14 abril, 2020
12 abril, 2020
11 abril, 2020
01 abril, 2020
30 março, 2020
25 março, 2020
20 março, 2020
13 março, 2020
11 março, 2020
03 março, 2020
27 fevereiro, 2020
A tensão a tensão poética de dar a lume a Canção Inóspita, de a. adasilv...
informamos que o livro de poesia «canção inóspita» de A. DaSilva O., ficará disponível no dia 29 de Fevereiro 2020. Este livro é n.º 13 da colecção "Eufeme Poesia".
Com o preço 9€ (já com portes incluídos). Os pedidos podem ser feitos através do nosso email (eufeme.magazine@gmail.com) ou nas livrarias: Poetria (Porto), Flâneur (Porto) e Snob/Cossoul (Lisboa).
excerto do livro:
«Um poema quando nasce,
a eternidade entra em depressão,
diz o poema»
24 fevereiro, 2020
06 janeiro, 2020
O corpo lixa a obra, diz o poema
O corpo lixa a obra, diz o poema
Poetaria
Poetaria
Dentro dos possíveis um bom impossível, diz o poema
A poesia é a minha cegueira, diz o poema
Ano novo
Farra
po velho
Como
Farra
po velho
Como
diz o poema
devido ao excesso
de dilu Ente no sangue
de dilu Ente no sangue
o vómito fácil
Todos os dias são buracos negros dum mundo melhor onde a humanidade se esconde, diz o poema
mas tu, meu amor
que floresces na merda
de orfeu
como cannabis,
todos os dias são imortais a velarem pelo futuro
mas tu, meu amor
que floresces na merda
de orfeu
como cannabis,
todos os dias são imortais a velarem pelo futuro
Poemas são peixes
que só sabem nadar
fora de água, diz o poema
Elsa abriu as águas
e eu nado morto
e eu nado morto
dilu Ente
a trás dum grande poema está
um desgosto amoroso do grande público
em prelo manual, diz o poema
quem degenera sempre alcança, diz o poema
pelo poema morre o poeta, diz o poema
Se a Velocidade é o prolongamento do sexo
do Homem a Poesia é o prolongamento de Deus
Sim e que está morto há duzentos mas lá se vem
reproduzindo como fábrica de infâmias e aquele filho dum meteorito
que a Terra há-de comer depois de dar à luz ,
diz o poema
O Tédio é o meu pastor desde 1875,
diz o poema
quando aberta a cona de pandora
é quem mais chora de histeria, diz o poema
Um poetedo
vamos indo vamos cegando, diz o poema
Agouro ou nunca
nuca um tiro
na cu
latria
uma bala perdida
na nave, diz o poema
Acabo de ver um poema
todo porco a andar de bicicleta
Será uma fake new? diz o poema
Há minha volta
é quem mais se revolta
a dar corda ao relógio
para se bifurcar, diz o poema
Só tu podes ver esta visualização, diz o poema
invisual
A cadáver dado não se olha
ao p-ente, diz o poema
Página em branco é um cadáver esquisito, diz o poema
poema sobre o suicídio a tentar asfixiar-me com a eutanásia
mas consegui gritar
tipo último desejo
uma folha caralho
uma puta duma página da história da literatura
para escrever a minha carta de despedida
tipo discos pedidos
quando a morte toca
uma punheta
tipo a mim só me saem diques, diz o poema
Faz nesta hora, vinte e sete anos que o meu Pai faleceu
e que saiba nunca escreveu um poema, diz o poema
O Poeta do fraque, diz o poema
depois de tanto transpirar o poeta enfia o poema no micro-ondas e abre uma garrafa de tinto e aladino verifica que apenas contém um papel, um poema engarrafado?
e ouve o micro ondas a dar sinal que a sua metáfora pizza está pronta, abrindo-o solta um corvo que quer ir para a noite dos tempos
batem à porta e ela desfaz-se em palavras de abrir o chão
É o homem do fraque que lhe tenta vender um livro de poemas da sua autoria, escrito poeticamente numa rede social com o sugestivo titulo,
Tudo se paga neste mundo.
Não esquecer que os direitos vão para as crianças-poetas vitimas de poesia.
e ouve o micro ondas a dar sinal que a sua metáfora pizza está pronta, abrindo-o solta um corvo que quer ir para a noite dos tempos
batem à porta e ela desfaz-se em palavras de abrir o chão
É o homem do fraque que lhe tenta vender um livro de poemas da sua autoria, escrito poeticamente numa rede social com o sugestivo titulo,
Tudo se paga neste mundo.
Não esquecer que os direitos vão para as crianças-poetas vitimas de poesia.
A Canção não desarma, diz o poema
O Nobel não tira
nem atira os pecados do mundo
mas traz a felicidade da sua paz
enquanto lida, diz o poema

Eu nunca descansarei em paz mas em poesia,
diz o poema
No poems good poems, diz o poema
12 dezembro, 2019
Empresta-me o teu mistério, diz o poema
Intervenção a.
dasilva o. no encontro Romp 14.1 no passado dia 22 de Outubro 019 e Romp 14.2
na Livraria Gato Vadio no passado dia 23
novembro 019
![]() |
| foto: Sofia Neves |
Empresta-me o teu
mistério, diz o poema
Sentado no canapé pede a quem o ladeia e recolhe o mistério na página em branco. Ergue-se e
dirige-se à audiência e a cada um pede emprestado o seu mistério que cada um generosamente deposita na página em branco
- Em nome da poesia o meu muito obrigado pela vossa
generosidade e confiança (amarrota com ambas as mãos a página em branco e
mostra-a depois de a desamarrotar com carinho) Este é o mistério da poesia.
(repete mostrando, frente e verso, a página em branco) Este é o mistério da
poesia. (coloca-a delicadamente na mesa de trabalho e mostra a palma das mãos)
Olhai e lede o meu trabalho poético em constante luta interior a linha da vida
e linha da morte e seus eixos, o sintagmático e paradigmático que recolho na
página em branco que junto do vosso mistério (dobra e dobra a página em branco.
Abre-a) Eis o vazio. Eis o desespero criativo (mostra pausadamente a folha em
branco) Sou mais um. Sou mais nenhum. Sim, diz o poema, a poesia, o poema não
se faz sozinho (começa a rasgar os pulsos com a página em branco perante o
olhar espantado e algo de repulsa dos presentes) É isso falta-lhe qualquer
coisa do eu-outro que me circula no sangue (estanca o sangue com a página em
branco e suspira prolongadamente. Dobra a página em branco) e não esquecer as
entranhas e a sua importantíssima contribuição poética (leva a página em branco
e leva ao rabo como se estivesse a limpar o olho do cu e começa a ficar
excitado e com a mão direita começa a masturbar-se. Atingindo o orgasmo recolhe
a esperma na página em branco e dá um estrondoso peido) (dobra a página em
branco sem deixar cair os fluidos, e a suar limpa o rosto) A transpiração
(pausa) nenhum poeta sério a pode desprezar (leva a página à boca e começa a mastigá-la
lentamente e a saboreá-la com expressões faciais de aprovação, reprovação e nojo.
Cospe fragmentos da página para a assistência).
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















































