07 janeiro, 2019
03 janeiro, 2019
VENDETA, AMADEU BAPTISTA, novidade Edições Mortas
Amadeu Baptista de regresso às Edições Mortas, com o Poema «VENDETA», depois do « A CONSTRUÇÃO DE NÍNIVE. Ambos disponíveis na nossa página http://edicoes-mortas.com/ ; email: info@edicoes-mortas.com onde deve dirigir-se para efectuar o seu pedido
VENDETA
Autor:
AMADEU BAPTISTA
Ilustração da capa:
Barbara Kroll
Montagem, paginação e arranjo gráfico
de Mão Pesada
Edição de 100 ex.
Edição:
N
Edições Mortas
2019
31 dezembro, 2018
Já não se pode dar um peido
https://www.correiodoporto.pt/desafios/a-dasilva-o-a-chegada-de-guadalajara?fbclid=Iw
AR1qJNw8Dqk9qxZgp6LEI0_ATk_jrkdfxJRE5pSm9tcdKB0IFJ8c_qCVA8A
AR1qJNw8Dqk9qxZgp6LEI0_ATk_jrkdfxJRE5pSm9tcdKB0IFJ8c_qCVA8A
POR aqui tudo se sabe. É um meio pequeno, todos se conhecem, daí ser muito difícil ocultar atos e omissões contraditórios com a imagem pública cultivada e podada ao longo do tempo. Foi o que aconteceu com o autor-editor-criador (não esquecer os hífens), António da Silva Oliveira, (também conhecido por A. Dasilva O.) apanhado em flagrante no aeroporto do Porto vindo da Feria Internacional del Libro de Guadalajara.
Por Paulo Moreira Lopes
26 dezembro, 2018
a ruína é tudo aquilo que renasce das cinzas, diz o poema
se:
Um poema não se faz
sozinho, diz o poema
O poema morre sempre
solteiro, diz o poema
porno,
logo fode
como um louco, o seu rosto
na sopa,
como um louco, o seu rosto
na sopa,
diz
o poema
Todos os intelectuais
são fascistas
todos anti-intelectuais são fascistas todos
pseudo-intelectuais
são fascistas, diz o poema
Todos os fascistas são anti-políticos
que são eleitos sem ler nem escrever uma carta
aberta,
diz o poema
Os poemas magoam
como pedras nos rins,
diz o poema
como murros no estômago,
diz o poema como ejaculação
de lágrimas de crocodilo nos olhos, diz o poema
como pedras nos rins,
diz o poema
como murros no estômago,
diz o poema como ejaculação
de lágrimas de crocodilo nos olhos, diz o poema
sou fruto da mão de
obra barata e sangue de cigarra,
diz o poema
a ruína
é tudo aquilo
que renasce
das cinzas, diz o poema
é tudo aquilo
que renasce
das cinzas, diz o poema
o espetáculo não pode
continuar
a transformar o extermínio
num entretenimento e sim vice versa,
diz o poema
a transformar o extermínio
num entretenimento e sim vice versa,
diz o poema
Estar vivo é
indiferente a quem está morto, diz o poema
Todo o Encanto tem o
seu cântico negro, diz o poema
Notificações Todas
marquei como lidas
Todas sobre a página principal
like a vómito, diz o poema
marquei como lidas
Todas sobre a página principal
like a vómito, diz o poema
Onde estavas quando a
puta que te pariu?, diz o poema
A puta da realidade
está sempre à frente da puta da ficção
Escrever para quê
para além da primeira e última página
e quanto ao resto copy e paste o rabo
cheio de baba e ranho no fbiko de papagaio
de colete amarelo, diz o poema
Escrever para quê
para além da primeira e última página
e quanto ao resto copy e paste o rabo
cheio de baba e ranho no fbiko de papagaio
de colete amarelo, diz o poema
o olho do cu
lto só vê
a página em branco
depois de obrar
e não fica
angustiado
lto só vê
a página em branco
depois de obrar
e não fica
angustiado
ao contrário do
autor
que perante
a página em branco
fica na merda
preso,
que perante
a página em branco
fica na merda
preso,
diz
o poema
a vida é tão nua e
crua que a cubro com um colete amarelo,
diz o poema
diz o poema
Se o Poeta fosse vivo
Faria anos hoje
Faria anos hoje
E
não tijolo
Esperemos pelo
dia de amanhã,
diz
o poema
24 novembro, 2018
A Poesia é um género transversal, diz o poema
Proscrito
o gripo da maioria silenciosa
o gripo da maioria silenciosa
dilu
Ente
Sofia,
Sofia
chama o mar
a onda olha-o
e diz-lhe adeus
com um aceno
chama o mar
a onda olha-o
e diz-lhe adeus
com um aceno
dilu Ente
