11 agosto, 2018
10 agosto, 2018
03 agosto, 2018
É o que te digo, diz Ahhh e diz Ohhh
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html
A. Dasilva O. : "As pessoas já não sabem andar. Andam sentadas"
26 julho, 2018
O Pássaro das Cinzas, diz o poema
É tudo muito bonito
Os colhões a bater no mito
https://ionline.sapo.pt/619996?source=social
Quando informado se é
Que este Pássaro de Cinzas:
António Barahona. “Acredito que
não se morre, muda-se de estado”
Queimou um livro de Alberto Pimenta
declarando aos pés de Deus que em sua casa livros de ateus não entram
E deste acto cobarde o interrogador nada questiona
banhando-se na baba da velha maionese da miserável
vida lisboeta de poetas do pedir
com os cofres cheios de auriferas suásticas
Pois os melhores poetas são fascistas, diz o poema
23 julho, 2018
19 julho, 2018
Sonhos dobrados Trabalhos rasgados diz o poema
À
beira-mar a saborear uns poemas engarrafados na página- em - branco, diz o
poema
A Poesia tem uma cona mais velha que a
Sé de Braga, diz o poema
E nela deves perder a juventude
No dia de São João
E nela deves perder a juventude
No dia de São João
Diz o poema
Assim faz o
povo desde a noite dos tempos
A geringonça
não gosta do José Tolentino Mendonça
por trocar a capelo do Rato
para ser rato da biblioteca
do Vaticano
não gosta do José Tolentino Mendonça
por trocar a capelo do Rato
para ser rato da biblioteca
do Vaticano
mas em Paris
três milhões de ratos
comemoram nas ruas o iluminismo
do seu cadavre exquis
comemoram nas ruas o iluminismo
do seu cadavre exquis
diz
o poema
Tempestade numa noite de verão
A lua é uma canoa
de todos os sonhos acordados
à volta de Euler
o logaritmo natural
A lua é uma canoa
de todos os sonhos acordados
à volta de Euler
o logaritmo natural
dilu Ente
Mais uma traça
chegou à minha biblioteca
e conversa
como um corvo
cego da sua infâmia
chegou à minha biblioteca
e conversa
como um corvo
cego da sua infâmia
dilu Ente
A
minha biblioteca não existe
A tua alma
é o meu refúgio preferido, diz o poema
O meu charco
O meu charco
Escrever é fazer
justiça com as próprias mãos em bicos de pés para acordar os nossos fantasmas
do paraíso, diz o poema
Trabalho sujo o meu
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
Rouxinol
sem Facebook não sabe delirar, diz o poema
Ando a comer esta
metáfora, diz o poema
Ah espera do
Impossível, sentado de costas para a página em branco sujo, diz o poema
O sexo é o prolongamento de deus
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
dilu Ente
À beira-mar todos os poemas são raios
de sol
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
dilu Ente
quando o poema não te aparece
dilu
Ente
Devo estar grávido
também hoje o poema não aconteceu
também hoje o poema não aconteceu
Vou à farmácia fazer o
teste
dilu Ente
13 julho, 2018
29 junho, 2018
23 junho, 2018
14 junho, 2018
Sou um lesado de Deus, Pátria e Autoridade, diz o Poema
Parabéns, Portugal, diz o poema
Portugal, a inveja no cimo dum bolo de merda,
diz o poema
Taras engarrafadas o mexilhão fado imposto mais
iva, diz o poema, o cidadão-escravo dos aterros sanitários como um poema
negreiro de rimbaud de balde hoje azul, amanhã amarelo e depois verde a ensacar
raríssimas associações de defesa do ambiente de cortar à faca
quem
anda por dentro
vê-se por fora
vê-se por fora
dilu
Ente
Hoje
todos os mortos
mergulham o seu metafísico
no Sena,
mergulham o seu metafísico
no Sena,
dilu
Ente
O
paraíso
é um labirinto
que rego com sonhos
ardentes
é um labirinto
