Este final de ano não podia ser melhor: O vulcão Eta entrou de novo em acção. É sempre bom tirar o terrorismo da gaveta. E é mais um sinal de retoma da economia Europeia. Essa velha tonta que se desfaz como um carro de palhaços. O Médio Oriente continua com o seu derrame cerebral e a América Latina continua com o seu cancro do intestino. Os EUA continuam a sonhar digitalmente com o sonho americano de que são donos do mundo e arredores. A China alimenta o seu esquizofrénico sistema comendo criancinhas em nome da paz podre. E Saddam lá se suicidou em nome da Democracia. Dizem que as suas últimas palavras foram as do Bocage: “saiba morrer quem viver não soube”. E esteve à altura. Muito gostava de ver Bush, por exemplo, na mesma situação.
Por cá Carolina dita, socraticamente o segundo romance, depois do acontecimento literário do Eu, ofendido (este eu, como sabem é deleuziano). Há quem diga que irá substituir Agustina no inenarrável Ela por Ela. No corredor da morte já corre um abaixo-assinado para propor Carolina a prémio Nobel da Literatura 2007.Saramago, Lobo Antunes, Paulo Coelho, Jorge Luís Peixoto e Margarida Rebelo Pinto, entre outros, pensam abandonar a literatura. Só agora perceberam que ela os abandonou vai para uma década. Mas Deus é grande e continua a escrever direito por linhas tortas.
31 dezembro, 2006
21 dezembro, 2006
14 dezembro, 2006
No corredor da morte lê-se, com atenção, a relação amorosa entre o Papa e a sua Lolita, onde se faz prova que o Papa não passa de um humano e demasiado humano quando fode. Está explicado o cheiro “ nauseabundantemente” da urbe e a sua deficiente rede de saneamento público, onde os cagalhões, nadam romanticamente no Rio. É um acontecimento literário, neste ano literário onde a Geração Tecla Três ( no próximo nº 3 da Voz de Deus será aprofundada este tema, há que estar atento lá para Fevereiro 07) domina. Depois da Geração X e da Geração Rasca, a Geração Tecla Três dá o mote em todos os géneros e feitios da máscara nutritiva da nossa quadra natalícia, principalmente no critico: não li, mas a minha opinião é: ...
E neste sentido há que ter em conta Giacomo Leopardi e à sua profecia: “Ouve, Copérnico ( deve ler-se Lolita)… e se queres estar mais tranquilo, segue este conselho: o livro que hás-de escrever a propósito disto, dedica-o ao Papa. Desse modo, prometo-te que nem perderás o canoninato.” E assim Lolita seguiu as regras, a profecia.
Na Pulga já está à venda “ Manual do Desempregado” de Liberato, ed. Mortas, 8€.
- Dentro de dias “ Saloon”, de A. Pedro Ribeiro e “Teatro d’Abjecção”, de A. Dasilva O
E neste sentido há que ter em conta Giacomo Leopardi e à sua profecia: “Ouve, Copérnico ( deve ler-se Lolita)… e se queres estar mais tranquilo, segue este conselho: o livro que hás-de escrever a propósito disto, dedica-o ao Papa. Desse modo, prometo-te que nem perderás o canoninato.” E assim Lolita seguiu as regras, a profecia.
Na Pulga já está à venda “ Manual do Desempregado” de Liberato, ed. Mortas, 8€.
- Dentro de dias “ Saloon”, de A. Pedro Ribeiro e “Teatro d’Abjecção”, de A. Dasilva O
06 dezembro, 2006
01 dezembro, 2006
Pulga delicia-se a ver as senhoras a decorarem, com ternura, o corredor da morte com efeitos natalícios e Pulga pensa, só falta o Pai Natal e nisto vê Capitão Gancho, algo aborrecido, com o jornal Público na mão e dá-me a ler o local, onde o decrépito Miguel Piranha, tenta dar testemunho via, punheta jornalística, da sua miserável e paternal existência de merceeiro, afirmando que era ele que sustentava Capitão Gancho e Pulga: Está encontrado o Pai Natal! do corredor da morte e o segredo do êxito da Pulga. Também fica esclarecido o porquê de, segundo consta, o jornal Público despachar para o desemprego alguns dos melhores jornalistas.
O Porto ainda se queixa do Putin.
O Porto ainda se queixa do Putin.
29 novembro, 2006
28 novembro, 2006
INSCRIÇÃO NA LÁPIDE, DE FERNANDO MORAIS, edições mortas, 10euros JÁ
CANTA NA pulga, FINALMENTE. SEGUE-SE UM FRAGMENTO DO prefácio DE AUTORIA DE J.C.JERÓNIMO PAULO BERNARDINO RIBEIRO
“ Esta é uma história de amor e traição. Vive-se num momento de turbilhão revolucionário. Estamos em Paris, Maio de 1968, eternizado pela tomada das ruas pelo movimento estudantil revoltado contra a vida manietada, contra a guerra imperialista contra o nivelamento conformista, pelos lazeres de uma sociedade de plástico. Jovens que ergueram barricadas que se organizaram solidários para que o poder de decisão sobre as suas próprias vidas lhes fosse restituído.
