- Queria uma Margarida por favor? Pede Cromo
- Desculpe, só vendemos à grosa, impõe o fabricante
- Uma grosa? Repete passando os olhos pelo armazém cheio de monos
- Isto está mal, ninguém lê, estamos a lançar uma nova campanha publicitária... tentar mais uma vez sair da cauda da Europa
- Todo o burro come a palha...
- Então e o livro de reclamações, ou também é à grosa?
- Estamos num país livre, mas não se esqueça, um estado de direito...a liberdade de expressão é um bem essencial, todas as críticas são bem vindas
- Olha que bom
- Mas veja lá o que vai escrever, com uma marca não se brinca, percebe?
- Não?
- Você já teve conhecimento da Providência
- Assim por alto...
- E o Luís Pacheco, deve achar um piadão?
- Esse é dos nossos...sai das marcas, está a perceber?
- E a Providência sabe disso?
- Está no contrato, nem o pode ver
30 março, 2006
25 março, 2006
Rui Lage, passou por cá com “ a meta física do corpo” sobre a poesia de Valter Hugo Mãe que também por cá passou, seguido de uma antologia, da Cosmorama “ É o retrato de uma humanidade perdida. O próprio acto sexual, reduzido ao seu aspecto puramente animalesco, resolvendo-se num erotismo brutal e visceral...parece configurar uma visão distópica da humanidade”
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
Nuno Rebocho também por cá passou, pelo corredor da morte, a caminho de S.João da Madeira onde a se vomita ou vomitou poesia durante uma semana.
Nada, nº 7, já cá está na Pulga, 7,60; preço Pulga. A Desestetização do vivo: decepção e improdutividade. Entrevista a Oron Catts; As Linhas entre o corpo e a cabeça, por Jorge Leandro Rosa; A verdade na ficção de efeitos incorporais e a causalidade de acontecimentos desconexos, por João Maria Gusmão e Predo Paiva; Gilberto Simondon na Amazónia de Geraldo Andrello; e Dois falos & dedo grande do pé, por Shanon Bell – eis o filme desta Nada. O João Urbano cá esteve em mais uma volta a este país retorcido.
Quanto aos Anónimos comentários, vocês anónimos já me conhecem: quando a coisa se me erguer a primeiro buraco a tapar será o vosso, sob a banda sonora, à là Boto: apesar disso gosto de anónimos, vou-lhes ao cu, dou-lhes conselhos
20 março, 2006
No jornal de vidro, leia-se na porta da Pulga
“ TRAQUINICES DE UM SERVO DE EL-REI
I
Porquê El-Rei
Me cortais a Pila?
Sabeis, meu senhor que,
Naquele celeiro, mergulhava
Apenas nos
Saiotes de vossa excelsa
Esposa. Por lá procurava o seu
Intocado bichinho, o
Peluche de vossa alteza.
II
Lembrai-vos,
Meu senhor que,
Quando me chamaste às
Vossas lides, eu já era
Eunuco; a vossa esposa,
Excelência, já só me afagava a
Cabecita, sob tais intocáveis
Saiotes, por si, senhor
Meu rei, almejando encontrar,
Tal bichinho.
III
Assim, senhor,
Deixai-me ficar com a
Pilinha, coitada, tão
Pequenina, porque a vós
Meu rei amado, também
Ela poderá venerar-vos
Com serventia”.
2006-03-14
V. de Liquito
21.3.06 Entre minutos de silêncio Pulga comemora a Poesia com o seu monstro. Aqui no corredor da morte reproduzimos com a devida autorização do autor, uma comunicação que o mesmo debitou em Guimarães vai para uns anos.
