16 abril, 2018

Será mais ou menos assim o próximo número, o sexto, da nossa má G zine eSTUPIDa, diz Prosa K



Marielle Franco, legalização do tráfico e a politica da bala perdida. por Luís Manteigas


            RES  EXTENSA                                   por FERNANDO GUERREIRO

A NINFA (conto parisiense)
Rúben Dário
Traduzido por João Albuquerque

Crónica:
     Danyel Guerra                    
                                   
                   A BOCETA DA VIRGOLINA



 




 João Albuquerque 
Dois apontamentos sobre a ironia


FRANCISCO  CARDO

 O SOBRENOME DAS COISAS



Dossier:
  Rui Carlos Souto
TRUMP ou o
 NARCISISMO das NAÇÕES
Lopes da Silva
Who in hell is Trump?


Análise Critica:


Rui Carlos Souto

PRÉ LÓGICA NO ROMANCE NOME DE GUERRA
     de ALMADA NEGREIROS


Narrativas:

                                        O drama de Emília                      por    Ana Sophia Linares
& textos de: 

- LuÍs Ferreira

- Luís Oliveira

- Noel Joel Petinga

LUBRIBLIOFILA


Ensaio:

Lopes da Silva

Para acabar de vez com a literatura marginal



Fotografia:
Diogo Ferreira

portfólio

15 abril, 2018

O COMUNEIRO aí está mais um número e aqui se reproduz as suas intenções

Introdução


Recriar o fascismo como comédia e reality show parece ser o desígnio da atual Casa Branca, mas o exercício tem todos os requisitos para terminar em guerra, que é espetáculo, sim, mas não faz rir. Sob cínica conspiração sionista ou a instâncias da ansiosa Albion, as rubras cabeleiras do horror querem se erguer de novo. Fascismo, supremacismo rácico e guerra são siameses inseparáveis. Guerra é também o resultado quase inevitável de uma crise crónica de lucratividade, como também do deslizamento no equilíbrio relativo e fricção entre potências imperialistas ascendentes e descendentes. Pode acontecer na Síria-Líbano, no Irão, no Iémene, na Venezuela, na Coreia ou nos mares meridionais da China. Está para acontecer, quase que não é crível já que não aconteça.

Podemos ter as opiniões mais desencontradas sobre a probidade pessoal de Lula e os méritos históricos do seu projeto político de conciliação e neodesenvolvimentismo. Mas não podemos ficar indiferentes nem decretar neutralidade numa luta pela democracia que envolve também a soberania e a dignidade nacionais. Em circunstâncias em que isso se torne necessário, a democracia burguesa defendemo-la nós, os comunistas, contra a própria burguesia em peso. Como fomos já nós os que estivemos na vanguarda da luta por ela. Só com o pé colocado bem firmemente nessa soleira é que podemos aspirar a outros patamares de emancipação e desenvolvimento humanos.

Neste número de O Comuneiro, Ângelo Novo prossegue as suas meditações sobre a marca indelével deixada no nosso tempo pela revolução de outubro. Depois de ter aberto a primeira parte do seu ensaio com oaustralopithecus afarensis, consegue agora chegar, em esforço, até à tomada efetiva do Palácio de Inverno. Estão aqui em análise o papel da intelligentsia russa na longa luta contra o czarismo, a evolução do pensamento de Lenine, o vendaval destruidor da grande guerra e o seu peso constrangedor sobre a vida oprimida do povo russo e as opções políticas do pós-czarismo. O autor pretende ainda, futuramente, fazer um breve balanço das inacabadas realizações da revolução soviética e rastrear o seu impacto político sobre todo o século XX e para além dele.

