Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.Ambas foram traduzidas pelo Sérgio Ribeiro e encontrei uma versão em inglês. Esta roca de correspondência já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. e vou aqui transcrever os dois textos.
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
OS GREGOS, QUE PRIMEIROS FIZERAM ALQUIMIAS COM O EURO, AGORA, EM VEZ DE FAZEREM ECONOMIAS, FAZEM GREVESCaros gregos,Desde 1981 pertencemos à mesma família.Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumoVocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!Walter Wuelleenweber
Resposta de Georgios Psomás
Caro Walter,Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.Estimado Walter,Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.Cordialmente,Georgios Psomás»
11 novembro, 2011
reproduzimos e partilhamos «Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas»
10 novembro, 2011
09 novembro, 2011
Como seria noticiada hoje, em Portugal, a história do Capuchinho Vermelho...
TELEJORNAL - RTP1
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de
ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia"
JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina
foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da
sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o
Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi
retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina
ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público
naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de
Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por
um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de
extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual
governação portuguesa."
Entretanto manifeste a sua opinião e ligue para:
707696901 se acha que a culpa é do lobo
707696902 se acha que a culpa é do capuchinho
707696903 se acha que a culpa é do governo
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
Revista MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
A BOLA
"Lobo será reforço de inverno na Luz"
JOGO
"Mourinho quer Caçador no Real"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador".
Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares
dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi
devorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O PRIMEIRO DE JANEIRO
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:
Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser
devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:
"Veja o que só o lobo viu"
SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência"
__,_._,___
04 novembro, 2011
psst!!!Psst!!!PSSST aproxima-se mais uma edição, a nona, do Mercado Negro.
estamos a preparar mais
uma edição
a oitava
com a ZONA DE ROUBO controlada pela TROIKA
e uma ACÇÃO DIRECTA como novidade
nesta edição voltamos às origens
ao Passeio das Virtudes, 14
Escola Artística e Profissional Árvore
03 novembro, 2011
o mercado do livro já começou a defecar com largo fogo as suas cagadas natalícias assim como respectivos prémios literários pessoa, saramago, e outros tugas-magos entre abraços e bolsas de escrita-criativa sentado num vibro-plate num quinto império perto de si para melhor escreverem sem lirismos a miséria humana, demasiado humana.
02 novembro, 2011
UM CIDADÃO DE CORPO INTEIRO
Agora sim, com um inspector nomeado, que tive o prazer de conhecer na passada segunda feira, pela Segurança Social, onde tive conhecimento de denúncias feitas à minha pessoa, sou um cidadão de corpo inteiro. Depois de um encontro grau zero com a «dona» do estado, a minha «assistente social», um autêntico insulto à cidadania fui promovido com um inspector. Quanto aos cuidados saúde? Primeiro o «Estado» que está muito debilitado.
29 outubro, 2011
28 outubro, 2011
23 outubro, 2011
A Ciência Estúpida e seus cretinos por A. Dasilva O. «Mais cedo ou mais tarde, encontra-se sempre um buraco em cada cu» provérbio russo Há mais de uma década, cientificamente não exacta que não tenho dito outra coisa e eu há setenta vezes sete e eu há 666 décadas que não fujo à tradição pois é estúpido dizer-se que a economia é uma ciência exacta exactamente por isso que digo e repito cirurgicamente até que o bem de bem servir se me fuja para um mundo melhor e não tenho culpa que a economia tenha andado por maus caminhos, políticos entenda-se, e deixado dominar por cretinos em estado de choque só porque não conseguem fornicar mas quem, exactamente, consegue entrar nesse buraco sagrado de algália? Os fazedores de opinião estão confusos e em estado de choque sacodem a água do capote, os financeiros apanhados a dormir sobre os juros do consumo, cospem para o ar e os gestores o que querem é reformas, muitas e muitas reformas até a apatia se instalar de vez. O tempo ajuda, a relatividade também. A seca é extrema e os funcionários públicos não dormem. Navegam na net em busca de um ponto de fuga para desertarem deste buraco negro: Do outro lado do atlântico comemora-se a razão de ser. A terra é prometida num sonho fastfood democrático, num western onde o bem e o mal pós-moderno se dobram e desdobram, como carne para canhão, em acção. As imagens como refúgio e excesso da melhor defesa: o ataque. O choque tecnológico da lavagem ao cérebro neoliberal da opinião pública.
