O POLVO DA LIBERDADE
Aí está a grande solução
Para que os resíduos tóxicos monetário-financeiros
Sejam reciclados e entrem de novo
Na corrente sanguínea do estado
Para gáudio da aldeia global
Dos paraísos fiscais
A fim de estancar o derramamento de sangue, plasma, silicone
Das últimas revoluções
A da abundância e a do bem-estar
O consumo deixou-se corromper
Como herói instantâneo de televisão e net
Os partidos transformaram-se em offshore
Desde as revoluções politicas
E o fim da história não tem fim
O sec XXI continua refém
Desta se contemplar ao espelho
Nos intervalos deste real anomocéfalo:
«Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitana»
Mais um titulo do bruxo alternativo Gilberto de Lascariz
Na Zéfiro ed. Enquanto Pedro Águas «em toda a lama//me revolto»
Nos cospe “ Este Corpo que vos deixo” ed. Absinto
E mais Pulga.Estúdios:
O Falso Amigo da Liberdade
Quarto episódio da série vídeo-blog SÓ NÓS DOIS é que sabemos, baseado no ensaio de Bakunine «Os Adversários da Liberdade»
http://www.youtube.com/watch?v=WBpjRrryEh4&feature=channel
Vagabunda Inquietação
Episódio XI da série poética Violência Doméstica, baseado no poema «Corredor» de Edmundo de Bettencourt
http://www.youtube.com/watch?v=SYlKx9VD4hg
29 março, 2009
18 março, 2009
MANIFESTOS, uma teoria*
a. dasilva o.
apresentada no passado dia 14 de Março 2009
na Gato Vadio livraria e tudo
referindo-se aos manifestos do Poeta
A. Pedro Ribeiro
O que é que vos posso dizer de PR que vocês não saibam?
Desfaz-se, melhor sacrifidesfaz-se em manifestos como anunciasse uma nova linguagem, e uma nova filosofia da desmistificação
Utilizando os velhos utensílios da revolta para melhor socorrer todas as vítimas de injustiça dando razões aos seus pares a sensação de histerismo mas esses académicos com a sua longa memória curta esquecem-se que desde 1928 “ O histerismo não é um fenómeno patológico e pode sob todos os aspectos, ser considerado como um meio supremo meio de expressão (Aragon, Breton no 2 manifesto do surrealismo)
Oitenta anos depois da comemoração do cinquentenário da histeria, tendo como base os estudos realizados pelo dr Charlot no hospital de Salpêtrière, estes Manifestos representam para mim, também, que «este comportamento expressivo tido por aberrante e patológico como “uma das maiores descobertas poéticas do fim do século XIX.”»
Cem anos depois, e mais umas décadas, estamos perante uma sociedade, em toda a sua interdisciplinaridade, aberrante e patologicamente domesticada por um proselitismo, previamente preparado desinfectado nos grandes laboratórios da Misologia.
Este ódio à Razão é contestado por estes Manifestos que um pouco por todo o discurso poético se manifestam ridiculamente para nada. Necessariamente fruto do monstruoso que quer regressar ao útero e o inumano que tenta aniquilar o fantástico, o mágico e o fabuloso.
A nossa linguagem exige uma outra realidade prática, um outro humor negro que não nos reduza à afasia, ao silêncio ou ao suicídio.
PR a isso nos sacrfi-se-desfaz, tentando e invocando anti-publicitariamente a esse anticorpo e antijogo para que a poesia não passe dum mero lamento nos intervalos da revolta.
* como nos informou via e-mail o lúcido, incansável e sapador Luís Chambell: “Sugerimos fortemente a ida ao Gato Vadio, pelo menos no domingo dia 15, para
o filme e conversa com o Jorge Valadas (Charles Reeve), lúcido e incansável
escritor e editor libertário ("Oiseau Tempête", Ab Irato). No sábado dia 14
estaremos a trabalhar, nós o pessoal do Musas, de manhã e de tarde, na
recuperação da casa incendiada dos vizinhos. Quem tenha muito ou algum tempo
livre é bem-vindo para nos ajudar”
Pulga Estúdios: é com todo o gosto que todos os musos possam saborear um pouco dos Manifestos e justificar a nossa ausência na urgente recuperação da lucidez
E nesse sentido há mais Violência Doméstica o décimo episódio: O Manifesto contra os economistas de A. Pedro Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=Fs7HD7rGuSA&feature=channel
Assim como mais Só nós dois é que sabemos, terceiro episódio: Censura, o eterno feminino
http://www.youtube.com/watch?v=dOjtaGikqnk
a. dasilva o.
apresentada no passado dia 14 de Março 2009
na Gato Vadio livraria e tudo
referindo-se aos manifestos do Poeta
A. Pedro Ribeiro
O que é que vos posso dizer de PR que vocês não saibam?
