08 julho, 2012
03 julho, 2012
22 junho, 2012
A Bela AVC
A Bela AVC
Então a Bela está melhor
Está em coma do cérebro como o povo
morte
cerebral devemos falar verdade
num ambiente de
cortar à faca
Afiam-se em
olhares cruzados
a merda do
futebol onde nem com os pés se sabe falar
a irritação Ela
teve um AVC por não ter tomado os medicamentos
Eu nada de nada
sei vede lá se terei de me confessar
a um velho que
sofre de Alzheimer
ou à sua mulher
Merkel até as banhas são de silicone
quer dizer os
padres ainda não podem casar
apenas foder a
mulher do próximo
Mas já mexe os
lábios
A morte baila nos
lábios
das indignadas
vozes
a produzir
conteúdos do velho conflito
interior e nada de
papeis o nosso papel é morrer
enquanto estamos
vivas
DESCULPEM O PALAVRÃO. MAS ESTÁ TÃO BEM ATRIBUÍDO QUE NÃO RESISTI! Curso Rápido de Gramática: - Filho da puta é adjunto abdominal, quando a frase for: ''Conheci um político filho da puta". - Se a frase for: "O político é um filho da puta", aí, é predicativo. - Agora, se a frase for: "Esse filho da puta é um político", é sujeito. - Porém, se apontares uma arma para a testa do político e dizes:"Agora nega o roubo, filho da puta!" ? daí é vocativo. - Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, aquele filho da puta, arruinou o país e não só" ? daí, é aposto. Que língua a nossa, não?! Agora vem o mais importante para o aluno. Se estiver escrito: "Saiu de ministro e foi viver para França e ainda se acha o salvador da Nação." O "filho da puta" aqui é sujeito oculto... e se for para o Brasil + 20? Um sujeito irmão?
21 junho, 2012
Máquina do mal-estar
Máquina do mal-estar
O relógio do
tempo
não perde tempo
por parado está
A fazer contas à
vida
tentando
conseguir tempo
para se afastar
do seu tempo
11
Misérias tamanhas
se aproximam tais nuvens
Carregadas de
discursos
do bem-estar
Explodindo flores
que cheiram a
esturro
e a carne humana
assada
na grelha de um
futuro
risort risort risort
111
Mas mais tempo de
no poder terá de estar
com grandes
sacrifício pessoal
a fim de
aprofundar tamanha miséria
de um povo
ignóbil que nem ler nem escrever
sabe das novas
oportunidades
que um cidadão
escravo tem
Se enfim perceber
se não mata
morre e
as estatísticas confirmam
O Estado está a
emagrecer
trinta mil num
ano falecer
para sobreviver
este doce país e a sua
carne abastecer o coração da Europa
15 junho, 2012
hoje, voltando a andar por aí nota-se que o ópio nacionalista começa a sair do armário (hoje, escrito no passado dia sete, andando por aí, observei com interesse o número de bandeiras de Portugal, não na frente, ou à janela das habitações mas suas traseiras)
14 junho, 2012
13 junho, 2012
A Grandeza de Deleuze, uma poética da difracção
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| tese |
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| antítese |
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| sintese |
A Grandeza de Deleuze, uma poética da difracção
O pó não voa
suspende-se no
ar
tal máscara
Faz tempo
mas as sua cinzas
não param
de sair da crematística máquina
como papel de
tesouro
lavado em sangue
no fundo perdido
A estátua cai de
estúpida
ao deixar de
respirar
o seu tempo
Uma malformação
filosófica
enquanto funda a sua época
deparando-se
sempre com esse canhão
de carne humana
metafisicamente
aferrolhado num
perdido olhar
de quem tem
horror ao precipício
O homem
reproduz-se por guerras
A. Dasilva O, fotos de António S. Oliveira
10 junho, 2012
Julga-me a gente toda por perdido
| foto António S. Oliveira |
Julga-me a gente toda por perdido
Julga-me a gente toda por perdido,
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.
Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, rústico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, rústico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.
Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;
Que eu só em humilde estado me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.
Luís de Camões
08 junho, 2012
03 junho, 2012
Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...
Edições 50kg: E foi mais ou menos assim...: Lançamento da Revista Piolho 9 no espaço Matéria Prima. (02.06.2012) Apresentação por Sílvia C. Silva A. Dasilva O. ...
01 junho, 2012
31 maio, 2012
PIOLHO Revista de Poesia, LANÇAMENTO do numero 9, PIOLHO PORNO, no dia 2 de Junho pelas 17h-19h na MATÉRIA PRIMA Rua da Picaria, 84 Porto materiaprima@materiaprima.pt tel: +351 222019070. Lançamento será efectuado pela Sílvia C. Silva
PIOLHO Revista de Poesia
«se banires a prostituição da sociedade, reduzes essa sociedade ao caos, por causa da luxúria insatisfeita» Santo Agostinho
Julião Sarmento(ilustrações), Sílvia C. Silva, Rui Zink, Ricardo Álvaro, Miguel Martins, António Pedro Ribeiro, Alexandra Antunes, Teixeira Moita, Raul Simões Pinto, Jorge Humberto Pereira, Miguel Sá Marques, António S. Oliveira, Fernando Esteves Pinto, Mário Augusto, José Emílio-Nelson, Rui Tinoco, Rui Azevedo Ribeiro, A. Dasilva O., Álvaro de Sousa Holstein, Frederico Taparelli e Fiona Pitt-Kethey
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o nono Abril 2012
Coordenado por Sílvia C. Silva, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
24 maio, 2012
nem penses, NA RUA DE TRÁS, centro histórico do porto, 11h 30
| nem penses |
Mas eu quero estar contigo
Não mereces e não quero estragar o meu local de trabalho
com os teus infelizes fluídos
Mas eu daqui não saio
Nem penses talvez mais logo
ao fim da tarde
ou depois de despegar
..................................
e come esta maçã que cheiras mal da boca
23 maio, 2012
Natália Correia cartaz encontrado numa tipografia moribunda no centro do Porto , entre ervas, o desmontar de máquinas e , lá no fundo incendiado, a zona de encadernação, o cantar de um grilo
| Cartaz encontrado numa tipografia moribunda no centro do Porto , entre ervas o desmontar de máquinas e , lá no fundo incendiado, a zona de encadernação o cantar de um grilo |
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.
É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.
Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.
E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.
Natália Correia, in "Poemas (1955)"
16 maio, 2012
Temos de agir antes que seja tarde de mais: fonte www.facebook.com/alvaro.holstein
Persistem os rumores que vão queimar documentação antiga depois de
digitalizada. Pelo que se disserem que o original não pode ser disponibilizado
porque está a sofrer um restauro e depois vos pespegarem com o link da
imagem digital, é de suspeitar que o mesmo já deixou de existir. Será que já
ninguém se interessa pela preservação do nosso património? Diz-se também
que é uma medida não oficializada da CE e que o mesmo vai acontecer por
essa Europa toda. Uma coisa é já verdade. Nas novas incorporações o Arquivo
Distrital do Porto já não aceita os livros de duplicados dos assentos de
nascimento, casamento e óbito. Temos de saber se o que se ouve é ou não