Ironia
do destino, por A. Dasilva O. (o guru do lixo)
Como cada cidadão que se preze sou acusado de
ter vivido acima das minhas possibilidades sendo com tal um rendimento líquido
muito alto (ultra-high-net-worth) com residência fixa, pós-laboral na entrada
principal do banco de Portugal, quando não em viagem pelo mundo pós-droga. Esse
ex-luxo que apenas o experimentam como testemunhas do capital selvagem, todos
os marketers pequeno burgueses dessa decadente indústria que é ser escravo do
dinheiro quer seja do vivo quer do de plástico.
A vida
é o meu cartão multibanco, e é um luxo e é preciso vivê-la para lá dos seus
limitados e medíocres prazeres.
Nessa ironia tenho oportunidade de
experimentar tudo ao mais alto nível, roubando para comer, fugindo aos impostos
como público-alvo (o que será um cidadão sem os impostos) sem perder a sua dele
componente emocional.
Ainda ontem andei à porrada com um marketers
que chorava como uma madalena dentro do seu topo de gama carregado de perfumes,
cosméticos, pranchas de surf e todo um imundo de luxos deflacionistas.
Parti-lhe o focinho a seu pedido pois o seu patrão pagara-lhe em
géneros. Descarreguei-lhe toda a minha experiência pessoal e tentei
adaptá-lo à minha filosofia de vida.
É vê-lo todo satisfeito a mendigar à porta da
Capela das Almas com o seu
irreconhecível fato Armani enquanto na esplanada ao lado belo uma lágrima de
Cristo com duas pedras de gelo e releio salteadamente «Os Enterrados Vivos» de
Murielle Gagnebin
22 outubro, 2011
16 outubro, 2011
03 outubro, 2011
« De que merda é feito esse arco?»
O sr. Cretino Testa o sr Alzeimer
Teste simples de Alzeimer
Preencha os espaços:
__aralho
c__na
__erda
por__a
f__da
__amada
__acana
__ueca
Pronto
Agora sem batota confira as respostas
Baralho
Cana
Perda
Porta
Fada
Camada
Cueca
Quantas acertou???
Calma Você não tem alzeimer, tem é a mente suja isso sim
....................
Preencha os espaços:
__aralho
c__na
__erda
por__a
f__da
__amada
__acana
__ueca
Pronto
Agora sem batota confira as respostas
Baralho
Cana
Perda
Porta
Fada
Camada
Cueca
Quantas acertou???
Calma Você não tem alzeimer, tem é a mente suja isso sim
....................
AFIRMA O SR Cretino
Afirma o Sr Ministro das Finanças que o
aumento da taxa do IVA para 23% nas facturas do gás e da electricidade é o que
se pratica na maioria dos países europeus.
Então
comparemos tmbém os SALÁRIOS
MÍNIMOS NA EUROPA:
Suíça -
2.916,00€
Luxemburgo - 1.757,56€
Irlanda - 1.653,00€
Bélgica - 1.415,24€
Holanda - 1.400,00€
França - 1.377,70€
Reino Unido - 1.035,00€
Espanha - 748,30€
Portugal - 485,00€
Estarão a brincar connosco???
