Portugal uma antologia de poetas porvir, diz o poema
Cada poeta uma antologia
lumousine ou carro funerário?
mal estacionada
em segunda fila
a limpar pára-brisas,
diz o poema
Em matéria de poesia é quem mais ladra e ninguém tem razão, diz o poema
Todos os poetas são cadáveres esquisitos onde os criticos literários saltam e pincham como nado mortos recém nascidos, diz o poema
28 dezembro, 2017
22 dezembro, 2017
Piolho # 24 Natal no passado dia 21 de dezembro APRESENTAÇÃO na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto: foi mais ou menos por esta desordem o LANÇAMENTO deste número PIOLHA o Natal o vigésimo quarto dezembro 2017

| Sílvia apresentou e leu |
| A. Dasilva O. leu |
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| Lígia leu |
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| Comentou-se |
14 dezembro, 2017
Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
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| Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto |
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| Meireles de Pinho é o autor de mais uma espectacular capa Piolho |
PIOLHO Revista de Poesia
Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar» junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dança/ de tempo adulto e tempo de criança.»
Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília César, Maria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita,
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
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| Lançamento, próximo dia 21 pelas 18.30 ,vai ser aqui na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, na Rua Rodrigues Sampaio, 140 |
04 dezembro, 2017
TIJOLO, diz o Poema
Tijolo, de A.DASILVA O. Casa Museu A. DASILVA O., Ed. Mortas dezembro 2017.
Foi lançado no passado dia 1 durante o ZineFest que se realizou no Centro Comercial Cedofeita.
Durante o mesmo foi lançado barril-poema AA VINHO ODE, de A.DASILVA O.: « Que o vinho corra nas veias do sangue neste deserto de
ideias» /
« Hoje vou embebedar-me até me transformar numa garrafa
com um poema dentro sem destino
na noite dos dois mil barris.../ »
pedidos para www.edicoes-mortas.com
27 novembro, 2017
Piolha o Natal, diz o poema OH OH OH OH OH OH cante Piolho # 24 Natal na tipografia OH OH OH OH OH
PIOLHO Revista de Poesia
Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar» junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dança/ de tempo adulto e tempo de criança.»
Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília César, Maria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita,
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
20 novembro, 2017
03 novembro, 2017
Estou farto de o dizer, Euridisse, só num país de poetas se apaga o fogo com poesia, diz o poema
do meu incêndio
e não tenho feito outra coisa
que manter a chama acesa
e não tenho feito outra coisa
que manter a chama acesa
dilu Ente
dava-a
dilu Ente
O silêncio das punhetas
A minha cabeça é uma bandeja
que boceja
ou vice-versa
no dia dos meus anos
ofereceram-me numa bandeja
a minha cabeça
como pedido tinha ao pai natal
dilu Ente
mas é o que os pesadelos fazem
dilu Ente
O tempo
essa revolução, diz o poema
Ao passear na linha do horizonte
deambulando entre o real e a ficção
encontrei uma visão
ferida de morte
diz que foi atingida por um poema contrafeito
dilu Ente
Em cada palavra
as minhas cinzas
conspiram
as minhas cinzas
conspiram
dilu Ente
O impossível é possível
assim que este se imola
como significante à falta de oração
assim que este se imola
como significante à falta de oração
a emoção tem línguas de fogo
como asas
como asas
dilu Ente
Eu não acompanho o meu carrasco, diz o poema
lugar nenhum
a distância entre duas luas
a distância entre duas luas
dilu Ente
Eles, os poetas, não me ouvem
entretidos que estão a domesticar o indizível
entretidos que estão a domesticar o indizível
dilu Ente
23 outubro, 2017
Vim aqui lançar um clássico, diz o poema
Crisântemos
de Abril *, de Luís Oliveira, CanalSonora edição, 2017,
por A.Dasilva O. apresentado no passado dia 21.