“Um poeta sem cornos é como um jardim sem flores
A. DASILVA O.
O Poeta é um enterrado vivo, todo o seu interior é, para o homem-comum, uma urna. Ao viver a sua (dele) morte depois da vida o Poeta enfrenta-se como a essência do homem-comum
Sou escravo duma imaginação doentia não faço outra coisa senão satisfazer-lhe todas as suas necessidades, uma a uma, em círculo fechado, a loucura profética (o frenesi), a loucura ritual ou mistérica (a mania), a loucura poética (a melancolia) e a loucura erótica (a imbecibilidade), sempre alegre e feliz. Tento dar o meu melhor. Ser criativo, pois o êxito está na razão directa da criatividade face à crueldade do mundo, onde infringir os limites de outrem, mesmo de matar outrem, pode constituir uma legítima defesa, uma resposta lógica. É que alma-multidão necessita urgentemente de respostas, um maior número de ideias, de pontos de vista, de hipóteses de solução. Não há ponta por onde se lhe pegue. Dê para onde der. É poibido fazer pensar. Não há emoção que suporte este ambiente de cortar à faca. Este livro. Este filme. Esta peça musical. Esta exposição. Neste palco tudo é fácil, tudo é simples, tudo é brilhante. Ninguém deve sair deste espectáculo, ou desta depressão, vivo. Muito emotivas e de fácil entendimento. Claro, a acção é essêncial. Uma acção amorosa com poucas imagens em agonia. Nada de enlatados convencionais de palavras que denunciem toda uma revolta, mas sim toda uma cólera conservadora e reacionária de joguinhos de palavras que se desfaçam em emoção. Mas este esforço. Esta máscara de esforço individual merece ser um reconhecimento público. O cliente tem sempre razão. A sua mente brilhante não deve ser insultada. Os seus gostos não devem ser discutidos. Era só o que faltava. É preciso premiar todos quanto se esforçam para que tudo seja fácil, simples e lucrativo. Aqui. Especialmente aqui, não devemos ser tradicionais. É um direito mais que humano, que nos assiste de premiar todo este esforço, antes que seja tarde demais. E mais uma vez, só depois de mortos é que são devidamente recompensados. Mas isso acabou. Estamos num novo ciclo da arte de viver. É bom viver no útero materno. A minha infância, foi, quer dizer ,é, Um Poema Puro toda ela passada na Idade Média. Existe felicidade maior? Não podia ser outra coisa, senão aquilo que sou. Está escrito. E a minha vida é um livro aberto, onde se desenrola um valor supremo de equilíbrios, de que todo o Poeta é mortal. Daí ser significativo que a imagem do Poeta esteja ausente do conjunto da literatura moderna. O raciocinio é clássico “a sociedade cria os seus próprios criminosos para se libertar, contra eles,das suas tendências agressivas. A sociedade precisa de criminosos para fundar e alimentar a sua cultura “(Karl Bednarik). Escrever é criminoso. O Poeta não participa neste banquete e daí o divórcio, a negação vital, na dupla leitura do mito de Édipo, uma freudiana, a outra heideggeriana ou platónica: o drama do incesto e o drama da verdade onde o poeta e o criminoso se olham nos olhos como dois amantes. Olho-me ao espelho e a minha imagem não se reflecte. Coloco a máscara e agora sim, a imagem da sociedade reflecte-se regularmente no local do crime onde todo um trabalho iconoclasta confirma “A liberdade individual não é um
bem cultural” (Freud). Cultura ou liberdade individual eis a nova barbárie. O duelo do Eros e-
terno quando no seu leito de morte encontra a sua amada (Afrodite) nos braços de Orfeu, o retorno recalcado, e masturba-se na liberdade poética ou filosófica” de Sade a Holderlin e de Nerval a Nietzsche, o mergulho puro numa linguagem que abole a história e faz cintilar, na superfície mais precária do sensível, a iminência de uma verdade imemorial”
(Michel Foucault).”
“ TRAQUINICES DE UM SERVO DE EL-REI
I
Porquê El-Rei
Me cortais a Pila?
Sabeis, meu senhor que,
Naquele celeiro, mergulhava
Apenas nos
Saiotes de vossa excelsa
Esposa. Por lá procurava o seu
Intocado bichinho, o
Peluche de vossa alteza.
II
Lembrai-vos,
Meu senhor que,
Quando me chamaste às
Vossas lides, eu já era
Eunuco; a vossa esposa,
Excelência, já só me afagava a
Cabecita, sob tais intocáveis
Saiotes, por si, senhor
Meu rei, almejando encontrar,
Tal bichinho.
III
Assim, senhor,
Deixai-me ficar com a
Pilinha, coitada, tão
Pequenina, porque a vós
Meu rei amado, também
Ela poderá venerar-vos
Com serventia”.
2006-03-14
V. de Liquito
21.3.06 Entre minutos de silêncio Pulga comemora a Poesia com o seu monstro. Aqui no corredor da morte reproduzimos com a devida autorização do autor, uma comunicação que o mesmo debitou em Guimarães vai para uns anos.
