05 junho, 2010

É triste que este povo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões



" O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser do FC Porto, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.


O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser ateu, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.


O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.


O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos.


O povo não reage.
Não sai à rua.
Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook.
É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões."

reproduzimos texto de autor Oculto

26 maio, 2010

e ao sétimo dia, o Filho-da-Puta discursa pela sexta, que deveria ser a «sétima» vez e sem k7 ou cd aúdio

“[…] Ao longo do DISCURSO percebemos a reincidência de certos recursos estilísticos, tais como a elipse, o polissíndeto, a anáfora, a palavra-puxa-palavra, etc., que só vêm reforçar a sua estrutura enquanto discurso obediente às regras da gramática e do beletrismo da literatura em língua portuguesa. Assim, mais do que a desintegração, acentuamos a prática subversiva de desfiguração do código, o que vai consolidar a sátira contundente a toda a herança cultural que pesa sobre os nossos ombros. […]”

Do posfácio de Eduardo Kac à edição brasileira de 1983, ed. Codecri.



A Editora 7 Nós e a Gato Vadio convidam-no
para o que der e vier. Este Domingo, 17h.

As Edições Mortas estarão na Feira do Livro Porto no pavilhão da Corpos Editora


Sinal verde depois do rally paper, para mais uma feira do livro Porto, de 1 a 20 de Junho

18 maio, 2010

Denúncia no parlamento

sua excelência o discurso politicamente correcto

Pedido a Santo António - leitura obrigatória


Pedido a Santo António - leituraobrigatória!


Grande poeta é o Povo... e mais ainda o povo desesperado...!!!

APELO A

SANTO ANTÓNIO

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P'ra junto do Sá Carneiro

Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso

Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS

Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP

Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas

Para ficar tudo limpo
E purificar bem a coisa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa

Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes

Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está boa
Não te esqueças do Louça

Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes

Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal




--A.CRUZ

13 maio, 2010

o comuneiro (revista electrónica)


Com algum atraso, motivado por razões de ordem pessoal, efectuamos a publicação do nº 10 de ‘O Comuneiro’, com a qual completamos cinco anos de intervenção constante desta revista electrónica. Com ela procuramos abrir um espaço próprio e reconhecível, no mundo da língua portuguesa, onde se discutissem os temas e as ideias que pudessem ajudar a rasgar caminhos que tornem possível um outro mundo, no mundo babélico e em decomposição que é o nosso. Neste momento, a crise nas finanças privadas derrama-se numa crise das finanças públicas europeias, mas essa é apenas uma das muitas horrendas cabeças de dragão que a sobreprodução capitalista é capaz de exibir. Não faz sentido recriminar a cupidez infrene de alguns, quando se continua a considerar a busca do ganho individual como a virtude cívica cardial e o esteio fundamental de toda a vida em sociedade.

A primeira contribuição para este número cabe à palavra irrepetível do nosso companheiro Daniel Bensaïd, cujo desaparecimento recente nos deixou a todos, no campo da revolução anticapitalista, um pouco mais sós e inseguros. Sobre todas as questões cruciais do nosso tempo, das mais comezinhas análises de política social aos grandes debates filosóficos, habituáramo-nos a contar com o esteio da sua opinião, para a qual não vai ser fácil encontrar um substituto. De uma forma sempre generosa, audaz, informada e lúcida, ele desbravava hipóteses e revelava tensões, rumo ao futuro, como não se vê mais ninguém capaz de replicar. Podemos constatar isso mesmo, lendo aqui uma das suas últimas entrevistas.

Uma outra contribuição que prezamos muito é a de John Bellamy Foster, actual director da ‘Monthly Review’, que para além de ser um digno continuador dos inesquecíveis Paul Sweezy e Harry Magdoff – designadamente na economia política e na teoria do imperialismo -, é também, e sobretudo, um grande investigador e uma voz vigorosa e original no eco-socialismo contemporâneo, como o podemos constatar lendo o artigo de fundo que dele publicamos.

