03 agosto, 2018

É o que te digo, diz Ahhh e diz Ohhh

https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html

Companhia dos Livros  


A. Dasilva O. :

 "As pessoas já não 

sabem andar. 

Andam sentadas"

A. Dasilva O. : "As pessoas já não sabem andar. Andam sentadas"
https://www.jn.pt/artes/especial/videos/interior/a-dasilva-o-as-pessoas-ja-nao-sabem-andar-andam-sentadas-9656037.html

26 julho, 2018

O Pássaro das Cinzas, diz o poema






É tudo muito bonito 
Os colhões a bater no mito

https://ionline.sapo.pt/619996?source=social

Quando informado se é 
Que este Pássaro de Cinzas:
António Barahona. “Acredito que 
não se morre, muda-se de estado”
Queimou um livro de Alberto Pimenta 
declarando aos pés de Deus que em sua casa livros de ateus não entram
E deste acto cobarde o interrogador nada questiona
banhando-se na baba da velha maionese da miserável 

vida lisboeta de poetas do pedir 
com os cofres cheios de auriferas suásticas
Pois os melhores poetas são fascistas, diz o poema


19 julho, 2018

Ando a comer esta metáfora, diz o poema

Sonhos dobrados Trabalhos rasgados diz o poema

À beira-mar a saborear uns poemas engarrafados na página- em - branco, diz o poema


A Poesia tem uma cona mais velha que a Sé de Braga, diz o poema 
E nela deves perder a juventude 
No dia de São João
Diz o poema
Assim faz o povo desde a noite dos tempos




A geringonça 
não gosta do José Tolentino Mendonça 
por trocar a capelo do Rato
para ser rato da biblioteca
do Vaticano
mas em Paris três milhões de ratos
comemoram nas ruas o iluminismo
do seu cadavre exquis
diz o poema



Tempestade numa noite de verão
A lua é uma canoa
de todos os sonhos acordados
à volta de Euler
o logaritmo natural
dilu Ente


Mais uma traça
chegou à minha biblioteca
e conversa 
como um corvo
cego da sua infâmia
dilu Ente


A minha biblioteca não existe








A tua alma é o meu refúgio preferido, diz o poema 
O meu charco

Escrever é fazer justiça com as próprias mãos em bicos de pés para acordar os nossos fantasmas do paraíso, diz o poema
Trabalho sujo o meu
desde os celtas
em que degolava o estéril rei
e espalhava o seu sangue
pela página em branco
para encher o povo
de miséria, diz o poema

Rouxinol sem Facebook não sabe delirar, diz o poema


Ando a comer esta metáfora, diz o poema
Ah espera do Impossível, sentado de costas para a página em branco sujo, diz o poema

O sexo é o prolongamento de deus
e antigona o seu profeta 
refractário Ao enterrá-lo
fez os homens matarem-se uns aos outros
dilu Ente

À beira-mar todos os poemas são raios de sol
e cada onda o meu fonema
em decomposição
Cada-ver esquisito
as entranhas do seu destino
dilu Ente

 quando o poema não te aparece
dilu Ente

Devo estar grávido
também hoje o poema não aconteceu
Vou à farmácia fazer o teste
dilu Ente





14 junho, 2018

Sou um lesado de Deus, Pátria e Autoridade, diz o Poema



Parabéns, Portugal, diz o poema
Portugal, a inveja no cimo dum bolo de merda, diz o poema


Taras engarrafadas o mexilhão fado imposto mais iva, diz o poema, o cidadão-escravo dos aterros sanitários como um poema negreiro de rimbaud de balde hoje azul, amanhã amarelo e depois verde a ensacar raríssimas associações de defesa do ambiente de cortar à faca













quem anda por dentro
vê-se por fora
dilu Ente





Hoje todos os mortos
mergulham o seu metafísico
no Sena,
dilu Ente


O paraíso
é um labirinto
que rego com sonhos 
ardentes
dilu Ente



é passar po lá, diz o poema:  https://gazetadepoesiainedita.blogs.sapo.pt/a-da-silva-o-o-nascimento-da-utopia-2574