A ordem vigente acolheu-os com a repressão violenta das forças policiais militarizadas. O confronto sangrento paralisou toda uma nação. Solidária, outra geração ergueu a voz face à barbárie. Intelectuais e operários, os pais que viam a sua descendência, nas ruas, brutalizada pelos cães da guerra. Estava constituído um novo movimento urdido no diálogo e na acção revolucionária. Já não se tratava apenas de fazer voar as pedras da calçada. Havia debates na Sorbonne, mas também nas avenidas e nas esquinas de Paris amotinada contra a intolerância dos que se agarram ao poder a todo o custo (mesmo o da vida humana). Por toda a França discutia-se o futuro, a autogestão, os caminhos da emancipação dos gestos quotidianos, a autoridade de cada indivíduo em expressar-se consoante a sua verdade.
Estes foram alguns dos factos. A História encarregou-se de mastigá-los, digerilos à imagem de outras conveniências que não as motivações originais do movimento revolucionário de 68. Conveniências de "objectos culturais" a serem consumidos, roupas de marca, compêndios e livros, anúncios para a venda de automóveis: "sejam razoáveis, exijam o impossível".”
CANTA NA pulga, FINALMENTE. SEGUE-SE UM FRAGMENTO DO prefácio DE AUTORIA DE J.C.JERÓNIMO PAULO BERNARDINO RIBEIRO
“ Esta é uma história de amor e traição. Vive-se num momento de turbilhão revolucionário. Estamos em Paris, Maio de 1968, eternizado pela tomada das ruas pelo movimento estudantil revoltado contra a vida manietada, contra a guerra imperialista contra o nivelamento conformista, pelos lazeres de uma sociedade de plástico. Jovens que ergueram barricadas que se organizaram solidários para que o poder de decisão sobre as suas próprias vidas lhes fosse restituído.
A ordem vigente acolheu-os com a repressão violenta das forças policiais militarizadas. O confronto sangrento paralisou toda uma nação. Solidária, outra geração ergueu a voz face à barbárie. Intelectuais e operários, os pais que viam a sua descendência, nas ruas, brutalizada pelos cães da guerra. Estava constituído um novo movimento urdido no diálogo e na acção revolucionária. Já não se tratava apenas de fazer voar as pedras da calçada. Havia debates na Sorbonne, mas também nas avenidas e nas esquinas de Paris amotinada contra a intolerância dos que se agarram ao poder a todo o custo (mesmo o da vida humana). Por toda a França discutia-se o futuro, a autogestão, os caminhos da emancipação dos gestos quotidianos, a autoridade de cada indivíduo em expressar-se consoante a sua verdade.
Estes foram alguns dos factos. A História encarregou-se de mastigá-los, digerilos à imagem de outras conveniências que não as motivações originais do movimento revolucionário de 68. Conveniências de "objectos culturais" a serem consumidos, roupas de marca, compêndios e livros, anúncios para a venda de automóveis: "sejam razoáveis, exijam o impossível".”
26 novembro, 2006
Pulga ontem esteve com A DASILVA O na Casa Viva no Romp projecto. O a intervenção “ Morte ao Estado Poético, Viva a Poesia” foi lá criado, serve, como uma luva para o dia em CESARINY de Vasconcelos, MÁRIO nos pôs os cornos
“ Morte ao Estado poético, Viva a poesia (refrão)
Para acabar de vez com a solução do Poema Final
Poema
É um animal ferido
De morte
Que nos olha
Incontornável
Boa noite amantes, o meu amor-ódio
Ao estado poético e a todos os seus funcionários-poetas
Mentalmente pré-reformados, reformados
E são mais que as mães uns com o cancro da metáfora, da comparação, da imagem, do caralho que os foda a todos; outros hipertensos e carregados de pace-makers do real, do narrativo, da metonímia, da redundância,…, venha o diabo que escolha, pois estamos num estado de direito
É verdadeiramente comovente aqui estar
Mais me parecendo que sonho acordado
Aquele, onde, tal como a Salomão
Deus apareceu-me em sonhos
E colocou-me questões, desejos os mesmos
Apenas lhe pedi que desaparecesse e me deixasse em paz podre
Pois, tinha que recuperar forças
Para acabar o Poema Final antes que Alexandria,
As Torres Gémeas ardessem
Possuídas pelos voos absolutos
Do puro acto criativo
De Sol a Sol a minha imaginação não pára de trabalhar
E vocês não imaginam o esforço
De destruir o que os outros destruíram
E Alexandria ressuscita sem sentido das cinzas
Num poema impossível
em terra de mortos-vivos a babel pós-moderna
Para gáudio dos poetas que não dão descanso
À dor de a encher de sentido
os voos dogmáticos
sobre o paraíso
Ó DOR MALDITA, PORQUE ME ABANDONASTE?
