24 agosto, 2011

Nós, os Mega-ricos

"temos sido e queremos continuar a ser acarinhados durante muito tempo
Enquanto as classes baixas e médias lutam por nós.
Estamos conscientes de termos beneficiado de um sistema e de um ambiente global que estamos ligados e que, esperamos, ajudar a manter com os nossos queridos impostos, please?!!"

04 agosto, 2011

MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman, Difusão Cultural


«A tecnopolia é um estado de cultura e também um estado mental. Consiste na deificação da tecnologia, o que significa que a cultura procura a sua credibilidade e descobre as suas satisfações na tecnologia e recebe dela as suas ordens.»

«Um resistente compreende que a tecnologia nunca deve ser aceite como parte da ordem natural das coisas, que cada tecnologia é produto de um contexto económico e político particular e transporta consigo um programa, uma agenda e uma filosofia que pode ou não melhorar a vida e que portanto, exige uma análise, uma critica e um controlo. Em suma, um resistente tecnológico mantém uma distância epistemológica e psíquica de qualquer tecnologia, pelo que ela surge sempre como algo de estranho, nunca inevitável, nunca natural.»


in  «TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman,  Difusão Cultural»

02 agosto, 2011

MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: PEREGRINO Viagens e Mendicância, de Nunes Zarelleci, Poetas Contemporâneos, edições Ecopy .


«Mundo
Um prato de sopa
Vinho»
&
«Desespero
Sem a felicidade no gesto…resta penar.
Os motivos desta vida são insuficientes
Para não adormecer
A Rua matou-me»


um dia destes Zarelleci, nosso colaborador, pedia-nos desculpa pela falta de magia do seu poético…


Pede-se o favor a quem o encontrar em não o atropelar, obrigado 
pedidos: 

01 agosto, 2011

«Venho declarar solenemente a minha ignorância. Nunca pensei que, já depois de velho, viesse a tomar conhecimento de mais esta modalidade de opressão da Mulher. Sabia que as torturavam, queimavam como bruxas, sempre consideradas inferiores. Agora que, ainda há menos de um século, com a medicina já nos alvores da modernidade, fosse considerado como doença o orgasmo feminino, nunca imaginaria. A mulher não pode ter prazer - só tem de sofrer. Ainda há quem pense assim... ORGASMO TAMBÉM É CULTURA...» CONTRA

Transcorria o ano de 1880 e cansado de tanto masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granvillepatenteia o primeiro vibrador eletromecânico com forma fálica.
                                                                                                          
Modelo manual Woody

Durante o século XIX, a
 massagem clítoriana era considerado o único tratamento adequado contra a histeria, de maneira que centenas de mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um "paroxismo histérico", hoje conhecido como orgasmo.
Mod. manual - Dr. Johansen's


A histeria, suposta doença que os gregos tinham descrito como "útero ardente", converte-se numa espécie de praga entre as mulheres da época. Qualquer comportamento estranho "ansiedade, irritabilidade, fantasias sexuais" era considerado como um claro sintoma e a paciente era imediatamente enviada para receber uma massagem relaxante.
                                                                                                
Mod. Manual Vibro-Life
No final do XIX a quantidade de mulheres que vão à consulta é tal, que os médicos já estão com problemas de LER (Lesões por esforço repetitivo) nas mãos e pulsos e então começam a inventar todo tipo de artefatos que lhes poupe o trabalho.

Normalmente eram bastões de plástico com um mecanismo bastante complexo, deixando o produto muito pesado e de difícil manipulação.
Mod. elétrico - Try New Life

Pense ao que isso possa parecer hoje, 
naqueles anos a aplicação do vibrador sobre o clítoris era tida como uma prática exclusivamente médica.
Mod. elétrico - Vibro Eletra

Na chamada Era Vitoriana, 
não era considerado ato sexual.
Mod. elétrico - Rolex
Os problemas, os tabus e a grande "sacanagem" que quase todos imaginamos hoje em dia ao ler este texto, começam mais tarde, a partir de 1920, pois foi a partir deste ano que os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios pois eles começaram a aparecer em filmes pornográficos. 

E, neles, as “atrizes” curavam sua histeria frente as câmaras. Os filmes fizeram com que o vibrador ficasse estigmatizado como coisa de mulheres da vida, nenhuma mulher fina ou mãe de família poderia ter uma histeria tranquila sabendo que a rameira da esquina fazia uso do mesmo instrumento.

Nos anos seguintes, a venda de vibradores foi então disfarçada sob formas de discutível sutileza.

Imagine a felicidade daquela esposa que, tendo recebido um aspirador de pó como presente de aniversário de seu marido, se deparasse com a panacéia ao abrir a caixa.

A partir desse momento, o vibrador começou a perder sua imagem de instrumento médico e nos finais dos anos 60, início da "queima dos sutiãs", quando estudos revelaram a importância do orgasmo pela estimulação direta no clitóris, o vibrador se popularizou como um aparelho sexual fundamental para a mulher. 

Daí, veio a primeira grande mudança, agregar ao bastão uma capa de silicone ou látex, dando ao produto novos formatos e cores e proporcionando um contato muito mais agradável a pele. 

Em seguida, com a evolução tecnológica, micro motores foram desenvolvidos aliados a baterias mais leves e duradouras, reduzindo o peso dos produtos e criando vários tipos de vibração para estimular ainda mais a região pubiana.

Este acima, foi recentemente lançado pela empresa Canden Enterprises, "Earth Angel", o primeiro 
vibrador ecológico.

Este é o primeiro aparelho do gênero a funcionar sem pilhas e ativa-se graças a um mecanismo que utiliza uma manivela (voltamos aos anos 20) para carregar. A empresa assegura que com apenas quatro minutos usando a manivela, o aparelho funcionará durante 30 minutos.

