29 abril, 2008


















Inevitável. Aí estão, cinco dos nossos raros dedos, à disposição dos mais interessados (faça a sua oferta pelo conjunto dos dedos, ou por um em particular via tlm: 91 422 30 65) para dar uma mão cheia de novas publicações:

- PAPA, a revista aborto (1983)
- Homenagem Póstuma a José Augusto Seabra (1983)
- Última Geração nº O (1984)
- Última Geração nº 1 (1986)
- Última Geração nº 2/3 (1986)
- Broche Suburbano (1986)
- Última Geração nº 4/5 (1987)


Entretanto e dada a inconsequente Europa os reis do lixo voltam ao poder, depois da França, agora em Itália.
Em Portugal, esse velho aterro sanitário, a luta continua, entre as elites, Ruína e o Lixo, para não haver fronteira nem estado de direito entre si.


Com a ajuda de uma lupa, Pulga, ao som da Sagração da Primavera regista quatro novos títulos na biblioteca do Centro Nacional de Contracultura, a saber:

- BARROS BASTO, A MIRAGEM MARRANA, de Alexandre Teixeira Mendes, edição www.ladina.blogspot.com

- ATITUDE INESPERADA DE UM DEFICIENTE DE GUERRA PERANTE O QUADRO DE FRANCISCO GOYA NO MUSEU DO PRADO (TEATRO), de António Faria, edição Marânus, Praça Filipa de Lencastre, 22-3º, 4050-259 Porto

- ÉTICA JUDAICA 1, Hermenêutica elementar, de André Veríssimo, edição Magen David

- CRÓNICAS, de Fernando Martinho Guimarães, edição http://incomunidade.blogspot.com





18 março, 2008

Fome de Salazar. Mais que um sopro ou vírus é uma doença crónica intelectual, académica visível como auto-censura. Ninguém diz o que pensa. Ninguém pensa o que diz. O diagnóstico está feito e é só fazer zapping pela comunicação social, pela partidocracia legitimada pelo voto, pela net e pela industria livreira que edita traduções de estudos onde fomos bafejados pela História, mas que o Fim da História não perdoará. Nesta via sacra o Anticristo vai de novo ao poste com a Europa às costas a roer-lhe a cauda. É o primeiro Cão Perigoso a ser abatido. Mas nada de desassossego o Eterno Retorno ressuscitará ao terceiro dia. Até que a morte nos separe.

Entretanto faz cinco anos que o Ocidente foi fazer turismo selvagem para Oriente.
Como vitimas, tem sido uma delicia este choque de civilizações. Tanta paz, tanto amor já enjoa.

Está a fazer, em lume brando, vinte anos que o Movimento de Rádios Livres fechou portas. Foram 7, 8 anos em que provocamos orgasmos sucessivos à jovem democracia e desesperamos todos os donos da liberdade. Hoje a rádio não passa de um pequeno electrodoméstico da paz podre e das suas horas de ponta.

As Edições Mortas pensam dar à luz até finais do ano um livro sobre a Caos, Rádio Caos.

17 março, 2008


Cá estamos nós cheios de corrupção nos paços perdidos do Centro Nacional de Contra Cultura a dar sentido a mais um ciclo/círculo infernal de inflamações, deformações, fracturas, rigidez e anquilose intelectual do actual estado coisas visíveis e invisíveis…

Como veremos mais adiante

Antes de mais as Edições Mortas agradecem a todos os autores que nos enviaram os seus originais, a paciência, mas enquanto não cumprirmos os compromissos assumidos dificilmente assumiremos mais.

Pulga encheu-se de espelhos, labirintos e transformou-se na biblioteca do Centro Nacional de Contra Cultura. E está a deliciar-se com o primeiro título chegado “Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, edição http://www.zefiro.pt/, do Xamã Gilberto de Lascariz nosso subversivo amigo. “ Este é o primeiro livro, de três, alguma vez escrito ao longo da história da literatura oculta em que se enfatiza uma abordagem exclusivamente esotérica e iniciática do Wicca, sem facilitismos nem concessões new age”.