VOLTA! VOLTA E VOLTA!!!
AINDA NÃO ESTOU MORTO
E O MEU SANGUE ANSEIA
PELA TUA PALAVRA
eis a tarefa
sobre essas bocas de incêndio
ejacular
cinza
do Poema Final
não escrevo, sangro
na procura do meu contrário
a ARTE não existe.
É um facto.
Existe apenas a sua obra.
A sua imitação
II
Árdua tarefa essa, a de Pensar,
A necessidade de estar pronto a esse sacríficio-paraíso
Obriga a que antes de mais não penses
Lembrar um pensamento
Anula o acto de Pensar
Tornando impossível, poético e inesquecível
Para a arte de Pensar
Seguram-se os filósofos aos poetas
E estes à faculdade de nada
Pensar
Tal Adão e Eva
Vivem num bairro de lata
Na periferia do paraíso
A enriquecer urânio
Dando aulas de poesia criativa
III
Adormeço nesse moinho lírico
Deliciando-me com esse sonho proibido
Cheio de lágrimas
Claro confuso
A água ardente
Há esse desejo de estar com ninguém
Esse sujeito impossível
Tão inútil
Tão livre
Como uma ave morta
Pousada no olhar
Do eu perdido
IV
A moral é a base de sustentação
Dos inúteis à sociedade
Sou um fraco
Que devora
O forte
Esmagando-me no chão
Tal beata
Beijo-lhe os pés cheios de sangue
O leite
Do poema absoluto
V
também passei por essa fase, meu caro Contrário…claro…claro… que estou a sentir nesse medíocre Poema Final
a intenção …intenção…académica…de expulsar essa escumalha… os poetas da cidade, da poesia…sim que os há de muita merda pseuda…pois, assim seja…que os pariu
…mas é um facto…actual que eles estão entre nós…tal abutres…percebe, Contrário...
O que lhe estou dizer? …
…doa a quem doer…sou capaz de andar à porrada por causa
De Camões…Antero…Pessoa…está a ver a cena, Contrário?... Dê para onde der…é tudo uma questão de política
…enrola…baralha e torna a dar…percebe? …a certeza é quase
Absoluta…tira…isso…e quer uma prova actual?…olhe à sua volta com olhos de ler…é quem mais chafurda em poesia…do salve-se quem puder…
É poeta aquele que vomita
Páginas em branco
Em busca do seu contrário
Impedindo o homem de chegar a Deus
Acreditando Nele
Impedindo que o criminoso
Se aproxime da sua vítima
tira a palavra mama da boca
E beija a palavra cona…isso…abre a boca e mostra a palavra merda
…isso…na ponta da palavra língua e trinca-a bêbada
De esperma…isso…claro…a vida é a única verdade…a maior
…isso…só que não tem coração…enrola…estou-te a ver…tão grande
Que nem se vê…isso…claramente…a morte
À vista desarmada…claro…
YI
Estou no Real a arder
Contra
A minha vontade
A arte de arder
A Palavra é a mais pura das chamas
Possuída de dor
Duplamente visível
Logo invisível
A palavra chama
A sua própria ausência
Não sei o que gritar
Sobre o que está dito
Desde que me conheço
Que não digo outra coisa
Senão repetir-me
Escrever é violar,
Esquartejar, as mãos no gelo do movimento
Do veículo-parado dança aos saltos e aos grunhidos
E o cheiro é nauseabundo
Bem-ditos aqueles que em palavras
Suportam o destino do indizível
YII
O poeta procura na multidão
A sua vítima, o seu assassino
Com os pulsos abertos
E com uma faca em cada mão a lacrimejar
Poemas de abrir a Palavra
Que este persegue
Na multidão
Um poeta deve ser um cadáver cheio de flores artificiais
Tal como a verdade e liberdade
Cadáver cheio de demónios
Mimética a solidão finge ser
Cadáver do poeta depois
De lhe devorar a língua com requintes de lucidez
O AR PURO DUM POETA MORTO
O BLOQUEIO METAFÍSICO
DO DIZÍVEL
A VERDADE TEM DESTAS COISAS
O POETA MORRE
E OS SEUS MIL INDIZÍVEIS
ASSASSINOS
COMEÇAM A VOMITAR
POESIA”
“ Morte ao Estado poético, Viva a poesia (refrão)
Para acabar de vez com a solução do Poema Final
Poema
É um animal ferido
De morte
Que nos olha
Incontornável
Boa noite amantes, o meu amor-ódio
Ao estado poético e a todos os seus funcionários-poetas
Mentalmente pré-reformados, reformados
E são mais que as mães uns com o cancro da metáfora, da comparação, da imagem, do caralho que os foda a todos; outros hipertensos e carregados de pace-makers do real, do narrativo, da metonímia, da redundância,…, venha o diabo que escolha, pois estamos num estado de direito
É verdadeiramente comovente aqui estar
Mais me parecendo que sonho acordado
Aquele, onde, tal como a Salomão
Deus apareceu-me em sonhos
E colocou-me questões, desejos os mesmos
Apenas lhe pedi que desaparecesse e me deixasse em paz podre