Vim aqui lançar um clássico
Nada
há de mais clássico
Que
o primeiro livro
Onde
a musa lança a primeira pedra
Como
um ser vivo
não
humano mas um clone
um Outro que lhe é intrínseco
Lhe diz tens mãozinhas e pezinhos
faz-te
à vida que a morte
é
uma livraria onde se decom-põem
as centenas de
livros editados diariamente como um caso sério
De senilidade da nossa cultura, ciência e politica
Tal como as cavernas casas o livro
constrói-se com os cornos enfiados na terra
Poesia é uma flor que floresce depois de morta
A necessidade de novas metáforas para alimentar o sistema
Faz fome de dialéctica depois de falhar três vezes
e de contaminar o espírito do seu tempo com a ambrósia
das águas placentas
engarrafando-as
para dar à luz a Fénix e as suas ruínas
Nas
suas trevas
deambulamos
como gado
num aido
Bem-vindo ao mundo das trevas
Os poemas são factos desconhecidos
que dão vida ao impossível
espírito cientifico
Pois em si reúne o Poeta
a Pedra e o Bisturi
E a eles não te
atrevas
senão
cumprir a tua tarefa
da necessidade de poetas do erro sistemático
que perturbem o normal funcionamento do sistema
Só poeta Ser-hás-de
depois de negares o teu primeiro livro
Mesmo que a vida passes a escrevê-lo
A rasgar
A escrever
A rasgar
A emendar
A cortar
Até te queimares
Sem deixar resíduo
Bem-vindo ao mundo dos mortos
Um elevador chamado eu sou
Mas não sou mas se o sou por necessidade de nada ser
Sem o mal do mundo
Na ausência de gravidade
E inexistência duma só realidade, mas todas
Na tarefa de o ser
impossível senão outro
entrar em negação
deambulando bêbado de néctar e ambrósia
De boas intenções está a poesia farta
e dos seus apócrifos livros cheios de poemas insubstituíveis
Mugir as palavras
tens
A pulso deves
Mugi-las
Para lhes sacar a
ambrósia e o néctar
Também elas se cansam de nós
As palavras têm cérebro memória e medo de não serem ditas
As palavras são como cervejas fazendo da vida um inferno
Esse bolo poético (à base de
ambrósia e néctar) com a verdade em cima
Com que dás vida ao cadáver esquisito
*Crisântemos flor preferida para acampar
no dia dos mortos (e/ou fieis defuntos), nos cemitérios tem/tinha um nome de guerra , entre as floristas no mercado do Bolhão no Porto, de Salazares.
20 outubro, 2017
PIOLHA # 23 Toda a revolta sai-me do corpo, diz o Poema
PIOLHO Revista de Poesia
« Tudo é diverso em tudo. Retirai do espírito a ideia de que algum ser tenha sido modelado pelo vosso»
La Fontaine
Ana Barbeiro, Maria Afonso, Sílvia Silva,
Sónia Oliveira, Alexandre Couts,
Luís Oliveira, António Pedro Ribeiro,
Sérgio Ninguém, Rui Azevedo Ribeiro,
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Miguel Sá-Marques, António Vitorino,
Jorge Velhote, m.parissy, Helder Moura
Pereira, Pedro Jubilot, Humberto Rocha,
António Ladeira,
Miro Teixeira, Rui Carlos Souto,
Dinis h.G. nunes, Nunes Zarel·leci,
Luís Serra, Luís Ferreira, José Guardado Moreira, Raúl Simões-Pinto, Pedro Águas,
Teixeira Moita, António Geada,
Amadeu Baptista, Noel Leopoldo Petinga,
André Quaresma
A. Dasilva O.(autor das fotos de dizeres anónimos inscritos nas paredes, na cidade do porto)
e La Fontaine
fazem mais ou menos por esta desordem este
duploNúmero
PIOLHA a Revolução
o vigésimo terceiro outubro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
16 outubro, 2017
09 outubro, 2017
Eis a capa e os colaboradores do próximo número duplo da PIOLHA A REVOLUÇÂO, diz Piolho # 23 em trabalhos de impressão, tenha uma lá pra finais de Outubro
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| Eis mais uma capa do artista Meireles de Pinho |
PIOLHO Revista de Poesia
« Tudo é diverso em tudo. Retirai do espírito a ideia de que algum ser
tenha sido modelado pelo vosso»
La Fontaine
Ana Barbeiro, Maria Afonso, Sílvia Silva,
Sónia Oliveira, Alexandre Couts,
Luís Oliveira, António Pedro Ribeiro,
Sérgio Ninguém, Rui Azevedo Ribeiro,
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Miguel Sá-Marques, António Vitorino,
Jorge Velhote, m.parissy, Helder Moura
Pereira, Pedro Jubilot, Humberto Rocha,
António Ladeira,
Miro Teixeira, Rui Carlos Souto,
Dinis h.G. Nunes, Nunes Zarel·leci,
Luís Serra, Luís Ferreira, José Guardado Moreira,
Raúl Simões Pinto, Pedro Águas,
Teixeira Moita, António Geada,
Amadeu Baptista, Noel Leopoldo Petinga,
André Quaresma
A. Dasilva O.(autor das fotos de dizeres anónimos inscritos nas paredes,
na cidade do porto)
e La Fontaine
fazem mais ou menos por esta desordem este
duploNúmero
PIOLHA a Revolução
o vigésimo terceiro outubro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
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