Desfaz-se, melhor sacrifidesfaz-se em manifestos como anunciasse uma nova linguagem, e uma nova filosofia da desmistificação
Utilizando os velhos utensílios da revolta para melhor socorrer todas as vítimas de injustiça dando razões aos seus pares a sensação de histerismo mas esses académicos com a sua longa memória curta esquecem-se que desde 1928 “ O histerismo não é um fenómeno patológico e pode sob todos os aspectos, ser considerado como um meio supremo meio de expressão (Aragon, Breton no 2 manifesto do surrealismo)
Oitenta anos depois da comemoração do cinquentenário da histeria, tendo como base os estudos realizados pelo dr Charlot no hospital de Salpêtrière, estes Manifestos representam para mim, também, que «este comportamento expressivo tido por aberrante e patológico como “uma das maiores descobertas poéticas do fim do século XIX.”»
Cem anos depois, e mais umas décadas, estamos perante uma sociedade, em toda a sua interdisciplinaridade, aberrante e patologicamente domesticada por um proselitismo, previamente preparado desinfectado nos grandes laboratórios da Misologia.
Este ódio à Razão é contestado por estes Manifestos que um pouco por todo o discurso poético se manifestam ridiculamente para nada. Necessariamente fruto do monstruoso que quer regressar ao útero e o inumano que tenta aniquilar o fantástico, o mágico e o fabuloso.
A nossa linguagem exige uma outra realidade prática, um outro humor negro que não nos reduza à afasia, ao silêncio ou ao suicídio.
PR a isso nos sacrfi-se-desfaz, tentando e invocando anti-publicitariamente a esse anticorpo e antijogo para que a poesia não passe dum mero lamento nos intervalos da revolta.
* como nos informou via e-mail o lúcido, incansável e sapador Luís Chambell: “Sugerimos fortemente a ida ao Gato Vadio, pelo menos no domingo dia 15, para
o filme e conversa com o Jorge Valadas (Charles Reeve), lúcido e incansável
escritor e editor libertário ("Oiseau Tempête", Ab Irato). No sábado dia 14
estaremos a trabalhar, nós o pessoal do Musas, de manhã e de tarde, na
recuperação da casa incendiada dos vizinhos. Quem tenha muito ou algum tempo
livre é bem-vindo para nos ajudar”
Pulga Estúdios: é com todo o gosto que todos os musos possam saborear um pouco dos Manifestos e justificar a nossa ausência na urgente recuperação da lucidez
E nesse sentido há mais Violência Doméstica o décimo episódio: O Manifesto contra os economistas de A. Pedro Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=Fs7HD7rGuSA&feature=channel
Assim como mais Só nós dois é que sabemos, terceiro episódio: Censura, o eterno feminino
http://www.youtube.com/watch?v=dOjtaGikqnk
17 março, 2009
Sinopse
A IRMÃ LÚDICA E O POETA DO FIM, A DASILVA O, DESVENDAM NA LIVRARIA LELLO O MISTÉRIO DA POESIA.
21 de Março de 2009
17h30m Nos céus da praça dos Leões um helicóptero vomita sobre a multidão a palavra (montes de panfletos inscritos com o termo: palavra)
Entretanto subindo a rua das Carmelitas numa carroça puxada a cavalo, o poeta saúda a multidão com beijos e palavras poéticas
Dá três voltas à praça dos Leões
E entra na livraria dentro de um livro
Sobe ao primeiro andar ao som de uma banda sonora
Sai de dentro do livro
E começa a desvendar o mistério da poesia
Ao mesmo tempo que é chicoteado pela Irmã Lúdica
Como se lhe quisesse tirar o diabo do corpo
Ou o corpo do corpo
Fazendo, dobrando e desdobrando-se em auto justificações
Pré-primitivas, primitivas
Pré-cientificas, científicas
Dos factos e dos argumentos
Que são relatados com a ajuda do fogo
Lêem-se poemas em folhas a arder
Dentro de uma banheira
Onde a irmã se lava em lágrimas
Sangue e suor
Enquanto os segredos
A ferros são desvendados
Antes do final da sessão de esclarecimento o poeta
Arrasta-se docemente perante o auditório e com um revólver
Ora apontado para a boca, sexo, ventre entre outras partes do seu corpo
Pede uma esmola
Poesia ou a Vida?!
