28 maio, 2016
17 maio, 2016
Ressaca é fingir de vivo no lugar do morto com a língua a saber a preservativo usado a olhar para a direita para a esquerda a mascar, diz o poema, a mascar poemas
Não tenho certeza
no que vejo
mas dúvida
no que me cega
no que vejo
mas dúvida
no que me cega
Pedes para em ti acreditar
Dou a mesma resposta
que a Deus
odeio pus
Diz o poema
Vai pois outro enganar
Dizendo-lhe a verdade
E que Deus te guie
contra um post
Dou a mesma resposta
que a Deus
odeio pus
Diz o poema
Vai pois outro enganar
Dizendo-lhe a verdade
E que Deus te guie
contra um post
Ressaca é fingir de vivo
no lugar do mortocom a língua
a saber a preservativo usado
a olhar para a direita
para a esquerda
a mascar, diz o poema, a mascar
E o cérebro é a cauda do cometa, diz o poema
Leve como uma pen
a, diz o poema, depois
de despejada a algália
Sinto-me leve
como um pássaro sem penas
Diz o poema, deitado à sombra do pecado
a, diz o poema, depois
de despejada a algália
Sinto-me leve
como um pássaro sem penas
Diz o poema, deitado à sombra do pecado
Bem ditas as musas que levam dinheiro, diz o poema
é quem mais luta
contra os preconceitos
Diz o poema
Abrindo o peito às balas
o Diabo riposta atirando os esqueletos
do armário
sem abandonar o docente
corpo diplomático

pensa que eu desisto, diz o poema
Maria a puta
chega a casa sem poesia
e o fisco cai-lhe
em cima, diz o poema,
e na tv a virgem maria
reza pelos mais
desfavorecidos
filhos degradados
de eva
dizem alguns estudos que os escravos vivem mais 25 anos que os poetas, diz o poema, eis a explicação para a nossa existência colectiva de país de poetas e de ingovernável povoHoje não há poesia, diz o poema, o poeta está em estado de coma profundo a pão e circo
de volta ao local do crime
e de pena no meu sangue embebido
a revolta rego
como um rega-bombas, diz o poema
Bebo para me manter sóbrio, diz o poema
tentando fazer um quatro
num círculo
09 maio, 2016
PIOLHO # 19 em revisão de provas
(), Miguel Manso, João Meirinhos, Paulo Rema, Francisco Cardo, Zi, Rui Almeida, Jorge Humberto Pereira, m-parissy, Eduardo Quina, José Guardado Moreira, Maria da Inquietação Fausto, Pedro Águas, António S. Oliveira, A. Dasilva O., Alexandra Couts, Rita Grácio e João Almeida
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o décimo nono junho 2016
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
03 maio, 2016
Acabo de descer às livrarias, diz o poeta choupe la peace, o devorador de úteros, isto é de poemas
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