Pois, tinha que recuperar forças
Para acabar o Poema Final antes que Alexandria,
As Torres Gémeas ardessem
Possuídas pelos voos absolutos
Do puro acto criativo
De Sol a Sol a minha imaginação não pára de trabalhar
E vocês não imaginam o esforço
De destruir o que os outros destruíram
E Alexandria ressuscita sem sentido das cinzas
Num poema impossível
em terra de mortos-vivos a babel pós-moderna
Para gáudio dos poetas que não dão descanso
À dor de a encher de sentido
os voos dogmáticos
sobre o paraíso
Ó DOR MALDITA, PORQUE ME ABANDONASTE?
VOLTA! VOLTA E VOLTA!!!
AINDA NÃO ESTOU MORTO
E O MEU SANGUE ANSEIA
PELA TUA PALAVRA
eis a tarefa
sobre essas bocas de incêndio
ejacular
cinza
do Poema Final
não escrevo, sangro
na procura do meu contrário
a ARTE não existe.
É um facto.
Existe apenas a sua obra.
A sua imitação
II
Árdua tarefa essa, a de Pensar,
A necessidade de estar pronto a esse sacríficio-paraíso
Obriga a que antes de mais não penses
Lembrar um pensamento
Anula o acto de Pensar
Tornando impossível, poético e inesquecível
Para a arte de Pensar
Seguram-se os filósofos aos poetas
E estes à faculdade de nada
Pensar
Tal Adão e Eva
Vivem num bairro de lata
Na periferia do paraíso
A enriquecer urânio
Dando aulas de poesia criativa
III
Adormeço nesse moinho lírico
Deliciando-me com esse sonho proibido
Cheio de lágrimas
Claro confuso
A água ardente
Há esse desejo de estar com ninguém
Esse sujeito impossível
Tão inútil
Tão livre
Como uma ave morta
Pousada no olhar
Do eu perdido
IV
A moral é a base de sustentação
Dos inúteis à sociedade
Sou um fraco
Que devora
O forte
Esmagando-me no chão
Tal beata
Beijo-lhe os pés cheios de sangue
O leite
Do poema absoluto
V
também passei por essa fase, meu caro Contrário…claro…claro… que estou a sentir nesse medíocre Poema Final
a intenção …intenção…académica…de expulsar essa escumalha… os poetas da cidade, da poesia…sim que os há de muita merda pseuda…pois, assim seja…que os pariu
…mas é um facto…actual que eles estão entre nós…tal abutres…percebe, Contrário...
O que lhe estou dizer? …
…doa a quem doer…sou capaz de andar à porrada por causa
De Camões…Antero…Pessoa…está a ver a cena, Contrário?... Dê para onde der…é tudo uma questão de política
…enrola…baralha e torna a dar…percebe? …a certeza é quase
Absoluta…tira…isso…e quer uma prova actual?…olhe à sua volta com olhos de ler…é quem mais chafurda em poesia…do salve-se quem puder…
É poeta aquele que vomita
Páginas em branco
Em busca do seu contrário
Impedindo o homem de chegar a Deus
Acreditando Nele
Impedindo que o criminoso
Se aproxime da sua vítima
tira a palavra mama da boca
E beija a palavra cona…isso…abre a boca e mostra a palavra merda
…isso…na ponta da palavra língua e trinca-a bêbada
De esperma…isso…claro…a vida é a única verdade…a maior
…isso…só que não tem coração…enrola…estou-te a ver…tão grande
Que nem se vê…isso…claramente…a morte
À vista desarmada…claro…
YI
Estou no Real a arder
Contra
A minha vontade
A arte de arder
A Palavra é a mais pura das chamas
Possuída de dor
Duplamente visível
Logo invisível
A palavra chama
A sua própria ausência
Não sei o que gritar
Sobre o que está dito
Desde que me conheço
Que não digo outra coisa
Senão repetir-me
Escrever é violar,
Esquartejar, as mãos no gelo do movimento
Do veículo-parado dança aos saltos e aos grunhidos
E o cheiro é nauseabundo
Bem-ditos aqueles que em palavras
Suportam o destino do indizível
YII
O poeta procura na multidão
A sua vítima, o seu assassino
Com os pulsos abertos
E com uma faca em cada mão a lacrimejar
Poemas de abrir a Palavra
Que este persegue
Na multidão
Um poeta deve ser um cadáver cheio de flores artificiais
Tal como a verdade e liberdade
Cadáver cheio de demónios
Mimética a solidão finge ser
Cadáver do poeta depois
De lhe devorar a língua com requintes de lucidez
O AR PURO DUM POETA MORTO
O BLOQUEIO METAFÍSICO
DO DIZÍVEL
A VERDADE TEM DESTAS COISAS
O POETA MORRE
E OS SEUS MIL INDIZÍVEIS
ASSASSINOS
COMEÇAM A VOMITAR
POESIA”
23 novembro, 2006
Na montra de uma farmácia na baixa a morte tem um cigarro na mão direita. Olhando bem é medicinal e não está pensativo. Na televisão alguém bate nas imagens. Com distanciamento crítico um poeta vomita silenciosas lágrimas.