E, para encerrar este post, enfim o cinema - sob uma ótica não pornográfica - prestará sua homenagem aos vibradores. 

As filmagens vão ser realizadas no mês de outubro nas cidades de Londres e Luxemburgo. A estreia é prevista para 2011, quw se chamará  "Hysteria" ("Histeria", em tradução livre) se passará na Era Vitoriana  e mostrará dois médicos que tratam casos de histeria, uma condição caracterizada por uma irritabilidade aguda, raiva e choro súbito, associada às mulheres.




 Um dos personagens faz um experimento elétrico para o tratamento da "doença". Dentre as atrizes do elenco, está Maggie Gyllenhaal (mas não, ela não será das que fazem uso do instrumento).

Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...ontem na livraria Gato Vadio no lançamento da Piolho 5.










Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...: "Lançamento do número 5 da Revista de Poesia Piolho na Livraria Gato Vadio. Rui Tinoco e A. Dasilva O. Lançamento da Revista Piolho Nº 5..." filme fotogáfico de Rui Azevedo Ribeiro a quem agradecemos

29 julho, 2011

ossadas duma Europa nazificada até quando Deus quiser ?

Ossadas de antigo nazi Rudolf Hess exumadas para evitar peregrinações - Mundo - PUBLICO.PT

Ossadas de antigo nazi Rudolf Hess exumadas para evitar peregrinações - Mundo - PUBLICO.PT

O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei acerca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.» MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA

O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro

Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei aceca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.»
Um excerto:
«- não me vão apanhar –afirmei. – nem sequer vão desconfiar de mim. Pensarão que estava meio grosso, como costuma, e tu começaste a lutar e morreram ambos.
Ela não compreendia, mesmo assim. Riu-se, franzindo um pouco a testa, quase ao mesmo tempo.
- mas, Lou…isso não faz sentido. Como podia eu estar morta quando…
- é fácil – respondi-lhe e dei-lhe um bofetada.
Mesmo assim não compreendeu…
…e voltei a esbofeteá-la.
E por fim ela percebeu.
Deu um salto, eu saltei ao mesmo tempo…»   
Futuramente e a tomar banho no verão só no mar negro, o oceano vazio.



25 julho, 2011

MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA, mais um: MILITÄRMUSIK de Wladimir Kaminer, traduzido do original por Nuno Batalha, editado pela Cavalo de Ferro

«O poeta já tinha várias tentativas de suicídio no currículo. Uma vez, por exemplo, tinha tentado envenenar-se: ligou o gás no fogão da cozinha e meteu lá a cabeça. Entretanto, os vizinhos de cima estavam a dar uma pequena festa. O que aconteceu foi que o gás subiu até lá acima e, quando os convidados quiseram acender as velas, houve uma explosão enorme  e foram todos pelos ares. Já o poeta não ficou nem com um arranhão. Outra vez, tentou enforcar-se...O poeta voltou a escapar ileso. Desesperado saltou de uma janela, atirou-se
para debaixo de um carro e tentou afogar-se - tu em vão.»

in «Militärmusik» de Wladimir Kaminer

O apego ao real como única premissa - Babel

O apego ao real como única premissa - Babel

O SR CRETINO NUM MEIO DE COMUNICAÇÃO PERTO DE SI

o Sr Cretino não se importa
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um

perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:



quando era mais novo
cheguei a sonhar com um acto destes
mas a família não me ajudou
não consegui empréstimo bancário
enfim...a burocracia do costume


Ambrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças

ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa

hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades

cinco balas! uma bastava, não?!

Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade

21 julho, 2011

segundo Mergulho para uma piscina vazia: UM MILAGRE NO CAMINHO, de João Almeida, publicado na Averno 038


«Atalho com lama e escuridão

pela mão me levou
à procura de água

quando seguia
sem desejar saber

por outro beco
regular e limpo

não cumpri a minha jura
era o vinho a falar

uma  merda esta culpa às costas

em todo o caso
gostava de ver o centro cultural arder »


in «Um milagre no caminho» de João Almeida

18 julho, 2011

Obama acaba de ferrar Bo quando tentava obrigá-lo a lamber-lhe os tomates


"O presidente brincava entretanto com os fotógrafos dizendo que os cães de água portugueses gostam de tomates.
"A horta de Michelle corre perigo", disse Obama entre risos, numa alusão aos hortículas semeados pela mulher num canto dos jardins da Casa Branca.
"Não plantámos tomates na horta", retrucou Michelle, enquanto continuava a tentar dominar Bo.
O presidente recordou também as palavras de um seu antecessor, Harry Truman, que afirmou que, "se se quiser um amigo em Washington, tem de se ter um cão".
"Finalmente, tenho um amigo", comentou Barack Obama.
O cão de água português foi escolhido para ir morar para a Casa Branca por ser considerada uma raça adequada a pessoas com alergias, como é o caso da Mafia."

15 junho, 2011

Convidado do mês de Junho de 2011: A. DASILVA O. FALOU E DISSE SEM TIRAR O CHAPÉU A TALHO DE FOICE | WAF www.worldartfriends.com

P: Como tudo começou?
R: Nas cagadeiras do Estado Poético .

P: Trinta anos?
R: Entre as balas, sempre a cavar a mesma trincheira, vala comum
denunciando os cadáveres  que os Cães –assassinos  enterram desde a noite dos tempos

P: E …o resto…será Literatura?
R: Será o que Deus não quer

P: ?
R: Sorriso

P: Então esse Gajo não está morto?
R: E bem morto, como todos os poetas.
Somos a prova da sua Morte.

P: Então estou a entrevistar um morto?
R: Enquanto cava a tua sepultura