02 outubro, 2011
23 setembro, 2011
Piolho 6, revista de Poesia, no Bartleby Bar, Lisboa, Sexta-feira, 14 de Outubro às 22:30 - 15/10 às 1:00
PIOLHO Revista de Poesia, será apresentado por Fernando Guerreiro
«Se dois homens se querem entender verda-deiramente, têm primeiro que se contradi-zer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Inês Dias, Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, António S. Oliveira, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro, Manuel de Freitas e Charles Bukowski
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
a editora 50kg estará presente com as suas novidades
Bartleby Bar " E-mail bartleby.bar@gmail.com Site http://bartleby-bar.blogspot.com/
R. Imprensa Nacional, 116b (cave do restaurante BS), Lisboa
Lisbon, Portugal
19 setembro, 2011
PIOLHO 6
![]() |
| aí está o número sexto da Piolho acabadinho de chegar |
PIOLHO Revista de Poesia
«Se dois homens se querem entender verdadeiramente, têm primeiro que se contradizer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Inês Dias, Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, António S. Oliveira, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro, Manuel de Freitas e Charles Bukowski
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
15 setembro, 2011
![]() |
| já está na tipografia |
PIOLHO Revista de Poesia
«Se dois homens se querem entender verdadeiramente, têm primeiro que se contradizer» Gaston Bachelard
Sandra Filipe (ilustrações), Golgona Anghel, Marta Chaves, Ana Dias, Mariana Pinto dos Santos, Oliveira Martins Roxo, Renata Correia Botelho, A. Maria de Jesus, Sílvia C. Silva, Rui Caeiro, José Carlos Soares, Miguel Martins, Vitor Nogueira, António Barahona, manuel a. domingos, Fernando Guerreiro, Diogo Vaz Pinto, Rui Miguel Ribeiro, Jorge Roque, Luís Manuel Gaspar, A. Pedro Ribeiro, Pedro Calcoen, Rui Pires Cabral, Rui Azevedo Ribeiro, Ricardo Álvaro e Charles Bukowski
fazem (entre outros) mais ou menos por esta desordem este
número
o sexto Setembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
24 agosto, 2011
Nós, os Mega-ricos
Enquanto as classes baixas e médias lutam por nós.
Estamos conscientes de termos beneficiado de um sistema e de um ambiente global que estamos ligados e que, esperamos, ajudar a manter com os nossos queridos impostos, please?!!"
Estamos conscientes de termos beneficiado de um sistema e de um ambiente global que estamos ligados e que, esperamos, ajudar a manter com os nossos queridos impostos, please?!!"
09 agosto, 2011
04 agosto, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman, Difusão Cultural
«A tecnopolia é um estado de cultura e também um estado mental. Consiste na deificação da tecnologia, o que significa que a cultura procura a sua credibilidade e descobre as suas satisfações na tecnologia e recebe dela as suas ordens.»
«Um resistente compreende que a tecnologia nunca deve ser aceite como parte da ordem natural das coisas, que cada tecnologia é produto de um contexto económico e político particular e transporta consigo um programa, uma agenda e uma filosofia que pode ou não melhorar a vida e que portanto, exige uma análise, uma critica e um controlo. Em suma, um resistente tecnológico mantém uma distância epistemológica e psíquica de qualquer tecnologia, pelo que ela surge sempre como algo de estranho, nunca inevitável, nunca natural.»
in «TECNOPOLIA, quando a Cultura se rende à Tecnologia, de Neil Postman, Difusão Cultural»
02 agosto, 2011
MERGULHOS PARA UMA PISCINA VAZIA: PEREGRINO Viagens e Mendicância, de Nunes Zarelleci, Poetas Contemporâneos, edições Ecopy .
«Mundo
Um prato de sopa
Vinho»
&
«Desespero
Sem a felicidade no gesto…resta penar.
Os motivos desta vida são insuficientes
Para não adormecer
A Rua matou-me»
um dia destes Zarelleci, nosso colaborador, pedia-nos desculpa pela falta de magia do seu poético…
Pede-se o favor a quem o encontrar em não o atropelar, obrigado
pedidos:
01 agosto, 2011
«Venho declarar solenemente a minha ignorância. Nunca pensei que, já depois de velho, viesse a tomar conhecimento de mais esta modalidade de opressão da Mulher. Sabia que as torturavam, queimavam como bruxas, sempre consideradas inferiores. Agora que, ainda há menos de um século, com a medicina já nos alvores da modernidade, fosse considerado como doença o orgasmo feminino, nunca imaginaria. A mulher não pode ter prazer - só tem de sofrer. Ainda há quem pense assim... ORGASMO TAMBÉM É CULTURA...» CONTRA
Transcorria o ano de 1880 e cansado de tanto masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granvillepatenteia o primeiro vibrador eletromecânico com forma fálica.Modelo manual Woody
Durante o século XIX, a massagem clítoriana era considerado o único tratamento adequado contra a histeria, de maneira que centenas de mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um "paroxismo histérico", hoje conhecido como orgasmo.
Mod. manual - Dr. Johansen's
A histeria, suposta doença que os gregos tinham descrito como "útero ardente", converte-se numa espécie de praga entre as mulheres da época. Qualquer comportamento estranho "ansiedade, irritabilidade, fantasias sexuais" era considerado como um claro sintoma e a paciente era imediatamente enviada para receber uma massagem relaxante.
