14 dezembro, 2017

Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto










Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

Meireles de Pinho é o autor de mais uma espectacular capa Piolho


PIOLHO Revista de Poesia
 Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar»  junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dançade tempo adulto e tempo de criança.» 
            

Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília CésarMaria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
 António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis

fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho





Lançamento, próximo dia 21 pelas 18.30 ,vai ser aqui  na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, na Rua Rodrigues Sampaio, 140

04 dezembro, 2017

TIJOLO, diz o Poema

Tijolo, de A.DASILVA O. Casa Museu A. DASILVA O., Ed. Mortas dezembro 2017.
Foi lançado no passado dia 1 durante o ZineFest que se realizou no Centro Comercial Cedofeita.
Durante o mesmo foi lançado barril-poema AA VINHO ODE, de A.DASILVA O.: « Que o vinho corra nas veias do sangue neste deserto de ideias» / 
« Hoje vou embebedar-me até me transformar numa garrafa
com um poema dentro sem destino
na noite dos dois mil barris.../ »

pedidos para www.edicoes-mortas.com

27 novembro, 2017

Piolha o Natal, diz o poema OH OH OH OH OH OH cante Piolho # 24 Natal na tipografia OH OH OH OH OH


PIOLHO Revista de Poesia
 Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar»  junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dança/ de tempo adulto e tempo de criança.» 
            

Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília César, Maria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
 António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis

fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho


03 novembro, 2017

Estou farto de o dizer, Euridisse, só num país de poetas se apaga o fogo com poesia, diz o poema

 Sou a única vitima
do meu incêndio
e não tenho feito outra coisa
que manter a chama acesa
dilu Ente


 Se tivesse uma Palavra
dava-a
dilu Ente

O silêncio das punhetas


A minha cabeça é uma bandeja
que boceja


ou vice-versa


no dia dos meus anos
ofereceram-me numa bandeja
a minha cabeça
como pedido tinha ao pai natal


dilu Ente


 Há quem se feche num sonho e declare independência
mas é o que os pesadelos fazem
dilu Ente



O tempo essa revolução, diz o poema

Ao passear na linha do horizonte
deambulando entre o real e a ficção
encontrei uma visão
ferida de morte


diz que foi atingida por um poema contrafeito


dilu Ente




Em cada palavra
as minhas cinzas
conspiram
dilu Ente



O impossível é possível
assim que este se imola
como significante à falta de oração
a emoção tem línguas de fogo
como asas
dilu Ente
Eu não acompanho o meu carrasco, diz o poema
lugar nenhum
a distância entre duas luas
dilu Ente







Eles, os poetas, não me ouvem
entretidos que estão a domesticar o indizível
dilu Ente





23 outubro, 2017

Vim aqui lançar um clássico, diz o poema

Crisântemos de Abril *, de Luís Oliveira, CanalSonora edição, 2017, por A.Dasilva O. apresentado no passado dia 21.


Vim aqui lançar um clássico
Nada há de mais clássico
Que o primeiro livro
Onde a musa lança a primeira pedra
Como um ser vivo
não humano mas um clone
um Outro que lhe é intrínseco
 Lhe diz tens mãozinhas e pezinhos
faz-te à vida que a morte
é uma livraria onde se decom-põem
 as centenas de livros editados diariamente como um caso sério
De senilidade da nossa cultura, ciência e politica

Tal como as cavernas casas o livro 
constrói-se com os cornos enfiados na terra

Poesia é uma flor que floresce depois de morta

A necessidade de novas metáforas para alimentar o sistema
Faz fome de  dialéctica depois de falhar três vezes
e de contaminar o espírito do seu tempo com a ambrósia
das  águas placentas engarrafando-as
para dar à luz a Fénix e as suas ruínas

Nas suas trevas
deambulamos
como gado
num aido

Bem-vindo ao mundo  das trevas

Os poemas são factos desconhecidos
que dão vida ao impossível
espírito cientifico
Pois em si reúne o Poeta
a Pedra e o Bisturi


E a eles não te atrevas
senão
cumprir a tua tarefa  da necessidade de poetas do erro sistemático que perturbem o normal funcionamento do sistema