“Um poeta sem cornos é como um jardim sem flores
A. DASILVA O.
O Poeta é um enterrado vivo, todo o seu interior é, para o homem-comum, uma urna. Ao viver a sua (dele) morte depois da vida o Poeta enfrenta-se como a essência do homem-comum
Sou escravo duma imaginação doentia não faço outra coisa senão satisfazer-lhe todas as suas necessidades, uma a uma, em círculo fechado, a loucura profética (o frenesi), a loucura ritual ou mistérica (a mania), a loucura poética (a melancolia) e a loucura erótica (a imbecibilidade), sempre alegre e feliz. Tento dar o meu melhor. Ser criativo, pois o êxito está na razão directa da criatividade face à crueldade do mundo, onde infringir os limites de outrem, mesmo de matar outrem, pode constituir uma legítima defesa, uma resposta lógica. É que alma-multidão necessita urgentemente de respostas, um maior número de ideias, de pontos de vista, de hipóteses de solução. Não há ponta por onde se lhe pegue. Dê para onde der. É poibido fazer pensar. Não há emoção que suporte este ambiente de cortar à faca. Este livro. Este filme. Esta peça musical. Esta exposição. Neste palco tudo é fácil, tudo é simples, tudo é brilhante. Ninguém deve sair deste espectáculo, ou desta depressão, vivo. Muito emotivas e de fácil entendimento. Claro, a acção é essêncial. Uma acção amorosa com poucas imagens em agonia. Nada de enlatados convencionais de palavras que denunciem toda uma revolta, mas sim toda uma cólera conservadora e reacionária de joguinhos de palavras que se desfaçam em emoção. Mas este esforço. Esta máscara de esforço individual merece ser um reconhecimento público. O cliente tem sempre razão. A sua mente brilhante não deve ser insultada. Os seus gostos não devem ser discutidos. Era só o que faltava. É preciso premiar todos quanto se esforçam para que tudo seja fácil, simples e lucrativo. Aqui. Especialmente aqui, não devemos ser tradicionais. É um direito mais que humano, que nos assiste de premiar todo este esforço, antes que seja tarde demais. E mais uma vez, só depois de mortos é que são devidamente recompensados. Mas isso acabou. Estamos num novo ciclo da arte de viver. É bom viver no útero materno. A minha infância, foi, quer dizer ,é, Um Poema Puro toda ela passada na Idade Média. Existe felicidade maior? Não podia ser outra coisa, senão aquilo que sou. Está escrito. E a minha vida é um livro aberto, onde se desenrola um valor supremo de equilíbrios, de que todo o Poeta é mortal. Daí ser significativo que a imagem do Poeta esteja ausente do conjunto da literatura moderna. O raciocinio é clássico “a sociedade cria os seus próprios criminosos para se libertar, contra eles,das suas tendências agressivas. A sociedade precisa de criminosos para fundar e alimentar a sua cultura “(Karl Bednarik). Escrever é criminoso. O Poeta não participa neste banquete e daí o divórcio, a negação vital, na dupla leitura do mito de Édipo, uma freudiana, a outra heideggeriana ou platónica: o drama do incesto e o drama da verdade onde o poeta e o criminoso se olham nos olhos como dois amantes. Olho-me ao espelho e a minha imagem não se reflecte. Coloco a máscara e agora sim, a imagem da sociedade reflecte-se regularmente no local do crime onde todo um trabalho iconoclasta confirma “A liberdade individual não é um
bem cultural” (Freud). Cultura ou liberdade individual eis a nova barbárie. O duelo do Eros e-
terno quando no seu leito de morte encontra a sua amada (Afrodite) nos braços de Orfeu, o retorno recalcado, e masturba-se na liberdade poética ou filosófica” de Sade a Holderlin e de Nerval a Nietzsche, o mergulho puro numa linguagem que abole a história e faz cintilar, na superfície mais precária do sensível, a iminência de uma verdade imemorial”
(Michel Foucault).”
