REFÚGIO DOS PECADORES
de A. Dasilva O.
No dia em que recusei servir a Deus
Este condenou-me ao eterno retorno
Com uma faca em cada mão
A da abstracção e a da significação
Em direcção ao útero
Movo-me no escuro
Com os olhos fixos na Sua máscara
E em todo o seu movimento no vácuo
Abraçado pelo sagrado
E todas as suas especiarias
Restos mortais
Aproximo-me da figura humana
E renasço das cinzas
08 dezembro, 2008
28 novembro, 2008

Como sabem o lançamento da detritos será neste dia 29, Sábado, com uma primeira metade a partir das 18:00 na livraria Inc. e a segunda metade a partir das 22:00 no Passos manuel, com apresentacao conjunta. Segundo o boletim metereológico é capaz de chover no Sábado. Esperemos que nao senao a Inc. fica a abarrotar... e lá se vai a perspectiva agradável de usar também a rua..
De qualquer forma espero que todos possam estar presentes -.
Lançamento da Detritos #02
Revista de Arte e Ensaio
29 de Novembro, Sábado, Porto
18h Livraria Inc. - Rua da Boa Nova 168, Porto
22h Cinema Passos Manuel
Sumário
O Abominável Homem das Letras - A. DaSilva O.
Desejo em Estrada - Susana Caló
Imagens da Moda - Pedro Bandeira
Da sustentabilidade à Ecologia Radical - Godofredo Pereira
O Humanista- Ricardo Tinoco
PMI - Axel Von Freyhold
Untitled - Carlos Lobo
Ontem - André Cepeda
Aloé - Ksénia Tinoco
O que é um Idiota? - Miguel Oliveira
Artur Barrio e a Política Afectiva do Lixo na Rua - Nuno Rodrigues
Actividades Urbanas Informais - Oliver Scheffler
A Evasão do Espectáculo - Bernardo Amaral
Programa
//18h Livraria Inc.
Eventos:
Apresentação da Revista
O homem-detritos fala ao Povo – A. DaSilva O.
Zonas de Guerra - Godofredo Pereira com acompanhamento de Carlos Lobo
Pintura Suicida - Miguel Oliveira
http://www.inc-livros.pt//
//22-24h Cinema Passos Manuel
Música: Caos
Debate: com A. DaSilva O., Pedro Bandeira, Godofredo Pereira, Ricardo Tinoco, Susana Caló, Miguel Oliveira e Bernardo Amaral.
http://www.passosmanuel.net/
--
Detritos
Revista de Arte e Ensaio
http://revistadetritos.com/
revistadetritos@gmail.com
De qualquer forma espero que todos possam estar presentes -.
Lançamento da Detritos #02
Revista de Arte e Ensaio
29 de Novembro, Sábado, Porto
18h Livraria Inc. - Rua da Boa Nova 168, Porto
22h Cinema Passos Manuel
Sumário
O Abominável Homem das Letras - A. DaSilva O.
Desejo em Estrada - Susana Caló
Imagens da Moda - Pedro Bandeira
Da sustentabilidade à Ecologia Radical - Godofredo Pereira
O Humanista- Ricardo Tinoco
PMI - Axel Von Freyhold
Untitled - Carlos Lobo
Ontem - André Cepeda
Aloé - Ksénia Tinoco
O que é um Idiota? - Miguel Oliveira
Artur Barrio e a Política Afectiva do Lixo na Rua - Nuno Rodrigues
Actividades Urbanas Informais - Oliver Scheffler
A Evasão do Espectáculo - Bernardo Amaral
Programa
//18h Livraria Inc.
Eventos:
Apresentação da Revista
O homem-detritos fala ao Povo – A. DaSilva O.
Zonas de Guerra - Godofredo Pereira com acompanhamento de Carlos Lobo
Pintura Suicida - Miguel Oliveira
http://www.inc-livros.pt//
//22-24h Cinema Passos Manuel
Música: Caos
Debate: com A. DaSilva O., Pedro Bandeira, Godofredo Pereira, Ricardo Tinoco, Susana Caló, Miguel Oliveira e Bernardo Amaral.
http://www.passosmanuel.net/
--
Detritos
Revista de Arte e Ensaio
http://revistadetritos.com/
revistadetritos@gmail.com
20 novembro, 2008

Aí está a capa do Pastelereira City 3ªed que será lançado no dia 12 de Dezembro, no Bairro da Pasteleira (mais pormenores lá para finais do corrente mês) .
