11 outubro, 2018

É só um cheirinho da capa da próxima Piolho a fazer um duplo imortal da responsabilidade do Meireles de Pinho e lá para finais do mês nenhum quitoso se livrará de nós, diz o poema

Texto alt automático indisponível.

PIOLHO Revista de Poesia
            

 Fernando Aguiar(ilustrações,pag.2 e pag.72),
Sílvia C. Silva, Lígia Casinhas, Pedro Águas, 
Luís Oliveira, Teixeira Moita, 
 António S. Oliveira, Fernando Guerreiro,
 Humberto Rocha, Amadeu Baptista,
João Meirinhos, José Duarte,
Alexandra Couts, Sofia Sampaio, 
Fátima Vale, Noel Petinga Leopoldo,
 Lopes da Silva, Francisco Serra Lopes,
 Jorge Von Humberto, Nuno Rebocho,
 Pedro Silva Sena, Rui Ribeiro,
 Delfim Lopes, Rui Tinoco,
 Rui Esteves, Fernando Esteves Pinto,
                      Eduardo Quina,                             José Pascoal, João Meirinhos,
Jorge Velhote, Vitor Cardeira,
José Pedro Leite, Raul Simões Pinto,
Izidro Alves, A.Dasilva O.,Virgílio Liquito,
Luís Ferreira, Miguel Sá-Marques,
e
Edwin George Morgan

fazem mais ou menos por esta desordem este

PIOLHA o número 25 e o 26
 Outubro 2018
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira

Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores



04 outubro, 2018

In "O Povo, meu poema, te atravessa" Antologia de Língua Portuguesa nos cem anos da Revolução de Outubro, ed. Modo de Ler


Aqui se reproduz uma parte da «arte de mendigar»
In "O Povo, meu poema, te atravessa" Antologia de Língua Portuguesa nos cem anos da Revolução de Outubro, ed. Modo de Ler

25 setembro, 2018

Ocorreu um erro ao processar este poema. Tenta novamente mais tarde, diz o poema

vou sentar-me ali
e escrever
um poema
ora muito bem 
só falta saber
como se escreve
um poema,
diz o poema

Poesia, poesia, poesia chama o poema a boiar numa garrafa de Gerês
puta que pariu diz Poesia
uma Pessoa
não pode fazer as suas necessidades
em paz e sossego

já vai estou a vir-me
o poema deliciado
sente-se um veado
a ser possuído pelo ar livre,
diz o poema

O futuro a mim pertence e todos os dias cago nele o presente, diz o poema


Não seguro as fezes, diz o poema
O meu ânus está a libertar
o meu cérebro,

diz o poema

O poeta chega a casa
mete um poema
no microondas e vinte e um segundos depois
bebe uma tempestade
num copo de água
diz o poema

Elogio fúnebre
O morto levanta-se
e em lágrimas, diz o poema
Agradeço as vossas palavras

Todo o poema é um raio x 
Sai do cu e entra no nariz, diz o poema

Bate filho da puta
Bate bem fundo
Contra o fundasentimentalismo
Bate até fazer chover
O sangue pisado

diz o poema

Mijar dentro dum copo de uísque uma dúzia de lágrimas de crocodilo duas pedras de gelo poético
diz o poema
AA
a vomitar a faca num alguidar

Ocorreu um erro ao processar este poema. Tenta novamente mais tarde, diz o poema

Por favor não responda porque não será lido, diz o poema
Recebeu esta comunicação porque está inscrito no nosso estado de sitio
Estes poemas são enviados de forma automática..

Folhas caídas
Excel nas nuvens
Em busca do seu ratio de biblioteca
O livro tem sempre razão
Crítica
diz o poema

Gerês me mata, diz o poema
Acabo de chegar de lá com a alma a plenos pulmões
Tal iogurte com bocados


17 setembro, 2018

O POEMA BRANCO, sem sombra de censura, no Jornal MAPA, Nº 21, Setembro - Novembro 2018

Poema Branco, de a. dasilva o.,  


Quando era branco
jovem, sublime e a transbordar de aura
Todos  se emocionavam,
bebiam e louvavam  a minha imensa
inteligência emocional
Como se fosse um poço
de orvalho de eterna juventude:
Pássaro da Revolução
e os efeitos do seu «el ninho»

Mais parecendo moscas
volteando sobre um monte de merda
Até as criancinhas
Nem uma de mim se aproxime
Farto de carpideiras  beatas
em jacuzzi banho de jogos florais:

A velhice da eterna juventude
A velhice do eterno revoltado


Rumor de flores
fazem-me ousio
Meus amores espero
na berma dum rio

Os adventos da coroa
de espinhos em doce algodão
poço 

Em estufa fria
As dores de cadáver a dar à luz
o local do crime:
cuidado com o estado, rapaz
que morde e mata
para teu bem

Nada desejo
Mais que o eterno
Retorno a voltear-me
Sempre
Tal cadáver
No seu túmulo