Quando O Comuneiro iniciou a sua publicação, em setembro de 2005, tínhamos como uma das nossas fontes de inspitação uma publicação em língua inglesa intitulada The Commoner  que infelizmente já deixou entretanto de se publicar. O seu nº 2, de setembro de 2001, sobre “Enclosures, The Mirror Image of Alternatives”, era muito forte, e dele resolvemos publicar aqui dois ensaios particularmente inspiradores. Massimo de Angelis revisita o conceito de acumulação primitiva em Marx para defender que ele deve ser entendido não como um evento pretérito prévio ao curso “normal” da acumulação capitalista, mas como uma categoria própria de todo o processo capitalista. Não há nada de “normal” na acumulação capitalista, que é um esbulho contínuo, contra o qual se deve levantar continuamente a nossa vontade de retomar a posse sobre a produção das nossas vidas. Michael Perelman olhou de perto os escritos da economia política clássica e descobriu que o discurso teórico do laissez faire esconde uma realidade muito mais sinistra de intervencionismo violento para assegurar a escravização da massa assalariada.

O ecossocialismo contemporâneo reclama-se a justo título continuador da visão materialista de Marx sobre o metabolismo entre a sociedade humana e a natureza. Michael Löwy oferece-nos um conspeto mais matizada do que pode ser considerado o legado ecológico de Marx e Engels, em que as intuições geniais e fecundas, deixadas em bruto, têm de ser resgatadas de um discurso geral que não está livre de sombras produtivistas e propósitos de instrumentalização da natureza.

Ruy Mauro Marini deixou-nos, demasiado cedo, fez já vinte anos. Claudio Katz faz um balanço do seu legado, procurando destrinçar o que está hoje mais vivo do que nunca e o que porventura será preciso repensar dentro do rico acervo da teoria da dependência. Prabhat Patnaik medita brevemente sobre o declínio atual do discurso público - vitimado pela praga infestante da mercantilização - e o que isso pode significar como asfixia da democracia, cujo único resgate possível é a luta pelo socialismo. António Pedro Dores interroga-se sobre quem são e que função simbólica cumprem, como sacrificadas, as pessoas que a nossa sociedade faz questão de encarcerar atrás de grades.

O sonho da razão produz monstros, dizia Goya, como que antevendo o fascismo. Alain Badiou reflete sobre estes tempos trumpianos em que a oligarquia financeira se embriaga na hora do triunfo da sua unipolaridade. Mas o espírito humano é teimoso e já levanta de novo o horizonte comunista como a alternativa que lhe quiseram negar. Um novo projeto comunista é precisamente o objeto da reflexão de Tom Thomas. Partindo do que considera ser a idade senil do capitalismo, assoberbado por uma crónica crise de lucratividade, convoca-nos a construir uma sociedade do tempo livre e do trabalho rico, com necessidades mais evoluídas e densamente humanas. Para aí chegar, no seu entender, devemos construir um polo político de luta proletária com alteridade e oposição absoluta ao universo da valorização capitalista e às ilusões reformistas e estatizantes que se contêm no seu seio.

Agradecemos toda a divulgação possível do conteúdo deste número de O Comuneiro, nomeadamente em listas de correio, portais, blogues ou redes sociais de língua portuguesa. Comentários, críticas, sugestões e propostas de colaboração serão benvindos. Agradeceríamos em particular a ajuda voluntária e graciosa de tradutores.


Os Editores

Ângelo Novo

Ronaldo Fonseca




22 março, 2018

Hoje fiz das tripas um poema, diz Prosa K

Resumo do mundiall jour, diz o poema

Mandei a Poesia para casa da mãe, diz o poema

Hoje até os cães e gatos cagaram poesia no Facebook, diz Piropos

Que seria da Poesia sem o seu pau feito? Diz Piropos




hoje foi quem mais me confundiu com Juno, diz o poema






Não há nada a acrescentar
Nem uma vírgula?
A virgula sofre do pecado da gula
que a melhor nódoa engula e deite fora

dilu Ente



15 março, 2018

Irá o Ministro da Cultura apresentar a sua demissão durante o lançamento da sua obra poética, hoje ? para não ser vítima de mal-entendido dada a edição da mesma não ser acusado de paga de favores do grupo Porto Editora tendo em conta os porto-colos do livro escolar? Diz o Poema


Não me leve a mal, leitor mas vá aprender a ler que ninguém me paga para o aturar, diz Prosa K