Entretanto já na próxima sexta e na Gato Vadio podem contar com o lançamento do livro " História com Pénis e Cabeça" de Vitor Vicente entre outros lançamentos
A data do lançamento de " Um Asno a Caminho da Terra Santa" de Virgílio Liquito também na Gato Vadio em breve anunciaremos a data
06 novembro, 2008
Pulga está toda contente com o resultado das eleições.
O politicamente correcto já sonha
protegido pelo efeito estufa
do discurso da ordem
Pulga folheia a Telhados de Vidro nº 12 www.editora-averno.blogspot.com
A Garrafa Flutuante de Pedro Águas e publicado pelas Peter Waters edições
e as Literaturas e Culturas nº 28,nº29 e nº 30 qualquer é escrever para: Largo Zeca Afonso. lote 2, 1ºE, 7570 Grândola
O politicamente correcto já sonha
protegido pelo efeito estufa
do discurso da ordem
Pulga folheia a Telhados de Vidro nº 12 www.editora-averno.blogspot.com
A Garrafa Flutuante de Pedro Águas e publicado pelas Peter Waters edições
e as Literaturas e Culturas nº 28,nº29 e nº 30 qualquer é escrever para: Largo Zeca Afonso. lote 2, 1ºE, 7570 Grândola
17 outubro, 2008
Seja mais rápido que um AVC
Eis a palavra de ordem de momento
Capital, Money e Cifrão
Divagam, disfarçados de vagabundos,
Pelas Wall Streets da aldeia global
A fazerem grafitos
Comemorando a morte do capitalismo
Selvagem e a derrocada do todo o seu mundo
Neo-ultra-liberal, nas montras das lojas
Suástica, Dachau, Balneário,
Fio Dental, Solução Final Investimento
Compra e venda de valores e direitos
Humanos e inumano e outras marcas por demais conhecidas
Gatafunham restos mortais de velhos
Discursos adivinhatórios
E outras teses paranóico-políticas
À volta do Estado Providência e afinal do seu Santo Ofício
Por cá diz-se poesia
Já que para lá de não falar
O dinheiro não imagina
Puta que o pariu
Declama o dizeur enquanto faz
Um broche a Deus
Reza-se por alma dos recentemente desaparecidos
Na literatura
O grande vazio criado pela sua morte
Para gáudio deste povo sofredor
Dado que é portador de um intelecto doentio
Segundo as últimas análises ao sangue, às urinas, esperma
Para além de várias radiografias, raios-x, electrocardiogramas
E diárias provas de esforço
Assim como do seu animal de estimação preferido
O Abutre que influenciado pelo efeito estufa
Começa a devorar as suas vítimas
Muito antes de estas falecerem e saciados
Pelos recentemente mortos
Rejubilam pelo vómito todo poderoso
Que inunda por completo o grande vazio
Em forma de uma língua
Eis a palavra de ordem de momento
Capital, Money e Cifrão
Divagam, disfarçados de vagabundos,
Pelas Wall Streets da aldeia global
A fazerem grafitos
Comemorando a morte do capitalismo
Selvagem e a derrocada do todo o seu mundo
Neo-ultra-liberal, nas montras das lojas
Suástica, Dachau, Balneário,
Fio Dental, Solução Final Investimento
Compra e venda de valores e direitos
Humanos e inumano e outras marcas por demais conhecidas
Gatafunham restos mortais de velhos
Discursos adivinhatórios
E outras teses paranóico-políticas
À volta do Estado Providência e afinal do seu Santo Ofício
Por cá diz-se poesia
Já que para lá de não falar
O dinheiro não imagina
Puta que o pariu
Declama o dizeur enquanto faz
Um broche a Deus
Reza-se por alma dos recentemente desaparecidos
Na literatura
O grande vazio criado pela sua morte
Para gáudio deste povo sofredor
Dado que é portador de um intelecto doentio
Segundo as últimas análises ao sangue, às urinas, esperma
Para além de várias radiografias, raios-x, electrocardiogramas
E diárias provas de esforço
Assim como do seu animal de estimação preferido
O Abutre que influenciado pelo efeito estufa
Começa a devorar as suas vítimas
Muito antes de estas falecerem e saciados
Pelos recentemente mortos
Rejubilam pelo vómito todo poderoso
Que inunda por completo o grande vazio
Em forma de uma língua
07 outubro, 2008
25 setembro, 2008
02 setembro, 2008

Nisto é que somos bons. Um país que vai para as competições internacionais exibindo as medalhas do seu triunfo
Por cá os mergulhos, nas nossas piscinas vazias, continuam:
“ onde está o dia de verão em que vi pela primeira vez girar a terra revestida de verdura e homens e mulheres caminhar como panteras? Onde está a suave música gorgulhante …? Aonde irei eu se por toda a parte há alçapões e esqueletos de riso escarninho …? Onde vou repousar a minha cabeça …? Vou caminhar eternamente ao longo desta interminável rua … ? O mundo tornou-se um dédalo místico erigido por um grupo de carpinteiros durante a noite. Tudo é mentira, tudo é falso.” H. Miller
O Viajante, solitário, mergulha de cabeça, tal prego no olho cosmológico:
“O homem só tem conhecido solidão nas regiões superiores onde se é poeta ou louco, ou criminoso” H. Miller
Na janela da biblioteca do CNCC Pulga observa romanticamente o voo desesperado dos helicópteros, tal mosquitos, em busca de água. No plasma os proprietários que impedem a recolha cobrindo as suas piscinas, presas e tanques, argumentam:
“ Deixem arder que é no mato!”
