08 agosto, 2019

Desculpem mas este verão não consigo escrever o tradicional poema duma noite de verão só tem saído merda de quem anda a pintar à pistola, mais parecendo chuva de verão tal poesia de facebook, diz o poema Se terá sido alguma musa que comi? Tenho andado de dieta apenas sopa de éclogas, elegías de por de sol e uma lolita acabadinha de entrar na idade adulta e barata e, diz o poema, não guardo tlm nas entranhas como alguns poemas académicos que estão proibidos de ser postados no facebook

Um homem para andar limpo tem de se sujar até aos colarinhos? , diz o poema


foi quando armastrong calcou a lua
que passamos a ter um lado negro, 
diz o poema


Portualgália, um país de poetisas, 
diz o poema



O meu amor não tem limite de velocidade, 
diz o poema


Só um Poeta
resolve um problema
sem solução
final, diz o poema



A dar o peido às balas, diz o poema
Queres poesia?
Tira do cu e puxa
A culatra atrás
da meta
fora que é d'ontem


Sabe qual as traseiras do poema?
Outrora uma folha do caderninho de apontamentos quando naquela hora de aflição numa retrete pública, diz o poema
Hoje em dia,
o facebook


Não encontro nenhuma musa para partilhar dado, segundo fake news de fonte segura, estarem a banhos no mediumterrânio, diz o poema
Por favor gozem o luar
A lua está cheia


A lamber um pensativo gelado, 
diz o poema


Musas de pau efeito, 
diz o poema


Bossejo, diz o poema


Quando o Poema aparece
finjo que não o conheço, 
diz o poema



De lúcido e louco 
fazemos pouco, diz o poema


Entre dois poemas é quem mais mete a colher, 
diz o poema


Em cada poema um mal me quer adormecido, 
diz o poema


A minha imaginação é lésbica e adora cimbalinos a fazer batidos a grelos, 
diz o poema


Requisição civil
chuva de militar
inquisição
dilu Ente




No turno da noite
entorna o dia
adia
dilu Ente

Ao levar uma gaja à lua
engoli uma pedra,
diz o poema



Apostou tudo na Loucura e saiu-lhe a sorte grande, 
diz o poema


O Sublime está com o cancro da próstata 
O Belo está com o cancro do útero 
E o Eu em adiantado estado de decomposição, diz o poema a fazer quimioterapia


Escolhe outro 
Passar a noite a dar a ferro 
a página em branco a fim de enriquecer o vosso interior 
a troco duma sandes 
uma garrafa de águas e um peça de fruta? 
Lê de os clássicos, diz o poema




Ah se tudo fosse igual ao litro
havia mais transparência
Haja placenta
para o translúcido

dilu Ente

Todo aquele que se repete é porque não sabe 
o que está a dizer, diz o poema
Todo
aquele que diz sempre a mesma coisa
repete outra e a mesma coisa


O poema estrangeiro 
continuam a ser muito bem lambidas as suas botas retóricas 
pelos mui inteligentes 
I recheados de sentido de humor 
I que escrevem muito bem sobre a banha da musa depois de morta 
I diz o poema


Extrema Unção lê 
uma entrevista 
entre 
um medíocre menos 
e um moribundo mais 
a responder sobre o quer ser depois de morto, 

diz o poema

Uma quadra popular 
é uma recta dobrada 
em quatro à moda do Porto 
como um caralho sem dente, diz o poema
dilu Ente



Cuidado com todo aquele que anda com um poema na ponta da língua 
Não passa duma pastilha elástica, diz o poema


Fake Poem
In
Forma, 
Musa deu à luz
Cento e vinte milhões 
de
poemas contrafetos, diz o poema


Enterrar os mortos
Queimar os vivos, diz o poema


Pensar o pior 
Faz-me sentir 
Pior 
Ou melhor pensando 
Nada disto é Pensar
É um facto
É um fardo cheio de fardas
Das vítimas das minhas fantasias
Já sinto a autodestruição a Pensar o pior
Do que me acontece, diz o poema



Há tanto mister 
rio em mim
como em borboletas



a voltearem 
à volta duma lâmpada
fodida, diz o poema




Lamento mas não é de todo possível participar nas vossas cerimónias fúnebres, diz o poema

Só tenho um sobretudo
para ir ao meu enterro, diz o poema

e o poema diz com o dedo de deus,
as tuas fezes estão cheias de pus
esia e sangue, diz o poema


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12 julho, 2019

depois de nove anos de serviço poético eis a última Piolho # 27, diz o poema.