18 março, 2006
Por cá passaram todos vaidosos, e com razão, João Habitualmente e A.Pedro Ribeiro “ligados” pela mesma Aorta, com os seus objectos cardíacos: o do João “Os Animais Antigos” e o do Pedro “ Declaração de Amor ao Primeiro Ministro” . Aproveitamos para desejar à “Objecto Cardíaco” nova editora dirigida por Valter Hugo Mãe votos de resistência, iluminação e lucidez. Na Pulga ainda já os procuraram mas ainda cá não chegaram e enquanto não chegam o melhor é pedir correio@objectocardiaco.pt
Entretanto o dia 21 aproxima-se e é quem mais, no corredor da morte, frente ao espelho, ensaia inéditos para o dia mundial da poesia. Perante a digital página em branco o Poeta lê a sms que lhe acaba de chegar da Musa: “Porque é que cagar é melhor que dar uma queca? Porque no fim não tens que agarrar o cagalhão e dizer:- Amo-te”.
Entretanto o dia 21 aproxima-se e é quem mais, no corredor da morte, frente ao espelho, ensaia inéditos para o dia mundial da poesia. Perante a digital página em branco o Poeta lê a sms que lhe acaba de chegar da Musa: “Porque é que cagar é melhor que dar uma queca? Porque no fim não tens que agarrar o cagalhão e dizer:- Amo-te”.
10 março, 2006
Os estados dentro do estado apresentam o lucro das suas pilhagens do último ano económico. É bom saber que o capitalismo está de boa saúde e recomenda-se. O resto é literatura. Aqui, no corredor da morte é quem mais se desfaz em prosa poética enquanto escutam com atenção os debates, imaginem na Casa da Música, entre o governo e algumas empresários que lideram a economia paralela, politicamente correcta, e a melhor maneira de se autodestrurirem. Perceba-se: há que dividir para reinar. Hoje tomou posse o Idiota de todos os idiotas. E disse: o diagnóstico está feito. Mais parecendo um broche à chuveiro.
As Edições Mortas agradecem todos os elogios fúnebres.
As Edições Mortas informam ainda todos os seus leitores que continuarão a enriquecer o uránio. Não há retorno.
As Edições Mortas agradecem todos os elogios fúnebres.
As Edições Mortas informam ainda todos os seus leitores que continuarão a enriquecer o uránio. Não há retorno.
07 março, 2006
E então Satanás, já tomaste banho?, sim, vê lá te lavas bem lavado para a tomada de posse e já que vais viver à custa dos meus impostos não te esqueças das tuas obrigações de político profissional e dedicares toda a tua atenção à solução dos meus mais miseráveis problemas. Já sabes que vou estar de olho em ti, por tudo e por nada entrarei em contacto para te alertar para o mais terrível dos castigos, o poder, como nos alerta Bakunine acerca da reclusão, que aqui cinicamente dobro e desdobro em poder, ele é a morte durante a vida, a destruição lenta, consciente e dia após dia vais sentir-te cada vez mais indiferente, mais decrépito, mais embrutecido e, cem vezes por dia, desejarás a morte como uma libertação.
Mais um trabalho na porta afixado na porta Pulga.
“Declaração pública para que conste
Juro pela minha honra, pelas barbas e “mosca” que uso, além dos pelos do cu, que batem palmas, quando me peido, que não votei no Anibal, mais conhecido por Cavaco, nas eleições de Janeiro p.p.
- Não votei porque:
Não gosto de “cavacos”, nomeadamente este que tem um estilo parecido com o Oliveira, não o desta livraria (pulga), mas o outro, o Oliveira Salazar!
Não gosto daquela semi-estrutura: magra, seca, com queixo à gorila, falando economês e comendo as palavras Democracia, Socialismo e Liberdade! Lembro-me de quando era “Primeiro” entalar as mulheres dos 62 para os 65 anos, no direito às reformas, e nos homens dos 65 para os 69 ... o malandro também gosta do ... 69! Portanto, não gosto deste pau-seco que vai ser Presidente desta República de Bananas, travestida de novo riquismo, mas tesa como o carapau espanhol! Tristonha, Fadista e agarrada à N.Sra. de Fátima, à irmã Lúcia e ao Falecido Papa com a “camisa de vénus” espetada na penca!
Tenho dito: com os meus tomates a baterem no pito (cuidado com a gripe das aves)
Pronto!
Não votei neste Oliveira, nem no outro Anibal Oliveira Salazar, nem nos outros Oliveiras que governam este País, nem nos Sócrates Oliveiras Salazares ...
Viva a Liberdade de expressão!
Tesão pró Povo, já!
Simon, março 06”
Mais um trabalho na porta afixado na porta Pulga.
