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27 agosto, 2018
Je Suis TENHO DITO - Por tudo aquilo que adiante se regista, faz prova dos tempos de merda em que hoje vivemos, pois tal, nos dias que correm será, senão impossível, quase impossível acontecer na rádio, nos dias de hoje, a toque de hino nacional e tudo.. No reinado das Rádios Livres, a República da Rádio Caos, as, intervenções, deste vosso criado, irrompiam sem aviso prévio ao som do hino nacional, do “Gandhi” , o “Guru” dos anos oitenta, e, respectivo “Grande Líder” sua Exa. A. DASILVA O. “Atenção, atenção, vai falar ao país.”
25 agosto, 2018
16 agosto, 2018
Transladrar, o verbo deste Verão, diz o poema

É
mais fácil
ganhares o euromilhões
que escreveres
um poema
ganhares o euromilhões
que escreveres
um poema
dilu Ente
Transladrar,
o verbo deste Verão, diz o poema,
toma e fixa Porto editora
Sou um fabricante de
poemas geneticamente modificados
Meia palavra basta
para te manipular, diz o poema
Meia palavra basta
para te manipular, diz o poema
O que é
preciso é que a gente se venha,
diz o poema
A tua alma
é o meu refúgio preferido,
diz o poema
O meu charco
Escrever é fazer
justiça com as próprias mãos em bicos de pés para acordar os nossos fantasmas
do paraíso, diz o poema
Trabalho sujo o meu
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
Rouxinol
sem Facebook não sabe delirar,
diz o poema
Ando a comer esta
metáfora,
diz o poema
À espera do
Impossível, sentado de costas para a página em branco sujo, diz o poema
O sexo é o prolongamento de deus
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
dilu Ente
À beira-mar todos os poemas são raios
de sol
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
dilu Ente
11 agosto, 2018
10 agosto, 2018
03 agosto, 2018
É o que te digo, diz Ahhh e diz Ohhh
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html
A. Dasilva O. : "As pessoas já não sabem andar. Andam sentadas"
26 julho, 2018
O Pássaro das Cinzas, diz o poema
É tudo muito bonito
Os colhões a bater no mito
https://ionline.sapo.pt/619996?source=social
Quando informado se é
Que este Pássaro de Cinzas:
António Barahona. “Acredito que
não se morre, muda-se de estado”
Queimou um livro de Alberto Pimenta
declarando aos pés de Deus que em sua casa livros de ateus não entram
E deste acto cobarde o interrogador nada questiona
banhando-se na baba da velha maionese da miserável
vida lisboeta de poetas do pedir
com os cofres cheios de auriferas suásticas
Pois os melhores poetas são fascistas, diz o poema
23 julho, 2018
19 julho, 2018
Sonhos dobrados Trabalhos rasgados diz o poema
À
beira-mar a saborear uns poemas engarrafados na página- em - branco, diz o
poema
A Poesia tem uma cona mais velha que a
Sé de Braga, diz o poema
E nela deves perder a juventude
No dia de São João
E nela deves perder a juventude
No dia de São João
Diz o poema
Assim faz o
povo desde a noite dos tempos
A geringonça
não gosta do José Tolentino Mendonça
por trocar a capelo do Rato
para ser rato da biblioteca
do Vaticano
não gosta do José Tolentino Mendonça
por trocar a capelo do Rato
para ser rato da biblioteca
do Vaticano
mas em Paris
três milhões de ratos
comemoram nas ruas o iluminismo
do seu cadavre exquis
comemoram nas ruas o iluminismo
do seu cadavre exquis
diz
o poema
Tempestade numa noite de verão
A lua é uma canoa
de todos os sonhos acordados
à volta de Euler
o logaritmo natural
A lua é uma canoa
de todos os sonhos acordados
à volta de Euler
o logaritmo natural
dilu Ente
Mais uma traça
chegou à minha biblioteca
e conversa
como um corvo
cego da sua infâmia
chegou à minha biblioteca
e conversa
como um corvo
cego da sua infâmia
dilu Ente
A
minha biblioteca não existe
A tua alma
é o meu refúgio preferido, diz o poema
O meu charco
O meu charco
Escrever é fazer
justiça com as próprias mãos em bicos de pés para acordar os nossos fantasmas
do paraíso, diz o poema
Trabalho sujo o meu
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema
Rouxinol
sem Facebook não sabe delirar, diz o poema
Ando a comer esta
metáfora, diz o poema
Ah espera do
Impossível, sentado de costas para a página em branco sujo, diz o poema
O sexo é o prolongamento de deus
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
e antigona o seu profeta
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
dilu Ente
À beira-mar todos os poemas são raios
de sol
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
dilu Ente
quando o poema não te aparece
dilu
Ente
Devo estar grávido
também hoje o poema não aconteceu
também hoje o poema não aconteceu
Vou à farmácia fazer o
teste
dilu Ente
13 julho, 2018
29 junho, 2018
23 junho, 2018
14 junho, 2018
Sou um lesado de Deus, Pátria e Autoridade, diz o Poema
Parabéns, Portugal, diz o poema
Portugal, a inveja no cimo dum bolo de merda,
diz o poema
Taras engarrafadas o mexilhão fado imposto mais
iva, diz o poema, o cidadão-escravo dos aterros sanitários como um poema
negreiro de rimbaud de balde hoje azul, amanhã amarelo e depois verde a ensacar
raríssimas associações de defesa do ambiente de cortar à faca
quem
anda por dentro
vê-se por fora
vê-se por fora
dilu
Ente
Hoje
todos os mortos
mergulham o seu metafísico
no Sena,
mergulham o seu metafísico
no Sena,
dilu
Ente
O
paraíso
é um labirinto
que rego com sonhos
ardentes
é um labirinto
que rego com sonhos
ardentes
dilu Ente
07 junho, 2018
Just poem, no bullshit poetry, diz o poema
É quem mais me ode, confessa a musa,
com o seu divino bigode cravejado
de pentelhos meus, diz o poema
Cheiras mal humano, cheiras a Poesia,
diz Razão despindo as cuecas
e esfregando loas no meu rosto,
bebe a
tua esperma
de Poeta impossível, diz o poema
E a Poesia canta
como uma bala perdida
depois de ter comido
a alma do Poeta
por trinta fingidos orgasmos,
diz o poema
De noite todos os poemas são fados
de quem perdeu a Poesia
a jogar à roleta russa, diz o poema
Quem quer casar com a Poesia
que é tão linda
E não tem coração,
E não tem coração,
diz o poema
Presente é o passado
que não passa, diz o poema
Tudo se escreve
menos a Poesia, diz o poema
Há no nevoeiro
uma casa submersa, diz o poema
Tudo é melhor
que nada, diz o poema
Com a feira do livro a céu aberto em Lisboa os
aterros sanitários esperam aumentar consideravelmente as suas bibliotecas, diz
o poema
na feira do livro a torre do tombo tv está um autor a afirmar
que ora tropeça no fernando pessoa ora tropeça no orson wells, diz o poema
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A minha imaginação é o teu futuro
e seguro de vida,
diz o poema
O regresso a casa é
uma fuga
ao paraíso, diz o poema
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