TOME NOTA, lá para finais de agosto, inícios de setembro, serão: Piolho #27 e eSTUPIDa #7 apresentadas numa intervenção de/ na rua,  da maternidade 44 e no Espaço Arte K11 Paiol Azul. Estejam atentos






Rua da Maternidade, 44. Porto









02 julho, 2019

Portualgália, um país de poetisas, diz o poema

Um homem para andar limpo tem de se sujar até aos colarinhos?, diz o poema





Enterrar os mortos
Queimar os vivos, diz o poema




o poema está nos pormenores
a disparar em todos os sentidos
os restos mortais do cadáver esquisito, diz o poema



Uma quadra popular 
é uma recta dobrada 
em quatro à moda do Porto 
como um caralho sem dente, diz o poema
dilu Ente

Cuidado com todo aquele que anda com um poema na ponta da língua 
Não passa duma pastilha elástica, diz o poema

A morte fica-te bem
Obrigado, diz o poema
Ainda bem que gostas
do meu sobretudo


Fake Poem
In
Forma, 
Musa deu à luz
Cento e vinte milhões 
de
poemas contrafetos, diz o poema



Pensar o pior 
Faz-me sentir 
Pior 
Ou melhor pensando 
Nada disto é Pensar
É um facto
É um fardo cheio de fardas
Das vítimas das minhas fantasias
Já sinto a autodestruição a Pensar o pior
Do que me acontece, diz o poema


Lamento mas não é de todo possível participar nas vossas cerimónias fúnebres, diz o poema

Só tenho um sobretudo
para ir ao meu enterro, diz o poema

As fezes são uma merda, diz o poema

e o poema diz com o dedo de deus,
as tuas fezes estão cheias de pus
esia e sangue, diz o poema


Este conteúdo é um exclusivo para assinantes, diz o poema

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No dia de Portugal é quem mais coça os colhões ao Camões
com viagra e papel de jornal , diz o poema


Extrema Unção lê 
uma entrevista 
entre 
um medíocre menos 
e um moribundo mais 
a responder sobre o quer ser depois de morto, diz o poema


O poema estrangeiro 
continuam a ser muito bem lambidas as suas botas retóricas 
pelos mui inteligentes 
I recheados de sentido de humor 
I que escrevem muito bem sobre a banha da musa depois de morta 
I diz o poema




20 junho, 2019

Olhem quem acaba de chegar à banca estúpida7mente incorrecta?

Fragmentos interiores da eSTUPIDa #7 a corromper a corrupção nas literárias bancas e outras zonas do nosso belo horrível submundo

tábua dos conteúdos e seus autores

Amanhã na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto será lançado o livro «Averno Dei» do Humberto Rocha pelas 18h30m

apresentado por Francisco Mangas, diz o autor, Humberto Rocha: «A presente novela restringe-se a uma narrativa sem manifestações de ordem ideológica ou moralista confinada a uma realidade comprometida com uma história deslocada do real, pretendendo o autor apresentar a condição humana entre a decadência da nobreza nas últimas décadas do século XIX português com as suas tragédias e atribulações duma moralidade corrompida por um poder decrépito e a erupção da Républica de 1910. No teatro humano as personagens humanas por vezes assemelham-se a prodigiosos títeres duma comédia desenhada pelos deuses. E como bem observou Bertold Brecht " o homem tem uma dimensão a menos". É justamente a ausência dessa dimensão a razão principal para confinar as suas personagens a um destino que reside na periferia das suas vidas.»

04 junho, 2019

Com o novo livro de Humberto Rocha, Averno Dei, a sair do forno, a entrada do número 7 da eSTUPIDa Corrupção, como recheio, a nele entrar e o próximo número, o 27, da Piolho em construção, EIS as Edições Mortas em manobras de extinção, diz o poema

A presente novela  restringe-se a uma narrativa sem manifestações de ordem ideológica ou moralista confinada a uma realidade comprometida com uma história deslocada do real, pretendendo o autor apresentar a condição humana entre a decadência da nobreza nas últimas décadas do século XIX português  com as suas tragédias e atribulações duma moralidade corrompida por um poder decrépito e a erupção da Républica de 1910. No teatro humano as personagens humanas por vezes assemelham-se a prodigiosos títeres duma comédia desenhada pelos deuses. E como bem observou Bertold Brecht " o homem tem uma dimensão a menos". É justamente a ausência dessa dimensão  a razão principal para confinar as suas personagens a um destino que reside na periferia das suas vidas.


04 maio, 2019

Primeiro de Maio sempre, trabalhar nunca mais, diz o poema

No deserto a beber um chã bukowski, diz o poema


Nem todos os penalties são ridículos, diz o poema




Poemas quem não os tem no sítio com a pedra da loucura sobre o assunto como um ponto de interrogação, diz o poema



Quem ama, fode

Quem não fode, está fodido, diz o poema


Só pela Revolução
o paraíso
sairá do cinema,
dilu Ente


Tiraste-me os cravos da boca, diz o poema

Quanto mais cravo mais me comprometo, diz o poema




A montanha entrou em greve de parto, diz o poema
Puta que a pariu
Exclama o cadáver de Nietzsche
Agarrado ao pescoço da heroína



A velhice do eterno feminino, diz o poema


Amar para comer, diz o poema


Arde-me com o teu olhar
E lê em voz alta tudo o que te escrevi, diz o poema

Sem o teu corpo sou um desconhecido, diz o poema



pelo sexo morre o peixe e quem não lhe mexe, diz o poema


A greve dos motoristas de materiais perigosos foi um pequeno exemplo do que seria uma greve dos poetas, diz o poema




