23 março, 2019
13 março, 2019
11 março, 2019
04 março, 2019
Pobre daquele que enriquece depois de morto, dilu Ente
Pobre daquele que enriquece
depois de morto,
depois de morto,
dilu Ente
Poesia reunida
por favor
não incomode
por favor
não incomode
dilu Ente
Afasto as nuvens para acordar o dia
tal mulher a dias
Aurora. é seu nome
a rezar a asma enquanto limpa os escritórios ao vazio
tal mulher a dias
Aurora. é seu nome
a rezar a asma enquanto limpa os escritórios ao vazio
dilu Ente
Sobre todas as coisas invisíveis
o misterioso electricista
muda os fusíveis
em plena luz do dia
o misterioso electricista
muda os fusíveis
em plena luz do dia
dilu Ente
Os vivos dão voltas no túmulo
que deixou de dar novos mundos
ao mundo
Os mortos dão voltas ao túmulo
à espera que o juízo final
os ressuscite
que deixou de dar novos mundos
ao mundo
Os mortos dão voltas ao túmulo
à espera que o juízo final
os ressuscite
dilu Ente
Resta-me o tédio
que feliz brinca com a minha cauda
Tal animal doméstico
que feliz brinca com a minha cauda
Tal animal doméstico
dilu Ente
Um homem em silêncio
rebenta pelas costuras
O banho de multidão
O banho de multidão
dilu Ente
27 fevereiro, 2019
hah mulheres que trazeis a minha esperma nos olhos, diz o poema
Lua cheia
barriga vazia
lolita
dildo come
na web cam, diz o poema
hah mulheres
que trazeis a minha esperma
nos olhos, diz o poema

Cheira-me a sangue
Estás naqueles dias, Musa
em que a violência doméstica não passa
duma metáfora do amor máximo,
diz o poema
Pó
Voa
a cor
rente
gado
contra,
diz
o
po
ema
Espanca a florbela Pessoa e Pessoa nega
que mal pode foder
com a cabeça cheia de orgasmo
que a florbela espanca
Espanca na sua pança
, diz o poema

Se você quisesse
poderia dizer-lhe tudo o que já sabe
mas que ainda não teve tempo
de pensar nisso, diz o poema
Quando de rastos
A voz de comando, do estado em modo de voo,
Aconselha voos obrigatórios
Entre avisos vermelho e amarelo
dos escravos livres
de todas mauditorias,
A voz de comando, do estado em modo de voo,
Aconselha voos obrigatórios
Entre avisos vermelho e amarelo
dos escravos livres
de todas mauditorias,
diz o poema
26 fevereiro, 2019
10 fevereiro, 2019
Se basta a «meia-palavra» impressa no JN de hoje. Conveniente nos parece, dar a palavra toda, às questões colocadas, diz o poema
1 O teu percurso literário é indissociável das revistas. O que
representam para ti estas publicações? Como consegues manter o entusiasmo ao
fim de 40 anos?
- Sim. O meu carreiro nasceu no seio da « Sema» revista, Lisboa,
1978, a partir do segundo número. Depois foi um abrir de pulsos à realidade, à política,
à cultura com um metralhar de intervenções, publicações e pedradas no charco do
cerco do Porto.
- O meu entusiasmo não reside, vagueia na liberdade livre de não
saber fazer mais nada do que ser colectivo. Como tenho dito «O Poema não nasce
sozinho» e o Mal tem de ser regado tal flor
2 Contrariamente ao que se poderia pensar, a Internet não fez
diminuir o número de publicações literárias. Que razões encontras para isso?
- A internet recriou, o seu próprio movimento literário que não
passa de uma gravidez de gases, copy past e de inventar frases feitas de
autores de renome. O que me diverte, pois desmistifica o academismo que se vê
assaltado na sua inteligência intelectual e daí o recurso às publicações
mistas, papel e digital ou ambos os suportes, o que é excelente.