Quanto
mais o Homem se ajoelha
mais o cu se me vê
mais o cu se me vê
dilu
Ente
O amor não engana
dilu
Ente
Olho-me ao espelho
Que começa a tremer
Entre o côncavo e o convexo
O sexo em conflito
O mito a penetrar o metoo
Que começa a tremer
Entre o côncavo e o convexo
O sexo em conflito
O mito a penetrar o metoo
dilu Ente
Está na hora de ir tomar um banho de ética, chichi e web cam,
diz Prosa K
19 novembro, 2018
A chegar à sua casinha, a Piolho 25 # 26
PIOLHO Revista de Poesia
Fernando Aguiar(ilustrações,pag.2 e pag.72),
Sílvia C. Silva, Lígia Casinhas, Pedro Águas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita,
António S. Oliveira, Fernando Guerreiro,
Humberto Rocha, Amadeu Baptista,
João Meirinhos, José Duarte,
Alexandra Couts, Sofia Sampaio,
Fátima Vale, Noel Petinga Leopoldo,
Lopes da Silva, Francisco Serra Lopes,
Jorge Von Humberto, Nuno Rebocho,
Pedro Silva Sena, Rui Ribeiro,
Delfim Lopes, Rui Tinoco,
Rui Esteves, Fernando Esteves Pinto,
Eduardo Quina, José Pascoal, João Meirinhos,
Jorge Velhote, Vitor Cardeira,
José Pedro Leite, Raul Simões Pinto,
Izidro Alves, A.Dasilva O.,Virgílio Liquito,
Luís Ferreira, Miguel Sá-Marques,
e
Edwin George Morgan
fazem mais ou menos por esta desordem este
PIOLHA o número 25 e o 26
Outubro 2018
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
Preço Venda ao Público 12€
Porto: Livraria Utopia, HomemdosLivros e Matéria Prima
Lisboa: Letra Livre
06 novembro, 2018
A snifar uma linha de raciocínio dilu Ente
METOO
Andar
no escuro
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
dilu Ente
Fausto
um pacto
contra o Impossível
um pacto
contra o Impossível
dilu Ente
Fausto
um facto
do Possível
um facto
do Possível
dilu
Ente
Fausto
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
dilu
Ente
Politicamente feio poeticamente
belo horrível é não haver
um cidadão um voto
mas um pulha um devoto
um morto um voto
belo horrível é não haver
um cidadão um voto
mas um pulha um devoto
um morto um voto
a Democracia é
uma torre de Babel
dilu
Ente
Escrever tem destes prazeres
Os mais profundos
que só as velhas e obsoletas tecnologias
permitem
Os mais profundos
que só as velhas e obsoletas tecnologias
permitem
É só
experimentar:
Rasgar uma página em branco sem nada escrito
Rasgar uma página escrita
Rasgar uma página em branco sem nada escrito
Rasgar uma página escrita
Descubra
as diferenças
e é vê-las a fazerem sexo
e é vê-las a fazerem sexo
dilu
Ente
A
morte
é o sexo
da vida
é o sexo
da vida
dilu
Ente
11 outubro, 2018
É só um cheirinho da capa da próxima Piolho a fazer um duplo imortal da responsabilidade do Meireles de Pinho e lá para finais do mês nenhum quitoso se livrará de nós, diz o poema

PIOLHO Revista de Poesia
Fernando Aguiar(ilustrações,pag.2 e pag.72),
Sílvia C. Silva, Lígia Casinhas, Pedro Águas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita,
António S. Oliveira, Fernando Guerreiro,
Humberto Rocha, Amadeu Baptista,
João Meirinhos, José Duarte,
Alexandra Couts, Sofia Sampaio,
Fátima Vale, Noel Petinga Leopoldo,
Lopes da Silva, Francisco Serra Lopes,
Jorge Von Humberto, Nuno Rebocho,
Pedro Silva Sena, Rui Ribeiro,
Delfim Lopes, Rui Tinoco,
Rui Esteves, Fernando Esteves Pinto,
Eduardo Quina, José Pascoal, João Meirinhos,
Jorge Velhote, Vitor Cardeira,
José Pedro Leite, Raul Simões Pinto,
Izidro Alves, A.Dasilva O.,Virgílio Liquito,
Luís Ferreira, Miguel Sá-Marques,
e
Edwin George Morgan
fazem mais ou menos por esta desordem este
PIOLHA o número 25 e o 26
Outubro 2018
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
04 outubro, 2018
In "O Povo, meu poema, te atravessa" Antologia de Língua Portuguesa nos cem anos da Revolução de Outubro, ed. Modo de Ler
25 setembro, 2018
Ocorreu um erro ao processar este poema. Tenta novamente mais tarde, diz o poema
vou sentar-me ali
e escrever
um poema