08 dezembro, 2007


Nos próximos dias 15 e 16 as Edições Mortas, entre as 14h e 21h, estarão em carne e osso na I Feira Laica nos Maus Hábitos

27 novembro, 2007


NADA nº 10 com os "Estudos Culturais e de Arte Pós-Moderna", "Os Dilemas da Tecnociência", "O Futuro Começa Agora" e "Arte Biológica Vista do Laboratório" entre outros temos

BIG ODE 3, Fusão como tema de fundo onde o corpo vai caindo na página em branco; se revolta nesse túmulo que é a imagem e renasce das cinzas como corpo-discurso

onde Henrique Manuel Bento Fialho, via Canto Escuro, fuma livremente o seu "O Meu Cinzeiro Azul"

novidades presentes no salão caótico PULGA-MERCADO NEGRO

07 novembro, 2007

MERCADO NEGRO – FEIRA DO LIVRO ALTERNATIVO
DE 4 A 7
DE DEZEMBRO
DAS 11H
ÀS 19H
ESCOLA
ARTÍSTICA
E PROFISSIONAL
ÁRVORE
RUA BARBOSA
DE CASTRO, 51
PORTO


A ESCOLA ARTÍSTICA E PROFISSIONAL ÁRVORE E AS EDITORAS INDEPENDENTES: EDIÇÕES MORTAS, ESTRATÉGIAS CRIATIVAS, BLACK SUN, VENDAVAL, CANTO ESCURO, CORPOS, CHILI COM CARNE, …, E AS REVISTAS: NADA, ÁGUAS FURTADAS, INTERVALO, BOCA DE INFERNO, BIG ODE, HÚMUS E COICE DE MULA, ENTRE OUTRAS, PROMOVEM MAIS UMA EDIÇÃO, A Vl, DO MERCADO NEGRO – FEIRA DO LIVRO ALTERNATIVO – ONDE SERÁ MAIS FÁCIL, NESTA ALTURA, ENCONTRAR AS NOSSAS PUBLICAÇÕES. TAMBÉM ESTARÁ PRESENTE A LJ CAPITÃO GANCHO COM OS SEUS ALTERNATIVOS PRODUTOS
ZONA DE ROUBO como nas edições anteriores será possível roubar um livro numa compra igual ou superior a 30€

Se é um editor independente e quer participar no Mercado Negro faça o favor de nos enviar as publicações para a morada acima com o preço de venda na feira e os correspondentes 30% para a organização e alguns títulos para a zona de roubo

06 novembro, 2007

Aí está mais uma edição, a VI, do agora pulgaMERCADO NEGRO será no sítio do costume, A Escola das Virtudes (profissional Árvore) -rua barbosa de castro, 51) ali perto do desfigurado (pela cultura) jardim da Cordoaria. É já entre 4 a 7 de Dezembro das 11h às 19h é claro com fecho para o almoço entre as 15 e as 16h, mais coisa menos coisa

30 outubro, 2007

Mudar de Vida jornal popularn1www. jornalmudardevida.net foi lançado no último sábado na Casa Viva como um antítodo contra a cicuta governativa socrática e um pontapear na esquerda para que esta acorde da sua apatia


Igreja e Estado, À volta do contraditório bispo do Porto, por António Teixeira Fernandes, uma edição Estratégias Criativas
No presente estudo o autor desenvolve a preocupação e o esforço analítico de enunciar factos, de estabelecer relações, de buscar lógicas, de forma a compreender a situação criada na diocese do Porto e em Portugal com o “caso” do bispo do Porto:

“ Na parenética que lhe vem sendo feita, afirma-se que há um caminhar “até ao deflagrar do afrontamento com o poder, afrontamento que ele assumirá como bispo da Igreja, ao trilhar, sem ser político, os terrenos da política”. Falta aqui análise do sistema político e das diversas modalidades de fazer política no interior da sociedade civil. Em Relações entre a Igreja e o Estado, mostrou-se claramente que o bispo do Porto não terá sido intencionalmente político. A actividade política que nele se desenvolve fluí directamente do seu fundamentalismo. Trata-se de uma visão fundamentalista a extravasar naturalmente para a política, como costuma acontecer com toda a forma de fundamentalismo. Para este, o mundo está constituído na perversidade e na malignidade, que urge, por todos os meios ao alcance salvar, integrando-o adentro da própria Igreja.
Usando a linguagem de Max Weber, dir-se-á que D. António Ferreira Gomes não é profissional da política, sem, contudo, deixar de fazer política como bispo. A imagem que parece ser registada para a história acaba mesmo por ser essencialmente a de um político, embora haja quem, só por ironia, diga que “D. António entregou-se à Igreja e os outros bispos entregaram-se ao Estado”. Tem que se reconhecer que há formas estranhas de se entregar à Igreja. E não faz política, somente através da tribuna que a sua função de bispo lhe oferece. Era-lhe legítimo doutrinar. Isso decorre naturalmente da sua própria missão.” António Teixeira Fernandes, é Doutor em Sociologia, professor catedrático da Universidade do Porto e docente na Faculdade de Letras