verdade e se o for, tomar medidas para o impedir. Argumentos como: "é
muito caro preservar documentos físicos e o seu acesso é muito limitativo",
são argumentos falaciosos, pois os mesmos resistiram, até terem ido para
aos arquivos, sem qualquer cuidado e chegarem até hoje. Não resistirão é ao
fogo. Temos de agir antes que seja tarde de mais: fonte
www.facebook.com/alvaro.holstein
digitalizada. Pelo que se disserem que o original não pode ser disponibilizado
porque está a sofrer um restauro e depois vos pespegarem com o link da
imagem digital, é de suspeitar que o mesmo já deixou de existir. Será que já
ninguém se interessa pela preservação do nosso património? Diz-se também
que é uma medida não oficializada da CE e que o mesmo vai acontecer por
essa Europa toda. Uma coisa é já verdade. Nas novas incorporações o Arquivo
Distrital do Porto já não aceita os livros de duplicados dos assentos de
nascimento, casamento e óbito. Temos de saber se o que se ouve é ou não
verdade e se o for, tomar medidas para o impedir. Argumentos como: "é
muito caro preservar documentos físicos e o seu acesso é muito limitativo",
são argumentos falaciosos, pois os mesmos resistiram, até terem ido para
aos arquivos, sem qualquer cuidado e chegarem até hoje. Não resistirão é ao
fogo. Temos de agir antes que seja tarde de mais: fonte
www.facebook.com/alvaro.holstein
15 maio, 2012
DIA DA FAMÍLIA
DIA DA FAMÍLIA,
14 de Maio
Mãe de Bragança,
à cabeça da mesa, reúne-se com os 11 ministros num conselho extraordinário no
local de representação
Bom dia meus
queridos, não há tempo a perder como sabem, estamos numa crise profunda, vamos pois,
começar o nosso Conselho de hoje por decidir se o hino nacional deve ser
cantado obrigatoriamente antes ou depois do minuto de silêncio
Pportas
Um ponto de ordem
à mesa…quer dizer dois…se me permitis alteza
Mãe de Bragança, tira pipocas de entre as mamas
Assim seja
Pportas
Primeiro sound
bite: não somos a Grécia
Segundo, sua
alteza, perdoe-me a frontalidade mas só reunimos depois de cantar o hino
nacional
Mãe de Bragança, ergue-se com um arroto e peida-se
Silêncio pois que
vamos cantar o hino nacional
( Levantam-se
todos e cantam o hino)
Gaspar não é o
alemão, querido, é o português
Todos, uma vez
mais, depois de contar até três
Arrota
Peida-se
Arrota
(cantam)
Peida-se
Voltemos à ordem de trabalhos (tira pipocas de entre as
mamas)
12 maio, 2012
10 maio, 2012
DIA DA EUROPA, 9 de Maio Meo (com uma t-shirt onde está inscrito 50%) e Zon ( com uma onde está inscrito 75%) observam uma manif contra a União Europeia
DIA DA EUROPA, 9
de Maio
Meo (com uma
t-shirt onde está inscrito 50%) e Zon ( com uma onde está inscrito 75%)
observam uma manif contra a União Europeia
Meo, come pipocas
- então onde está
a gaja?
Zon, come pipocas
- aquele monstro,
macrocéfalo?!!!
Meo
- Não estou a
ver, as minhas pipocas com sal são as melhores
Zon
- Tu e as tuas
tretas, toda a gente sabe que é com açúcar
que elas são boas... não venhas com merdas feitas na China com carne humana
Meo
- afinal a gaja
que faz uns bóbós a 50%
Zon
- Bicos a 75%, 50 agora e 25 depois, percebes?
Meo
- essa não é casa
do Saramago que foi construída em cima das suas cinzas?
Zon
- ainda me matas com a tua ignorância… as cinzas foram
plantadas junto à oliveira
Meo
- as tua pipocas
são mesmo uma merda… queres tu dizer-me que o Manuel Oliveira traz as cinzas do
Saramago no seu calçado?