“Declaração pública para que conste
Juro pela minha honra, pelas barbas e “mosca” que uso, além dos pelos do cu, que batem palmas, quando me peido, que não votei no Anibal, mais conhecido por Cavaco, nas eleições de Janeiro p.p.
- Não votei porque:
Não gosto de “cavacos”, nomeadamente este que tem um estilo parecido com o Oliveira, não o desta livraria (pulga), mas o outro, o Oliveira Salazar!
Não gosto daquela semi-estrutura: magra, seca, com queixo à gorila, falando economês e comendo as palavras Democracia, Socialismo e Liberdade! Lembro-me de quando era “Primeiro” entalar as mulheres dos 62 para os 65 anos, no direito às reformas, e nos homens dos 65 para os 69 ... o malandro também gosta do ... 69! Portanto, não gosto deste pau-seco que vai ser Presidente desta República de Bananas, travestida de novo riquismo, mas tesa como o carapau espanhol! Tristonha, Fadista e agarrada à N.Sra. de Fátima, à irmã Lúcia e ao Falecido Papa com a “camisa de vénus” espetada na penca!
Tenho dito: com os meus tomates a baterem no pito (cuidado com a gripe das aves)
Pronto!
Não votei neste Oliveira, nem no outro Anibal Oliveira Salazar, nem nos outros Oliveiras que governam este País, nem nos Sócrates Oliveiras Salazares ...
Viva a Liberdade de expressão!
Tesão pró Povo, já!
Simon, março 06”
01 março, 2006
O Estado Poético está em alerta máxima. HIV, H5N1 e Pandemia estão à beira de um ataque de nervos. É vê-los a sobrevoar a página em branco, tal vala comum de cisnes, corvos, rouxinóis e de todas as aves poéticas que na Palavra procuram refúgio e eternidade. Soneto, o gato preto do corredor da morte, aproxima-se entusiasmado com um melro. Ronrona a gripe das aves e anuncia o pior ao discurso poético da nossa época “ Os versos são maus, mas concentram todas as tradições do ponche e revelam muito bem, na sua pobreza poética, o complexo de Hoffmann, que sobrepõe o pensamento científico às impressões ingénuas. Para o poeta, o enxofre e o fósforo alimentam o prisma das chamas; o Inferno está presente nessa festa impura” Gaston Bachelard
Pulga informa
que alugará o espaço porta – tipo: Jornal de Parede- a um texto, poema, foto, desenho,..., a partir do mês de Março, a 1 euro por semana. Formato A4. Tema Livre. Pulga reserva direito de selecção. Mais condições: Pagamento prévio. O autor escolherá a melhor colocação no espaço disponível. Tempo de duração máximo 2 semanas. Aí estão os dois primeiros trabalhos
INTROSPECTIVA
“ Não tem que se escamotear, o humano,
Por detrás de si mesmo,
Porque aquilo que o esconde
Por forma oposta,
Pode ser ele mesmo.”
Reinaldo Barata de Sôuza
Vale de Cambra, 8h45m
2006-02-22
“Da baba dum camelo inconsolável a um coiote invertebrado”
Quem pensa que já não tenho cabeça,
Que não deixe de pensar
Já não tenho outro pensamento,
Voraz
Que me impeça em tal boca,
Me desobrigue, nela vomitar
Pela pança a dita
Só me resta o vómito que alimentará
Tal intrínseco manjar.
Virgílio Liquito
Pulga informa
que alugará o espaço porta – tipo: Jornal de Parede- a um texto, poema, foto, desenho,..., a partir do mês de Março, a 1 euro por semana. Formato A4. Tema Livre. Pulga reserva direito de selecção. Mais condições: Pagamento prévio. O autor escolherá a melhor colocação no espaço disponível. Tempo de duração máximo 2 semanas. Aí estão os dois primeiros trabalhos
INTROSPECTIVA
“ Não tem que se escamotear, o humano,
Por detrás de si mesmo,
Porque aquilo que o esconde
Por forma oposta,
Pode ser ele mesmo.”
Reinaldo Barata de Sôuza
Vale de Cambra, 8h45m
2006-02-22
“Da baba dum camelo inconsolável a um coiote invertebrado”
Quem pensa que já não tenho cabeça,
Que não deixe de pensar
Já não tenho outro pensamento,
Voraz
Que me impeça em tal boca,
Me desobrigue, nela vomitar
Pela pança a dita
Só me resta o vómito que alimentará
Tal intrínseco manjar.
Virgílio Liquito
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