Pulga sorri e pega no recente livro de crónicas: AMOR, CITTÀ APERTA, de Danyel Guerra : http://www.danyelguerra.com/ Armazém Literário
Por cá os mergulhos, nas nossas piscinas vazias, continuam:
“ onde está o dia de verão em que vi pela primeira vez girar a terra revestida de verdura e homens e mulheres caminhar como panteras? Onde está a suave música gorgulhante …? Aonde irei eu se por toda a parte há alçapões e esqueletos de riso escarninho …? Onde vou repousar a minha cabeça …? Vou caminhar eternamente ao longo desta interminável rua … ? O mundo tornou-se um dédalo místico erigido por um grupo de carpinteiros durante a noite. Tudo é mentira, tudo é falso.” H. Miller
O Viajante, solitário, mergulha de cabeça, tal prego no olho cosmológico:
“O homem só tem conhecido solidão nas regiões superiores onde se é poeta ou louco, ou criminoso” H. Miller
Na janela da biblioteca do CNCC Pulga observa romanticamente o voo desesperado dos helicópteros, tal mosquitos, em busca de água. No plasma os proprietários que impedem a recolha cobrindo as suas piscinas, presas e tanques, argumentam:
“ Deixem arder que é no mato!”
Pulga sorri e pega no recente livro de crónicas: AMOR, CITTÀ APERTA, de Danyel Guerra : http://www.danyelguerra.com/ Armazém Literário
19 agosto, 2008
Sim, como abaixo repetimos mesmo junto às piscinas vazias onde os nossos Eliminados, iluminados se desfazem em humanos, não paramos de trabalhar na Caos em livro e nesse sentido você se participou com ou nalgum programa e tem algo a acrescentar para lá do óbvio, faça o favor de nos fazer prova com um pequeno testemunho para info@edicões-mortas.com, até finais do mês de Setembro. Agradecemos a sua capacidade de síntese assim como o direito que nos reservará à selecção dos mesmos. O que agradecemos desde já.Está a fazer, em lume brando, vinte anos que o Movimento de Rádios Livres fechou portas. Foram 7, 8 anos em que provocamos orgasmos sucessivos à jovem democracia e desesperamos todos os donos da liberdade. Hoje a rádio não passa de um pequeno electrodoméstico da paz podre e das suas horas de ponta.
As Edições Mortas pensam dar à luz até finais do ano um livro sobre a Caos, Rádio Caos.
14 agosto, 2008
O Grito Contrafeito
Da Europa
Atirando-se para essa enorme piscina do meio
Tal criança
Onde cada povo
Esconde o seu genocídio
Vendendo as suas ossadas
Como objectos únicos
Desse ancestral saber
Portugal desfaz-se em feiras medievais
O trigo e o joio traficam o kitch
Cadáver que finge que é um cadáver
Onde o sacrifício é andar por aí
A terra a quem a trabalha
O essencial, o que será isso?, é para esquecer
Os sonhos a quem os interpreta
Ao ricos, de espírito?, que paguem
A miséria económica
O regresso à natureza?
Só com prosac
Os amanhãs cantam em playback
Enquanto os deuses do olimpo
Fazem quimioterapia
Da Europa
Atirando-se para essa enorme piscina do meio
Tal criança
Onde cada povo
Esconde o seu genocídio
Vendendo as suas ossadas
Como objectos únicos
Desse ancestral saber
Portugal desfaz-se em feiras medievais
O trigo e o joio traficam o kitch
Cadáver que finge que é um cadáver
Onde o sacrifício é andar por aí
A terra a quem a trabalha
O essencial, o que será isso?, é para esquecer
Os sonhos a quem os interpreta
Ao ricos, de espírito?, que paguem
A miséria económica
O regresso à natureza?
Só com prosac
Os amanhãs cantam em playback
Enquanto os deuses do olimpo
Fazem quimioterapia
09 agosto, 2008
06 agosto, 2008
Ora quem apareceu por cá hoje junto às nossas fabulosas piscinas foi o nosso amigo e autor da casa Humberto Rocha, mais extenso desta feita, com o seu novo livro Pão & Circo editado pela Afrontamento: www.edicoesafrontamento.pt. Um livro de memórias: “Recordar é morrer… é como abrir túmulos: « Dulce et decorum est pró pátria mori».No próximo mês será lançado aos quatro ventos
“ Em Portugal os escritores temem falar dos fedorentos. E eu até os entendo. Como se pode escrever sobre coisas que se desconhece? Descer à tripa cagueira era o que faltava! Mais valia escrever uns poeminhas saloios, as croniquetas da Maria Cachucha!
Agora descrever chagas e misérias encobertas em grandezas de pano roto, arrotos e suspiros da ralé! É deixá-las lá encafuada nos seus refúgios.
São personagens pouco apresentáveis, sem tiques nem falas mansas. Quem se vai inspirar em seres fátuos, sem grandezas, só misérias? Espoliados a vida inteira, a catar o cu e a cabeça, limitando a reles vida a partir pedra e a fazer filhos para a guerra.”
Muito bem, leitor, lave-se bem lavado e prepare-se
03 agosto, 2008
Zé Ninguém prepara-se para mergulhar. É Belo e o fio dental fica-lhe a matar
Enquanto se concentra
É bom ouvir à volta da piscina vazia
Tal como nas longas noites de Inverno
Junto à lareira, o Encoberto, o Esfolado, Inumano, o Falso Amigo do Povo,
o Pato Bravo, o Franco Atirador, …,
Entre outros ilustres desconhecidos
Neste sentido
Fica já fica avisado de duas coisas da maior importância:
1. Está aberto a doação de cadáveres para alimentar a fogueira dessas noites longas e mais informamos que temos duas belas câmaras frigoríficas, último grito, para que os respectivos familiares possam acompanhar até essa noite de Fado em que o seu ente querido terá direito aos seus legítimos quinze minutos de fama
2. Também informamos que a inscrição para os Altos Estudos no Instituto Superior da Mediocridade, estão abertas
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje
Entretanto Zé Ninguém com tanta concentração, adormeceu na forma na ponta da prancha
mas o Franco Atirador acorda-o com pólvora seco
e é bom de ver Zé Ninguém mergulhar na piscina vazia:
“ « O tipo é megalomaníaco! Está completamente doido»” E,ZN
Enquanto se concentra
É bom ouvir à volta da piscina vazia
Tal como nas longas noites de Inverno
Junto à lareira, o Encoberto, o Esfolado, Inumano, o Falso Amigo do Povo,
o Pato Bravo, o Franco Atirador, …,
Entre outros ilustres desconhecidos
Neste sentido
Fica já fica avisado de duas coisas da maior importância:
1. Está aberto a doação de cadáveres para alimentar a fogueira dessas noites longas e mais informamos que temos duas belas câmaras frigoríficas, último grito, para que os respectivos familiares possam acompanhar até essa noite de Fado em que o seu ente querido terá direito aos seus legítimos quinze minutos de fama
2. Também informamos que a inscrição para os Altos Estudos no Instituto Superior da Mediocridade, estão abertas
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje
Entretanto Zé Ninguém com tanta concentração, adormeceu na forma na ponta da prancha
mas o Franco Atirador acorda-o com pólvora seco
e é bom de ver Zé Ninguém mergulhar na piscina vazia:
“ « O tipo é megalomaníaco! Está completamente doido»” E,ZN
26 julho, 2008
24 julho, 2008
O Encoberto:
“ Por vezes, faço como o Oliveira Martins, e nas longas, ríspidas noites de Inverno aspérrimo do Norte, deixo-me já por casa; aconchego, embrulho-me no capote caturra de inquirições e recordações. Cogito na imensa ignorância do povo português e cismo como não vibra aqui concatenada relação entre a reminiscência erudita e a espontaneidade ideativa. A nação ignora-se.
De modo que, verdadeiramente e no rigor do termo, não há uma pátria portuguesa, porque não existe comunicação afectiva entre e os que sabem e os ignorantes, os quais, entre nós, são-o por completo e em absoluto.” SB
Ouve-se um estrondo na Ilha Encoberta
Quem acaba de mergulhar na vazia piscina?
Desculpem-me, apesar das tiragens e de alguns autores “ia-me esquecendo que o povo não sabe ler.”
Mas compra, duas e três vazes o mesmo título, para oferecer a quem não tem, também, segundo eles, tempo para ler, apesar do tempo que perdem para pagar impostos
“ «O tempo levou a verdade, falsificou a honra, comprou a indústria, tirou o crédito, vendeu a razão. A fortuna desterrou o zelo, acanhou as esperanças, trocou o poder, acrescentou a miséria e deu louvor ao dinheiro. Os fados levaram o reino às costas, nu e desamparado, e deram com ele na sepultura para sempre, que são juízos de Deus, que, posto que se possam conjecturar as cousas, ninguém pode saber os fins delas, se Ele os não comunicar, pelo que se deve, com muita razão, chorar de Babilónia o mal presente e de Sião o tempo passado» Luís de Torres de Lima” SB
Faço como Sampaio Bruno e dirijo-me à Ilha Encoberta para visitar a campa do meu perdido país. Sou recebido nessas 21gramas, leito, por Babilónia e Sião e por todos os seus segredos do amor máximo
Ir de Vela
“ Por vezes, faço como o Oliveira Martins, e nas longas, ríspidas noites de Inverno aspérrimo do Norte, deixo-me já por casa; aconchego, embrulho-me no capote caturra de inquirições e recordações. Cogito na imensa ignorância do povo português e cismo como não vibra aqui concatenada relação entre a reminiscência erudita e a espontaneidade ideativa. A nação ignora-se.
De modo que, verdadeiramente e no rigor do termo, não há uma pátria portuguesa, porque não existe comunicação afectiva entre e os que sabem e os ignorantes, os quais, entre nós, são-o por completo e em absoluto.” SB
Ouve-se um estrondo na Ilha Encoberta
Quem acaba de mergulhar na vazia piscina?
Desculpem-me, apesar das tiragens e de alguns autores “ia-me esquecendo que o povo não sabe ler.”
Mas compra, duas e três vazes o mesmo título, para oferecer a quem não tem, também, segundo eles, tempo para ler, apesar do tempo que perdem para pagar impostos
“ «O tempo levou a verdade, falsificou a honra, comprou a indústria, tirou o crédito, vendeu a razão. A fortuna desterrou o zelo, acanhou as esperanças, trocou o poder, acrescentou a miséria e deu louvor ao dinheiro. Os fados levaram o reino às costas, nu e desamparado, e deram com ele na sepultura para sempre, que são juízos de Deus, que, posto que se possam conjecturar as cousas, ninguém pode saber os fins delas, se Ele os não comunicar, pelo que se deve, com muita razão, chorar de Babilónia o mal presente e de Sião o tempo passado» Luís de Torres de Lima” SB
Faço como Sampaio Bruno e dirijo-me à Ilha Encoberta para visitar a campa do meu perdido país. Sou recebido nessas 21gramas, leito, por Babilónia e Sião e por todos os seus segredos do amor máximo
Ir de Vela
21 julho, 2008
Ir de Vela:
Vou por ali. Devo permanecer, por lá, três dias e três noites. Depois dou uma volta. Vou por ali. Contra a mão. Por aí. Não no sentido contrário. Um dia, calculo. Sempre a descer com muito cuidado. A descer todos os sentidos ajudam. O sexto sentido. Este só ajuda a subir. Em sentido contrário. Dois dias. Sempre em frente. De peito aberto.
A Morte sem destino
Mais um mergulho, o do Esfolado, numa piscina vazia:
“ Oferecendo-me como nudez (interior), nuamente em todo o seu despojamento: eis os meus órgãos, eis o meu novo corpo, parece dizer-nos. Correspondendo ao apelo do belo interior do corpo… a nova carne (viva) do Esfolado (Mársias), pulsante e sangrenta …” FG
Vou por ali. Devo permanecer, por lá, três dias e três noites. Depois dou uma volta. Vou por ali. Contra a mão. Por aí. Não no sentido contrário. Um dia, calculo. Sempre a descer com muito cuidado. A descer todos os sentidos ajudam. O sexto sentido. Este só ajuda a subir. Em sentido contrário. Dois dias. Sempre em frente. De peito aberto.
