29 outubro, 2011
28 outubro, 2011
23 outubro, 2011
A Ciência Estúpida e seus cretinos por A. Dasilva O. «Mais cedo ou mais tarde, encontra-se sempre um buraco em cada cu» provérbio russo Há mais de uma década, cientificamente não exacta que não tenho dito outra coisa e eu há setenta vezes sete e eu há 666 décadas que não fujo à tradição pois é estúpido dizer-se que a economia é uma ciência exacta exactamente por isso que digo e repito cirurgicamente até que o bem de bem servir se me fuja para um mundo melhor e não tenho culpa que a economia tenha andado por maus caminhos, políticos entenda-se, e deixado dominar por cretinos em estado de choque só porque não conseguem fornicar mas quem, exactamente, consegue entrar nesse buraco sagrado de algália? Os fazedores de opinião estão confusos e em estado de choque sacodem a água do capote, os financeiros apanhados a dormir sobre os juros do consumo, cospem para o ar e os gestores o que querem é reformas, muitas e muitas reformas até a apatia se instalar de vez. O tempo ajuda, a relatividade também. A seca é extrema e os funcionários públicos não dormem. Navegam na net em busca de um ponto de fuga para desertarem deste buraco negro: Do outro lado do atlântico comemora-se a razão de ser. A terra é prometida num sonho fastfood democrático, num western onde o bem e o mal pós-moderno se dobram e desdobram, como carne para canhão, em acção. As imagens como refúgio e excesso da melhor defesa: o ataque. O choque tecnológico da lavagem ao cérebro neoliberal da opinião pública.
Ironia
do destino, por A. Dasilva O. (o guru do lixo)
Como cada cidadão que se preze sou acusado de
ter vivido acima das minhas possibilidades sendo com tal um rendimento líquido
muito alto (ultra-high-net-worth) com residência fixa, pós-laboral na entrada
principal do banco de Portugal, quando não em viagem pelo mundo pós-droga. Esse
ex-luxo que apenas o experimentam como testemunhas do capital selvagem, todos
os marketers pequeno burgueses dessa decadente indústria que é ser escravo do
dinheiro quer seja do vivo quer do de plástico.
A vida
é o meu cartão multibanco, e é um luxo e é preciso vivê-la para lá dos seus
limitados e medíocres prazeres.
Nessa ironia tenho oportunidade de
experimentar tudo ao mais alto nível, roubando para comer, fugindo aos impostos
como público-alvo (o que será um cidadão sem os impostos) sem perder a sua dele
componente emocional.
Ainda ontem andei à porrada com um marketers
que chorava como uma madalena dentro do seu topo de gama carregado de perfumes,
cosméticos, pranchas de surf e todo um imundo de luxos deflacionistas.
Parti-lhe o focinho a seu pedido pois o seu patrão pagara-lhe em
géneros. Descarreguei-lhe toda a minha experiência pessoal e tentei
adaptá-lo à minha filosofia de vida.
É vê-lo todo satisfeito a mendigar à porta da
Capela das Almas com o seu
irreconhecível fato Armani enquanto na esplanada ao lado belo uma lágrima de
Cristo com duas pedras de gelo e releio salteadamente «Os Enterrados Vivos» de
Murielle Gagnebin
22 outubro, 2011
16 outubro, 2011
03 outubro, 2011
« De que merda é feito esse arco?»
O sr. Cretino Testa o sr Alzeimer
Teste simples de Alzeimer
Preencha os espaços:
__aralho
c__na
__erda
por__a
f__da
__amada
__acana
__ueca
Pronto
Agora sem batota confira as respostas
Baralho
Cana
Perda
Porta
Fada
Camada
Cueca
Quantas acertou???
Calma Você não tem alzeimer, tem é a mente suja isso sim
....................
Preencha os espaços:
__aralho
c__na
__erda
por__a
f__da
__amada
__acana
__ueca
Pronto
Agora sem batota confira as respostas
Baralho
Cana
Perda
Porta
Fada
Camada
Cueca
Quantas acertou???
