29 julho, 2011
O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei acerca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.» MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA
O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro
Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei aceca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.»
Um excerto:
«- não me vão apanhar –afirmei. – nem sequer vão desconfiar de mim. Pensarão que estava meio grosso, como costuma, e tu começaste a lutar e morreram ambos.
«- não me vão apanhar –afirmei. – nem sequer vão desconfiar de mim. Pensarão que estava meio grosso, como costuma, e tu começaste a lutar e morreram ambos.
Ela não compreendia, mesmo assim. Riu-se, franzindo um pouco a testa, quase ao mesmo tempo.
- mas, Lou…isso não faz sentido. Como podia eu estar morta quando…
- é fácil – respondi-lhe e dei-lhe um bofetada.
Mesmo assim não compreendeu…
…e voltei a esbofeteá-la.
E por fim ela percebeu.
Deu um salto, eu saltei ao mesmo tempo…»
Futuramente e a tomar banho no verão só no mar negro, o oceano vazio.
25 julho, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA, mais um: MILITÄRMUSIK de Wladimir Kaminer, traduzido do original por Nuno Batalha, editado pela Cavalo de Ferro
«O poeta já tinha várias tentativas de suicídio no currículo. Uma vez, por exemplo, tinha tentado envenenar-se: ligou o gás no fogão da cozinha e meteu lá a cabeça. Entretanto, os vizinhos de cima estavam a dar uma pequena festa. O que aconteceu foi que o gás subiu até lá acima e, quando os convidados quiseram acender as velas, houve uma explosão enorme e foram todos pelos ares. Já o poeta não ficou nem com um arranhão. Outra vez, tentou enforcar-se...O poeta voltou a escapar ileso. Desesperado saltou de uma janela, atirou-se
para debaixo de um carro e tentou afogar-se - tu em vão.»in «Militärmusik» de Wladimir Kaminer
O SR CRETINO NUM MEIO DE COMUNICAÇÃO PERTO DE SI
o Sr Cretino não se importa
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um
perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:
Ambrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças
ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa
hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades
cinco balas! uma bastava, não?!
Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um
perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:
cheguei a sonhar com um acto destes
mas a família não me ajudou
não consegui empréstimo bancário
enfim...a burocracia do costumeAmbrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças
ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa
hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades
cinco balas! uma bastava, não?!
Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade
21 julho, 2011
segundo Mergulho para uma piscina vazia: UM MILAGRE NO CAMINHO, de João Almeida, publicado na Averno 038
«Atalho com lama e escuridão
pela mão me levou
à procura de água
quando seguia
sem desejar saber
por outro beco
regular e limpo
não cumpri a minha jura
era o vinho a falar
uma merda esta culpa às costas
em todo o caso
gostava de ver o centro cultural arder »
in «Um milagre no caminho» de João Almeida
in «Um milagre no caminho» de João Almeida
18 julho, 2011
Obama acaba de ferrar Bo quando tentava obrigá-lo a lamber-lhe os tomates
"O presidente brincava entretanto com os fotógrafos dizendo que os cães de água portugueses gostam de tomates.
"A horta de Michelle corre perigo", disse Obama entre risos, numa alusão aos hortículas semeados pela mulher num canto dos jardins da Casa Branca.
"Não plantámos tomates na horta", retrucou Michelle, enquanto continuava a tentar dominar Bo.
O presidente recordou também as palavras de um seu antecessor, Harry Truman, que afirmou que, "se se quiser um amigo em Washington, tem de se ter um cão".
"Finalmente, tenho um amigo", comentou Barack Obama.
O cão de água português foi escolhido para ir morar para a Casa Branca por ser considerada uma raça adequada a pessoas com alergias, como é o caso da Mafia."
17 julho, 2011
PIOLHO Revista de Poesia o número quinto acaba de ser notícia no JN, edição em papel, da passada sexta feira. Está no entanto a ser mal distribuída pelos CTT que estão a fechar pela cidade no Porto como chuva de verão. É sempre a mesma coisa por esta altura os carteiros de substituição fazem uma distribuição de merda da correspondência. Há quem diga que o fazem por ordem superior a fim de denegrir os dignos carteiros profissionais nesta altura a cumprir umas merecidas férias
09 julho, 2011
02 julho, 2011
É já uma tradição de verão neste blogue os MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA este ano iniciamos com o José Carlos Soares e o seu último título «ESTE PERDER-SE» antologia com a selecção de poemas de Manuel de Freitas numa lúcida e quase secreta edição de autor
« Num poço de húmidas
sombras, a palavra precisa
do inferno. Pomar ignoto
pelo silêncio guardado: eu e tu
atentos, a névoa junto ao rosto, a lagartixa
remexendo-se aflita»
in «Este perder-se» de José Carlos Soares
29 junho, 2011
27 junho, 2011
22 junho, 2011
17 junho, 2011
15 junho, 2011
Convidado do mês de Junho de 2011: A. DASILVA O. FALOU E DISSE SEM TIRAR O CHAPÉU A TALHO DE FOICE | WAF www.worldartfriends.com
P: Como tudo começou?