Aqui no corredor da morte é quem mais dá corda ao cebola biológico. Todos os Nobel são fascistas. Ponto de interrogação.
Os subsídio-dependentes pedem esmola junto aos semáforos e arrumam carros e alguém grita : uma cidade vê-se pelas putas.
A literatura também
Aqui no corredor da morte é quem mais dá corda ao cebola biológico. Todos os Nobel são fascistas. Ponto de interrogação.
Os subsídio-dependentes pedem esmola junto aos semáforos e arrumam carros e alguém grita : uma cidade vê-se pelas putas.
A literatura também
16 novembro, 2006
15 novembro, 2006
Temos estado todos reunidos, aqui no corredor da morte, à porta fechada. Os mais importantes malfeitores do global local do crime aceitaram o nosso convite para tentar tirar o corredor da morte da cauda da europa. Foi um encontro poético onde cada qual, além de trocar ideias e a tradicional experiência, leu um poema inédito, que iremos tentar editar quando estes caírem em domínio público, numa colecção que as edições mortas publicará no inicio do próximo com o nome de Pulga.
Somos informados que, ainda esta semana, estarão à venda os novos livros das edições mortas. Para já são dois: o de Fernando Morais, a Inscrição na Lápide e Manual do Desempregado de Liberato. Os outros lá para dezembro. Já não era sem tempo.
Pulga entretanto já cá tem a novidade IGREJA E ESTADO, à volta do contraditório bispo do porto, de António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas, 18euros.
E “ O Poeta a Pensar” poesia de Joaquim Brandão, um edição Círculo de Poesia, 5,75euros.
O resto ... Pulga diverte-se a ver o subsídiodependente Putin a dar tiros nos pés, basta olhar para os outdoors espalhados pela urbe, e a bater em mortos. É claro que cheira natal. “Nauseabundamente”
Somos informados que, ainda esta semana, estarão à venda os novos livros das edições mortas. Para já são dois: o de Fernando Morais, a Inscrição na Lápide e Manual do Desempregado de Liberato. Os outros lá para dezembro. Já não era sem tempo.
Pulga entretanto já cá tem a novidade IGREJA E ESTADO, à volta do contraditório bispo do porto, de António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas, 18euros.
E “ O Poeta a Pensar” poesia de Joaquim Brandão, um edição Círculo de Poesia, 5,75euros.