Calma Você não tem alzeimer, tem é a mente suja isso sim
....................
AFIRMA O SR Cretino
Afirma o Sr Ministro das Finanças que o
aumento da taxa do IVA para 23% nas facturas do gás e da electricidade é o que
se pratica na maioria dos países europeus.
Então
comparemos tmbém os SALÁRIOS
MÍNIMOS NA EUROPA:
Suíça -
2.916,00€
Luxemburgo - 1.757,56€
Irlanda - 1.653,00€
Bélgica - 1.415,24€
Holanda - 1.400,00€
França - 1.377,70€
Reino Unido - 1.035,00€
Espanha - 748,30€
Portugal - 485,00€
Estarão a brincar connosco???
02 outubro, 2011
23 setembro, 2011
Piolho 6, revista de Poesia, no Bartleby Bar, Lisboa, Sexta-feira, 14 de Outubro às 22:30 - 15/10 às 1:00
PIOLHO Revista de Poesia, será apresentado por Fernando Guerreiro
«Se dois homens se querem entender verda-deiramente, têm primeiro que se contradi-zer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Inês Dias, Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, António S. Oliveira, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro, Manuel de Freitas e Charles Bukowski
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
a editora 50kg estará presente com as suas novidades
Bartleby Bar " E-mail bartleby.bar@gmail.com Site http://bartleby-bar.blogspot.com/
R. Imprensa Nacional, 116b (cave do restaurante BS), Lisboa
Lisbon, Portugal
19 setembro, 2011
PIOLHO 6
![]() |
| aí está o número sexto da Piolho acabadinho de chegar |
PIOLHO Revista de Poesia
«Se dois homens se querem entender verdadeiramente, têm primeiro que se contradizer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Inês Dias, Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, António S. Oliveira, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro, Manuel de Freitas e Charles Bukowski
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
15 setembro, 2011
![]() |
| já está na tipografia |
PIOLHO Revista de Poesia
«Se dois homens se querem entender verdadeiramente, têm primeiro que se contradizer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro e Charles Bukowski
fazem (entre outros) mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
24 agosto, 2011
Nós, os Mega-ricos
Enquanto as classes baixas e médias lutam por nós.
Estamos conscientes de termos beneficiado de um sistema e de um ambiente global que estamos ligados e que, esperamos, ajudar a manter com os nossos queridos impostos, please?!!"
Estamos conscientes de termos beneficiado de um sistema e de um ambiente global que estamos ligados e que, esperamos, ajudar a manter com os nossos queridos impostos, please?!!"
09 agosto, 2011
04 agosto, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman, Difusão Cultural
«A tecnopolia é um estado de cultura e também um estado mental. Consiste na deificação da tecnologia, o que significa que a cultura procura a sua credibilidade e descobre as suas satisfações na tecnologia e recebe dela as suas ordens.»
«Um resistente compreende que a tecnologia nunca deve ser aceite como parte da ordem natural das coisas, que cada tecnologia é produto de um contexto económico e político particular e transporta consigo um programa, uma agenda e uma filosofia que pode ou não melhorar a vida e que portanto, exige uma análise, uma critica e um controlo. Em suma, um resistente tecnológico mantém uma distância epistemológica e psíquica de qualquer tecnologia, pelo que ela surge sempre como algo de estranho, nunca inevitável, nunca natural.»
in «TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman, Difusão Cultural»
02 agosto, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: PEREGRINO Viagens e Mendicância, de Nunes Zarelleci, Poetas Contemporâneos, edições Ecopy .
«Mundo
Um prato de sopa
Vinho»
&
«Desespero
Sem a felicidade no gesto…resta penar.