Estratégias Criativas

24 outubro, 2007

Pulga- Mercado Negro avança para mais uma edição lá para finais de Novembro, mais pormenores dentro de momentos

A Editora Estratégias Criativas lança mais dois títulos e uma nota de protesto

Leonardo Coimbra. 1893-1936. Filósofo, Orador, Político

“ Este pequeno volume contém uma síntese biográfica e ideográfica de um dos vultos mais destacados da intelectualidade portuguesa da primeira metade do século XX: Leonardo Coimbra, filósofo, orador, político e professor.
Sentia-se necessidade, há algum tempo, de um estudo global da vida, da obra e do pensamento filosófico do Mestre portuense, pois estava completa a inventariação e publicação dos seus numerosos escritos dispersos e das referências às suas actividades em Periódicos (terminada em 1994), e os seus livros tinham sido escalpelizados do ponto de vista literário, científico, filosófico e pedagógico sucessiva e monograficamente.
Mas havia lacunas no estudo da sua produção literária da primeira fase (1906-1912), bem como da última (1923-1936). O esforço crítico e hermenêutico fora centrado na fase central e mais original da elaboração e difusão do Criacionismo. Por outro lado, o seu pensamento filosófico fora situado predominantemente em contexto cultural e filosófico português, descurando as ligações ao contexto europeu e universal.
Daí a oportunidade de uma síntese acessível, equilibrada, suficientemente elucidativa do conjunto da vida, da obra e do pensamento do Filósofo-Tribuno Portuense.
É o que faz o autor deste livro, conformando-se com o modelo escolhido, para esta colecção de biografias pela Editora Estratégias Criativas.
Nele se contém a biografia mais completa de Leonardo Coimbra, dando conta dos acontecimentos individuais, familiares e sociais que a marcaram e de todas as suas actividades: literária, docente, cultural, oratória e política, situando-as no tempo e no espaço, quantificando e qualificando-as sempre que possível, e apontando as vicissitudes, boas ou más, bem ou mal sucedidas, a quew estiveram sujeitas.
Particular relevo merece a actividade oratória e política, até aqui menos atendida.
O seu pensamento filosófico, pela primeira vez, é tratado na sua totalidade e evolução disringuindo três fases: idealismo libertário, idealismo criacionista, ideorealismo,
Particular desenvolvimento mereceu a transmutação filosófica e religiosa da fase final, relevando a assimilação gradual, e com alguma originalidade, do ideorealismo aristotélico-tomista e o longo percurso de reencontro com a Fé da Igreja Católica.”


“ O CRIACIONISMO de Leonardo Coimbra
Ignorado em obra científica recente

Com data de Setembro de 2007 veio a público o livro Evolução e Criacionismo- Uma relação impossível, e foi objecto de um ciclo de conferências organizado em Lisboa pela Culturgest, nos dias 8 a 12 de Outubro.
Trata-se de um debate que está na moda, vindo dos Estados Unidos, com alguma repercussão na Europa e com indícios de entrada em Portugal
É neste debate que os quatro autores do livro e, a prefaciadora-orientadora, Clara Pinto Correia, se empenham ardorosamente, como biólogos académicos, com intenções pedagógicas e ideológicas: prevenir o assalto do Criacionismo científico às nossas escolas públicas e às nossas mentalidades, ainda regidas por preconceitos criacionistas, quer dizer, teológico-cristãos e mesmo filosóficos.
Fiquei escandalizado ao consultar o Índice de autores das “Referências Bibliográficas” e não encontrar o nome de Leonardo de Coimbra, nem a referência da sua obra O Criacionismo. Porque, que eu saiba, é o único filósofo que deu ao seu sistema filosófico – “esboço de sistema” – este nome, quer em Portugal, quer em qualquer parte do mundo.
Como pode Leonardo Coimbra ser ignorado e estar ausente neste debate, em livro de autores portugueses, ele que tomou posição no mesmo, há um século, precisamente quando era muito acesa a oposição entre Positivismo, ou Cientismo, e Espiritualismo metafísico e religioso? Posição definidora do seu sistema, optando radicalmente pelo Criacionismo, mas sem negar a evolução; antes apoiando-se nela, tal como era formulada então nas ciências físicas, biológicas, psicológicas e sociológicas, como se pode ver na “Análise científica” – a primeira parte do seu primeiro livro de 1912.
Para o Filòsofo portuense, a relação entre a Evolução e Criacionismo, em vez de impossível é necessária – quer dizer, impõe-se por força da lógica do pensamento, do princípio de inteligibilidade ou de razão suficiente (para ele concretizado no princípio da máxima racionalização que rege todo o esforço de construção da ciência); e é mesmo imprescindível, para que o homem não se veja mutilado da sua dimensão metafísica e religiosa. Portanto, o seu Criacionismo é filosófico (metafísico e teista) com demonstração racional a partir de base científica experimental, tendo em conta o facto da evolução cósmica e biológica, tal como então se entendia cientificamente, com formação e informação perfeitamente actualizada
O seu Criacionismo do pensamento humano que, em alongação assimptótica, põe a hipótese do Criacionismo divino, teria, pois, de ser classificado pelos autores citados como exemplo de “Criacionismo científico”, isto é, invadindo os domínios da ciência, com “preconceitos” filosóficos e cristãos. Pois, como sabemos, a doutrina criacionista do Universo e do Homem tem origem bíblico-cristã e foi aceite e fundamentada durante séculos pela filosofia espiritualista, teista, de inspiração teológica cristã. A evolução, por sua vez, é um facto comummente aceite pelos cientistas nos dias de hoje e já no século passado, com explicações e interpretações teóricas divergentes, quer quanto ao conteúdo, quer quanto ao grau de certeza científica, dado tratar-se de um fenómeno registado no tempo, sujeito à historicidade, e irrepetível em observação directa ou em laboratório, ou seja, verdadeira e experimentalmente verificável.
Leonardo Coimbra nem sequer é citado a par de Bergson, este com uma brevíssima referência no capítulo 5, pela influência que teve o seu livro de 1907 L’Évolution créatrice, na divulgação das ideias evolucionistas em França, maior do que a teoria de Darwin. Ora, é sabido que este livro foi certamente uma fonte para Leonardo Coimbra na elaboração do seu Criacionismo, como consta em seus escritos, a partir de 1908. Mas, dele se afastou desde logo, recusando o carácter misterioso do “élan vital” e o anti-intelectualismo subjacente ao conceito de “intuição”, como acesso único ao fundo da realidade. Leonardo Coimbra opta por uma postura gnosiológica, racionalista, idealista, sintética, dialéctica, ascensional. Na evolução biológica, tal como a Razão experimental (científica) a elabora teoricamente ou nocionalmente, encontra a prova do criacionismo do pensamentto, ou do seu sistema filosófico.
Não podiam, pois, os autores do livro em referência deixar de o contar entre os representantes do “ Criacionismo científico “malgré lui” com alguma influência entre nós na actualidade, pois saiu recentemente a quarta edição do seu livro O Criacionismo, foi realizado um Colóquio sobre “ Filosofia e Ciéncia na Obra de Leonardo Coimbra”, em 1992, e acaba de ser publicada uma biografia do Filósofo e Tribuno portuense, incluindo uma síntese de todo o seu pensamento filosófico, diferenciado em três fases, sob o título “Leonardo Coimbra. 1893 – 1936. Filósofo, Orador e Político.”
Bem merecia, ao menos, uma “menção honrosa”, para ele e para a Filosofia portuguesa.

Ângelo Alves”
“Imaginário Turístico e Sociabilidades de Viagem é o título da obra de Rachid Amirou, recentemente editada pela Editora Estratégias Criativas, em co-edição com a Associação Portuguesa de Turismologia (APTUR).