Só poeta Ser-hás-de depois de negares o teu primeiro livro
Mesmo que a vida passes a escrevê-lo
A rasgar
A escrever
A rasgar
A emendar
A cortar
Até te queimares
Sem deixar resíduo



Bem-vindo ao mundo dos mortos



Um elevador chamado eu sou
Mas não sou mas se o sou por necessidade de nada ser
Sem o mal do mundo
Na ausência de gravidade
E inexistência duma só realidade, mas todas
Na tarefa     de o ser impossível senão outro

entrar  em negação
deambulando bêbado de néctar e ambrósia

De boas intenções está a poesia farta
e dos seus apócrifos livros cheios de poemas insubstituíveis

Mugir as palavras
tens

A pulso deves
Mugi-las
Para lhes sacar  a ambrósia e o néctar

Também elas se cansam de nós

As palavras têm cérebro memória e medo de não serem ditas

As palavras são como  cervejas fazendo da vida um inferno
Esse bolo poético (à base de ambrósia e néctar) com a verdade em cima
Com que dás vida ao cadáver esquisito



*Crisântemos flor preferida para acampar no dia dos mortos (e/ou fieis defuntos), nos cemitérios tem/tinha  um nome de guerra , entre as floristas no mercado do Bolhão no Porto,  de Salazares.



20 outubro, 2017

PIOLHA # 23 Toda a revolta sai-me do corpo, diz o Poema

PIOLHO Revista de Poesia

« Tudo é diverso em tudo. Retirai do espírito a ideia de que algum ser tenha sido modelado pelo vosso»       
  La Fontaine  
 

Ana Barbeiro, Maria Afonso, Sílvia Silva,
Sónia Oliveira, Alexandre Couts,
Luís Oliveira, António Pedro Ribeiro,
Sérgio Ninguém, Rui Azevedo Ribeiro, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Miguel Sá-Marques, António Vitorino,
Jorge Velhote, m.parissy, Helder Moura
Pereira, Pedro Jubilot, Humberto Rocha,
 António Ladeira,
Miro Teixeira, Rui Carlos Souto,
Dinis h.G. nunes, Nunes Zarel·leci,
Luís Serra, Luís Ferreira, José Guardado Moreira, Raúl Simões-Pinto, Pedro Águas,
Teixeira Moita, António Geada,
Amadeu Baptista, Noel Leopoldo Petinga,
André Quaresma
 A. Dasilva O.(autor das fotos de dizeres anónimos inscritos nas paredes, na cidade do porto)
e La Fontaine

fazem mais ou menos por esta desordem este
duploNúmero
PIOLHA a Revolução
o vigésimo terceiro outubro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira

Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores


09 outubro, 2017

Eis a capa e os colaboradores do próximo número duplo da PIOLHA A REVOLUÇÂO, diz Piolho # 23 em trabalhos de impressão, tenha uma lá pra finais de Outubro

Eis mais uma capa do artista Meireles de Pinho



PIOLHO Revista de Poesia

« Tudo é diverso em tudo. Retirai do espírito a ideia de que algum ser
 tenha sido modelado pelo vosso»       
  La Fontaine  
 

Ana Barbeiro, Maria Afonso, Sílvia Silva,
Sónia Oliveira, Alexandre Couts,
Luís Oliveira, António Pedro Ribeiro,
Sérgio Ninguém, Rui Azevedo Ribeiro, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Miguel Sá-Marques, António Vitorino,
Jorge Velhote, m.parissy, Helder Moura
Pereira, Pedro Jubilot, Humberto Rocha,
 António Ladeira,
Miro Teixeira, Rui Carlos Souto,
Dinis h.G. Nunes, Nunes Zarel·leci,
Luís Serra, Luís Ferreira, José Guardado Moreira, 
Raúl Simões Pinto, Pedro Águas,
Teixeira Moita, António Geada,
Amadeu Baptista, Noel Leopoldo Petinga,
André Quaresma
 A. Dasilva O.(autor das fotos de dizeres anónimos inscritos nas paredes, 
na cidade do porto)
e La Fontaine

fazem mais ou menos por esta desordem este
duploNúmero
PIOLHA a Revolução
o vigésimo terceiro outubro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho
Editor: António S. Oliveira

Tiragem: 200 ex.
Edições Mortas  www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores