18 março, 2009

MANIFESTOS, uma teoria*
a. dasilva o.
apresentada no passado dia 14 de Março 2009
na Gato Vadio livraria e tudo
referindo-se aos manifestos do Poeta
A. Pedro Ribeiro

O que é que vos posso dizer de PR que vocês não saibam?
Desfaz-se, melhor sacrifidesfaz-se em manifestos como anunciasse uma nova linguagem, e uma nova filosofia da desmistificação
Utilizando os velhos utensílios da revolta para melhor socorrer todas as vítimas de injustiça dando razões aos seus pares a sensação de histerismo mas esses académicos com a sua longa memória curta esquecem-se que desde 1928 “ O histerismo não é um fenómeno patológico e pode sob todos os aspectos, ser considerado como um meio supremo meio de expressão (Aragon, Breton no 2 manifesto do surrealismo)
Oitenta anos depois da comemoração do cinquentenário da histeria, tendo como base os estudos realizados pelo dr Charlot no hospital de Salpêtrière, estes Manifestos representam para mim, também, que «este comportamento expressivo tido por aberrante e patológico como “uma das maiores descobertas poéticas do fim do século XIX.”»
Cem anos depois, e mais umas décadas, estamos perante uma sociedade, em toda a sua interdisciplinaridade, aberrante e patologicamente domesticada por um proselitismo, previamente preparado desinfectado nos grandes laboratórios da Misologia.
Este ódio à Razão é contestado por estes Manifestos que um pouco por todo o discurso poético se manifestam ridiculamente para nada. Necessariamente fruto do monstruoso que quer regressar ao útero e o inumano que tenta aniquilar o fantástico, o mágico e o fabuloso.
A nossa linguagem exige uma outra realidade prática, um outro humor negro que não nos reduza à afasia, ao silêncio ou ao suicídio.
PR a isso nos sacrfi-se-desfaz, tentando e invocando anti-publicitariamente a esse anticorpo e antijogo para que a poesia não passe dum mero lamento nos intervalos da revolta.




* como nos informou via e-mail o lúcido, incansável e sapador Luís Chambell: “Sugerimos fortemente a ida ao Gato Vadio, pelo menos no domingo dia 15, para
o filme e conversa com o Jorge Valadas (Charles Reeve), lúcido e incansável
escritor e editor libertário ("Oiseau Tempête", Ab Irato). No sábado dia 14
estaremos a trabalhar, nós o pessoal do Musas, de manhã e de tarde, na
recuperação da casa incendiada dos vizinhos. Quem tenha muito ou algum tempo
livre é bem-vindo para nos ajudar”

Pulga Estúdios: é com todo o gosto que todos os musos possam saborear um pouco dos Manifestos e justificar a nossa ausência na urgente recuperação da lucidez
E nesse sentido há mais Violência Doméstica o décimo episódio: O Manifesto contra os economistas de A. Pedro Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=Fs7HD7rGuSA&feature=channel


Assim como mais Só nós dois é que sabemos, terceiro episódio: Censura, o eterno feminino
http://www.youtube.com/watch?v=dOjtaGikqnk

1 comentário:

Anónimo disse...

Aparentemente não eram estados compulsivos que animavam o poeta a conspirar contra os economistas. E muitos menos estados patológicos que não frenavam os seus esgares borrifados sobre os frascos de cerveja. Cultura da rica, poderia ser de pencas, nabos e pilinhas. Revelava, contudo, um conhecimento profundo da actividade desses fazedores de dinheiro, desses arautos dividinais coadjuvados, sempre,por catervas de causídicos, a quem se tocam punhetas infindáveis, agora envoltas de suposta cultura. Pois o poeta arriscou, o tesão animou-o de movimentos uniformemente acelerados, e projectou-o a nível nacional, como mais um cérebro a opinar nos canais da discussão política. Bem visto! Mas, face à evolução da conferência, apenas transpareceu irritada incontinência verbal, a qual tinha por suporte páginas do inusitado manifesto, em livro. E não eram ataques compulsivos do foro psicológico que obrigavam o autor a vender livros por debaixo da mesa, nem a influência dos economistas, convenhamos, mote do encontro. Nem a incontinência caros cidadãos, pois um fio licoroso de ácido úrico fétido, brotrava pelos sapatos do interventor, enquanto bociferava.
Eram sim apenas tremuras do efeito do lúpulo que agitavam o poeta e improjecção oculta por não conseguir trazer à liça um economista pois fugiria de cagaço, ou aquele que particularmente o motivou assumir tal disparate.
Deixo aqui o meu testemunho, abracemos este tipo de Conferências, que bem falta fazem à Cultura Nacional. E que nunca soframos por Menopausas Alheias.