Do filósofo Alain Badiou publicamos um pequeno artigo que, mais que embrenhar-nos na senda complexa dos seus conceitos de evento e situação, nos concita a reflectir historicamente sobre o projecto comunista como convocatória e horizonte de legibilidade do nosso tempo.

Joseph Green, nosso companheiro de debates na internet, demonstra de uma forma bem acessível e despretenciosa, sem ponta de escolástica, como a crítica de economia política de Marx é ainda a melhor ferramenta disponível para analisar a crise contemporânea, desconstruindo pelo caminho os discursos apologéticos das diferentes facções de epígonos ideológicos do sistema.

Miguel d’Escoto e Leonardo Boff são dois vultos proeminentes da teologia da libertação latinoamericana. Da sua autoria conjunta publicamos um documento de grande interesse que, para além de um apelo à radical reinvenção da Organização das Nações Unidas, contém sobretudo uma Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade. Numa altura em que se encerra na cidade lutadora de Cochabamba (Bolívia) a primeira Conferência Mundial dos Povos sobre as Mutações Climáticas, é oportuno escutar este apelo a um reencantamento e sacralização da nossa Mãe Terra, independentemente das convicções religiosas de cada um, que pela nossa parte se quedam por um prudente spinozismo.

Do nosso editor Ronaldo Fonseca publicamos também uma nova reflexão estratégica sobre a transição ao socialismo, na articulação possível entre as suas várias frentes de luta, e no desenho assimétrico entre os diversos espaços onde se fazem sentir, presentemente, as tensões principais, as dores de parto e a ansiedade pelo futuro.

O projecto liberal, na sua nudez mais crua, continua a ser objecto da nossa atenção, no campo da pura história (ou arqueologia) das ideias políticas. Neste número de ‘O Comuneiro’, para além de um ensaio de Jean-Claude Michéa que prossegue e desenvolve outras intervenções suas já por nós publicadas, cabe-nos a grata tarefa de apresentar uma reflexão aguda, pertinaz e bem provocatória de Dany-Robert Dufour, que desvenda na floresta neónica destes tempos de consumismo desbragado e egocentrismo sem freio, o eco e o desenvolvimento lógico dos urros do velho marquês de Sade, às voltas na sua cela da Bastilha.

Por fim (last, but not the least), do nosso companheiro Ivonaldo Leite, publicamos uma reflexão sobre a posição de classe do professor, que fazemos nossa, inteiramente, e nos diz tudo quanto poderíamos desejar saber sobre nós próprios, enquanto intelectuais que persistimos neste gesto insensato de dar a compreender e lutar pela transformação do mundo em que vivemos.

Pela Redacção

Ângelo Novo

Ronaldo Fonseca

http://www.ocomuneiro.com/

30 abril, 2010

Enfim sós, em coabitação, numa escuta exclusiva em S. Bento

Sócrates:- olá Pedro, como está, desculpe ter-lhe desligado a chamada, sabe como é, as escutas
Coelho:- compreensivelmente...
Sócrates:- finalmente você conseguiu, você é um exemplo para...está a tentar dizer-me?...
Coelho:- desculpe, um cabelo...
Sócrates:- mando-o já para a Assembleia
Coelho:- eu queria...
Sócrates:- o Pedro tem de compreender, mas neste momento não nos é possível arranjar-lhe um job, você não imagina as dificuldades que tenho para manter o meu lugar, percebe?
Coelho:- mas eu vim cá...
Sócrates:- desculpe, mas estou à espera que os meus acessores lhe façam a cama...lhe arranjem o quarto, você não se vai arrepender, está a ver, tem uma vista para as redes sociais que é um espectáculo...
Coelho:- e o país, quer dizer
Sócrates:- tem problemas com os papá? com essa idade, ainda não o deixam coabitar?
Coelho:- eu tenho uma solução para o problema e um problema para a solução
Sócrates:- tal e qual como os meus... pensam que somos crianças, percebe?...
Coelho:- mas o país...
Sócrates:- estão com problemas de saúde?, os pais, com o acordo ortográfico?...nós temos óptimos professores a estudar o assunto nas novas oportunidades
Coelho:- mas eu tenho um sonho, é um sonho com trinta e seis anos, ..., temos no entanto que ter em consideração que um país deve ser governado
Sócrates:- como uma casa de repouso! Estamos de acordo, mas e meter-lhes isso na cabeça?
Coelho:- é acabar com o subsídio por morte
Sócrates:- desculpe, estarei a ouvir bem? você disse para acabarmos com esse subsídio? mas você é fabuloso!!!...estão-me a fazer sinal,... você já pode dar uma vistas de olhos seu ao quarto