São negras as noticias
Venho em todos os jornais
Como buraco negro

enrolar o poema na mortalha
e a vida é uma cadela
chamada infância

A velhice é um poste
Onde a morte é um perigo
Eminente
Como uma criança
Na infância

Eu não rimo
Nem pobre
Nem rico
Sismo
Como um nobre
à luz duma vela
adormecida
numa viagem
apenas com ida

desculpe por ainda estar por aqui
vivo
o direito dum moribundo a ser pedante

já recusei três táxis

O FUTURO é o nosso assassino silencioso

As suas cinzas de poema a mim pertencem




15 setembro, 2018

Aqui se reproduz na íntegra as «Recordações da Infâmia» pois a organização do Alma-nhac 2019 votou por maioria a amputação do mesmo. Essa velha senhora, a Censura mantém-se viva e não se recomenda, diz o poema

RECORDAÇÕES  DA INFÂMIA, de A. DASILVA O.



1.
Quando novo rimava Rimbaud
como quem afogava
Ilusões em alto mar

Agora tomo poemas azuis com água salgada
 junto ao aquário observo as filhas e netas da mulher-objecto
e do cadáver-esquisito
Na webcam enquanto espero o efeito borboleta
de tanta poesia em carne viva
A arder no micro-ondas da bela viva do campo artificial

e recebo entre lágrimas-cata-ratas a electrónica mensagem
Estou a 300m assim como posso aumentar o pénis e, ou foder
com Dialécticas casadas, com Metáforas viúvas e futuras-ex-Virgens
Não se masturbe
Faça poesia
sem sair do desespero.

2.
Encontrado morto o Poeta já em adiantado estado em decomposição
foi levado o seu corpo
para a medicina legal
 a autópsia declarou, suicídio como causa da sua morte
dada a quantidade de poemas digeridos

Perante o juiz, Suicídio declarou-se inocente.

3.

Finalmente chegou e apresentou-se como Eutanásia
Ao meu dispor
Abri-lhe o meu livro e fizemos amor toda a noite
por trinta dinheiros

Acordei Outro e reparo que Eutanásia
Jaz morta com catorze facadas
 em cada golpe uma folha de cor diferente A5
com um verso manuscrito


  

03 setembro, 2018

O divino quer alho dilu Ente

de Inês Xav













A minha Musa
é a página-em-branco
dilu Ente



Fausto
um pacto
contra o Impossível
dilu Ente
Fausto
um facto
do Possível
dilu Ente
Fausto
a oficina
do eterno
retorno
In Possível
dilu Ente


Toda a Razão
tem os seus espinhos
dilu Ente

Dizem que escrever é resistir e o que mais tenho tentado é resistir a escrever e não se me pára nem a imaginação nem a transpiração, diz Prosa K

A pescar
pensamentos
numa piscina
vazia
mas com a alma

cheia de sangue

dilu Ente


As águas furtadas 
para fabricar lágrimas de crocodilo
dilu Ente

Tanta gente e nenhuma alma
Nenhuma consegui pescar
para além da do diabo
que devolvi para o banho de multidão
dilu Ente

Nós somos o orgasmo de Deus
que perdeu a cabeça
quando se veio
dilu Ente

Andar no escuro
ilumina-me
como num jogo
a cabra cega
dilu Ente

Ente contra Ente
num banho de multidão
a beber
a minha Palavra
dilu Ente




O Fogo arde
e todas as suas sete línguas
cospem contra deus, pátria e autoridade
e os deuses riem-se mijando
sobre a modernidade as mais antigas cinzas
da fénix fonix retórica
Pulhas, dizem
Ide roubar o Fogo ao caralho
que é Pai de vós
Tolos
dilu Ente
diz o poema


16 agosto, 2018

Transladrar, o verbo deste Verão, diz o poema









É mais fácil
ganhares o euromilhões
que escreveres 
um poema

dilu Ente




Transladrar, o verbo deste Verão, diz o poema, 
toma e fixa Porto editora




Sou um fabricante de poemas geneticamente modificados 
Meia palavra basta 
para te manipular, diz o poema


O que é preciso é que a gente se venha, 
diz o poema




A tua alma é o meu refúgio preferido, 
diz o poema 

O meu charco


Escrever é fazer justiça com as próprias mãos em bicos de pés para acordar os nossos fantasmas do paraíso, diz o poema
Trabalho sujo o meu
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema

Rouxinol sem Facebook não sabe delirar, 
diz o poema


Ando a comer esta metáfora, 
diz o poema


À espera do Impossível, sentado de costas para a página em branco sujo, diz o poema

O sexo é o prolongamento de deus
e antigona o seu profeta 
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
dilu Ente

À beira-mar todos os poemas são raios de sol
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
dilu Ente

03 agosto, 2018

É o que te digo, diz Ahhh e diz Ohhh

https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html

Companhia dos Livros  


A. Dasilva O. :

 "As pessoas já não 

sabem andar. 

Andam sentadas"

A. Dasilva O. : "As pessoas já não sabem andar. Andam sentadas"
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html