A Morte sem destino
Mais um mergulho, o do Esfolado, numa piscina vazia:
“ Oferecendo-me como nudez (interior), nuamente em todo o seu despojamento: eis os meus órgãos, eis o meu novo corpo, parece dizer-nos. Correspondendo ao apelo do belo interior do corpo… a nova carne (viva) do Esfolado (Mársias), pulsante e sangrenta …” FG
15 julho, 2008
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Cá estamos nós no Limbo entre campos de golfe, ténis e de sexo em grupo a psicanalizar a velha Questão Coimbra na tentativa de mais uma vez tentar dar resposta aos velhos e eternos ventos da mudança que sopram para que tudo continue na mesma.
Assim revoltados até sabe melhor saltar para piscinas vazias
E foi nesse sentido que o Centro Nacional de Contracultura decidiu abrir os seus putrefactos, outrora suspensos, jardins a algumas piscinas artificiais onde as forças vivas locais, nacionais e globais mergulharão profundamente, sempre com o dedo na ferida, nos reais problemas e nas escravas soluções dos últimos dias da humanidade.
Há que estar atento. O inimigo espreita. Com um sorriso de quem nos está a psicanalizar
E o primeiro a mergulhar para uma piscina vazia:
O MACACO NU:
“ …a conversa, grooming talking, consiste no cavaco cortês e sem sentido dos encontros sociais. Não tem nada que ver com o intercâmbio de ideias ou informações importantes, nem exprime os verdadeiros sentimentos…”
Pulga
A nossa biblotecária agradece a Melusine de Mattos “ As 13 Chagas do Desejo, poemas gnóstico-eróticos para os tempos do apocalipse”, uma edição Zéfiro e junto reproduzimos as costas do livro onde bóia o testemunho de Gilberto, o Lascariz
Assim revoltados até sabe melhor saltar para piscinas vazias
E foi nesse sentido que o Centro Nacional de Contracultura decidiu abrir os seus putrefactos, outrora suspensos, jardins a algumas piscinas artificiais onde as forças vivas locais, nacionais e globais mergulharão profundamente, sempre com o dedo na ferida, nos reais problemas e nas escravas soluções dos últimos dias da humanidade.
Há que estar atento. O inimigo espreita. Com um sorriso de quem nos está a psicanalizar
E o primeiro a mergulhar para uma piscina vazia:
O MACACO NU:
“ …a conversa, grooming talking, consiste no cavaco cortês e sem sentido dos encontros sociais. Não tem nada que ver com o intercâmbio de ideias ou informações importantes, nem exprime os verdadeiros sentimentos…”
Pulga
A nossa biblotecária agradece a Melusine de Mattos “ As 13 Chagas do Desejo, poemas gnóstico-eróticos para os tempos do apocalipse”, uma edição Zéfiro e junto reproduzimos as costas do livro onde bóia o testemunho de Gilberto, o Lascariz
30 maio, 2008
Está um ambiente de cortar à faca. É fashion andar com a corda ao pescoço. Parece que ninguém está a fugir a esta pandemia e, no campo das hipóteses é quem mais se desfaz em diagnósticos na putativa tentação de fazer parte da solução quando todos fazem parte do problema e a cagada é tanta que a avaria da cagadeira na estação espacial reforça pânico. O céu esta carregado de nuvens negras e/ou sacos de merda para onde, o ponto verde aconselha, a título provisório, os astronautas cagarem.
Entretanto insistimos, se ninguém pagar impostos a coisa resolve-se
O passeio Outras estórias é o livro que se segue aqui na Biblioteca do CNCC, edições 50kg, e o autor Rui Azevedo Ribeiro ele mesmo tipografou os textos.
Entretanto insistimos, se ninguém pagar impostos a coisa resolve-se
O passeio Outras estórias é o livro que se segue aqui na Biblioteca do CNCC, edições 50kg, e o autor Rui Azevedo Ribeiro ele mesmo tipografou os textos.