26 abril, 2010

PAPA, MAMA AQUI QUE EU DEIXO, pede Fátima

Centro Nacional de Contracultura propõe que o Papa, seja recebido condignamente em Portugal durante a sua visita. Nesse sentido o CNCC pede que cada cidadão, atire uma imagem destas, ou parecida a Sua Santidade, como recompensa do esforço que a sua Igreja tem praticado em prol dos mais desfavorecidos instintos do ser humano.

« esta imagem foi retirada do blogue da editora Frenesi»

20 abril, 2010

PIOLHO, revista de Poesia, os colaboradores do número 1


António Barahona, Fernando Guerreiro, M.Parrissy, Sílvia C. Silva, Suzana Guimarães, Teresa Câmara Pereira, Humberto Rocha, Pedro Águas, Nuno Brito, Ricardo Gil Soeiro, Raúl Simões Pinto, A. Pedro Ribeiro, Miguel Martins, B. Duarte, João Perreira de Matos, Ricardo Vil, Rui Costa, António S. Oliveira, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho, A. Dasilva O. e Jaroslav Seifert fazem, mais ou menos por esta desordem, o número 1 da Piolho que vai para impressão e dentro de uma, duas semanas estará disponível.


15 abril, 2010

PIOLHO; revista de Poesia



PILHO é uma revista de poesia

Uma sebenta que circula de mão em mão

Nesse charco que É o POEMA

COM NOVE BURACOS

QUE SANGRAM escárnio e maldizer

nesta época em que os poetas

se crepusculizam

(aí está a Piolho, que as Edições Mortas editará brevemente)

03 abril, 2010

O Caminho da Cruz

estou perdido
o meu país procura-me
com a língua de fora

cão terra cão
água cão ar
cão fogo

ainda estou para perceber
como consegui trepar
esta árvore-caveira

e não sou o único
descubro no seu tronco
está sânscrito

quem aqui chegar está perdido

António S Oliveira

01 abril, 2010

A ÚLTIMA DANÇA DA HUMANIDADE

HTTP://www.youtube.com/watch?v=

A BESTA PASSEIA-SE PELO TWITER E FACEBOOK


Naqueles dias Jesus andava pelo Twitter e vendo Cristo pergunta-lhe: - No que estás a pensar?
E Jesus responde-lhe: - Penso eu de que…
Queres dizer tu que não mudaste de opinião? Continuas a pensar o mesmo. És mesmo filho do Pensamento Único.
Não, Pedro é que é. E esse Anão onde é que anda? Por aí ora a pescar ora a semear. Este lugar mete nojo. Estiveram aqui uns turistas, porcos, sujaram o Santo Sepulcro todo com pichagens e essas coisas da cultura alternativa. Pequeno-burgueses é o que é disfarçados de alternativos e vagadundos…é só lixo…não estão a pensar que Eu seja aqui enterrado pois, não?!! Era só o que me faltava depois de andar com a Cruz às costas, por falar nisso onde é que estão as crianças? Bem o Pedro decidiu não as convocar dado que há por aí uma pandemia pedófila…até andamos por aí a espalhar ratzingeres…a ver se lhes acabamos com a raça. E a Cabala que não aparece
Cabala aparecendo:- What’s Happening, então no que estás a pensar?