que rego com sonhos
ardentes
dilu Ente
07 junho, 2018
Just poem, no bullshit poetry, diz o poema
É quem mais me ode, confessa a musa,
com o seu divino bigode cravejado
de pentelhos meus, diz o poema
Cheiras mal humano, cheiras a Poesia,
diz Razão despindo as cuecas
e esfregando loas no meu rosto,
bebe a
tua esperma
de Poeta impossível, diz o poema
E a Poesia canta
como uma bala perdida
depois de ter comido
a alma do Poeta
por trinta fingidos orgasmos,
diz o poema
De noite todos os poemas são fados
de quem perdeu a Poesia
a jogar à roleta russa, diz o poema
Quem quer casar com a Poesia
que é tão linda
E não tem coração,
E não tem coração,
diz o poema
Presente é o passado
que não passa, diz o poema
Tudo se escreve
menos a Poesia, diz o poema
Há no nevoeiro
uma casa submersa, diz o poema
Tudo é melhor
que nada, diz o poema
Com a feira do livro a céu aberto em Lisboa os
aterros sanitários esperam aumentar consideravelmente as suas bibliotecas, diz
o poema
na feira do livro a torre do tombo tv está um autor a afirmar
que ora tropeça no fernando pessoa ora tropeça no orson wells, diz o poema
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
A minha imaginação é o teu futuro
e seguro de vida,
diz o poema
O regresso a casa é
uma fuga
ao paraíso, diz o poema
29 maio, 2018
No dia do evangelho segundo a Eutanásia, aí está a eSTUpiDa 6 e suas temáticas das novas formas de desespero.
Índice
Marielle Franco, legalização do tráfico e a política da bala perdida
Luís Manteigas
RES EXTENSA
Fernando Guerreiro
A Ninfa (conto parisiense)
Rubén Darío, com tradução de João Albuquerque
A boceta de Lulu
Danyel Guerra
O drama de Emília
Ana Sophia Linares
Dois apontamentos sobre a Ironia
João Albuquerque
O sobrenome das coisas
Francisco Cardo
Sobre o Homem-Massa
Humberto Rocha
O Eu como prótese do Outro
António S. Oliveira
Who in hell is Trump?
Lopes da Silva
Trump meu inimigo, meu próximo
António S. Oliveira
O elo mais fraco
Noel Petinga Leopoldo
A Ameixa
Noel Petinga Leopoldo
All mada Soares dos Reis
A. DaSilva O.
O auto da Bctriz
A. DaSilva O.
Um texto de
Luís Ferreira
Dois textos de
Luís Oliveira
Lubribliofila
Noel Petinga Leopoldo
Para acabar de vez com a literatura marginal!
Lopes da Silva
Portfólio
Diogo Ferreira
26 maio, 2018
21 maio, 2018
19 maio, 2018
12 maio, 2018
10 maio, 2018
Vejo-mo grego para fazer um poema, diz o poema
Lopes
Adilia
Não é
Boa
Pessoa
Adilia
Não é
Boa
Pessoa
É um
Pseudónimo
Pseudónimo
diz o poema
Acabo de fazer a minha Escrita, diz o poema,
o livro razão perdeu a cabeça e o irs
saiu para comprar cigarros
A uma esquina a observar
Os meus pensamentos peregrinos entre o nevoeiro o cheiro a esturro das queimadas
As andorinhas volteiam e constroem na página em branco o seu ninho
Os meus pensamentos peregrinos entre o nevoeiro o cheiro a esturro das queimadas
As andorinhas volteiam e constroem na página em branco o seu ninho
Diz o poema
Observo as formigas a foderem-me o juízo
Excesso de açúcar no sangue e a retórica dos silêncios
Excesso de açúcar no sangue e a retórica dos silêncios
com a boca cheia de formigas um pôr-de- sol e a merda dum café duplo
diz o poema
O boi foi comida pela erva, diz o poema
Chegado à boca de cena
O BEIJO engoliu o Pénis
O BEIJO engoliu o Pénis
de um só fôlego
diz o poema
Os os poemas são cães
que não conhecem
o seu dono,
diz o poema
Calem-se poemas,
deixem ouvir o poeta,
diz o poema
Estar calado é libertar
um barulho ensurdecedor,
diz o poema
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