O resto ... Pulga diverte-se a ver o subsídiodependente Putin a dar tiros nos pés, basta olhar para os outdoors espalhados pela urbe, e a bater em mortos. É claro que cheira natal. “Nauseabundamente”
02 novembro, 2006
A Dafne Editora divide-se em duas colecções:
Equações de Arquitectura:
- Ser um indivíduo chez Marcel Duchamp
Autor António Olaio
Preço: 15euros
- Projectos Específicos para um Cliente Genérico
Autor Pedro Bandeira
Preço: 15euros
E a Sebentas de História de Arquitectura de autoria de Domingos Tavares que traduzem o conteúdo das aulas de um curso de História da Arquitectura moderna,...,
Na Pulga estão disponíveis, os títulos
- Philibert Delorne
Profissão de Arquitecto
P: 10euros
- Filippo Brunelleschi
O Arquitecto
P: 10euros
- Inigo Jones
Classicismo inglês
P: 10euros
- António Francisco LISBOA
Classicismo no novo mundo
P: 10euros
Voltando a NADA 8 que tem sido lançada ao longo do país, é dado à capa os seguintes destaques: - Da arquitectura flutuante à produção do extraterrestre, Marcos Novak – As artes tecnológicas III, Jorge Leandro Rosa – Mundo em segunda mão, espaço público e ridículo, Daniel Innerarity – A quartra era da ficção interactiva, Nick Montfort e Blindspot, Herwig Turrk, Paulo Ferreira & Gunter Stoger
Equações de Arquitectura:
- Ser um indivíduo chez Marcel Duchamp
Autor António Olaio
Preço: 15euros
- Projectos Específicos para um Cliente Genérico
Autor Pedro Bandeira
Preço: 15euros
E a Sebentas de História de Arquitectura de autoria de Domingos Tavares que traduzem o conteúdo das aulas de um curso de História da Arquitectura moderna,...,
Na Pulga estão disponíveis, os títulos
- Philibert Delorne
Profissão de Arquitecto
P: 10euros
- Filippo Brunelleschi
O Arquitecto
P: 10euros
- Inigo Jones
Classicismo inglês
P: 10euros
- António Francisco LISBOA
Classicismo no novo mundo
P: 10euros
Voltando a NADA 8 que tem sido lançada ao longo do país, é dado à capa os seguintes destaques: - Da arquitectura flutuante à produção do extraterrestre, Marcos Novak – As artes tecnológicas III, Jorge Leandro Rosa – Mundo em segunda mão, espaço público e ridículo, Daniel Innerarity – A quartra era da ficção interactiva, Nick Montfort e Blindspot, Herwig Turrk, Paulo Ferreira & Gunter Stoger
21 outubro, 2006
No passado dia 8, Pulga, a minha querida livraria, e/ou, a livraria do tamanho de um livro, festejou dois anos de vida. A festa foi de tal maneira que como sabem encharcou o corredor da morte com fragmentos do disco duro
Pulga esteve no Rivoli, às portas. Parabéns ao Plástico, pelo seu espectáculo, pós-teatro. À B. Brecht denominamos O Terror e a Miséria no Segundo Mandato. O Putin também não esteve mal ao mandar congelar os actores e retirar-lhes as águas. Nesse sentido demonstrou ter alguma sensibilidade cultural. Pena foi que o Plástico não tivesse tido a vis de ter pegado fogo ao Rivoli. Mas talvez na próxima. Mal, estiveram alguns cronistas, nomeadamente, P.Pereira, a quem aconselhamos cuidado, pois um pouco mais de esforço e tornar-se-á em mais um Júlio Dantas pós-moderno, medíocre e politicamente correcto. E é pena que o corredor da morte até gosta de lhe dar razão a maior parte das vezes. Já devia saber que o local de representação deve denunciar os males da sua época e ser um lugar de revolta, corrupção e lucidez, transformando o contribuinte num cidadão.
Pulga antes foi ver os Negros, mas pagou, e contavam-se pelos dedos das mãos os espectadores. Por isso vamos com calma. Cá fora os Brancos manifestaram-se. Falta saber se a mando de Putin.
O nº 8 da revista Nada chegou à Pulga pela mão do João e do Granja, e lançado em Gaia onde Pulga falou com um dos teóricos do pós-teatro J.Urbano.
Lá conhecemos a Dafne Editora, livros de Arquitectura, www.dafne.com.pt, o André Tavares já fez o favor de os colocar na Pulga. Nas próximas descargas falaremos deles. Até lá consultem a página, pois “Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém dos Arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva” como escrevem no analógico catálogo
Pulga esteve no Rivoli, às portas. Parabéns ao Plástico, pelo seu espectáculo, pós-teatro. À B. Brecht denominamos O Terror e a Miséria no Segundo Mandato. O Putin também não esteve mal ao mandar congelar os actores e retirar-lhes as águas. Nesse sentido demonstrou ter alguma sensibilidade cultural. Pena foi que o Plástico não tivesse tido a vis de ter pegado fogo ao Rivoli. Mas talvez na próxima. Mal, estiveram alguns cronistas, nomeadamente, P.Pereira, a quem aconselhamos cuidado, pois um pouco mais de esforço e tornar-se-á em mais um Júlio Dantas pós-moderno, medíocre e politicamente correcto. E é pena que o corredor da morte até gosta de lhe dar razão a maior parte das vezes. Já devia saber que o local de representação deve denunciar os males da sua época e ser um lugar de revolta, corrupção e lucidez, transformando o contribuinte num cidadão.
Pulga antes foi ver os Negros, mas pagou, e contavam-se pelos dedos das mãos os espectadores. Por isso vamos com calma. Cá fora os Brancos manifestaram-se. Falta saber se a mando de Putin.
O nº 8 da revista Nada chegou à Pulga pela mão do João e do Granja, e lançado em Gaia onde Pulga falou com um dos teóricos do pós-teatro J.Urbano.
