10 maio, 2018
A TENSÃO, A TENSão POética NAVEgação
A Tensão Poética a tensão dos 520 anos de circumlunavegação das odes marítimas e suas especiarias, raspadinha aqui raspadinha além raspadinha para todos cantos e sentidos, diz o eterno velho do Restelo mostrando o seu cu que medo mete e atira cagalhões e seus preservativos como manda madre que os pária rio por esse umbigo acima, diz o poema
30 abril, 2018
Hoje fiz das tripas um poema, diz Prosa K
Cada cego tem a sua maneira de ver, diz Piropos
Beijo logo traduzo, diz o poema
A ver memórias
humanas
demasiado humanas
interior em cinzas
a Ruína chora
os seus ente queridos
como escudos
humanos
dilu Ente
Estar calado é libertar um barulho ensurdecedor, diz o poema
Calem-se poemas, deixem ouvir o poeta, diz o poema
Tirou-me como palavras da boca, diz o Poema
À sombra do Resili Ente
o medíocre
ama nu ense de poemas
o medíocre
ama nu ense de poemas
só pode ficar nervoso
com os meus peidos
dilu Ente
A PUREZA é um mito, Eurídisse
dilu Ente
Não se pode dizer a um Poeta,
Salve-se!
mas, Exista!
Salve-se!
mas, Exista!
dilu Ente
Atirou-me as palavras da boca, diz o Poema
O Homem é um fato e terno
A morte é uma cobra com um cadáver vivo dentro
TODA, Memória Viva, diz o poema
A morte é a minha viúva preferida, diz o poema
Quando alguém morre
torno-me num desconhecido
torno-me num desconhecido
dilu Ente
Quando alguém nasce
toda a gente diz
que é um pai babado
toda a gente diz
que é um pai babado
dilu Ente
Quando alguém encontra a sua voz
dizem que fez um pacto com o diabo
dilu Ente
Pensar o Bem
não responsabiliza
o mal que dele pode resultar
não responsabiliza
o mal que dele pode resultar
Falha Humana
de quem me criou
de quem me criou
tal sismo
onde os deuses menores
despejam as minhas humanas
necessidades satisfazendo-as
onde os deuses menores
despejam as minhas humanas
necessidades satisfazendo-as
dilu
Ente
O poeta está na Lura, diz Piropos
É quem mais cospe na página-em-branco o leite
derramado do seu umbigo, diz Prosa K
16 abril, 2018
Será mais ou menos assim o próximo número, o sexto, da nossa má G zine eSTUPIDa, diz Prosa K
Marielle
Franco, legalização
do tráfico e a politica da
bala perdida. por Luís Manteigas
RES EXTENSA por FERNANDO GUERREIRO
A NINFA (conto parisiense)
Rúben
Dário
Traduzido
por João Albuquerque
Crónica:
Danyel Guerra
A BOCETA DA VIRGOLINA
|
João Albuquerque
Dois apontamentos sobre a ironia
FRANCISCO CARDO
O SOBRENOME DAS COISAS
Dossier:
Rui Carlos Souto
TRUMP
ou o
NARCISISMO das NAÇÕES
Lopes da Silva
Who in hell is Trump?
Análise Critica:
Rui
Carlos Souto
PRÉ LÓGICA NO ROMANCE NOME DE
GUERRA
de ALMADA NEGREIROS
Narrativas:
O drama de Emília por Ana Sophia Linares
|
& textos de:
- LuÍs Ferreira
- Luís
Oliveira
-
Noel Joel Petinga
LUBRIBLIOFILA
Ensaio:
Lopes da Silva
Para
acabar de vez com a literatura marginal
Fotografia:
Diogo
Ferreira
portfólio
15 abril, 2018
O COMUNEIRO aí está mais um número e aqui se reproduz as suas intenções
Introdução
Recriar o fascismo como comédia e reality show parece ser o desígnio da atual Casa Branca, mas o exercício tem todos os requisitos para terminar em guerra, que é espetáculo, sim, mas não faz rir. Sob cínica conspiração sionista ou a instâncias da ansiosa Albion, as rubras cabeleiras do horror querem se erguer de novo. Fascismo, supremacismo rácico e guerra são siameses inseparáveis. Guerra é também o resultado quase inevitável de uma crise crónica de lucratividade, como também do deslizamento no equilíbrio relativo e fricção entre potências imperialistas ascendentes e descendentes. Pode acontecer na Síria-Líbano, no Irão, no Iémene, na Venezuela, na Coreia ou nos mares meridionais da China. Está para acontecer, quase que não é crível já que não aconteça.
Podemos ter as opiniões mais desencontradas sobre a probidade pessoal de Lula e os méritos históricos do seu projeto político de conciliação e neodesenvolvimentismo. Mas não podemos ficar indiferentes nem decretar neutralidade numa luta pela democracia que envolve também a soberania e a dignidade nacionais. Em circunstâncias em que isso se torne necessário, a democracia burguesa defendemo-la nós, os comunistas, contra a própria burguesia em peso. Como fomos já nós os que estivemos na vanguarda da luta por ela. Só com o pé colocado bem firmemente nessa soleira é que podemos aspirar a outros patamares de emancipação e desenvolvimento humanos.