Zon (agarra-se
ao Meo)
- Se a Mãe de
Bragança não aparecer, como-te
Meo
- na tua cama ou
na minha
09 maio, 2012
PIOLHO Revista de Poesia, LANÇAMENTO do numero 9, PIOLHO PORNO, no dia 2 de Junho pelas 17h-19h na MATÉRIA PRIMA Rua da Picaria, 84 4050-477 Porto Portugal Segunda a Sábado das 14h às 20h materiaprima@materiaprima.pt tel: +351 222019070. Lançamento que deve ser efectuado pela MÃE de BRAGANÇA, presença ainda sujeito a confirmação
PIOLHO Revista de Poesia
«se banires a prostituição da sociedade, reduzes essa sociedade ao caos, por causa da luxúria insatisfeita» Santo Agostinho
Julião Sarmento(ilustrações), Sílvia C. Silva, Rui Zink, Ricardo Álvaro, Miguel Martins, António Pedro Ribeiro, Alexandra Antunes, Teixeira Moita, Raul Simões Pinto, Jorge Humberto Pereira, Miguel Sá Marques, António S. Oliveira, Fernando Esteves Pinto, Mário Augusto, José Emílio-Nelson, Rui Tinoco, Rui Azevedo Ribeiro, A. Dasilva O., Álvaro de Sousa Holstein, Frederico Taparelli e Fiona Pitt-Kethey
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o nono Abril 2012
Coordenado por Sílvia C. Silva, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.
08 maio, 2012
UM CÃO PORTUGUÊS no DIA DA MÃE
DIA DA MÃE, 6 de Maio.
PIPOCAS
Mãe de Bragança roda ajoelhada e de fio dental à volta do varão, num palco onde chovem
pipocas:
Portugall não é a Grécia
(arrota e peida-se)
Os EUA não são Portugall
(arrota e peida-se)
O Euro está a asfixiar UE
(arrota e peida-se)
A globalização não é
globall
(arrota e peida-se)
Deus não é o Diabo
(arrota e peida-se)
Talvez só novecentos
Salazar
Salvem Portugall
(arrota e peida-se)
Fjvergas, com uma rosa na mão
Ó mamã?! Então que
propósitos são esses?!
Mãe de Bragança
Isso pergunto eu, meu
menino, que falta de educação é essa
foi assim que vieste ao
mundo (corre para os seus braços,
arrota e peida-se) estás
com vergonha da tua mãe? Onde tens estado
Fjvergas, cobre-a com a bandeira de Portugal
Estive a dar autógrafos na Feira do Livro
Milhares de pessoas… não
quiseste ir… mas não me esqueci de passar no Pingo Doce e trazer-te um pacote
de pipocas especialmente concebidas para o dia da mãe…
Mãe de Bragança, abraça-o e beija-o
Não senhor ministro, alguém tem de tomar conta do teatro nacional…04 maio, 2012
PIOLHO Revista de Poesia, 9, Porno de sua temática; «se banires a prostituição da sociedade, reduzes essa sociedade ao caos, por causa da luxúria insatisfeita» Santo Agostinho Julião Sarmento(ilustrações), Sílvia C. Silva, Rui Zink, Ricardo Álvaro, Miguel Martins, António Pedro Ribeiro, Alexandra Antunes, Teixeira Moita, Raul Simões Pinto, Jorge Humberto Pereira, Miguel Sá Marques, António S. Oliveira, Fernando Esteves Pinto, Mário Augusto, José Emílio-Nelson, Rui Tinoco, Rui Azevedo Ribeiro, A. Dasilva O., Álvaro de Sousa Holstein, Frederico Taparelli e Fiona Pitt-Kethey
PIOLHO Revista de Poesia
«se banires a prostituição da sociedade,
reduzes essa sociedade ao caos, por
causa da luxúria insatisfeita» Santo Agostinho
Julião Sarmento(ilustrações),
Sílvia C. Silva, Rui Zink, Ricardo Álvaro, Miguel Martins, António Pedro
Ribeiro, Alexandra Antunes, Teixeira Moita, Raul Simões Pinto, Jorge Humberto
Pereira, Miguel Sá Marques, António S. Oliveira, Fernando Esteves Pinto, Mário
Augusto, José Emílio-Nelson, Rui Tinoco, Rui Azevedo Ribeiro, A. Dasilva O.,
Álvaro de Sousa Holstein, Frederico Taparelli e Fiona Pitt-Kethey
fazem mais ou menos
por esta desordem este
número
o
nono Abril 2012
Coordenado
por Sílvia C. Silva, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando
Guerreiro e A. Dasilva O.