No entanto, a internet e suas redes sociais são óptimas
plataformas de divulgação e venda.
No entanto a maior parte dessas publicações apenas têm como objectivo
de existência, manifesto, a de ocupar «um vazio» .
3 Como avalias o panorama atual das revistas literárias em
Portugal (eventuais pontos fortes e fracos)?
-
julgo ter respondido na questão 2
4 O que distingue as publicações que diriges das restantes?
- Admito o fracasso, falha humana, delas e a necessidade da sua
existência dado os objectivos colectivos se manterem vivos e os seus inimigos,
visíveis e invisíveis, com necessidade de serem combatidos. A resistência deve
ser louvada. E a liberdade em todas as suas expressões deve ser promovida
contra o discurso da ordem e seus acólitos.
09 fevereiro, 2019
05 fevereiro, 2019
Estado SNS, diz o poema
14.01.019
E prontos escorreguei e caí iiiiiiii e parti parti para o H. Santos Silva ao colo do Inem
Fausto, meu filho, esteve cá ontem para minha grande emoção, a visitar me aqui, na Enfermaria 5, Santos Silva, e pintou a minha Situação. Aproveito para agradecer a vossa visita, e não, hoje não entrei em jejum como nos últimos cinco dias
Operação tornozelo, segundo dia sem jejum depois de quatro com
Hai Kai
Santos Silva
Santos Silva
Na Enfermaria os enfermos fazem zaping
Com o medo, diz o poema
Faz, por esta hora, oito dias que dei o tombo num atalho, a caminho para uma consulta no centro de saúde. O meu subconsciente mostrou as imagens video, ontem durante o sono; escorreguei o pé direito e o pé esquerdo em defesa girou sobre si e o tornozelo partiu-se como um coração.
Na cama dum hospital
dou à morte os últimos socorros,
diz o poema
Alimentando-a com frutos secos
da sociedade
que moribunda em torno duma estética que o passado recusou
Oito dias depois, na primeira hora sou amigavelmente recebido pelo dr. Raul que acaricia-me o pé enquanto me desfaço na narrativa... rodeiam mais seus colegas simpáticos e uma enfermeira que me aconselha que a olhe nos olhos. Dr Raul agarra no dedo pé que levara com o tacho quando verificava a limpeza no dia anterior à queda. E num golpe de requinte o dr. Raul obriga o tornozelo a voltar ao útero ; à sua zona de conforto.
De volta ao estaleiro da urgência mais pareço o lobo antunes, por esta hora, passados oito dias. Um mundo de saca luvas, tira luvas. Um vespeiro onde todos ralham e todos têm razão, a urgência, uma caverna de Platão, onde não há espaço para fantasmas.
Ainda em jejum começo a ter dúvidas sobre a intervenção cirúrgica. Procuram-me cama. Os enfermos, os enfermeiros e pessoal auxiliar tentam dar cura aos ferimentos do SNS
Faz, por esta hora, oito dias que me encontraram Enfermaria, 6?, risos, não, melhor, 5, uma mão cheia de amor e carinho do SNS. Lavagem a quatro mãos , curativos e quatro refeições no leito. Hoje já posso deslocar-me e fazer a minha higiene pessoal e impessoal. Receber visitas como se estivesse no café Piolho.
Chego à Enfermaria G, ponto? Risos. E sou recebido por quatro Theckoves. Faz hoje oito dias.
A Democracia está doente. A Comunicação social está doente. A Liberdade de expressão está em constante perigo de extinção. Faz oito dias que uma doente de enfermarias contíguas, trincou e engoliu um dos seus dedos indicador.
Perna com coração partido
De mal a pior fui mudado de enfermaria, da G para a D., de forma indigna. a « A morte de Virgílio» começou a ladrar-me. Pensou que lhe queria roubar o seu moribundo?.