Os motivos desta vida são insuficientes
Para não adormecer
A Rua matou-me»
um dia destes Zarelleci, nosso colaborador, pedia-nos desculpa pela falta de magia do seu poético…
Pede-se o favor a quem o encontrar em não o atropelar, obrigado
pedidos:
01 agosto, 2011
«Venho declarar solenemente a minha ignorância. Nunca pensei que, já depois de velho, viesse a tomar conhecimento de mais esta modalidade de opressão da Mulher. Sabia que as torturavam, queimavam como bruxas, sempre consideradas inferiores. Agora que, ainda há menos de um século, com a medicina já nos alvores da modernidade, fosse considerado como doença o orgasmo feminino, nunca imaginaria. A mulher não pode ter prazer - só tem de sofrer. Ainda há quem pense assim... ORGASMO TAMBÉM É CULTURA...» CONTRA
Transcorria o ano de 1880 e cansado de tanto masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granvillepatenteia o primeiro vibrador eletromecânico com forma fálica.Modelo manual Woody
Durante o século XIX, a massagem clítoriana era considerado o único tratamento adequado contra a histeria, de maneira que centenas de mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um "paroxismo histérico", hoje conhecido como orgasmo.
Mod. manual - Dr. Johansen's
A histeria, suposta doença que os gregos tinham descrito como "útero ardente", converte-se numa espécie de praga entre as mulheres da época. Qualquer comportamento estranho "ansiedade, irritabilidade, fantasias sexuais" era considerado como um claro sintoma e a paciente era imediatamente enviada para receber uma massagem relaxante.
Mod. Manual Vibro-Life
No final do XIX a quantidade de mulheres que vão à consulta é tal, que os médicos já estão com problemas de LER (Lesões por esforço repetitivo) nas mãos e pulsos e então começam a inventar todo tipo de artefatos que lhes poupe o trabalho.
Normalmente eram bastões de plástico com um mecanismo bastante complexo, deixando o produto muito pesado e de difícil manipulação.
Mod. elétrico - Try New LifePense ao que isso possa parecer hoje, naqueles anos a aplicação do vibrador sobre o clítoris era tida como uma prática exclusivamente médica.
Mod. elétrico - Vibro Eletra
Na chamada Era Vitoriana, não era considerado ato sexual.
Mod. elétrico - Rolex
Os problemas, os tabus e a grande "sacanagem" que quase todos imaginamos hoje em dia ao ler este texto, começam mais tarde, a partir de 1920, pois foi a partir deste ano que os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios pois eles começaram a aparecer em filmes pornográficos.
E, neles, as “atrizes” curavam sua histeria frente as câmaras. Os filmes fizeram com que o vibrador ficasse estigmatizado como coisa de mulheres da vida, nenhuma mulher fina ou mãe de família poderia ter uma histeria tranquila sabendo que a rameira da esquina fazia uso do mesmo instrumento.
Nos anos seguintes, a venda de vibradores foi então disfarçada sob formas de discutível sutileza.
E, neles, as “atrizes” curavam sua histeria frente as câmaras. Os filmes fizeram com que o vibrador ficasse estigmatizado como coisa de mulheres da vida, nenhuma mulher fina ou mãe de família poderia ter uma histeria tranquila sabendo que a rameira da esquina fazia uso do mesmo instrumento.
Nos anos seguintes, a venda de vibradores foi então disfarçada sob formas de discutível sutileza.
Imagine a felicidade daquela esposa que, tendo recebido um aspirador de pó como presente de aniversário de seu marido, se deparasse com a panacéia ao abrir a caixa.
A partir desse momento, o vibrador começou a perder sua imagem de instrumento médico e nos finais dos anos 60, início da "queima dos sutiãs", quando estudos revelaram a importância do orgasmo pela estimulação direta no clitóris, o vibrador se popularizou como um aparelho sexual fundamental para a mulher.
Daí, veio a primeira grande mudança, agregar ao bastão uma capa de silicone ou látex, dando ao produto novos formatos e cores e proporcionando um contato muito mais agradável a pele.
Em seguida, com a evolução tecnológica, micro motores foram desenvolvidos aliados a baterias mais leves e duradouras, reduzindo o peso dos produtos e criando vários tipos de vibração para estimular ainda mais a região pubiana.
Daí, veio a primeira grande mudança, agregar ao bastão uma capa de silicone ou látex, dando ao produto novos formatos e cores e proporcionando um contato muito mais agradável a pele.