Há monstros nas entrelinhas do texto literário, diz Prosa K


Isso de estar em cima do acontecimento
é como calcar uma minha anti-pessoal
dilu Ente

Os santeiros ao colocarem as imagens dos santos sobre as nuvens
estavam muito à frente
do seu tempo
observo tal gioconda os meus contemporâneos a vasculharem na sua tecnológica nuvem
os momentos mais íntimos
da minha privacidade
se puxarem o autoclismo
choverá aridamente
dilu Ente


Plagio logo canto as imateriais ais ais maravilhas da humanidade 
Humano hum hum demasiado hum hum humanos ais ais, diz Piropos


A Tensão Poética 7

A Tensão Anti-Poética

27 fevereiro, 2018

Tiveram inicio os lentos trabalhos de mais um número eSTUPIDa magazine, o sexto

Índice

Tema
 - Trump ou o narcisismo das nações, 
           Rui Carlos Souto
- What in hell is Trump? 
           Lopes da Silva

Ficções
- A boceta de Virgolina, 
           de Danyel Guerra
- A Ninfa (conto parisiense), 
de Rúben Dário, tradução de João Albuquerque
- Dois textos de Luís Oliveira,
O drama de Emília, Ana Sophia Linares


- RES  EXTENSA                            FERNANDO GUERREIRO
 -João Albuquerque



Dois apontamentos sobre a ironia

- Prélógica no romance “Nome de Guerra” de
José de Almada Negreiros,
por Rui Carlos Souto
- Para acabar de vez com a literatura marginal,
de Lopes da Silva
- entre outros....

e mais brevemente

https://sempainemae.blogspot.pt/2018/02/dizem-que-finalmente-justica-esta-cega.ht

14 fevereiro, 2018

O Arranca-corações acaba de ter um enfarte, diz o poema

Matei um anjo pelas costas, diz o poema


A lua
Bêbada 
de vodka
Azuleja
Azuis 
All
Cool
Olha 
N
Outslides
diz o poema

Nos teus braços enlouqueci, Diana, diz o poema

Sou uma árvore de problemas, diz o poema 
E os poetas suicidas fingem atingir o sublime como meu fruto
Tudo tem principio 
Meio e enfim 
Menos tu
Eterno retorno
diz o poema


Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra

abriste o coração
a uma bala perdida
diz o poema



Poeta é um burro carregado de resmas e resmas de páginas em branco, diz o poema

Camões Alegre e seus Jerónimos
Trocam mimos
e amor livre 
a quem resta a ilusão 
da distopia fazer utopia 

com a língua e a mão
Uma rodada de inveja
reclama o inferno dos pequenitos 
Sem álcool please 
Love e choupe la peace
diz o poema


Nada mais parecido com a lua o outro lado do espelho reflecte-nos a nossa segunda natureza
aquela a que chamamos futuro
dilu Ente





Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra
abriste o coração
a uma bala perdida


diz o poema


nAMOrar O imPOSSível num banho dilu Ente

Nada a dizer
contudo dito
e repito
a carne em greve
puta que a pariu
logo fugiu
devolvendo-o ao útero


Eros adúltero
teve
de viver e haver
nas entranhas
sendo advogado
do ser


dilu Ente


A Poesia e a Religião
diferenciam-se pela actividade sexual
mas ambas negam o prazer físico
dilu Ente
A mulher de César era o próprio César, minha querida Bovary
religue o orgasmo com nirvana
 Boavarysme

Na Poesia, Deus
é um fogo que não arde
Na Religião, Deus
é um Poeta sem língua
e em eterna condenação à morte
dilu Ente


A minha tarefa


é ajudar o Homem
a livrar-se dos seus inimigos
que se dizem meus Irmãos
dilu Ente








30 janeiro, 2018

Dai à língua enquanto o diabo vos esfrega o olho, diz Prosa K


 Palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra e não sai mais nada que cerejas cagadas, diz Prosa K



Não gosto de balanços tão pouco de balanças, diz Prosa K provocam-me nau sea e voo mitos