Na cama dum hospital quando a morte se sente abandonada e traída tudo faz para nos expulsar do seu ninho pois no corredor da morte amontoam-se os seus novos amantes, diz o poema
A morte não quer que ninguém morra mas que a vida corra, diz o povo
Faz hoje oito dias que teve início uma série de jejuns para nada.
Já sabe a partir da meia noite está de jejum até ordem em contrário. Dez horas depois... pode comer ainda não está em condições de operar e já sabe a partir da meia-noite está de novo em jejum. 14h depois: pois ainda não está em condições e, já sabe, jejum a partir da meia-noite. Pequena pausa para explicar que o médico nunca é o mesmo. 18h depois, pois desta feita nenhum clínico apareceu, por ser sábado?, mas entrei em soro juntamente com as refeições.
Os Davos estão lançados, diz Piropos
Entre o Ma duro e o Trump entre
o
Chega d e Democracia
Entre a Polícia e a Colonização Doméstica entre a minha entrada em jejum a partir da meia-noite, para possível ida ao bloco e a greve dos enfermeiros no Santos Silva
Em jejum e em dia de greve dos enfermeiros a doutora ortopedista em urgência visitou-me e abriu o penso ao tornozelo e fotografou e espero enfermeira, o e saber se está em condições de operar ou sair do jejum ou vice versa, percebeu? Eu também não. Mas calma nada de perder o direito a estar doente e reler mentalmente o Hegel para quem o homem não passa dum animal doente
Serve a presente para vos pedir um favor e como estarei em jejum a partir da meia-noite, tentem não se magoarem gravemente durante o dia de amanhã, a ver se consigo bloco operatório a fim do meu tornozelo ser consertado. Claro que tudo irá depender do diagnóstico do ortopedista a quando do curativo e a quem desejo que nada lhe aconteça de grave. E, claro, que a mim nenhuma recaída surja. Grato a todos pela atenção e carinho.
De tanto jejuar ainda vou cagar um jesuíta, diz Piropos
E, quinze depois lá fui ao bloco ( operatório) para logo sair afim de dar lugar a uma urgência emergente como por cá se diz. Mil desculpas e continuo em jejum dada a possibilidade de ser operado mais logo à noitinha.
Serve a presente para todos avisar que acabo de operado, a todos o meu obrigado
30.01.019
Em alta a caminho da casa museu
A minha recente e louca experiência hospitalar devido a uma queda e fractura do tornozelo lembra a releitura em tempo real, pos-moderna, da História da Loucura (Michel Foulcaut) , onde como leitor e como tal fui enfiado numa, s enfermaria com outros enfermos de maleitas variadas. Tal como no séc XV, XVI se decidiu prender na mesma cela mendigos, dementes, chulos, putas e alcoólicos de vinho verde e afins.
Com o medo, diz o poema
Faz, por esta hora, oito dias que dei o tombo num atalho, a caminho para uma consulta no centro de saúde. O meu subconsciente mostrou as imagens video, ontem durante o sono; escorreguei o pé direito e o pé esquerdo em defesa girou sobre si e o tornozelo partiu-se como um coração.
Na cama dum hospital
dou à morte os últimos socorros,
diz o poema
Alimentando-a com frutos secos
da sociedade
que moribunda em torno duma estética que o passado recusou
Oito dias depois, na primeira hora sou amigavelmente recebido pelo dr. Raul que acaricia-me o pé enquanto me desfaço na narrativa... rodeiam mais seus colegas simpáticos e uma enfermeira que me aconselha que a olhe nos olhos. Dr Raul agarra no dedo pé que levara com o tacho quando verificava a limpeza no dia anterior à queda. E num golpe de requinte o dr. Raul obriga o tornozelo a voltar ao útero ; à sua zona de conforto.
De volta ao estaleiro da urgência mais pareço o lobo antunes, por esta hora, passados oito dias. Um mundo de saca luvas, tira luvas. Um vespeiro onde todos ralham e todos têm razão, a urgência, uma caverna de Platão, onde não há espaço para fantasmas.