O autor propõe neste trabalho um exame diacrónico dos comportamentos de viagem, investigando os possíveis contributos e vestígios de antigas formas de mobilidade humanas, e um exame sincrónico, pondo em evidência as motivações e as significações imputadas, nos nossos dias, à ideia de viagem nas suas diferentes formas.

Professor de Sociologia e Antropologia na Universidade de Perpignan, doutor em Ciências Humanas, Rachid Amirou propõe uma nova visão para o Turismo e para o Lazer, distinguindo três dimensões, que, segundo afirma, marcam a experiência do turista: a relação consigo próprio (a procura do sentido), a relação com o espaço (a procura do alhures) e a relação com os outros (a procura de novas sociabilidades, mais genuínas e naturais).

Colocando o imaginário turístico como elemento central da análise, o autor apresenta o Turismo como lugar de inovação societal, através do qual o homem moderno procura reconstituir uma sociabilidade perdida: a communitas. A viagem, as férias, são assim para Amirou, uma espécie de laboratório, uma área de jogo, que facilita a transição entre dois mundo: o mundo familiar de sujeito e o mundo desconhecido. Graças ao exotismo, entendido como um dos principais elementos do imaginário turístico, o desconhecido assume uma aura de atractividade, deixando de ser percebido como ameaçador.

Segundo Amirou “aqui o sujeito não é tanto o individuo – tão caro aos economistas neo – clássicos – mas sim a persona, com as suas dimensões de jogo identitário, de máscaras societais…”.

a obra poderá ser adquirida por 14 Euros (+ IVA) em diversas livrarias.”

17 outubro, 2007

Sim, pedimos desculpa mas por razões de sobrevivência temos andado a arrumar carros dentro das novas oportunidades a ver se conseguimos o choque, leia-se cheque, tecnológico necessário.

Sim temos estado a reflectir sobre o estado imundo do real no campo das hipóteses observando as ratos a circularem nos nossos cornos genealógicos

e neste sentido pedimos desculpa por esta interrupção

31 julho, 2007




Pedro Parcerias deixou-nos na sexta-feira passada. Quebramos o silêncio para lhe prestar a mais sublime e sentida das homenagens…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

04 julho, 2007

Obras e manobras não impedem Pulga de dar notícia de algumas chegadas: a Canto Escuro, www.edicoescantoescuro.blogspot.com, com duas novidades “Vertigem” de M. Parissy, e “As Noites Contadas” de Vítor Vicente ambos originais de poesia. Já sabem podem pedir ao homem-pulga que anda pelas ruas …da urbe, claro via tlm ou melhor ainda, directamente à editora

Durante os próximos meses, 2?, a Pulga deve estar a funcionar na nossa página. A Pulga-mar,ginal devido à logística também não se realizará na Foz. Estudam-se alternativas…a ver vamos

“HÚMUS, Revista Anarquista, #3 Abril 07” também cá está e no http:ccl.yoll.net “…A revista Húmus é uma publicação do Centro de Cultura Libertária, em Almada, que queremos fazer sair de quatro em quatro meses. Com a revista Húmus, pretendemos retomar o bom hábito crítico de expressar por escrito as reflexões e debates que realizamos, os textos e contextos que nos agradam. Já anteriormente existiram publicações do CCL, que se tornaram bastante importantes para o movimento libertário do seu tempo, como a Voz Anarquista, nos anos 70, a Antítese na década de 80, e o Boletim de informação Anarquista, nos anos 90.
…” introduzem e complementam, entre outros, “Prolegómeno para uma prática sem sentido”, “Teorias da Conspurcação, o grupo de Bilderberg” e o “destaque” a Jean Baudrillard sobre o niilismo, textos próprios e comentário sobre o “Jardim Devastado …”

27 junho, 2007

É já no sábado, dia 30 de Junho, pelas 18h30m, que A Dasilva O intervirá, na sala estúdio da Casa-Viva.blogspot.com, numa leitura encenada de UX, um original estupidamente dramático onde o autor-leitor se imagina em férias hospedado num quarto do hotel Obersalzberg, outrora lugar onde o núcleo duro nazi se reunia, mais conhecido por ninho das águias.