Mod. Manual Vibro-Life
No final do XIX a quantidade de mulheres que vão à consulta é tal, que os médicos já estão com problemas de LER (Lesões por esforço repetitivo) nas mãos e pulsos e então começam a inventar todo tipo de artefatos que lhes poupe o trabalho.
Normalmente eram bastões de plástico com um mecanismo bastante complexo, deixando o produto muito pesado e de difícil manipulação.
Mod. elétrico - Try New LifePense ao que isso possa parecer hoje, naqueles anos a aplicação do vibrador sobre o clítoris era tida como uma prática exclusivamente médica.
Mod. elétrico - Vibro Eletra
Na chamada Era Vitoriana, não era considerado ato sexual.
Mod. elétrico - Rolex
Os problemas, os tabus e a grande "sacanagem" que quase todos imaginamos hoje em dia ao ler este texto, começam mais tarde, a partir de 1920, pois foi a partir deste ano que os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios pois eles começaram a aparecer em filmes pornográficos.
E, neles, as “atrizes” curavam sua histeria frente as câmaras. Os filmes fizeram com que o vibrador ficasse estigmatizado como coisa de mulheres da vida, nenhuma mulher fina ou mãe de família poderia ter uma histeria tranquila sabendo que a rameira da esquina fazia uso do mesmo instrumento.
Nos anos seguintes, a venda de vibradores foi então disfarçada sob formas de discutível sutileza.
E, neles, as “atrizes” curavam sua histeria frente as câmaras. Os filmes fizeram com que o vibrador ficasse estigmatizado como coisa de mulheres da vida, nenhuma mulher fina ou mãe de família poderia ter uma histeria tranquila sabendo que a rameira da esquina fazia uso do mesmo instrumento.
Nos anos seguintes, a venda de vibradores foi então disfarçada sob formas de discutível sutileza.
Imagine a felicidade daquela esposa que, tendo recebido um aspirador de pó como presente de aniversário de seu marido, se deparasse com a panacéia ao abrir a caixa.
A partir desse momento, o vibrador começou a perder sua imagem de instrumento médico e nos finais dos anos 60, início da "queima dos sutiãs", quando estudos revelaram a importância do orgasmo pela estimulação direta no clitóris, o vibrador se popularizou como um aparelho sexual fundamental para a mulher.
Daí, veio a primeira grande mudança, agregar ao bastão uma capa de silicone ou látex, dando ao produto novos formatos e cores e proporcionando um contato muito mais agradável a pele.
Em seguida, com a evolução tecnológica, micro motores foram desenvolvidos aliados a baterias mais leves e duradouras, reduzindo o peso dos produtos e criando vários tipos de vibração para estimular ainda mais a região pubiana.
Daí, veio a primeira grande mudança, agregar ao bastão uma capa de silicone ou látex, dando ao produto novos formatos e cores e proporcionando um contato muito mais agradável a pele.
Em seguida, com a evolução tecnológica, micro motores foram desenvolvidos aliados a baterias mais leves e duradouras, reduzindo o peso dos produtos e criando vários tipos de vibração para estimular ainda mais a região pubiana.
Este acima, foi recentemente lançado pela empresa Canden Enterprises, "Earth Angel", o primeiro vibrador ecológico.
Este é o primeiro aparelho do gênero a funcionar sem pilhas e ativa-se graças a um mecanismo que utiliza uma manivela (voltamos aos anos 20) para carregar. A empresa assegura que com apenas quatro minutos usando a manivela, o aparelho funcionará durante 30 minutos.
E, para encerrar este post, enfim o cinema - sob uma ótica não pornográfica - prestará sua homenagem aos vibradores.
As filmagens vão ser realizadas no mês de outubro nas cidades de Londres e Luxemburgo. A estreia é prevista para 2011, quw se chamará "Hysteria" ("Histeria", em tradução livre) se passará na Era Vitoriana e mostrará dois médicos que tratam casos de histeria, uma condição caracterizada por uma irritabilidade aguda, raiva e choro súbito, associada às mulheres.
Um dos personagens faz um experimento elétrico para o tratamento da "doença". Dentre as atrizes do elenco, está Maggie Gyllenhaal (mas não, ela não será das que fazem uso do instrumento).
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