Ainda em jejum começo a ter dúvidas sobre a intervenção cirúrgica. Procuram-me cama. Os enfermos, os enfermeiros e pessoal auxiliar tentam dar cura aos ferimentos do SNS
Faz, por esta hora, oito dias que me encontraram Enfermaria, 6?, risos, não, melhor, 5, uma mão cheia de amor e carinho do SNS. Lavagem a quatro mãos , curativos e quatro refeições no leito. Hoje já posso deslocar-me e fazer a minha higiene pessoal e impessoal. Receber visitas como se estivesse no café Piolho.
Chego à Enfermaria G, ponto? Risos. E sou recebido por quatro Theckoves. Faz hoje oito dias.
Na cama dum hospital nenhum romance é impossível nem impossível os versos dados como último desejo dum poeta entre a vida e morte, diz o poema
As águas rebentam e um não ser recusa recusa toda a narrativa
Tudo pode ser mudado para que a morte da humanidade seja impossível apesar da ordem do dia
Humano contra humano, demasiadamente com quem refúgio procura no vazio da sua matéria
As águas rebentam e um não ser recusa recusa toda a narrativa
Tudo pode ser mudado para que a morte da humanidade seja impossível apesar da ordem do dia
Humano contra humano, demasiadamente com quem refúgio procura no vazio da sua matéria
Um planeta para que a humanidade possa enterrar os seus entes queridos
, diz o poema
Húmus necessário para que o humano possa habitar com todas as coisas e causas, diz o poema
Um planeta biblioteca a Terra se transforma como Impossível
, diz o poema
Húmus necessário para que o humano possa habitar com todas as coisas e causas, diz o poema
Um planeta biblioteca a Terra se transforma como Impossível
A Democracia está doente. A Comunicação social está doente. A Liberdade de expressão está em constante perigo de extinção. Faz oito dias que uma doente de enfermarias contíguas, trincou e engoliu um dos seus dedos indicador.
Perna com coração partido
De mal a pior fui mudado de enfermaria, da G para a D., de forma indigna. a « A morte de Virgílio» começou a ladrar-me. Pensou que lhe queria roubar o seu moribundo?.
Na cama dum hospital quando a morte se sente abandonada e traída tudo faz para nos expulsar do seu ninho pois no corredor da morte amontoam-se os seus novos amantes, diz o poema
A morte não quer que ninguém morra mas que a vida corra, diz o povo
Faz hoje oito dias que teve início uma série de jejuns para nada.
Já sabe a partir da meia noite está de jejum até ordem em contrário. Dez horas depois... pode comer ainda não está em condições de operar e já sabe a partir da meia-noite está de novo em jejum. 14h depois: pois ainda não está em condições e, já sabe, jejum a partir da meia-noite. Pequena pausa para explicar que o médico nunca é o mesmo. 18h depois, pois desta feita nenhum clínico apareceu, por ser sábado?, mas entrei em soro juntamente com as refeições.
Os Davos estão lançados, diz Piropos
Entre o Ma duro e o Trump entre
o
Chega d e Democracia
Entre a Polícia e a Colonização Doméstica entre a minha entrada em jejum a partir da meia-noite, para possível ida ao bloco e a greve dos enfermeiros no Santos Silva
Em jejum e em dia de greve dos enfermeiros a doutora ortopedista em urgência visitou-me e abriu o penso ao tornozelo e fotografou e espero enfermeira, o e saber se está em condições de operar ou sair do jejum ou vice versa, percebeu? Eu também não. Mas calma nada de perder o direito a estar doente e reler mentalmente o Hegel para quem o homem não passa dum animal doente
Serve a presente para vos pedir um favor e como estarei em jejum a partir da meia-noite, tentem não se magoarem gravemente durante o dia de amanhã, a ver se consigo bloco operatório a fim do meu tornozelo ser consertado. Claro que tudo irá depender do diagnóstico do ortopedista a quando do curativo e a quem desejo que nada lhe aconteça de grave. E, claro, que a mim nenhuma recaída surja. Grato a todos pela atenção e carinho.