15 junho, 2007

Querem saldos? Muito bem há que dar um salto à nossa página edicoes-mortas.com e os nossos títulos disponiveis estão a 50% mais baratos do preço por lá praticado até finais de julho

sim, as novidades também

Hoje em Braga às 18h o nosso Saloon A.Pedro Ribeiro estará à vossa disposição na deliciosa 100ª página livraria. Rui Lage far-lhe-á companhia

O homem-pulga estará mais tarde, pelas 22h noPinguim, Porto, com o Manual do Desempregado, o Liberato autor e o pregador: dizeur António Pedro

06 junho, 2007

Prontos. Pulga saiu do corredor da morte de cabeça erguida, via injecção letal. Voltou ao útero materno Casa-Museu A Dasilva O. Onde calmamente irá renascer das cinzas, começando por abrir os caixões e devolver, o mais depressa possível, os livros aos editores que connosco –cumpliciaram- e que continuarão já que o quintal desprezado da Casa-Museu A Dasilva O realizará talvez final do próximo mês com uma feira Pulga e onde será lançado o Sangue dos Poetas, o vinho é fabuloso, o poema é no mínimo medíocre (mais pormenores com o andar da carruagem, esteja atento aos próximos capítulos, risos) Pulga será também uma querida livraria digital no sitio das www.edicoes-mortas.com e uma revista digital e tudo…

Pulga Mar-ginal feira é uma hipótese, lá para a Foz do Porto lá para finais, também do final do próximo mês

O homem-pulga voltará ao seu nomadismo pela urbe, sem lugar fixo, mas facilmente reconhecível já que transportará o seu abjecto caixão

No próximo dia 8 pelas 21,30 estará na Póvoa do Varzim no Diana Bar transformado metaforicamente no livro Saloon de A. Pedro Ribeiro

E o que mais se verá

Sempre no Outro lado da Literatura

22 maio, 2007

No próximo dia 31, PULGA, a minha querida livraria - do tamanho de um livro -, vai desta para melhor como tem sido notícia no corredor da morte.

As festas da Agonia começam pois amanhã com as Edições Mortas e outras editoras alternativas a servirem pratos de literatura alternativa a preços, como diria o outro, de perder a cabeça e claro com uma pequena zona de roubo

Entretanto chegou-nos CARNE revista trimestral nº1, 1€, pedidos www.carneeditora.blogspot.com e mais PRODUÇÕES GÉRMEN: literaturas e culturas nº 24, nº26, distribuição gratuita: Gérmen cadernos literários, nº12, 4ª série, 2,5€; e A OUTRA SEREIA, livro de poemas de Pedro Águas, 8€, pedidos para: Largo Zeca Afonso, lote 2, 1º E, 7570- 133 Grândola

04 maio, 2007

Mais

Nada.com.pt, chegou o nº 9, 8,57€, vezes “da consciência quântica aos mundos tecnoxamânicos” por Roy Ascott, “ Notas para uma genealogia da arte computacional” entrevista a André Favilla, “Desaparecimento, falha e êxodo” entrevista a João Tabarra, “O livro Porético” por Silva Carvalho e “ Corpos fragmentados e domesticados na reprodução assistida

mais contacto@sempreempe.pt, edições iniciam uma nova colecção: Cadernos Schumacher para a sustentabilidade com dois títulos: 1, “Criar Cidades Sustentáveis” por Herbert Girardet, 8€; 2, “Transformar a Economia, desafio para o Terceiro Milénio, por James Robertson, 8€

27 abril, 2007

O 25deAbril foi ontem violentamente espancado, arrastado e preso na comemoração dos seus trinta e três anos pelo terrorismo doméstico dum estado bipolar e intelectualmente desonesto atirando os seus cães à Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

33 anos depois a Pide, cheia de lantejolas pós-modernas, oxigenada e mascarada de força da ordem ressuscitou das cinzas

Bem pode, tal stripper, dançar à volta do senil discurso da ordem

que a Liberdade, Igualdade e Fraternidade tais heroínas de Sade jamais deixarão de enriquecer a Democracia

13 abril, 2007

Estamos, Edições Mortas, presentes na feira do livro de Braga no pavilhão da Letra Livre. Estamos lá, entre outros, os mais recentes.