Lá conhecemos a Dafne Editora, livros de Arquitectura, www.dafne.com.pt, o André Tavares já fez o favor de os colocar na Pulga. Nas próximas descargas falaremos deles. Até lá consultem a página, pois “Dafne é uma editora de vão de escada, como alguém dos Arquitectos do Porto. Vai ensaiar a publicação de livros de arquitectura, agora que já são mais de mil os potenciais leitores interessados nesta temática sob a forma de escrita reflexiva” como escrevem no analógico catálogo
26 setembro, 2006
“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“A Poesia dos Pequenos Insectos”, livro de poemas de Rui Carlos Souto, 7euros, da www.editoracantoescuro.blogspot.com é o sexto título da editora e o terceiro do autor, “Maneiras de Andar”, black sun ed. e “Cinco Luas e um Navio” ed. mortas.
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
“ A PULGA
Acaricia o corpo
Como se morder pudesse ser
Fazer sexo
Numa espécie de proibição
A pulga faz-se prostituta
Esforçando-se por sentir
Tudo mais fácil
É sobretudo a noção de
Equilíbrio que faz a pulga
Morder
Não há mais espaço para a
Pulga
Que reproduz a sua vida
Na aparência dos outros
Num futuro disforme e pouco
Atractivo
Observa-se a beleza abstracta
Da pulga
No acaso em que se deixa de
Pensar
Quando age repressivamente
Prende os sentidos a qualquer
Coisa, que tem interesse relativo”
05 setembro, 2006
O corredor da morte retira a cabeça da areia. Não se passa nada. Mergulha de novo no real e em toda a sua excrescência.
Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.
As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
A Voz de Deus 3 está em elaboração
Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra
Blog masturba-se até ejacular sangue
O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.
Pulga começa a pensar em deslocalizar-se. O útero materno chama-a.
As edições mortas pensam até ao dia do seu segundo aniversário editar finalmente:
- A Inscrição na Lápide, de Fernando Morais
- Manual do Desempregado, de Liberato
- Saloon, de A. Pedro Ribeiro
- Teatro d’Abjecção, de A. Dasilva O.
A Voz de Deus 3 está em elaboração
Uránio continua a ser enriquecido à base de prozac e viagra
Blog masturba-se até ejacular sangue
O corredor da morte retira uma vez mais a cabeça da areia e olha www.deflagra.blogspot.com, almanaque satírico, poesia crítica e política diletante. 2euros.
17 agosto, 2006
07 agosto, 2006
E então está a gostar? Está a gostar dos estúpidos livros recomendados para as suas merecidas férias? Uma merda, não são?! É só palha, não é? Mais vale ler a Maria e os seus múltiplos orgasmos, não vale? Aqui no corredor da morte “ As onze mil vergas” de Apollinaire, “ Os paraísos artificiais” de Baudelaire , “do Assassínio como uma das belas artes” de Thomas de Quincey e “ Chocolates choupe la peace, de A Dasilva O são prazeres obrigatórios de quem está sombra.
01 agosto, 2006
Não há direito! Então o meu nome não reza na lista negra?! É uma injustiça!, o corredor da morte lamenta que todo o trabalho de uma vida em prol da fuga ao politicamente correcto não tenha sido levado em conta. No entanto o corredor da morte não desiste da sua missão: corromper
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
Chegam novidades à Pulga pela mão da www. edicoes- vendaval. pt:
DESCRENÇA E DESCRÉDITO, 1. A decadência das democracias industriais, de Bernard Stiegler, 23euros
VISÕES E DEMONSTRAÇÕES, de Maria Teresa Duarte Martinho, 7eurosE o número 2 da revista, em co-edição Diatribe, 11euros, com colaboração de Fernando Guerreiro, O que é feito da vanguarda?- se já sabe por que é que ainda pergunta?; Maria Filomena Molder, O coração pensante e a faculdade de julgar; entre outras, e a entrevista a Jacques Rancière por Maria-Benedita Basto
22 julho, 2006
O corredor da morte conseguiu este ano a bandeira azul. Após algumas semanas e muitos carros de mão de areia conseguimos o impossível: a evasão. “ a evasão ...põe em questão precisamente esta pretendida paz consigo, pois que ela aspira a romper o encadeamento do eu a si ... ela evade-se do ser mesmo, do «si mesmo», e de forma alguma a sua limitação ... O ser nada tem em vista a não ser a brutalidade da sua existência que não coloca a questão do infinito.” DA EVASÃO, Emmanuel Levinas, estratégias criativas, 10euros.