De tanto jejuar ainda vou cagar um jesuíta, diz Piropos
E, quinze depois lá fui ao bloco ( operatório) para logo sair afim de dar lugar a uma urgência emergente como por cá se diz. Mil desculpas e continuo em jejum dada a possibilidade de ser operado mais logo à noitinha.
Serve a presente para todos avisar que acabo de operado, a todos o meu obrigado
30.01.019
Em alta a caminho da casa museu
Quando de rastos A voz de comando, do estado em modo de voo,
Aconselha voos obrigatórios
Entre avisos vermelho e amarelo
dos escravos livres
de todas mauditorias,
Aconselha voos obrigatórios
Entre avisos vermelho e amarelo
dos escravos livres
de todas mauditorias,
diz o poema
A minha recente e louca experiência hospitalar devido a uma queda e fractura do tornozelo lembra a releitura em tempo real, pos-moderna, da História da Loucura (Michel Foulcaut) , onde como leitor e como tal fui enfiado numa, s enfermaria com outros enfermos de maleitas variadas. Tal como no séc XV, XVI se decidiu prender na mesma cela mendigos, dementes, chulos, putas e alcoólicos de vinho verde e afins.
Um país da queda do carmo e da trindade
No sitio onde me aconteceu a queda não está longe do mesmo local onde o meu avô materno foi há oito dezenas de anos atacado cobardemente por mesarios da nossa senhora do Carmo por ter denunciado desvio de fundos. Foi atacado por três, trindade, ao alvorecer quando se dirigia para o serviço religioso. Dado o seu jogo de pau partiu um braço a um dos atacantes que os fez fugir. Vindo a reconhece-lo quando em futuros serviços apareceu de braço engessado ao peito. Quando inquirido denunciou o mandante da coça que era simplesmente um sujeito que meu avô muito respeitava e que altivo lhe "cuspiu" : "os amigos são os primeiros a foder" . Esse digno filho da puta da sua santa terra ainda hoje dá nome a uma das maiores ruas da minha freguesia por altos serviços ao fascismo e ah corrupção.
07 janeiro, 2019
03 janeiro, 2019
VENDETA, AMADEU BAPTISTA, novidade Edições Mortas
Amadeu Baptista de regresso às Edições Mortas, com o Poema «VENDETA», depois do « A CONSTRUÇÃO DE NÍNIVE. Ambos disponíveis na nossa página http://edicoes-mortas.com/ ; email: info@edicoes-mortas.com onde deve dirigir-se para efectuar o seu pedido
VENDETA
Autor:
AMADEU BAPTISTA
Ilustração da capa:
Barbara Kroll
Montagem, paginação e arranjo gráfico
de Mão Pesada
Edição de 100 ex.
Edição:
N
Edições Mortas
2019
31 dezembro, 2018
Já não se pode dar um peido
https://www.correiodoporto.pt/desafios/a-dasilva-o-a-chegada-de-guadalajara?fbclid=Iw
AR1qJNw8Dqk9qxZgp6LEI0_ATk_jrkdfxJRE5pSm9tcdKB0IFJ8c_qCVA8A
AR1qJNw8Dqk9qxZgp6LEI0_ATk_jrkdfxJRE5pSm9tcdKB0IFJ8c_qCVA8A
POR aqui tudo se sabe. É um meio pequeno, todos se conhecem, daí ser muito difícil ocultar atos e omissões contraditórios com a imagem pública cultivada e podada ao longo do tempo. Foi o que aconteceu com o autor-editor-criador (não esquecer os hífens), António da Silva Oliveira, (também conhecido por A. Dasilva O.) apanhado em flagrante no aeroporto do Porto vindo da Feria Internacional del Libro de Guadalajara.