Em seguida, com a evolução tecnológica, micro motores foram desenvolvidos aliados a baterias mais leves e duradouras, reduzindo o peso dos produtos e criando vários tipos de vibração para estimular ainda mais a região pubiana.
Este acima, foi recentemente lançado pela empresa Canden Enterprises, "Earth Angel", o primeiro vibrador ecológico.
Este é o primeiro aparelho do gênero a funcionar sem pilhas e ativa-se graças a um mecanismo que utiliza uma manivela (voltamos aos anos 20) para carregar. A empresa assegura que com apenas quatro minutos usando a manivela, o aparelho funcionará durante 30 minutos.
E, para encerrar este post, enfim o cinema - sob uma ótica não pornográfica - prestará sua homenagem aos vibradores.
As filmagens vão ser realizadas no mês de outubro nas cidades de Londres e Luxemburgo. A estreia é prevista para 2011, quw se chamará "Hysteria" ("Histeria", em tradução livre) se passará na Era Vitoriana e mostrará dois médicos que tratam casos de histeria, uma condição caracterizada por uma irritabilidade aguda, raiva e choro súbito, associada às mulheres.
Um dos personagens faz um experimento elétrico para o tratamento da "doença". Dentre as atrizes do elenco, está Maggie Gyllenhaal (mas não, ela não será das que fazem uso do instrumento).
Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...ontem na livraria Gato Vadio no lançamento da Piolho 5.
Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...: "Lançamento do número 5 da Revista de Poesia Piolho na Livraria Gato Vadio. Rui Tinoco e A. Dasilva O. Lançamento da Revista Piolho Nº 5..." filme fotogáfico de Rui Azevedo Ribeiro a quem agradecemos
29 julho, 2011
O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei acerca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.» MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA
O Assassino dentro de mim, de Jim Thompson, Puma Editora, bolso negro
Um aparte : um banho de sangue este mergulho, estou de acordo com Stanley Kubric que afirmou: «Provavelmente a história mais arrepiante e cruel que jamais encontrei aceca de uma mente distorcida pelo crime, narrada na primeira pessoa.»
Um excerto:
«- não me vão apanhar –afirmei. – nem sequer vão desconfiar de mim. Pensarão que estava meio grosso, como costuma, e tu começaste a lutar e morreram ambos.
«- não me vão apanhar –afirmei. – nem sequer vão desconfiar de mim. Pensarão que estava meio grosso, como costuma, e tu começaste a lutar e morreram ambos.
Ela não compreendia, mesmo assim. Riu-se, franzindo um pouco a testa, quase ao mesmo tempo.
- mas, Lou…isso não faz sentido. Como podia eu estar morta quando…
- é fácil – respondi-lhe e dei-lhe um bofetada.
Mesmo assim não compreendeu…
…e voltei a esbofeteá-la.
E por fim ela percebeu.
Deu um salto, eu saltei ao mesmo tempo…»
Futuramente e a tomar banho no verão só no mar negro, o oceano vazio.
25 julho, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA, mais um: MILITÄRMUSIK de Wladimir Kaminer, traduzido do original por Nuno Batalha, editado pela Cavalo de Ferro
«O poeta já tinha várias tentativas de suicídio no currículo. Uma vez, por exemplo, tinha tentado envenenar-se: ligou o gás no fogão da cozinha e meteu lá a cabeça. Entretanto, os vizinhos de cima estavam a dar uma pequena festa. O que aconteceu foi que o gás subiu até lá acima e, quando os convidados quiseram acender as velas, houve uma explosão enorme e foram todos pelos ares. Já o poeta não ficou nem com um arranhão. Outra vez, tentou enforcar-se...O poeta voltou a escapar ileso. Desesperado saltou de uma janela, atirou-se
para debaixo de um carro e tentou afogar-se - tu em vão.»in «Militärmusik» de Wladimir Kaminer
O SR CRETINO NUM MEIO DE COMUNICAÇÃO PERTO DE SI
o Sr Cretino não se importa
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um
perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:
Ambrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças
ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa
hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades
cinco balas! uma bastava, não?!
Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade
que se lhe interrompa o raciocínio
está habituado a essa tortura democrática
e claro toda a sua experiência lhe diz
que sim que «é da Noruega, Ambrósio» só
podia ser no país da paz podre
que mais cedo ou mais tarde
a criança que cada país arrasta
dentro de si, vomitasse
mais que vidente
é evidentemente o risco de viver-se em democracia
nesse aspecto não chegamos ao século vinte e um
perante a óbvia pergunta: e em Portugal, será...melhor, é possível?
dificilmente, responde o sr. Cretino
basta olhar para o estado de choque da nossa eterna miséria mental
onde todos passam administrativamente por decreto do estado social
a maior parte dos nossos jovens não sabe ler nem escrever apesar de todos
terem curso superior
pára para bebericar um pensamento
e com um sorriso de Gioconda
onde encontrar um jovem empresário
ecológico com capacidade para um acto de semelhante envergadura
intelectual-financeira? o Sr Cretino melancoliza:
cheguei a sonhar com um acto destes
mas a família não me ajudou
não consegui empréstimo bancário
enfim...a burocracia do costumeAmbrósio tenta dizer, o sr Cretino com gesto, desilude-o:
deixe-me só terminar o raciocínio:
no entanto nada de perder as esperanças
ainda hoje li que um sr disparou cinco tiros na sua, dele, esposa
hen?! um sinal
um sinal de que apesar de tudo ainda vivemos acima das nossas possibilidades
cinco balas! uma bastava, não?!
Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos
aquela mentalidade
21 julho, 2011
segundo Mergulho para uma piscina vazia: UM MILAGRE NO CAMINHO, de João Almeida, publicado na Averno 038
«Atalho com lama e escuridão
pela mão me levou
à procura de água
quando seguia
sem desejar saber
por outro beco
regular e limpo
não cumpri a minha jura
era o vinho a falar
uma merda esta culpa às costas
em todo o caso
gostava de ver o centro cultural arder »
in «Um milagre no caminho» de João Almeida
in «Um milagre no caminho» de João Almeida
18 julho, 2011
Obama acaba de ferrar Bo quando tentava obrigá-lo a lamber-lhe os tomates
"O presidente brincava entretanto com os fotógrafos dizendo que os cães de água portugueses gostam de tomates.
"A horta de Michelle corre perigo", disse Obama entre risos, numa alusão aos hortículas semeados pela mulher num canto dos jardins da Casa Branca.
"Não plantámos tomates na horta", retrucou Michelle, enquanto continuava a tentar dominar Bo.
O presidente recordou também as palavras de um seu antecessor, Harry Truman, que afirmou que, "se se quiser um amigo em Washington, tem de se ter um cão".
"Finalmente, tenho um amigo", comentou Barack Obama.
O cão de água português foi escolhido para ir morar para a Casa Branca por ser considerada uma raça adequada a pessoas com alergias, como é o caso da Mafia."
17 julho, 2011
PIOLHO Revista de Poesia o número quinto acaba de ser notícia no JN, edição em papel, da passada sexta feira. Está no entanto a ser mal distribuída pelos CTT que estão a fechar pela cidade no Porto como chuva de verão. É sempre a mesma coisa por esta altura os carteiros de substituição fazem uma distribuição de merda da correspondência. Há quem diga que o fazem por ordem superior a fim de denegrir os dignos carteiros profissionais nesta altura a cumprir umas merecidas férias
09 julho, 2011
02 julho, 2011
É já uma tradição de verão neste blogue os MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA este ano iniciamos com o José Carlos Soares e o seu último título «ESTE PERDER-SE» antologia com a selecção de poemas de Manuel de Freitas numa lúcida e quase secreta edição de autor
« Num poço de húmidas
sombras, a palavra precisa
do inferno. Pomar ignoto
pelo silêncio guardado: eu e tu
atentos, a névoa junto ao rosto, a lagartixa
remexendo-se aflita»
in «Este perder-se» de José Carlos Soares
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