A rever itens como quem folheia um albúm de fotografias da família do Desconhecido e um a um lhe mostro a ver se Salamandra sorri mas não está fácil. Cio está lá fora a cantar-lhe uma serenata. A castração é fodida, diz Prosa K

Tenho estado de web cam, diz Prosa K, a desfragmentar o meu estado. Agradeço a tolos a preocupação demonstrada entretanto a resistência foi instalada



A manha é bicho de sete manhas, diz Prosa K

Fui jantar fora com o Aforismo e levo o meu, alugado, negro vestido de noite Deneuve, diz Prosa K

Sem palavras não há Palavra, diz Prosa K
copy e post com palavra passe-se, diz Prosa K

vê-se logo que hoje é sexta-feira, diz Piropos, estou cheia de negras pelo corpo todo

e prontos Fernando Pessoa lá deu à luz mais um heterónimo, diz Prosa K

A Troika está a escrever o livro do Passos Coelho, diz Prosa K

E vai ser publicado pelas edições Tecnoforma





22 janeiro, 2018

DIZ. O POEMA EIS o nosso novo canal DIZTUBER





este novo projecto irá reproduzir o a PULGAESTÚDIOS https://www.youtube.com/user/pulgaestudios e os de Mdpinho Canal //www.youtube.com/user/meirelesdepinho e os VI   DEOS







A tensão poética, diz o poema EIS o nosso novo canal DIZTUBER






este novo projecto irá reproduzir o a PULGAESTÚDIOS https://www.youtube.com/user/pulgaestudios e os de Mdpinho Canal //www.youtube.com/user/meirelesdepinho e os VI   DEOS







16 janeiro, 2018

Quando um Poeta alcança o Céu o Inferno instala-se, dilu Ente

foto A. DASILVA O.
Mais pudor, menos poder?
Vitoriano ajoelha-te
na cadeira do poder
para que te possa possuir

com todo o Meu pudor

dilu Ente


Não acredites nos padres-poetas
pois lhes é negada a Liberdade Poética
apenas prolongam a minha Palavra
como se fosse o meu sexo
Mas não, coitados, são escravos da minha precariedade
de Indigente a pedir esmola
à porta das igrejas como um Poeta
a quem lhe é negado o prazer física
afim de lhes alimentar a Livre e desobediEnte Liberdade
dilu Ente


Que seria da minha, Inocêncio
se não marejar sobre a tua inocência
os segredos do amor humano?
Essa máquina de fragmentar discursos espirituais
em evangelhos do faça você mesmo
A tua vergonha
humilha-me
como se fosse senão um trabalhador do sexo divino
dilu Ente


Que seria da infância
Sem a morte?
Um tempo morto?

dilu Ente

Sempre a procriar

dilu Ente

Nos jardins da Metafisica brinco com Cérebro
atiro o meu pénis para os arbustos
e lá vem ele todo feliz a ladrar 



num intenso vade-mécum 

A tua Carne é a casa do meu Verbo
onde o meu coração arde como um sol negro
Reserva as Alturas
para quando estiveres em queda livre
da imortalidade
dilu Ente



Mais palavra menos palavra
mais gesto mais gesto
mito degustar quem está em cima do bolo 
O conspirar do suspiro
dilu Ente

O meu labor é dissecar o Impossível
esse visível cadáver de Deus
dilu Ente

Consciência pesada
veredicto preocupante
Recorre a uma segunda opinião
na balança do teatro dos acontecimentos
Excesso de peso
A conspiração interior
dum temor silencioso


A estrela que nos persegue tal anjo da guarda
caiu no hipotálamo
o lago dos cisnes mortos


dilu Ente


 A tua Carne é a casa do meu Verbo
onde o meu coração arde como um sol negro
Reserva as Alturas
para quando estiveres em queda livre
da imortalidade
dilu Ente

Em que Terra estou?
Placenta minha querida ama
as tuas águas
vertem-me nas mãos o barro
A torre não Pisa
quem Babel destrói
com pensamentos
dilu Ente





 Pega o meu pénis
na mão e pelo caminho das pedras
eleva-o até à lua
dilu Ente