e escrever
um poema
ora muito bem
só falta saber
como se escreve
um poema,
só falta saber
como se escreve
um poema,
diz o poema
Poesia, poesia, poesia chama o poema a boiar numa garrafa de Gerês
puta que pariu diz Poesia
uma Pessoa
não pode fazer as suas necessidades
em paz e sossego
uma Pessoa
não pode fazer as suas necessidades
em paz e sossego
já vai estou a vir-me
o poema deliciado
sente-se um veado
a ser possuído pelo ar livre,
sente-se um veado
a ser possuído pelo ar livre,
diz o poema
O futuro a mim pertence e todos os dias cago nele o presente, diz o poema
Não seguro as fezes, diz o poema
O meu ânus está a libertar
o meu cérebro,
o meu cérebro,
diz o poema
O poeta chega a casa
mete um poema
no microondas e vinte e um segundos depois
bebe uma tempestade
num copo de água
mete um poema
no microondas e vinte e um segundos depois
bebe uma tempestade
num copo de água
diz o poema
Elogio fúnebre
O morto levanta-se
e em lágrimas, diz o poema
e em lágrimas, diz o poema
Agradeço as vossas palavras
Todo o poema é um raio x
Sai do cu e entra no nariz, diz o poema
Sai do cu e entra no nariz, diz o poema
Bate filho da puta
Bate bem fundo
Contra o fundasentimentalismo
Bate até fazer chover
O sangue pisado
Bate bem fundo
Contra o fundasentimentalismo
Bate até fazer chover
O sangue pisado
diz o poema
Mijar dentro dum copo de uísque uma dúzia de lágrimas de crocodilo duas pedras de gelo poético
diz o poema
AA
a vomitar a faca num alguidar
AA
a vomitar a faca num alguidar
Ocorreu um erro ao processar este poema. Tenta novamente mais tarde, diz o poema
Por favor não responda porque não será lido, diz o poema
Recebeu esta comunicação porque está inscrito no nosso estado de sitio
Estes poemas são enviados de forma automática..
Estes poemas são enviados de forma automática..
Folhas caídas
Excel nas nuvens
Em busca do seu ratio de biblioteca
O livro tem sempre razão
Crítica
Excel nas nuvens
Em busca do seu ratio de biblioteca
O livro tem sempre razão
Crítica
diz o poema
Gerês me mata, diz o poema
Acabo de chegar de lá com a alma a plenos pulmões
Tal iogurte com bocados
Tal iogurte com bocados
17 setembro, 2018
O POEMA BRANCO, sem sombra de censura, no Jornal MAPA, Nº 21, Setembro - Novembro 2018
Poema Branco, de a. dasilva o.,
Quando era branco
jovem, sublime e a transbordar de aura
Todos se emocionavam,
bebiam e louvavam a
minha imensa
inteligência emocional
Como se fosse um poço
de orvalho de eterna juventude:
Pássaro da Revolução
e os efeitos do seu «el ninho»
Mais parecendo moscas
volteando sobre um monte de merda
Até as criancinhas
Nem uma de mim se aproxime
Farto de carpideiras
beatas
em jacuzzi banho de jogos florais:
A velhice da eterna juventude
A velhice do eterno revoltado
Rumor de flores
fazem-me ousio
Meus amores espero
na berma dum rio
Os adventos da coroa
de espinhos em doce algodão
poço
Em estufa fria
As dores de cadáver a dar à luz
o local do crime:
cuidado com o estado, rapaz
que morde e mata
para teu bem
Nada desejo
Mais que o eterno
Retorno a voltear-me
Sempre
Tal cadáver
No seu túmulo
São negras as noticias
Venho em todos os jornais
Como buraco negro
enrolar o poema na
mortalha
e a vida é uma cadela
chamada infância
A velhice é um poste
Onde a morte é um perigo
Eminente
Como uma criança
Na infância
Eu não rimo
Nem pobre
Nem rico
Sismo
Como um nobre
à luz duma vela
adormecida
numa viagem
apenas com ida
desculpe por ainda
estar por aqui
vivo
o direito dum
moribundo a ser pedante
já recusei três táxis
O FUTURO é o nosso
assassino silencioso
As suas cinzas de
poema a mim pertencem
15 setembro, 2018
Aqui se reproduz na íntegra as «Recordações da Infâmia» pois a organização do Alma-nhac 2019 votou por maioria a amputação do mesmo. Essa velha senhora, a Censura mantém-se viva e não se recomenda, diz o poema
RECORDAÇÕES DA
INFÂMIA, de A. DASILVA O.