Neste número de O Comuneiro, Ângelo Novo prossegue as suas meditações sobre a marca indelével deixada no nosso tempo pela revolução de outubro. Depois de ter aberto a primeira parte do seu ensaio com oaustralopithecus afarensis, consegue agora chegar, em esforço, até à tomada efetiva do Palácio de Inverno. Estão aqui em análise o papel da intelligentsia russa na longa luta contra o czarismo, a evolução do pensamento de Lenine, o vendaval destruidor da grande guerra e o seu peso constrangedor sobre a vida oprimida do povo russo e as opções políticas do pós-czarismo. O autor pretende ainda, futuramente, fazer um breve balanço das inacabadas realizações da revolução soviética e rastrear o seu impacto político sobre todo o século XX e para além dele.
Quando O Comuneiro iniciou a sua publicação, em setembro de 2005, tínhamos como uma das nossas fontes de inspitação uma publicação em língua inglesa intitulada The Commoner que infelizmente já deixou entretanto de se publicar. O seu nº 2, de setembro de 2001, sobre “Enclosures, The Mirror Image of Alternatives”, era muito forte, e dele resolvemos publicar aqui dois ensaios particularmente inspiradores. Massimo de Angelis revisita o conceito de acumulação primitiva em Marx para defender que ele deve ser entendido não como um evento pretérito prévio ao curso “normal” da acumulação capitalista, mas como uma categoria própria de todo o processo capitalista. Não há nada de “normal” na acumulação capitalista, que é um esbulho contínuo, contra o qual se deve levantar continuamente a nossa vontade de retomar a posse sobre a produção das nossas vidas. Michael Perelman olhou de perto os escritos da economia política clássica e descobriu que o discurso teórico do laissez faire esconde uma realidade muito mais sinistra de intervencionismo violento para assegurar a escravização da massa assalariada.
O ecossocialismo contemporâneo reclama-se a justo título continuador da visão materialista de Marx sobre o metabolismo entre a sociedade humana e a natureza. Michael Löwy oferece-nos um conspeto mais matizada do que pode ser considerado o legado ecológico de Marx e Engels, em que as intuições geniais e fecundas, deixadas em bruto, têm de ser resgatadas de um discurso geral que não está livre de sombras produtivistas e propósitos de instrumentalização da natureza.
Ruy Mauro Marini deixou-nos, demasiado cedo, fez já vinte anos. Claudio Katz faz um balanço do seu legado, procurando destrinçar o que está hoje mais vivo do que nunca e o que porventura será preciso repensar dentro do rico acervo da teoria da dependência. Prabhat Patnaik medita brevemente sobre o declínio atual do discurso público - vitimado pela praga infestante da mercantilização - e o que isso pode significar como asfixia da democracia, cujo único resgate possível é a luta pelo socialismo. António Pedro Dores interroga-se sobre quem são e que função simbólica cumprem, como sacrificadas, as pessoas que a nossa sociedade faz questão de encarcerar atrás de grades.
O sonho da razão produz monstros, dizia Goya, como que antevendo o fascismo. Alain Badiou reflete sobre estes tempos trumpianos em que a oligarquia financeira se embriaga na hora do triunfo da sua unipolaridade. Mas o espírito humano é teimoso e já levanta de novo o horizonte comunista como a alternativa que lhe quiseram negar. Um novo projeto comunista é precisamente o objeto da reflexão de Tom Thomas. Partindo do que considera ser a idade senil do capitalismo, assoberbado por uma crónica crise de lucratividade, convoca-nos a construir uma sociedade do tempo livre e do trabalho rico, com necessidades mais evoluídas e densamente humanas. Para aí chegar, no seu entender, devemos construir um polo político de luta proletária com alteridade e oposição absoluta ao universo da valorização capitalista e às ilusões reformistas e estatizantes que se contêm no seu seio.
Agradecemos toda a divulgação possível do conteúdo deste número de O Comuneiro, nomeadamente em listas de correio, portais, blogues ou redes sociais de língua portuguesa. Comentários, críticas, sugestões e propostas de colaboração serão benvindos. Agradeceríamos em particular a ajuda voluntária e graciosa de tradutores.
Os Editores
Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca
09 abril, 2018
26 março, 2018
25 março, 2018
23 março, 2018
22 março, 2018
Hoje fiz das tripas um poema, diz Prosa K
Resumo do mundiall jour, diz o poema
Mandei a Poesia para casa da mãe, diz o poema
Hoje até os cães e gatos cagaram poesia no Facebook, diz Piropos
Que seria da Poesia sem o seu pau feito? Diz Piropos
Mandei a Poesia para casa da mãe, diz o poema
Hoje até os cães e gatos cagaram poesia no Facebook, diz Piropos
Que seria da Poesia sem o seu pau feito? Diz Piropos
Não há nada a acrescentar
Nem uma vírgula?