29 junho, 2006
O nosso Primeiro e Idiotia, a sua dama, cá passaram pelo corredor da morte carregados de choques tecnológicos para que, em rede, o nosso corredor não perca o comboio do futuro, dado que é preciso fazer com a burocracia e todos os seus anões mantenham os direitos adquiridos em bom estado de conservação na vetusta e situada máxima: é preciso mudar as coisas para que tudo continue na mesma.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
Nesta estúpida e correcta estação aproximam-se a alta velocidade os devoradores de livros, cuidado pois, com todos esses que durante o resto do ano não têm tempo para ler. Pulga observa-os com o sorriso de Gioconda
A ressonarem sobre o código de Sísifo.
21 junho, 2006
O corredor da morte alegra-se para mais uma noite de s. João, Graffiti e Grafitty cospem as paredes da urbe com quadras:
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
I
Neste corredor
A morte é musa
Onde s. João dor
Mija toda a tusa
II
Com tal absinto
Poetas embebeda
Não penso, sinto
A urbe fatal feda
III
Mortos e vivos
Humanos dançam
No abismo uivos
Ao fogo se lançam
13 junho, 2006
“ Se o homem, por vezes, não fechasse
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
soberanamente os olhos, acabaria por deixar
de ver o que vale a pena ser visto.”
René Char
Próximo dia 17, Sábado, Pulga fechará mais cedo, pelas 17h30 para estar presente no Espaço T, sala de convívio – Edifício Escola EB 1 nº 25 da Sé, Rua do Sol, nº 14, 2º, 4000-527 Porto, pelas 18h na Perfomance Literária “ A Poesia ao Palco!” organizado pelo atelier de Escrita criativa: Sílvia de Almeida Silva, Fernando Mendes, Miguel Moura e Participações: A Dasilva O, Virgílio Liquito, entre outros
Convite está feito, entrada livre
09 junho, 2006
Pulga olha em silêncio o movimento das sirenes. O silêncio reflecte-se na urbe cercada pelo tédio e pelo trovão. No corredor da morte boia o cadáver da literatura. O palhaço ausente relê A Morte da Mãe de Charlot, de Federico García Lorca
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
Aqui penetra a revolta. Qual? Os mortos que a definam!, Virgílio Liquito no dia da morte da sua mãe
29 maio, 2006
17 maio, 2006
Pulga observa a guerra de palavras entre o homem multidão, o velho flâneur e o homem ordinário. A Urbe é um cemitério de sonhos. Nesta discussão infinita, desde o surgimento das cidades, o jogo de máscaras não ultrapassa o academismo do código da estrada. O homem ordinário saca da Bíblia para fundamentar o seu raciocínio, o seu horror ao vazio. O velho decadente chama por Lolita, a cadela e o homem multidão atende o telemóvel
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
No corredor da morte, anónimo, Hugo Chávez aproxima-se sorridente e com Pulga conversam sobre o socialismo da libertação
Pulga regressa à guerra de palavras para observar o homem ordinário a ser ferrado por Lolita, depois deste tentar tirar-lhe uma camisa de vénus da boca, batendo-lhe com a Bíblia. O velho decadente dá-lhe umas bengaladas. O homem multidão atira com o telemóvel ao chão e saca doutro e não pára de berrar
09 maio, 2006
E o corredor da morte encheu-se de baratas carregadas de tecnologia, todas em cortejo fúnebre, por um futuro melhor. Baratas desse cadáver que procria, esse burro carregado de livros que agarrado pelos beiços à cauda da Europa desejava ser sempre estudante. E é vê-las alegres e contentes a vomitarem, iletrados, moral e bons costumes, tédio e paz podre. Apoiados por pais e avós babados. Estes por sucessivas passagens administrativas e aqueles por sucessivas lavagens ao cérebro dum cavaquismo apaixonado por um ensino superior da mediocridade
02 maio, 2006
A Canto Escuro, editoracantoescuro.blogspot.com, deu cá um salto com duas novidades:
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
“A Fachada da Igreja” de Padre Mário de Oliveira, 9euros, preço Pulga. “Mário de Oliveira. Padre, sim, mas pouco. Ou Não-Padre Mário de Oliveira. Como fiz questão de lhe dedicar o meu livro, no final da sessão sobre blogs em que participámos e nos conhecemos. É igualmente como Não-Padre que o apresento ao leitor, nesta antologia de textos extraídos do « Jornal Fraternizar» que compilei e intitulei « A Fachada da Igreja». Escreve o editor Vitor Vicente que se faz acompanhar do seu “Tríptico do Narciso” numa tiragem numerada e assinada pelo autor, 5euros, preço Pulga. Teixeira de Pascoaes e Nick Cave dão o mote, em dia brado, entre metamorfoses malditas e juízo final.
“ Os ricos vivem do cadáver dos pobres” Mais Fernando Morais desta feita com “ O poema do outro lado”, 8euros, livro de poemas numa edição, associada, de autor.
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