31 março, 2010

ELECTRA E MEDEIA PREPARAM O ETERNO RETORNO PARA O SACRIFICIO











As nossas equipas espalhadas pelas várias redes sociais e blogues acabam de chegar à Casa Mãe para a matança do Eterno Retorno
- do Eterno Retorno?, questiona Sangue Gordo, então não é do Porco?
- Só pensas em comer, ralha Mão Pesada, lava as mãos e os pés
- Mas porque é…, Cadáver Esquisito
Lady Sargeta:- Se já não há Gripe A…
Gripe A:- e eu sou quem?
Wanted:- a Viúva Negra
Ecrã Quebrado:- Ganda cagada
-Sejam bem-vindos! Passem ao Salão Nobre onde já se encontram os últimos dias da Humanidade
-mas esse Eterno Retorno é um vírus filho da puta !!!
Vírus :- quem me chamou?
Filho da Puta:- Ó Édipo vê-lá se a tua mãe ouve?
Cadáver Esquisito:- olha quem são eles
Graffiti e Grafitty( em abraços constantes):- que putas!!
Mão Pesada:- calem-se por favor
- O primeiro que se aproximar, arranco-lhe os olhos que vai-se arrepender de ter nascido, anuncia Eterno Retorno num altar criado para o efeito, onde os Jacuzzi o lavam e depilam a laser
Mão Pesada:- Peço à comunicação social o favor de se retirar…terminou o vosso tempo…obrigado

A DOR PODE ESPERAR anjo snuff embala anticristo

30 março, 2010

Semana Santa: terceiro mistério, Pai, porque me abandonaste?



video: Pai,porque me abandonaste?

aparição e queima de Judas

No Monte das Oliveiras
Judas caga duas serpentes
o Outro
e o texto Impossível
« paralisados ou com os pés amarrados, há seres que se lamentam.
exalando a sua ira ou a sua melancolia, uns rasgam-se em farrapos, outros gargarejam
a sua lamentação ácida, com a garganta cheia de água pútrida.» M Gagnebin

Semana Santa: o corpo a desfragmentar



tiro o Diabo do corpo
a maior de dezoito anos
por 666€ à hora
mas não me responsabilizo
pelos danos colaterais
causados pelo
tratamento

«autor da ilustração SID»

29 março, 2010

Semana Santa, Ser e Não-ser no Jardim das Oliveiras






A paixão

e o Ser transporta às costas
o não-Ser

desgraçado!!
desgraçado de mim!!
exclama, tal Édipo
tudo se enche de cinza
e de fantasmas

já me é possível
nascer
de quem mato

desgraçado!!!!
desgraçado de mim!!!
que Outro
não posso Ser

26 março, 2010

O OBLATO VERMELHO




Foi hoje a enterrar em Lisboa,depois de sete dias de luto nacional, o Poeta que morreu no exercício do seu dever.

Lisboa parou para prestar a última homenagem a este Verdadeiro Rosto de Camões.

O Poeta acompanhado pelas mais altas individualidades do Estado Poético, do Discurso da Poesia, do Texto Literário, Poiética e demais forças vivas da Língua e do Mundo Académico e de todo um cortejo de onze mil carpideiras.

Divagou durante sete horas pela urbe que o viu nascer, crescer e em estado de choque tenta perceber o Mistério Poético da morte súbita deste Amante das Belas Letras.

Paz à sua Alma.

Daqui mandamos as nossas sinceras condolências à família e todos os epígonos.

E como manda a tradição a Poesia continua a ser In-possível

«a foto reproduzida é de Meireles de Pinho»

22 março, 2010

Leite, Literatura e Assassinos



Cá estou eu a entrevistar o Mário Viegas acompanhado pelo Konek, nos estúdios improvisados da rádio Caos algures na cidade do Porto, nos inícios dos anos 8O e do Movimento das Rádios Livres e que pode e deve visitar na Biblioteca de Gondomar. Obrigado a ambos que já não fazem parte dos vivos e eu não me sinto lá muito bem.

Nessa exposição confirmará:
Nada se passa na Rádio em Portugal e a Liberdade de Expressão continua em Segredo de Justiça que por sua vez está no seu, vosso, domicilio com uma Correia Electrónica
O cadáver da rádio livre