Regressado em triunfo
É fechado dentro do livro
Com todos os restos mortais do evento presenciado e cada qual sai com a sua quota-parte de responsabilidade
A IRMÃ LÚDICA E O POETA DO FIM, A DASILVA O, DESVENDAM NA LIVRARIA LELLO O MISTÉRIO DA POESIA.
21 de Março de 2009
17h30m Nos céus da praça dos Leões um helicóptero vomita sobre a multidão a palavra (montes de panfletos inscritos com o termo: palavra)
Entretanto subindo a rua das Carmelitas numa carroça puxada a cavalo, o poeta saúda a multidão com beijos e palavras poéticas
Dá três voltas à praça dos Leões
E entra na livraria dentro de um livro
Sobe ao primeiro andar ao som de uma banda sonora
Sai de dentro do livro
E começa a desvendar o mistério da poesia
Ao mesmo tempo que é chicoteado pela Irmã Lúdica
Como se lhe quisesse tirar o diabo do corpo
Ou o corpo do corpo
Fazendo, dobrando e desdobrando-se em auto justificações
Pré-primitivas, primitivas
Pré-cientificas, científicas
Dos factos e dos argumentos
Que são relatados com a ajuda do fogo
Lêem-se poemas em folhas a arder
Dentro de uma banheira
Onde a irmã se lava em lágrimas
Sangue e suor
Enquanto os segredos
A ferros são desvendados
Antes do final da sessão de esclarecimento o poeta
Arrasta-se docemente perante o auditório e com um revólver
Ora apontado para a boca, sexo, ventre entre outras partes do seu corpo
Pede uma esmola
Poesia ou a Vida?!
Regressado em triunfo
É fechado dentro do livro
Com todos os restos mortais do evento presenciado e cada qual sai com a sua quota-parte de responsabilidade
10 março, 2009
UMA COISA EM GRANDE,
Monólogo de um Parábase
De A. Dasilva O
- Olá Braga, como está?
- Olá grande amigo, trata-me por tu, Antero, dá cá um abraço há muito tempo que não te punha a vista em cima
- Cá vamos andando, obrigado
- Esta cidade está uma lástima, ninguém faz nada, é a paz podre autêntica
- Estou a trabalhar numa cena
- Isso é óptimo sabes que sou um admirador da tua pessoa, qualquer coisa já sabes
- Obrigado
- E então o que é
- É uma perfomance poética…DESVENDAR O MISTÉRIO DA POESIA e estava a pensar fazê-la aqui…
- Espectacular, tem de ser uma coisa em grande
- Vou trazer uma sinopse…
- Para ti, já sabes, tudo, telefona-me para a semana e vamos almoçar aí a sítio barato, sabes como é…
Um mês depois
- Olá Antero ainda não tive tempo, mas esta semana, não, mas para a semana
telefona-me que vamos aí almoçar a um sítio barato, ok?
- Certo, Braga, não há pressa entretanto já leste a sinopse?
- O quê?
- O projecto da perfomance
- Sei lá, pá, não é preciso nada, já está tudo à tua disposição, confio em ti.....
Uma, duas semanas, um mês, dois e três…
- Almoçámos na próxima, pode ser Antero? Agora desculpa-me que estou ocupado…mas já sabes que gosto muito de ti …e vamos fazer uma coisa em grande…certo? Aparece aí tal dia, às tantas horas
- Muito bem Braga
Tal dia às tantas horas
- É pá desculpa lá pá, mas nunca mais me lembrei, mas para a semana telefona e vamos aí almoçar a um sítio barato, mas hoje é impossível tenho uma unha encravada…Já sabes a saúde está primeira e esta cidade é uma merda e eu estou com pouco saldo, mas já sabes que...
Mais umas semanas, meses
- Então, Antero, por onde tens andado, pá? Nunca mais tratámos daquilo ou já não queres fazer? Já sabes, tem de ser uma coisa em grande e comigo já sabes, gosto muito de ti e nestas duas semanas não, sei lá, mas depois do ano novo, sabes como é a gente tem de aproveitar pois esta cidade está deprimida, e é preciso dar-lhe umas sacudidelas e sempre em grande…
Passagem de ano mais semana, menos semana
- Olá Antero, ainda não morreste? Dá cá um abraço grande amigalhaço
- Olá Braga, fica combinado para o dia 21 de Março que é o dia da Poesia
- Pensei que era o dia da criança...bom, já está aqui apontado na agenda .
- E é preciso tratar disto e daquilo e mais daqueloutro
- Aparece aí para a semana
…
Umas semanas depois
- Então Braga?
- Olá conta aí o que queres fazer, Antero?
- Mas …
- Sabes como é pá, estas merdas…
- Mas…
- Mas isso é uma loucura, o que pedes, sabes como está esta cidade, não sei não me convém …quer dizer…mas vamos avançar não?
