10 janeiro, 2009

NEVA NO MEU QUINTAL

É quem mais dá soluções para a crise
Parem lá com essa merda
Metam-se na vossa vida
Puta que pariu a crise e todas as suas soluções
Estupidamente correctas
E olhem a neve a cair

Eu adoro fazer parte do problema
E o banco já me concedeu um crédito cartão
A fim de pagar a crise, promover offshores (é assim
Que se escreve? Peço desculpas, vivo
Numa zona morta apesar de ser informado
Dos meus domesticados cancros
Do útero à próstata, diariamente) e o eterno
Capitalismo selvagem
Um euro por dia a cada cidadão?
Dou dois
Como pede emprestado aquele caralho
Que deambula pela urbe a pedir emprestadado
Sempre é melhor que aturar alguns poetas
E as suas iluminadas propriedades intelectuais
(não vai muito tempo alguns manifestavam-se
Vivamente contra o copyright, é assim que se escreve?
Sorry pois está protegido pela videovigilância
Para sua protecção) devidamente registadas
Pelo antivírus da senilidade


Por mim façam o favor de pilhar
E plagiar e saquear
Enquanto neva no meu quintal
é um orgulho ver dez milhões de anões
a brincar com a neve
neste país adormecido

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