22 maio, 2008
Estamos presentes na Feira do livro do Porto no pavilhão da Clube Literário;
em Lisboa no da Letra Livre
e na Feira do Livro Anarquista23, 24 e 25 de Maio de 2008Horário: das 14h às 00hmais informação em http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/Programa:Sexta, dia 2314h Projecção de documentários:14h - "Brad Will. Uma noite mais nas barricadas"Documentário sobre Brad Will, companheiro do Indymedia assassinado por paramilitares durante a revolta de Oaxaca (México, 2006), e as lutas em que esteve envolvido.15h - "Via de Acesso", de Nathalie MansouxFilme sobre a demolição de um bairro, a Azinhaga dos Besouros, na Amadora.Seguido de conversa com Justine Lemahieu que participou na feitura do filme.18h Debate “Escravatura e consequências”20h Jantarada vegana21h Conversa “Prisões, desde dentro e fora”23h Improvisação sobre vídeo experimental com Gonçalo, Brunihil e PedroSábado, dia 2415h Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”17h Debate “Publicações anarquistas hoje”20h Comezaina vegan21h Passagem de vídeos23h Guitarradas com Mário TrovadorDurante o dia performance com KAMIQUASESDomingo, dia 2515h Debate “Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”17h Conversa “PINs e outros broches” (TGV, barragens e resorts)20h Jantar vegano22h Tertúlia de poesiaA partir das 15h workshop de teatro para crianças-------------------------------------------- Entrada livre em todas as actividades-------------------------------------------Localização:Grupo Desportivo da MourariaTravessa da Nazaré, nº 21Lisboa
em Lisboa no da Letra Livre
e na Feira do Livro Anarquista23, 24 e 25 de Maio de 2008Horário: das 14h às 00hmais informação em http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/Programa:Sexta, dia 2314h Projecção de documentários:14h - "Brad Will. Uma noite mais nas barricadas"Documentário sobre Brad Will, companheiro do Indymedia assassinado por paramilitares durante a revolta de Oaxaca (México, 2006), e as lutas em que esteve envolvido.15h - "Via de Acesso", de Nathalie MansouxFilme sobre a demolição de um bairro, a Azinhaga dos Besouros, na Amadora.Seguido de conversa com Justine Lemahieu que participou na feitura do filme.18h Debate “Escravatura e consequências”20h Jantarada vegana21h Conversa “Prisões, desde dentro e fora”23h Improvisação sobre vídeo experimental com Gonçalo, Brunihil e PedroSábado, dia 2415h Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”17h Debate “Publicações anarquistas hoje”20h Comezaina vegan21h Passagem de vídeos23h Guitarradas com Mário TrovadorDurante o dia performance com KAMIQUASESDomingo, dia 2515h Debate “Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”17h Conversa “PINs e outros broches” (TGV, barragens e resorts)20h Jantar vegano22h Tertúlia de poesiaA partir das 15h workshop de teatro para crianças-------------------------------------------- Entrada livre em todas as actividades-------------------------------------------Localização:Grupo Desportivo da MourariaTravessa da Nazaré, nº 21Lisboa
13 maio, 2008

Aí está em peregrinação o primeiro número da http://www.revistadetritos.com/; REVISTADEDTRITOS@GMAIL.COM, que na próxima Sexta feira será lançada na rua do Almada no espaço 555 pelas 22h. Até pode encontrá-la na Feira Refractária
06 maio, 2008
Neste tempo de disfunção e no mês de todas a banalidades onde a revolta é cada vez mais um academismo
As Edições Mortas vão estar presentes na Feira Refractária, das 14h às 19h na Faculdade de Letras no Porto e levam consigo, entre outras, a Black Sun, a Canto Escuro, a Vendaval, a Chili Com Carne, a Farândola, …, a Nada, as Águas Furtadas, a Última Geração, a Aquário, a Big Ode,
As Edições Mortas vão estar presentes na Feira Refractária, das 14h às 19h na Faculdade de Letras no Porto e levam consigo, entre outras, a Black Sun, a Canto Escuro, a Vendaval, a Chili Com Carne, a Farândola, …, a Nada, as Águas Furtadas, a Última Geração, a Aquário, a Big Ode,
29 abril, 2008






Inevitável. Aí estão, cinco dos nossos raros dedos, à disposição dos mais interessados (faça a sua oferta pelo conjunto dos dedos, ou por um em particular via tlm: 91 422 30 65) para dar uma mão cheia de novas publicações:
- PAPA, a revista aborto (1983)
- Homenagem Póstuma a José Augusto Seabra (1983)
- Última Geração nº O (1984)
- Última Geração nº 1 (1986)
- Última Geração nº 2/3 (1986)
- Broche Suburbano (1986)
- Última Geração nº 4/5 (1987)
Entretanto e dada a inconsequente Europa os reis do lixo voltam ao poder, depois da França, agora em Itália.
Em Portugal, esse velho aterro sanitário, a luta continua, entre as elites, Ruína e o Lixo, para não haver fronteira nem estado de direito entre si.