A Tensão Poética diz o poema interrompido

07 junho, 2018

Just poem, no bullshit poetry, diz o poema

É quem mais me ode, confessa a musa,
com o seu divino bigode cravejado
de pentelhos meus, diz o poema

Cheiras mal humano, cheiras a Poesia,
diz Razão despindo as cuecas
e esfregando loas no meu rosto,
 bebe a tua esperma
de Poeta impossível, diz o poema

E a Poesia canta
como uma bala perdida
depois de ter comido
a alma do Poeta
por trinta fingidos orgasmos,
diz o poema

De noite todos os poemas são fados
de quem perdeu a Poesia
a jogar à roleta russa, diz o poema

Quem quer casar com a Poesia
que é tão linda 
E não tem coração,
diz o poema

Presente é o passado
que não passa, diz o poema

Tudo se escreve
menos a Poesia, diz o poema
Há no nevoeiro
uma casa submersa, diz o poema
Tudo é melhor
que nada, diz o poema


Com a feira do livro a céu aberto em Lisboa os aterros sanitários esperam aumentar consideravelmente as suas bibliotecas, diz o poema

na feira do livro a torre do tombo tv está um autor a afirmar que ora tropeça no fernando pessoa ora tropeça no orson wells, diz o poema
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A minha imaginação é o teu futuro
e seguro de vida,
diz o poema

O regresso a casa é
uma fuga
ao paraíso, diz o poema



29 maio, 2018

No dia do evangelho segundo a Eutanásia, aí está a eSTUpiDa 6 e suas temáticas das novas formas de desespero.


 

Índice





Marielle Franco, legalização do tráfico e a política da bala perdida
Luís Manteigas

RES EXTENSA
Fernando Guerreiro

A Ninfa (conto parisiense)
Rubén Darío, com tradução de João Albuquerque

A boceta de Lulu
Danyel Guerra

O drama de Emília
Ana Sophia Linares

Dois apontamentos sobre a Ironia
João Albuquerque

O sobrenome das coisas
Francisco Cardo

Sobre o Homem-Massa
Humberto Rocha

O Eu como prótese do Outro
António S. Oliveira

Who in hell is Trump?
Lopes da Silva

Trump meu inimigo, meu próximo
António S. Oliveira


O elo mais fraco
Noel Petinga Leopoldo

A Ameixa
Noel Petinga Leopoldo

All mada Soares dos Reis
A. DaSilva O.

O auto da Bctriz
A. DaSilva O.

Um texto de
Luís Ferreira


Dois textos de
Luís Oliveira

Lubribliofila
Noel Petinga Leopoldo

Para acabar de vez com a literatura marginal!
Lopes da Silva

Portfólio
Diogo Ferreira


10 maio, 2018

Vejo-mo grego para fazer um poema, diz o poema


Lopes
Adilia
Não é
Boa
Pessoa
É um
Pseudónimo
diz o poema

Acabo de fazer a minha Escrita, diz o poema, 
o livro razão perdeu a cabeça e o irs 
saiu para comprar cigarros


A uma esquina a observar
Os meus pensamentos peregrinos entre o nevoeiro o cheiro a esturro das queimadas
As andorinhas volteiam e constroem na página em branco o seu ninho
Diz o poema

Observo as formigas a foderem-me o juízo
Excesso de açúcar no sangue e a retórica dos silêncios 
com a boca cheia de formigas um pôr-de- sol e a merda dum café duplo
diz o poema

O boi foi comida pela erva, diz o poema

Chegado à boca de cena 
O BEIJO engoliu o Pénis
de um só fôlego
diz o poema



Os os poemas são cães
que não conhecem


o seu dono, 
diz o poema

Calem-se poemas, 
deixem ouvir o poeta, 
diz o poema

Estar calado é libertar 
um barulho ensurdecedor, 
diz o poema