Com os poemas não se brinca,
certo, pai? respondi-lhe todo babado ao vê-lo a foder o meu livro de apontamentos, diz o poema
Ai se Kafka tivesse tido um filho,
diz o poema










25 abril, 2019

em modo revolucionário, diz o poema

Na madrugada do 25 de Abril de 1974
dormia no vale dos lençóis das minhas quinze primaveras
e alguns sonetos irregulares e pouco pensativos
E fui acordado pelo linguarejar das trevas do meu irmão mais velho 

que desinfiado do quartel foi avisado para comparecer ao serviço 
e predicamente entre foda-se, puta que pariu, lá se fardou e alou 
De regresso aos sonetos, acordei para ir para a "Manhã Submersa" 
CIC, colégio internato dos carvalhos onde soube que tinha havido merda
e que não havia aulas devido à Revolução, chegado a casa "fardei-me" em modo revolucionário
e fui para o Porto,tal marujo ter com o 25 de Abril sempre, diz o poema


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24 abril, 2019

Cá estou, junto ao «sr. A. Bate» em câmara ardente na 3°Bienal Internacional de Arte Gaia, diz o poema

Cá estou, junto ao sr. A. Bate em câmara ardente na 3°Bienal Internacional de Arte Gaia, na curadoria Mente Livre/ Sérgio Almeida. Foto de Ricardo De Pinho Teixeira 

Monumi(n)too ao SR. A.BATE tem um metro e vinte de allturra e oitenta cintemos de laguna e é constituído por um cabeção treevisão: «todo o cego tem a sua maneira de ver, diz o poema», «webcam, montra em execução» e  «Pela boca morre o museu nacional de Arte sobre ligadura onde o Sr. A.Bate limpou o rabo»; por um tronco e com vinte e seis membros e exemplares do livro de poemas « Excrementos» de A. Dasilva O.



03 abril, 2019

Estou com as mãos sujas de poesia, diz o poema

Cheira-me a sangue
Estás naqueles dias, Musa
em que a violência doméstica não passa duma metáfora do amor máximo, diz o poema



deixa arder que é no inferno, diz o poema


O futuro é negro
daí o racismo do presente,
diz o poema



Quando morrer matai as minhas viúvas, diz o poema

O vento engole a flor, diz o poema

Ah sombra 
A bananeira masturba-se 
com uma natureza morta, diz o poema


As minhas erecções foram finalmente ouvidas, diz o poema




A angústia é a minha refeição, diz o poema



Correspondência amorosa entre o Amor e o Ódio, diz o poema
O amor e o ódio beijam-se entre juras de amor eterno, diz o poema


Não passamos de sonhos ah beira dum pesadelo, diz o poema


se poema dou
só ao povo devo
tudo o que escrevo
e lhe sobrou
diz o poema

É quem mais coloca as ossadas da poesia ao sol, diz o poema


a poesia é uma festa do quinto caralho mais u-iva , diz o poema

quanto mais rima
mais se lhe arrima
diz o poema

Quando Deus nos abandonou na sua última morada, diz o poema

O céu tem luas, diz poema


sou um criador de mim e não meu criado, diz o poema

Prefiro uma mulher a uma musa, diz o poema


a minha poesia está louca por ti, diz o poema


na saudade e na doença a poesia ainda nos comove com a sua indeferença, diz o poema

Fui à praia e enchi vários poemas com lixo
e num deles a minha cabeça,
diz o poema





madrugada que te espera a nós todos
menos às suas sumidades que nas correntes d'escrita
antes desta dar o peido, debicam, segundo a antena 2, a madrugada da sofia
com requintes de neto de moura
para quem a nossa dela madrugada
não é o que estavam à espera
se a madrugada dela e nossa não é foi
o que estavam à espera
só lhes resta a outra a da noite dos tempos
da velha senhora que nos bate batia nos sentidos todos
ao amanhecer
e houve muitos aplausos aos abutres
e vem o pacheco armado em falso amigo dos ignorantes
alertar para as redes sociais e seus ninhos da noite dos tempos sem a dela nossa madrugada,
diz o poema



04 março, 2019

Pobre daquele que enriquece depois de morto, dilu Ente

Pobre daquele que enriquece
depois de morto,
dilu Ente

Poesia reunida
por favor
não incomode
dilu Ente

Afasto as nuvens para acordar o dia
tal mulher a dias
Aurora. é seu nome
a rezar a asma enquanto limpa os escritórios ao vazio
dilu Ente

Sobre todas as coisas invisíveis
o misterioso electricista
muda os fusíveis
em plena luz do dia
dilu Ente


Os vivos dão voltas no túmulo
que deixou de dar novos mundos
ao mundo
Os mortos dão voltas ao túmulo
à espera que o juízo final
os ressuscite
dilu Ente

Resta-me o tédio
que feliz brinca com a minha cauda
Tal animal doméstico
dilu Ente

Um homem em silêncio 
rebenta pelas costuras
O banho de multidão

dilu Ente

A tensão a tensão poética da traça, diz o poema