R: Nas cagadeiras do Estado Poético .
P: Trinta anos?
R: Entre as balas, sempre a cavar a mesma trincheira, vala comum
denunciando os cadáveres que os Cães –assassinos enterram desde a noite dos tempos
P: E …o resto…será Literatura?
R: Será o que Deus não quer
P: ?
R: Sorriso
P: Então esse Gajo não está morto?
R: E bem morto, como todos os poetas.
Somos a prova da sua Morte.
P: Então estou a entrevistar um morto?
R: Enquanto cava a tua sepultura
11 junho, 2011
10 junho, 2011
09 junho, 2011
07 junho, 2011
Carta aberta aos eleitores:de regresso de uma viagem à Utopia onde contraí a malária, poeta moribundo me confesso vomitando as sagradas escrituras que preparam os festejos da chegada do Impossível
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| queda do pano |
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| local do crime relvado |
vendo que a sua acção não tivera qualquer tipo de destaque voltou ao local do crime onde uma nuvem de insectos se lhe abraçou depois de afastar o pano
entra em cena e tenta mostrar as injustiças quando é baleado o pano cai ainda se ouvem as palmas mas nada de acção
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| o bom fim democrático |
02 junho, 2011
31 maio, 2011
PIOLHO Revista de Poesia o número quinto acaba de entrar na sala das impressões
«Muito me espantaria se daqui saísse vivo.» Rui Azevedo Ribeiro
Humberto Rocha, Luciane Godinho Da Silva,Soraia Martins, Fernando Guerreiro, Mário Pinto, Zarelleci, Pedro S. Martins, Marcos Farrajota (ilustrações), Francisco Félix,Teixeira Moita,BiXinho,Miguel Sá Marques,Georges Bataille, Pedro Jofre,Paulo Themudo,Oliveira Martins Roxo,Rui Tinoco, Theódore Franckael,Roberta Ferraz, Maiara Gouveia, Érica Zingano, Renan Nuernberger, Rafael Rocha Daud, Andréa Catrópa, Danilo Bueno, Rui Azevedo Ribeiro, Raúl Simões Pinto e António S.Oliveira
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o quinto maio 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.e uma colaboração especial de Érica Zingano e do grupo a «piolheira».
30 maio, 2011
MAIS UM ESFORÇO PORTUGUESES
dizem e repetem ad nauseum
MAIS OITO DIAS ESTAREMOS ELEITOS PARA FAZER DA VOSSA VIDA UM INFERNO
POLITICAMENTE CORRECTO
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
MAIS UM ESFORÇO PORTUGUESES
dizem e repetem ad nauseum
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
dizem e repetem ad nauseum
MAIS OITO DIAS ESTAREMOS ELEITOS PARA FAZER DA VOSSA VIDA UM INFERNO
POLITICAMENTE CORRECTO
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
MAIS UM ESFORÇO PORTUGUESES
dizem e repetem ad nauseum
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
Porca Miséria
sim a nossa miséria pode, deve e será possível
aprofundá-la profundamente
dizem os nossos grandes pequenos, pequenitos lideres de todo o nosso quadrante político cds-psd-ps-be-cdu
dizem que sim que são parte de um solução
profundamente miséria sim, é possível dividir a miséria em classes sociais
dizem e repetem ao nojo ao vómito
sim que é possível privatizá-la
dizem e repetem ad nauseum
os que pagam impostos continuarão dignamente a fazê-lo
ainda com mais vontade alimentando aqueles que estão acima da lei
protegidos pelos fora-de-lei
A. Dasilva O., foto de António S. Oliveira
aprofundá-la profundamente
dizem os nossos grandes pequenos, pequenitos lideres de todo o nosso quadrante político cds-psd-ps-be-cdu
dizem que sim que são parte de um solução
profundamente miséria sim, é possível dividir a miséria em classes sociais
dizem e repetem ao nojo ao vómito
sim que é possível privatizá-la
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| vota em mim miserável |
os que pagam impostos continuarão dignamente a fazê-lo
ainda com mais vontade alimentando aqueles que estão acima da lei
protegidos pelos fora-de-lei
A. Dasilva O., foto de António S. Oliveira
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