Por Paulo Moreira Lopes
26 dezembro, 2018
a ruína é tudo aquilo que renasce das cinzas, diz o poema
se:
Um poema não se faz
sozinho, diz o poema
O poema morre sempre
solteiro, diz o poema
porno,
logo fode
como um louco, o seu rosto
na sopa,
como um louco, o seu rosto
na sopa,
diz
o poema
Todos os intelectuais
são fascistas
todos anti-intelectuais são fascistas todos
pseudo-intelectuais
são fascistas, diz o poema
Todos os fascistas são anti-políticos
que são eleitos sem ler nem escrever uma carta
aberta,
diz o poema
Os poemas magoam
como pedras nos rins,
diz o poema
como murros no estômago,
diz o poema como ejaculação
de lágrimas de crocodilo nos olhos, diz o poema
como pedras nos rins,
diz o poema
como murros no estômago,
diz o poema como ejaculação
de lágrimas de crocodilo nos olhos, diz o poema
sou fruto da mão de
obra barata e sangue de cigarra,
diz o poema
a ruína
é tudo aquilo
que renasce
das cinzas, diz o poema
é tudo aquilo
que renasce
das cinzas, diz o poema
o espetáculo não pode
continuar
a transformar o extermínio
num entretenimento e sim vice versa,
diz o poema
a transformar o extermínio
num entretenimento e sim vice versa,
diz o poema
Estar vivo é
indiferente a quem está morto, diz o poema
Todo o Encanto tem o
seu cântico negro, diz o poema
Notificações Todas
marquei como lidas
Todas sobre a página principal
like a vómito, diz o poema
marquei como lidas
Todas sobre a página principal
like a vómito, diz o poema
Onde estavas quando a
puta que te pariu?, diz o poema
A puta da realidade
está sempre à frente da puta da ficção
Escrever para quê
para além da primeira e última página
e quanto ao resto copy e paste o rabo
cheio de baba e ranho no fbiko de papagaio
de colete amarelo, diz o poema
Escrever para quê
para além da primeira e última página
e quanto ao resto copy e paste o rabo
cheio de baba e ranho no fbiko de papagaio
de colete amarelo, diz o poema
o olho do cu
lto só vê
a página em branco
depois de obrar
e não fica
angustiado
lto só vê
a página em branco
depois de obrar
e não fica
angustiado
ao contrário do
autor
que perante
a página em branco
fica na merda
preso,
que perante
a página em branco
fica na merda
preso,
diz
o poema
a vida é tão nua e
crua que a cubro com um colete amarelo,
diz o poema
diz o poema
Se o Poeta fosse vivo
Faria anos hoje
Faria anos hoje
E
não tijolo
Esperemos pelo
dia de amanhã,
diz
o poema
24 novembro, 2018
A Poesia é um género transversal, diz o poema
Proscrito
o gripo da maioria silenciosa
o gripo da maioria silenciosa
dilu
Ente
Sofia,
Sofia
chama o mar
a onda olha-o
e diz-lhe adeus
com um aceno
chama o mar
a onda olha-o
e diz-lhe adeus
com um aceno
dilu Ente
Quanto
mais o Homem se ajoelha
mais o cu se me vê
mais o cu se me vê
dilu
Ente
O amor não engana
dilu
Ente
Olho-me ao espelho
Que começa a tremer
Entre o côncavo e o convexo
O sexo em conflito
O mito a penetrar o metoo
Que começa a tremer
Entre o côncavo e o convexo
O sexo em conflito
O mito a penetrar o metoo
dilu Ente
Está na hora de ir tomar um banho de ética, chichi e web cam,
diz Prosa K
19 novembro, 2018
A chegar à sua casinha, a Piolho 25 # 26
PIOLHO Revista de Poesia
