29 dezembro, 2016

Todos os fins são tristes mesmo fingindo ser finais felizes, diz o poema

toda a minha vida
e mais seis meses
tenho martelado
num teclado de murano vidro, diz o poema

O meu silêncio é a tua liberdade de expressão, diz o poema

a minha imaginação é a tua doença, diz o poema

O eterno feminino quando retorna, diz o poema, até o caos chora sobre o leite derramado, a humanidade que o beba como sangue do seu mal-estar

alimento um sapo que tenho no estômago, diz o poema



Foto de A.Dasilva.O.toda a gente parece saber o que penso e se passa comigo, menos eu, diz o poema, que me limito a lavar e dar a ferro às negras, porcas e doentias nuvens




o efeito é uma borboleta, diz o poema

O Poema caiu 

e todos foram informados
para se manterem em casa
As crianças deliciam-se
brincando com as suas banhas
e ossadas de outrora
Os adultos brincam
com a infância
que nunca tiveram
é black friday
onde os mercados
expõem o fruto da sua má fé negocial
as tvs cospem
banalidades de base
diz o poema






com quatro versos se faz uma canoa, diz o poema

O Esteio, inesquecível de tão esquecido, diz o poema

tenho um poema no sapato que não se cala, diz o poema

Acendo um cigarro nos pulmões, diz o poema

estou a comer um sonho, diz o poema

Acendi uma vela no coração, diz o poema

Só não ama quem tem amor, diz o poema

Os poetas conhecem-me, diz o poema

20 dezembro, 2016

diz o poema «Venho aqui para me repetir e vos dividir. Há novecentos anos que não faço outra coisa, senão anunciar ventos e tempestades onde cada poema, é uma tentativa de suicídio onde vos roubo o bem de pensar, como traficante de órgãos poéticos, estéticos e éticos para me embriagar na vossa excrescência de vos atiçar o fogo interior da minha poesia que é um poema ferido de morte...» in Desobediência Poética, de A. Dasilva O., 2002, Black Sun editores.

ªSede https://www.facebook.com/asedenoporto/ 

retoma a sua actividade no dia 7 de Janeiro com uma sessão antológica dedicada à estimulante e multifacetada obra de António da Silva Oliveira (A. Dasilva O.).
A sessão conta com a participação da Prof.ª Paula Guerra, investigadora na área da sociologia da arte e da cultura.



Informo pessoall mente: 
Como sabem a rua santa catarina, porto, ainda é a minha rua escura onde vergo e sempre ataquei,  alinhando nesta «colonoscopia virtuall» que se efectuará mesmo à frente da ex-sede e estúdios da RADIO CAOS até 1986. E claro pelo convite da malta d' aSede, na pessoa de  Rui Manuel Amaral. Lá estarei com o meu aberto  «Coração Sujo» e meus «Excrementos» a dar «Sete Beijos na Pedra» e carregado de Piolhos e acompanhado pela «Estúpida».

12 dezembro, 2016

depois da matança, a bonança, diz o poema

Ar legenda menu

o poema tem espinhal meditacção

a poesia serve-se dos seus próprios remor ossos

Os poemas são as hossa(d)nas da morte

09 dezembro, 2016

Eis o local do crime, diz o poema, onde a Matança do Poema acontece; onde há factos, não há poesia, diz o poema

vi deos e estúdios pulga apresentam:

eis o lugar do crime, diz o poema
onde a Matança se exerceu com requintes poéticos
onde o quotidiano tal Abel mata o poema 
para gáudio
do real e ilusão e a sua eterna violência doméstica e gratuita  












é aqui que sou criado em cativeiro, diz o poema, por intelectuais da ileteracia 

06 dezembro, 2016

DIZ O POEMA , exposição fragmentos duma MATANÇA do POEMA

aqui se reproduz num trabalho caseiro da Vi Deos da exposição DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA que esteve eis-às-postas na casa museu A. DASILVA O. durante 3 dias, depois ressuscitou o morto e ex-às-postas como diz o poema, para me comerem, têm de me cortar às postas
DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA
DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA
DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA


DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA

DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA


DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA
DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA

DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA
DIZ O POEMA, exposição fragmentos duma MATANÇA

A MATANÇA DO POEMA

O poeta morreu
em clara lucidez
quando esta possuía
em todos os tabuleiros
fisi cus e merda mistíticulos
E é
quem mais parte
e reparte
a sua arte
até encher a pança



Piolhos d'Orfeu lançamento da Piolho # 20 em Coimbra no passado dia 26 de novembro, no café Santa Cruz, vimos agradecer a todos quanto participaram, entre outros, João Rasteiro, António Amaral Tavares e Meireles de Pinho autor desta reportagem fotográfica