Com a ajuda de uma lupa, Pulga, ao som da Sagração da Primavera regista quatro novos títulos na biblioteca do Centro Nacional de Contracultura, a saber:
- BARROS BASTO, A MIRAGEM MARRANA, de Alexandre Teixeira Mendes, edição www.ladina.blogspot.com
- ATITUDE INESPERADA DE UM DEFICIENTE DE GUERRA PERANTE O QUADRO DE FRANCISCO GOYA NO MUSEU DO PRADO (TEATRO), de António Faria, edição Marânus, Praça Filipa de Lencastre, 22-3º, 4050-259 Porto
- ÉTICA JUDAICA 1, Hermenêutica elementar, de André Veríssimo, edição Magen David
- CRÓNICAS, de Fernando Martinho Guimarães, edição http://incomunidade.blogspot.com
18 março, 2008
Fome de Salazar. Mais que um sopro ou vírus é uma doença crónica intelectual, académica visível como auto-censura. Ninguém diz o que pensa. Ninguém pensa o que diz. O diagnóstico está feito e é só fazer zapping pela comunicação social, pela partidocracia legitimada pelo voto, pela net e pela industria livreira que edita traduções de estudos onde fomos bafejados pela História, mas que o Fim da História não perdoará. Nesta via sacra o Anticristo vai de novo ao poste com a Europa às costas a roer-lhe a cauda. É o primeiro Cão Perigoso a ser abatido. Mas nada de desassossego o Eterno Retorno ressuscitará ao terceiro dia. Até que a morte nos separe.
Entretanto faz cinco anos que o Ocidente foi fazer turismo selvagem para Oriente.
Como vitimas, tem sido uma delicia este choque de civilizações. Tanta paz, tanto amor já enjoa.
Está a fazer, em lume brando, vinte anos que o Movimento de Rádios Livres fechou portas. Foram 7, 8 anos em que provocamos orgasmos sucessivos à jovem democracia e desesperamos todos os donos da liberdade. Hoje a rádio não passa de um pequeno electrodoméstico da paz podre e das suas horas de ponta.
As Edições Mortas pensam dar à luz até finais do ano um livro sobre a Caos, Rádio Caos.
Entretanto faz cinco anos que o Ocidente foi fazer turismo selvagem para Oriente.
Como vitimas, tem sido uma delicia este choque de civilizações. Tanta paz, tanto amor já enjoa.
Está a fazer, em lume brando, vinte anos que o Movimento de Rádios Livres fechou portas. Foram 7, 8 anos em que provocamos orgasmos sucessivos à jovem democracia e desesperamos todos os donos da liberdade. Hoje a rádio não passa de um pequeno electrodoméstico da paz podre e das suas horas de ponta.
As Edições Mortas pensam dar à luz até finais do ano um livro sobre a Caos, Rádio Caos.
17 março, 2008

Cá estamos nós cheios de corrupção nos paços perdidos do Centro Nacional de Contra Cultura a dar sentido a mais um ciclo/círculo infernal de inflamações, deformações, fracturas, rigidez e anquilose intelectual do actual estado coisas visíveis e invisíveis…
Como veremos mais adiante
Antes de mais as Edições Mortas agradecem a todos os autores que nos enviaram os seus originais, a paciência, mas enquanto não cumprirmos os compromissos assumidos dificilmente assumiremos mais.
Pulga encheu-se de espelhos, labirintos e transformou-se na biblioteca do Centro Nacional de Contra Cultura. E está a deliciar-se com o primeiro título chegado “Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, edição http://www.zefiro.pt/, do Xamã Gilberto de Lascariz nosso subversivo amigo. “ Este é o primeiro livro, de três, alguma vez escrito ao longo da história da literatura oculta em que se enfatiza uma abordagem exclusivamente esotérica e iniciática do Wicca, sem facilitismos nem concessões new age”.
Como veremos mais adiante
Antes de mais as Edições Mortas agradecem a todos os autores que nos enviaram os seus originais, a paciência, mas enquanto não cumprirmos os compromissos assumidos dificilmente assumiremos mais.
Pulga encheu-se de espelhos, labirintos e transformou-se na biblioteca do Centro Nacional de Contra Cultura. E está a deliciar-se com o primeiro título chegado “Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, edição http://www.zefiro.pt/, do Xamã Gilberto de Lascariz nosso subversivo amigo. “ Este é o primeiro livro, de três, alguma vez escrito ao longo da história da literatura oculta em que se enfatiza uma abordagem exclusivamente esotérica e iniciática do Wicca, sem facilitismos nem concessões new age”.
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