Fernando Aguiar(ilustrações,pag.2 e pag.72),
Sílvia C. Silva, Lígia Casinhas, Pedro Águas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita,
António S. Oliveira, Fernando Guerreiro,
Humberto Rocha, Amadeu Baptista,
João Meirinhos, José Duarte,
Alexandra Couts, Sofia Sampaio,
Fátima Vale, Noel Petinga Leopoldo,
Lopes da Silva, Francisco Serra Lopes,
Jorge Von Humberto, Nuno Rebocho,
Pedro Silva Sena, Rui Ribeiro,
Delfim Lopes, Rui Tinoco,
Rui Esteves, Fernando Esteves Pinto,
Eduardo Quina, José Pascoal, João Meirinhos,
Jorge Velhote, Vitor Cardeira,
José Pedro Leite, Raul Simões Pinto,
Izidro Alves, A.Dasilva O.,Virgílio Liquito,
Luís Ferreira, Miguel Sá-Marques,
e
Edwin George Morgan
fazem mais ou menos por esta desordem este
PIOLHA o número 25 e o 26
Outubro 2018
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
Preço Venda ao Público 12€
Porto: Livraria Utopia, HomemdosLivros e Matéria Prima
Lisboa: Letra Livre
06 novembro, 2018
A snifar uma linha de raciocínio dilu Ente
METOO
Andar
no escuro
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
dilu Ente
Fausto
um pacto
contra o Impossível
um pacto
contra o Impossível
dilu Ente
Fausto
um facto
do Possível
um facto
do Possível
dilu
Ente
Fausto
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
dilu
Ente
Politicamente feio poeticamente
belo horrível é não haver
um cidadão um voto
mas um pulha um devoto
um morto um voto
belo horrível é não haver
um cidadão um voto
mas um pulha um devoto
um morto um voto
a Democracia é
uma torre de Babel
dilu
Ente
Escrever tem destes prazeres
Os mais profundos
que só as velhas e obsoletas tecnologias
permitem
Os mais profundos
que só as velhas e obsoletas tecnologias
permitem
É só
experimentar:
Rasgar uma página em branco sem nada escrito
Rasgar uma página escrita
Rasgar uma página em branco sem nada escrito
Rasgar uma página escrita
Descubra
as diferenças
e é vê-las a fazerem sexo
e é vê-las a fazerem sexo
dilu
Ente
A
morte
é o sexo
da vida
é o sexo
da vida
dilu
Ente
11 outubro, 2018
É só um cheirinho da capa da próxima Piolho a fazer um duplo imortal da responsabilidade do Meireles de Pinho e lá para finais do mês nenhum quitoso se livrará de nós, diz o poema

PIOLHO Revista de Poesia
Fernando Aguiar(ilustrações,pag.2 e pag.72),
Sílvia C. Silva, Lígia Casinhas, Pedro Águas,
Luís Oliveira, Teixeira Moita,
António S. Oliveira, Fernando Guerreiro,
Humberto Rocha, Amadeu Baptista,
João Meirinhos, José Duarte,
Alexandra Couts, Sofia Sampaio,
Fátima Vale, Noel Petinga Leopoldo,
Lopes da Silva, Francisco Serra Lopes,
Jorge Von Humberto, Nuno Rebocho,
Pedro Silva Sena, Rui Ribeiro,
Delfim Lopes, Rui Tinoco,
Rui Esteves, Fernando Esteves Pinto,
Eduardo Quina, José Pascoal, João Meirinhos,
Jorge Velhote, Vitor Cardeira,
José Pedro Leite, Raul Simões Pinto,
Izidro Alves, A.Dasilva O.,Virgílio Liquito,
Luís Ferreira, Miguel Sá-Marques,
e
Edwin George Morgan
fazem mais ou menos por esta desordem este
PIOLHA o número 25 e o 26
Outubro 2018
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira
Tiragem: 200 ex.
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores
Subscrever:
Mensagens (Atom)