- E as licenças
- Licenças?
- Helicóptero …
- Deixa lá ver, aparece aí para a semana…
Semana seguinte com a promoção já em adiantado estado de divulgação
- Olá Antero, mas não consegui nada só me pedem burocracia, papeis para aqui e para acolá
- Não vamos desvendar o “mistério”?
- Tu sabes que gosto muito… sabes que comecei a usar fraldas...esta cidade de merda...
- Braga, não há "mistério"? Tenho os convites...a comunicação social.....
- Não, pá, daqui a uns tempos a malta faz aí uma coisa em grande
Monólogo de um Parábase
De A. Dasilva O
- Olá Braga, como está?
- Olá grande amigo, trata-me por tu, Antero, dá cá um abraço há muito tempo que não te punha a vista em cima
- Cá vamos andando, obrigado
- Esta cidade está uma lástima, ninguém faz nada, é a paz podre autêntica
- Estou a trabalhar numa cena
- Isso é óptimo sabes que sou um admirador da tua pessoa, qualquer coisa já sabes
- Obrigado
- E então o que é
- É uma perfomance poética…DESVENDAR O MISTÉRIO DA POESIA e estava a pensar fazê-la aqui…
- Espectacular, tem de ser uma coisa em grande
- Vou trazer uma sinopse…
- Para ti, já sabes, tudo, telefona-me para a semana e vamos almoçar aí a sítio barato, sabes como é…
Um mês depois
- Olá Antero ainda não tive tempo, mas esta semana, não, mas para a semana
telefona-me que vamos aí almoçar a um sítio barato, ok?
- Certo, Braga, não há pressa entretanto já leste a sinopse?
- O quê?
- O projecto da perfomance
- Sei lá, pá, não é preciso nada, já está tudo à tua disposição, confio em ti.....
Uma, duas semanas, um mês, dois e três…
- Almoçámos na próxima, pode ser Antero? Agora desculpa-me que estou ocupado…mas já sabes que gosto muito de ti …e vamos fazer uma coisa em grande…certo? Aparece aí tal dia, às tantas horas
- Muito bem Braga
Tal dia às tantas horas
- É pá desculpa lá pá, mas nunca mais me lembrei, mas para a semana telefona e vamos aí almoçar a um sítio barato, mas hoje é impossível tenho uma unha encravada…Já sabes a saúde está primeira e esta cidade é uma merda e eu estou com pouco saldo, mas já sabes que...
Mais umas semanas, meses
- Então, Antero, por onde tens andado, pá? Nunca mais tratámos daquilo ou já não queres fazer? Já sabes, tem de ser uma coisa em grande e comigo já sabes, gosto muito de ti e nestas duas semanas não, sei lá, mas depois do ano novo, sabes como é a gente tem de aproveitar pois esta cidade está deprimida, e é preciso dar-lhe umas sacudidelas e sempre em grande…
Passagem de ano mais semana, menos semana
- Olá Antero, ainda não morreste? Dá cá um abraço grande amigalhaço
- Olá Braga, fica combinado para o dia 21 de Março que é o dia da Poesia
- Pensei que era o dia da criança...bom, já está aqui apontado na agenda .
- E é preciso tratar disto e daquilo e mais daqueloutro
- Aparece aí para a semana
…
Umas semanas depois
- Então Braga?
- Olá conta aí o que queres fazer, Antero?
- Mas …
- Sabes como é pá, estas merdas…
- Mas…
- Mas isso é uma loucura, o que pedes, sabes como está esta cidade, não sei não me convém …quer dizer…mas vamos avançar não?
- E as licenças
- Licenças?
- Helicóptero …
- Deixa lá ver, aparece aí para a semana…
Semana seguinte com a promoção já em adiantado estado de divulgação
- Olá Antero, mas não consegui nada só me pedem burocracia, papeis para aqui e para acolá
- Não vamos desvendar o “mistério”?
- Tu sabes que gosto muito… sabes que comecei a usar fraldas...esta cidade de merda...
- Braga, não há "mistério"? Tenho os convites...a comunicação social.....
- Não, pá, daqui a uns tempos a malta faz aí uma coisa em grande
03 março, 2009
QUEM TEM MEDO DE A. DASILVA O.?
Lamentamos mas «A. Dasilva O. Não Desvendará O Mistério da Poesia» no dia 21 de Março dado que a livraria Lello, na pessoa do sr Antero Braga, invocou entre outras razões, a burocracia camarária e todos os seus sete anões, propondo que o "Mistério" seja desvendado no dia S. Nunca à Tarde.
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