Via Deflagra chegou o oitavo jornal-coice-de-mula@hotmail.com, 2€, “Na aceleração da velocidade que a máquina omnipresente ordena, já rumo a Marte e acumulando destroços, vamos morrendo um pouco mais uns para os outros. Por falta de tempo. Com a exaustão a apoderar-se da alma do mundo, na lunar paisagem interior alastram os buracos negros por onde a luz se despenha. Talvez o vazio assim criado à nossa volta anuncie um outro mundo”

E neste sentido ou, talvez, não, Fernando Morais enche a Pulga de ternura com o seu último livro de poemas “ um Pedacinho de Amor”, 7€.

07 abril, 2007

Big Ode 1, big-ode.blogspot .com, 7euros, chegou “com a participação de autores que contribuem para a continuidade da poesia visual, poesia experimental e apresentando-se como um projecto de investigação, pelo seu trabalho de pesquisa e antologia”

Águas Furtadas 10, revista-aguasfurtadas.blogspot.com de literatura, música e artes visuais, 11,40euros, pela Pulga nadam alguns números anteriores: 4/5, 8 e 9 “ desde o primeiro número que se pretende dar a conhecer nomes inéditos nas várias áreas da literatura e das artes, pondo-as ao lado de autores com algum relevo”

Entre aspas as palavras dos respectivos editores

03 abril, 2007

O corredor da morte anda preocupado, não pára de receber telefonemas anónimos. Cristo pergunta-lhe se tem inimigos? O corredor da morte sorri. E responde-lhe com uma pergunta, qual foi, desta vez, o que pedira para a última ceia? Cristo sorriu, CIANETO gargalhou, vamos lá ver se desta não volto ao corredor da morte ao terceiro dia

Pulga para esta quadra aconselha Chili Com Carne, nomeadamente o Macaco Tozé, de Janus, 9,40 cada dose

21 março, 2007


O corredor da morte está cheio de tesão e é ouvi-lo tal rouxinol neste inicio de primavera e dia mundial de poesia estupidamente correcta e, claro é um orgasmo ver Noami Campbell a passar o corredor a pano






“O POETA A VIR-SE
a. dasilva o.

Você quer ver com os seus próprios olhos
Como nasce um poema? Você quer saber até às últimas consequências como um poema se desenvolve tal tumor maligno na linguagem?
Cuidado! Você será sujeito a uma experiência limite
Com consequências imprevisíveis
Para o seu bem-estar
Social, político, cultural e especialmente espiritual
Cuidado! No passado recente temos sido acusados, devido às nossas intervenções públicas, nomeadamente “Os Malefícios da Literatura”, ultimamente e no passado mais longínquo “Leite, Literatura e Assassinos” acusados dizia eu, - este eu é um eu desarticulado, fendido e insultado na sua inteligência – de sermos causadores de graves danos, por vezes mortais e é nesse sentido que está avisado: Você passará a partir deste momento a ser uma pessoa que vê e sabe demais

Levante-se pois uma ponta do véu:
Eis o Poeta em pleno acto criativo


No melhor corpo cai a noite
De quem a sete selos
Tenta criar o paraíso
Terreno num beco sem saída

Estou a vir-me

Num espelho escrito por dentro
E por fora

Estou a vir-me
Enjaulado em mim
Distorcido
De um lado para o outro

Cabalístico
Estou a vir-me
As banhas, as cicatrizes,
As chicotadas psicológicas,
Os olhares psicóticos,
As taras, os traumas:
Exercícios de esquecimento

Interdito
Estou a vir-me

À volta do corpo,
Essa embarcação hostil,

Estou a vir-me

À volta do corpo
Os passos perdidos do desconhecido

Estou a vir-me
Tal cão saindo dum banho de sangue

Estou a vir-me
Num banho de vozes
A sete chaves
Que nada dizem

Estou a vir-me

À base
De plásticas e constante
Arrancar de costelas
Estou a vir-me
No desconhecido

Ser que morre como nasce
Escrito, tatuado por dentro e por fora
Com a miséria mental
A tapar-lhe os olhos,

Estou a vir-me
Absolutamente
Perdido
Em sonhos, banhas,
Cicatrizes para e psicológicas, chicotadas
Psicóticas em eternos
Exercícios de esquecimento
Estou a vir-me

Há três dias e três noites
Só me apetece delirar
Neste beco sem saída
Que é o corpo
Em permanente banho de multidão

Estou a vir-me
Em flagelo
A vir-me para o conhecido
Livro dos sete selos
E nas suas sete taças
Escritas por dentro
E por fora

Estou a vir-me”