Tiragem: 300 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black
Sun editores
03 maio, 2012
ECO OU O GAGO, A. Dasilva O., Casa Museu A. Dasilva O. edições, 1982
![]() |
| a fazer trinta anos o primeiro livro |
ECO OU O GAGO, A. Dasilva
O., Casa Museu A. Dasilva O. edições, 1982
«O OLHO DO CU É O
INCONSCIENTE DA BOCA», Diz o poema
P: Como tudo começou?
R: Nas cagadeiras do
Estado Poético .
P: Trinta anos?
R: Entre as balas, sempre
a cavar a mesma trincheira, vala comum
denunciando os
cadáveres que os Cães –assassinos enterram desde a noite dos tempos
P: E …o resto…será
Literatura?
R: Será o que Deus não
quer
P: ?
R: Sorriso
P: Então esse Gajo não
está morto?
R: E bem morto, como
todos os poetas.
Somos a prova da sua
Morte.
P: Então estou a
entrevistar um morto?
R: Enquanto cava a tua
sepultura
01 maio, 2012
O Operário em Destruição [jukebroxe, a máquina da cidadania, porque não vamos permitir nem fogo, nem sangue nas ruas da nossa democracia, colocamos ao seu dispor a máquina dos seus sonhos ( aviso importante: só para eleitores) as senhoras terão em breve uma versão masculina assim como uma versão para homossexuais : o governo português]
![]() |
| Jukebroxe, a madame scut, a máquina do utilizador pagador |
O Operário em Destruição
Dois intelectuais
debaixo de um guarda-chuva encarnado
milénium, numa loja do cidadão junto duma Jukebroxe
Um para Outro e
Vice-versa:
- que estás tu a
comer?
-
pipocas…achei-as pouco antes de te encontrar… ainda dizem que estamos em crise
- mas que merda
de conversa é essa…parece que estou a ver morangos
com açúcar
- sempre foste um
merdoso de um pretensioso com guarda-chuva
de um banco falido
- é o fim do
mundo
- fora de
brincadeiras, tens escrito muito?
- bloqueado.
- tudo por causa
da Leia? Ouvi falar da vossa separação
- Não é Leia,
porra, é Lia!
- Vi-a na Leia,
outro dia na companhia daquele desempregado que ganhou o prémio…
- já leste?
- uma merda,
claro!
- e tu
- Eu o quê? …como
pipocas enquanto a Troika deixar…
- Estou a ver que
não se pode falar contigo, hoje
- Vem aí o teu
verdadeiro interlocutor… o Operário
Operário, Um,
Outro e Vice-versa:
- arranja-se aí
um cigarro?
- claro, camarada
- camarada o raio
que te parta…acabo de partir o focinho ao meu patrão e ao meu
sindicalista…estou farto de ser enganado
- bem-vindo ao
clube… mais um escritor
- a minha vida
dava uma fotonovela…posso comer umas pipocas?… vocês são bichas?
- Eu sou bicho agora ele…não ponho as mãos no
fogo…
- Isto foi
combinado, não foi? Isto é para os apanhados?
- A minha Santa
faz uns uns serviços de limpeza,
fiquem com o meu cartão
Eu também sou trabalhador
do sexo e vou pedir o rendimento mínimo…Txau, intelectuais de merda
- tantos anos a
lutar para ouvir isto dum operário
- e a votar deve
fazê-lo na extrema-direita
- sim, cada murro
dele deve ser uma certidão de óbito
- apetecia-me desaparecer
- Desaparece e
dedica-te à literatura infantil
- e tu?
- vou dar uma
aula prática de terrorismo…
- queres levar
o guarda-chuva?
- queres
pipocas?!
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