lisboa|1980 »
O Piolho Viajante, obra portuguesa publicada em
1802, foi um dos livros mais lidos no Brasil do século XIX. A história, narrada
por um piolho que viaja por 72 cabeças as mais diversas, satiriza os costumes
da sociedade portuguesa do final do século XVIII e início do século XIX.
Lançada inicialmente em folhetos semanais anônimos, veio a ser reunida em
volumes em 1821, com autoria atribuída a António Manuel Policarpo da Silva.
Sucessivas reedições garantiram a permanência de sua popularidade em Portugal e
no Brasil até meados de 1860, quando o livro começou a sair de circulação e
cair no esquecimento.
A presente edição eletrônica de O
Piolho Viajante tem como
objetivo contribuir para que a obra de Policarpo da Silva, tão prezada por
brasileiros e portugueses do oitocentos, volte a circular.
Para conhecer mais sobre autor e obra, clique em Apresentação; para
copiar e ler o romance, clique em O Piolho Viajante.
A.DASILVA O.
O PIOLHO VIAJANTE
Adoro
viajar ver mundo sem a cama deixar
De
cabeça em cabeça setenta e duas ao todo
entre
mil e uma caparuças
Despejar
o mais belo linguajar de meus bisa-
-vós
celebrar com escárnio e mal-dizer
aquém
e além mar
O
mesmo abanar de consciências
como
o fez o sr alguidar que de fraca pena
em punho vergastou anónimo
o
mundo com quitoso engenho
o
poeta e o seu cabedal
que
o critico que do seu
cânone
se limitou a cagar
autos
mistérios comédias
entremezes
dum povo
a
dançar a tarântula
fofa
sobre o seu cadáver
ali
pró rossio
de
todos os cios
do
pobre indigente
e
vadio intelectual
dos
marinheiros
soldados
e
aventureiros
mutuamente
se bulham
entre
coplas
tregendas
e estâncias
de
correr mundo
em
cuecas de azul trincado
pelas
suas duras linhas
Entre
linhas pontos finados
e
demais esquisitos cadáveres
que
alguma língua viva
ou
morta o terá dito e maldito o seja para todo o tempo e toda gente e demais
seiscentos e sessenta e seis fezes e de vezes
26 maio, 2017
Abjeccionista da Silva Objeccionista, diz o poema manifesto caiado de velho
PEIDO
Entra em cena e na sua boca
Peida-se
Palmas e bravos
Sorri e agora chamo o autor ao palco
Para umas breves palavras.
Levo um poema ao micro
Ondas um dois três vinte e um segundos
Depois está pronto a comer
Para te enterrar
O Poema em fogo
as mãos cheias de línguas de
perguntadores atrevidos
esganados pela literatura de
cordel
dilu Ente
A mina de covis
a dobrar
a geológica
moeda
a curvar-se
na obra
Estou a ver
a dobrar
a geológica
moeda
diz o poema
a curvar-se
na obra
sou
tão fino
tão
fino
como
os cabelos
do
cu
duma
agulha
Cadáver de pau feito
Abjeccionista
da Silva Objeccionista, diz o poema
diz
Fiezar, aziago
diz berros
Fier fier
Fiezar, aziago
diz berros
Fier fier
já erra
No mercado queda
Vermelho
diz
Fielrarzem-te
diz
Flock you
Cruzadas
estamos bem
sem vintém
com a barriga
cheia de intelectuais
ervas
estamos bem
sem vintém
com a barriga
cheia de intelectuais
ervas
dilu Ente chã
A céu aberto, diz o poema
Firmamento
As estrelas são valas comuns
De anjos, arcanjos e querubins11 maio, 2017
Cá estamos nós a pingar no santuário do Centronacionalcontracultura, diz a eSTUPIDa 5
QUINTO NÚMERO
Maio 2017
É uma publicação Edições Mortas, Black Sun editores e N edições.
director :António S. Oliveira. Arranjo gráfico: mão pesada
"É TRUMPa, estúpido”
é o dossier principal deste número que se junto às novas tendências do desespero que nos tem acompanhado desde o pri-meiro número e herdado de projectos anteriores:
“Trumpismo”, página 3,: Henrique Manuel Bento Fialho
“A bolsa ou a vida”, pág.5 :Ângelo Novo.
“O mundo está fodido”, pág. 8: Raúl Simões Pinto
“O sujeito da História”, pág. 9: Humberto Rocha
Don Delilllo numa recente entrevista dada à antena 2 e questionado sobre Trump, respondeu que não tinha uma opinião pública...http://www.rtp.pt/antena2/cultura/don-delillo-zero-k-12-outubro-23h00_3484 a esse propósito
“Morte às circunstâncias”, pág. 24: Rui Zink “Um Alvitre”, pág, 26: Alexandra Couts
II dossier
“Média Fragmentados” pág.11: Luís Manteigas
“Televisão Iluminada”, pág.14: Pedro Águas
III dossier Politica
“O algodão não engana”, pág. 17: António Godinho Gil
“Eis a pós-barbárie e a democracia do salve-se quem puder”, pág. 16: António S. Oliveira
IV Entrevistas & crónicas
“A entrevista”, pág.27: Fernando Esteves Pinto
“O surrealista Luís Buñuel diz tudo o que pensa e não pensa…”, pág. 30: Danyel Guerra
V Portefólio
“A Fotografia está morta mas não só...”, pág. 48: Miguel Sá-Marques
VI & outras Narrativas fora e dentro do contexto dos dossier em destaque:
“O Convite”, pág. 21: Adìlia César
“Resistência”, pág.10: Lopes da Silva
“O Mangueira”, pág.19: Teixeira Moita
“London 77”, pág. 34; “Avenida D” pág 37, e “ Wagneriano”, pág. 44: Noel Petinga
“ Perspectiva Negra”, pág. 42: A. Dasilva O.
VII FFF
“A visita do Papa” , pág. 39: A.Dasilva O.
“O PAPA, FÁTIMA E O EXORCISMO “ , pág. 41: Raúl Simões Pinto
Todos os artigos são da responsabilidade dos seus autores.
Depósito Legal: 21200404
200 ex. Maio 2017
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