1.
Quando novo rimava Rimbaud
como quem afogava
Ilusões em alto mar
Agora tomo poemas azuis com água salgada
junto ao aquário
observo as filhas e netas da mulher-objecto
e do cadáver-esquisito
Na webcam enquanto espero o efeito borboleta
de tanta poesia em carne viva
A arder no micro-ondas da bela viva do campo artificial
e recebo entre lágrimas-cata-ratas a electrónica mensagem
Estou a 300m assim como posso aumentar o pénis e, ou foder
com Dialécticas casadas, com Metáforas viúvas e
futuras-ex-Virgens
Não se masturbe
Faça poesia
sem sair do desespero.
2.
Encontrado morto o Poeta já em adiantado estado em
decomposição
foi levado o seu corpo
para a medicina legal
a autópsia declarou,
suicídio como causa da sua morte
dada a quantidade de poemas digeridos
Perante o juiz, Suicídio declarou-se inocente.
3.
Finalmente chegou e apresentou-se como Eutanásia
Ao meu dispor
Abri-lhe o meu livro e fizemos amor toda a noite
por trinta dinheiros
Acordei Outro e reparo que Eutanásia
Jaz morta com catorze facadas
em cada golpe uma
folha de cor diferente A5
com um verso manuscrito
11 setembro, 2018
Já cá cantam a primeira ejaculação de 33 ex numerados que vão levar um banho manual por causa das gralhas e serão rubricados pelo mestre pecador. Fora do circuito comerciall, dentro da venda manuall

pedidos http://edicoes-mortas.com/ e, ou adasilvao@gmail.com
04 setembro, 2018
Por falta de papel não saiu na edição impressa, diz Prosa K, vai daí, toma lá em edição digital
https://www.jn.pt/artes/especial/interior/para-criarmos-uma-causa-temos-que-nos-colocar-em-causa-9800631.html
A. Dasilva O. publica atualmente as revistas "Piolho" e "Estúpida"
Foto: José Carmo/Global Imagens
|
03 setembro, 2018
O divino quer alho dilu Ente
![]() |
| de Inês Xav |
A
minha Musa
é a página-em-branco
é a página-em-branco
dilu
Ente
Fausto
um pacto
contra o Impossível
um pacto
contra o Impossível
dilu Ente
Fausto
um facto
do Possível
um facto
do Possível
dilu Ente
Fausto
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
dilu Ente
Toda
a Razão
tem os seus espinhos
tem os seus espinhos
dilu
Ente
Dizem que escrever é resistir e o que mais
tenho tentado é resistir a escrever e não se me pára nem a imaginação nem a
transpiração, diz Prosa K
A
pescar
pensamentos
numa piscina
vazia
mas com a alma
cheia de sangue
pensamentos
numa piscina
vazia
mas com a alma
cheia de sangue
dilu Ente
As águas furtadas
para fabricar lágrimas de crocodilo
para fabricar lágrimas de crocodilo
dilu Ente
Tanta gente e nenhuma alma
Nenhuma consegui pescar
para além da do diabo
que devolvi para o banho de multidão
Nenhuma consegui pescar
para além da do diabo
que devolvi para o banho de multidão
dilu Ente
Nós somos o orgasmo de Deus
que perdeu a cabeça
quando se veio
que perdeu a cabeça
quando se veio
dilu Ente
Andar no escuro
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
dilu Ente
Ente contra Ente
num banho de multidão
a beber
a minha Palavra
num banho de multidão
a beber
a minha Palavra
dilu Ente
O Fogo arde
e todas as suas sete línguas
cospem contra deus, pátria e autoridade
e os deuses riem-se mijando
sobre a modernidade as mais antigas cinzas
da fénix fonix retórica
Pulhas, dizem
Ide roubar o Fogo ao caralho
que é Pai de vós
Tolos
e todas as suas sete línguas
cospem contra deus, pátria e autoridade
e os deuses riem-se mijando
sobre a modernidade as mais antigas cinzas
da fénix fonix retórica
Pulhas, dizem
Ide roubar o Fogo ao caralho
que é Pai de vós
Tolos
dilu Ente
Subscrever:
Mensagens (Atom)