A virgula sofre do pecado da gula
que a melhor nódoa engula e deite fora
Nem uma vírgula?
A virgula sofre do pecado da gula
que a melhor nódoa engula e deite fora
dilu Ente
20 março, 2018
15 março, 2018
Irá o Ministro da Cultura apresentar a sua demissão durante o lançamento da sua obra poética, hoje ? para não ser vítima de mal-entendido dada a edição da mesma não ser acusado de paga de favores do grupo Porto Editora tendo em conta os porto-colos do livro escolar? Diz o Poema
Não me leve a mal, leitor mas vá aprender a ler
que ninguém me paga para o aturar, diz Prosa K
Há monstros nas entrelinhas do texto literário,
diz Prosa K
Isso de estar em cima do acontecimento
é como calcar uma minha anti-pessoal
é como calcar uma minha anti-pessoal
dilu
Ente
Os santeiros ao colocarem as imagens
dos santos sobre as nuvens
estavam muito à frente
do seu tempo
estavam muito à frente
do seu tempo
observo tal gioconda os
meus contemporâneos a vasculharem na sua tecnológica nuvem
os momentos mais íntimos
da minha privacidade
os momentos mais íntimos
da minha privacidade
se puxarem o
autoclismo
choverá aridamente
choverá aridamente
dilu
Ente
Plagio logo canto as imateriais ais ais
maravilhas da humanidade
Humano hum hum demasiado hum hum humanos ais ais, diz Piropos
Humano hum hum demasiado hum hum humanos ais ais, diz Piropos
08 março, 2018
27 fevereiro, 2018
Tiveram inicio os lentos trabalhos de mais um número eSTUPIDa magazine, o sexto
Índice
Tema
- Trump ou o narcisismo das nações,
Rui Carlos Souto
- What in hell is Trump?
Lopes da Silva
Ficções
- A boceta de Virgolina,
de Danyel Guerra
- A Ninfa (conto parisiense),
de Rúben Dário, tradução de João Albuquerque
- Dois textos de Luís Oliveira,
- O drama de Emília, Ana Sophia Linares
- RES EXTENSA FERNANDO GUERREIRO
- João Albuquerque
Dois apontamentos sobre a ironia
- Prélógica no romance “Nome de Guerra” de
José de Almada Negreiros,
por Rui Carlos Souto
- Para acabar de vez com a literatura marginal,
de Lopes da Silva
- entre outros....
e mais brevemente
https://sempainemae.blogspot.pt/2018/02/dizem-que-finalmente-justica-esta-cega.ht
22 fevereiro, 2018
14 fevereiro, 2018
O Arranca-corações acaba de ter um enfarte, diz o poema
Matei um anjo pelas costas, diz o poema
A
lua
Bêbada
de vodka
Bêbada
de vodka
Azuleja
Azuis
All
Cool
Olha
N
Outslides
All
Cool
Olha
N
Outslides
diz o poema
Nos teus braços enlouqueci, Diana, diz o poema
Sou uma árvore de problemas, diz o poema
E os poetas suicidas fingem atingir o sublime como meu fruto
E os poetas suicidas fingem atingir o sublime como meu fruto
Tudo
tem principio
Meio e enfim
Menos tu
Eterno retorno
Meio e enfim
Menos tu
Eterno retorno
diz o poema
Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra
abriste o coração
a uma bala perdida
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra
abriste o coração
a uma bala perdida
diz o poema
Poeta é um burro carregado de resmas e resmas
de páginas em branco, diz o poema
Camões Alegre e seus Jerónimos
Trocam mimos
e amor livre
a quem resta a ilusão
da distopia fazer utopia
com a língua e a mão
Trocam mimos
e amor livre
a quem resta a ilusão
da distopia fazer utopia
com a língua e a mão
Uma rodada de
inveja
reclama o inferno dos pequenitos
Sem álcool please
Love e choupe la peace
reclama o inferno dos pequenitos
Sem álcool please
Love e choupe la peace
diz
o poema
Nada mais parecido com a lua o outro
lado do espelho reflecte-nos a nossa segunda natureza
aquela a que chamamos futuro
aquela a que chamamos futuro
dilu
Ente
Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra
abriste o coração
a uma bala perdida
diz o poema
nAMOrar O imPOSSível num banho dilu Ente
Nada a dizer
contudo dito
e repito
a carne em greve
puta que a pariu
logo fugiu
devolvendo-o ao útero
Eros adúltero
teve
de viver e haver
nas entranhas
sendo advogado
do ser
dilu Ente
A Poesia e a Religião
diferenciam-se pela actividade sexual
mas ambas negam o prazer físico
diferenciam-se pela actividade sexual
mas ambas negam o prazer físico
dilu
Ente
A mulher de César era o próprio César, minha querida Bovary
religue o orgasmo com nirvana
Boavarysme
Na Poesia, Deus
é um fogo que não arde
Na Religião, Deus
é um Poeta sem língua
e em eterna condenação à morte
dilu Ente
A minha tarefa
é ajudar o Homem
a livrar-se dos seus inimigos
que se dizem meus Irmãos
dilu Ente
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